quinta-feira, 5 de março de 2026

As Mães Também Choram


Há uma mãe chorando pela menina violentada.
Um choro de revolta, de dor, de incredulidade.O tipo de dor que rasga o peito porque nenhuma mãe está preparada para ver a própria filha ferida dessa forma — na dignidade, no corpo, na alma.

Mas, em algum outro lugar, também há outras mães chorando.

Choram de vergonha.

Decepção.

Incredulidade.

Porque descobrir que um filho participou de um ato tão brutal deve ser como olhar para tudo o que se ensinou, tudo o que se sonhou, e sentir o peso esmagador de uma pergunta que não encontra resposta: onde foi que eu falhei?

A maternidade é um território de amor imenso… mas também de uma vulnerabilidade profunda. Criamos filhos tentando ensinar respeito, caráter, humanidade. Tentamos prepará-los para o mundo, mas também tentamos preparar o mundo para recebê-los.
E, ainda assim, o mundo é maior que os nossos braços.

Há uma mãe abraçando uma filha ferida...
E há mães tentando entender como seus filhos puderam ferir alguém.

Nenhuma dessas lágrimas é leve.

Mas que essa tragédia nos lembre de algo essencial: educar meninos para o respeito não é apenas tarefa de uma família. É um compromisso coletivo. Da escola, da sociedade, da cultura que construímos todos os dias.
Porque toda menina merece crescer sem medo.
E toda mãe deveria poder dormir com a certeza de que seu filho jamais será motivo de dor para outra mulher.

Ser mãe é amar com coragem…
mas também carregar o peso permanente da esperança de ter ensinado o caminho certo.

terça-feira, 3 de março de 2026

Mães enlutadas de filhos vivos... 🥲😪

Existe um luto que não tem velório.
Não tem flores, não tem condolências, não tem abraços públicos.

É o luto das mães que perderam os filhos… sem que eles tenham morrido.
Filhos que se afastaram.
Filhos que romperam.
Filhos que cresceram para longe.
Filhos que mudaram tanto que já não cabem na lembrança que a mãe guardava no peito.
É um luto silencioso — porque a sociedade não reconhece.

Afinal, “se está vivo, está tudo bem”.
Mas nem sempre está.
Ser mãe é viver com o coração do lado de fora.
É carregar para sempre um pedaço de si andando pelo mundo.
E quando esse pedaço se distancia, endurece, acusa ou simplesmente não olha mais para trás, a dor não é pequena. Ela é funda.

Mas aqui mora o conflito.

Como ser justa quando a própria maternidade nos atravessa?
Como ouvir o filho adulto, suas versões, suas dores, suas memórias, sem imediatamente defender o próprio amor?
Como aceitar que, talvez, tenhamos errado — ainda que tentando acertar?
Porque também existem filhos que carregam suas próprias feridas.

Filhos que interpretaram silêncios como rejeição.
Que sentiram ausência onde havia exaustão.
Que viram dureza onde havia medo.

Não é simples.

Ser justa exige um exercício quase impossível: despir-se da autoridade da maternidade e vestir a humildade da humanidade.
Entender que amar não nos isenta de falhar.
E que sofrer não nos torna automaticamente certos.

Talvez o caminho não seja decidir quem está certo.
Talvez seja reconhecer que existem duas dores legítimas convivendo no mesmo espaço.
Mães enlutadas de filhos vivos não precisam de julgamento.
Precisam de escuta.
E, às vezes, precisam apenas aceitar que amar também é soltar — mesmo que doa.

E eu escrevo isso sabendo o quanto ser mãe me torna vulnerável.
Sabendo que meu coração sempre penderá para proteger.
Mas tentando, ainda assim, lembrar que justiça não é escolher um lado…
É ter coragem de olhar para todos.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Quando a tragédia nos leva a algo acima da revolta: a reflexão de que a mudança que quero para o mundo começa em mim!

Foto da Gazeta do Espírito Santo 
Essa semana, as imagens que chegam de Ubá e Juiz de Fora parecem cenas que a gente custa a acreditar que são reais. A água subindo sem pedir licença. Invadindo casas, lojas, escolas, supermercados. Carregando móveis, histórias, fotografias, sonhos. A chuva, que tantas vezes é bênção, transformada em medo.

Imagino o desespero silencioso de quem vê o nível da água alcançar o portão… depois a sala… depois o que antes era abrigo. O coração dispara, a mão treme, a mente tenta salvar o que é possível — documentos, remédios, alguma lembrança de valor afetivo.

 E, quando não dá tempo, resta apenas assistir. Assistir ao que a força da natureza faz quando encontra cidades despreparadas e pessoas vulneráveis.

Há algo de profundamente angustiante na sensação de impotência. A água que sobe do lado de fora parece também subir por dentro — um misto de pânico, tristeza e exaustão. E, ainda assim, no meio do caos, surgem mãos estendidas. Vizinhos que ajudam vizinhos. Voluntários que distribuem doações. Gente que, mesmo com pouco, divide. É na tragédia que também se revela a capacidade humana de empatia.

Mas, passado o susto imediato, precisamos refletir. É verdade que a ineficiência de alguns gestores públicos favorece prejuízos — materiais e emocionais. A falta de planejamento, de infraestrutura adequada, de políticas preventivas custa caro. Muito caro. Porém, se queremos justiça na análise, precisamos também fazer a nossa mea culpa.

Cidade que mais se varre não é, necessariamente, a que mais se limpa — pode ser apenas a que mais se suja. 

Não adianta cobrar drenagem eficiente se insistimos em jogar lixo nas ruas. Não adianta exigir responsabilidade se não cultivamos responsabilidade nos pequenos gestos diários. 

A mudança que exigimos começa, inevitavelmente, nos nossos hábitos.
Há uma urgência que vai além das obras e dos discursos: a urgência da educação. Educação ambiental. Educação cidadã. Educação que nos ensine que o que jogamos fora não desaparece — ele volta. E, às vezes, volta em forma de enchente.

Que a dor dessa semana não seja apenas mais uma memória triste. Que ela nos transforme. Que nos torne mais conscientes, mais solidários e mais comprometidos com a cidade que desejamos habitar. Porque reconstruir paredes é possível. Reconstruir valores é indispensável.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Dia da preguiça! 🙈🙉🙊

Hoje, eu me permito não fazer nada.

Não organizar. Não resolver. Não responder. Não produzir. Não performar eficiência.

Hoje, eu me permito a preguiça sem culpa.

Existe um mundo lá fora que cobra controle, metas, respostas rápidas, produtividade ininterrupta. Um mundo que nos convenceu de que descanso é fraqueza e pausa é atraso.
Mas hoje… não.

Hoje eu esvazio a mente das listas. Silencio as cobranças internas. Deixo os “você precisa” descansarem também.
Procrastinar, às vezes, é um ato de rebeldia gentil. É dizer ao corpo: “Eu te escuto.” É dizer à alma: “Eu não vou te explorar.”

Descansar não é desistir. É recalibrar.
E está tudo bem. Porque é só hoje.
Amanhã a gente volta. 

Mas hoje… hoje a vida pode ser lenta. Pode ser leve. Pode ser simples.
E o mundo não vai desabar porque eu escolhi respirar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O que aprendi com meus recomeços...

Aprendi que recomeçar não é voltar ao ponto zero.
É voltar ao caminho com mais consciência.

Cada vez que precisei começar de novo, algo em mim já não era o mesmo. Eu já enxergava melhor. Já sabia onde costumava tropeçar. Já reconhecia meus excessos — de confiança, de expectativa, de silêncio.

Aprendi que nem todo atraso é fracasso.
Às vezes é livramento.
Às vezes é preparo.

Aprendi que disciplina é importante, mas autocompaixão é essencial. Porque a cobrança excessiva paralisa, enquanto o perdão próprio impulsiona.

Aprendi que perder tempo dói menos do que perder a coragem.
E que o medo só vence quando eu escolho não tentar outra vez.

Meus recomeços me ensinaram humildade. Ensinaram que eu não controlo tudo. Que há pausas necessárias. Que há ciclos que terminam para que outros possam nascer.

Mas, acima de tudo, aprendi que minha identidade não está nos planos que falharam. Está na mulher que permanece de pé depois deles.

Hoje eu recomeço diferente.
Sem desespero.
Sem pressa.
Sem precisar provar nada a ninguém.
Recomeço porque crescer é um movimento contínuo.
E eu escolhi não parar.

Se a vida me perguntar mais uma vez se estou pronta, responderei com serenidade:
Não sei tudo.
Não controlo tudo.
Mas sigo...

Porque cair nunca foi o meu fim.
Sempre foi o meu ponto de virada.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Essa sou eu!

Sou do tipo que às vezes se perde.
Já tracei planos com entusiasmo e, no meio do caminho, me distraí, me confundi, desacreditei. Já comecei cheia de certezas e terminei cheia de perguntas. Já me cobrei além do necessário. Já me frustrei além do razoável.
Mas há algo em mim que nunca se perde junto: a capacidade de recomeçar.
Não faço inventário do que ficou para trás. Não fico contando quanto tempo desperdicei ou quantas oportunidades deixei escapar. Aprendi que viver não é uma planilha. É travessia.
Eu me perco, sim.
Mas eu me reencontro.
Respiro fundo. Me reorganizo por dentro. Silencio as culpas exageradas. E, quando percebo, já estou dando o primeiro passo outra vez — às vezes tímido, às vezes firme, mas sempre sincero.
Não sou perfeita na disciplina.
Não sou impecável na constância.
Mas sou insistente na esperança.
Recomeçar virou minha especialidade. Não porque eu goste de cair, mas porque me recuso a permanecer no chão.
Se me perguntarem quem eu sou, direi sem medo:
Sou aquela que, mesmo quando se perde, nunca desiste de si.
Porque perder o rumo não é perder a essência.
E enquanto houver fôlego, haverá começo.
✨ Eu não sou o que ficou para trás.
Eu sou a coragem de começar de novo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

No Brasil, o problema não é só de corruptos. O maior problema é dos corruptores, daqueles que, por conveniência, gostam de enviar um pixulé para aqueles que não têm moral nenhuma.

A caricatura não é minha! Imagem criada a pedido por IA
No Brasil — e em qualquer lugar — a corrupção não sobrevive sozinha. Ela é uma relação. Existe quem aceita, mas também existe quem oferece. Existe quem se vende, mas também quem compra.
A própria Transparência Internacional costuma reforçar que a corrupção é um sistema alimentado por duas pontas: o agente público que trai sua função e o particular que escolhe o atalho em vez da ética.
O “pixulé” não nasce no vazio. Ele nasce da cultura do: — “todo mundo faz”
— “é só para agilizar”
— “ninguém vai saber”
E assim vamos normalizando pequenas concessões que, somadas, corroem estruturas inteiras.
A Controladoria-Geral da União frequentemente destaca que o combate à corrupção depende tanto de fiscalização e punição quanto de mudança cultural — educação ética, transparência e responsabilidade social.
Porque, no fim, a pergunta é simples e desconfortável: Que tipo de país construímos quando justificamos o atalho?
A corrupção pública é grave, mas a corrupção moral — aquela que começa nas pequenas escolhas individuais — é o terreno onde tudo germina.
Talvez o maior enfrentamento não seja apenas jurídico. Seja de caráter.
E isso começa quando alguém decide não pagar. E alguém decide não aceitar.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Direito Autoral... uma questão de ética!

Falar sobre direitos autorais é, antes de tudo, falar sobre respeito.

Vivemos em um tempo em que tudo parece estar a um clique de distância. Uma imagem bonita, um texto emocionante, uma música que toca a alma… compartilhamos, repostamos, salvamos. Mas por trás de cada criação existe alguém. Existe tempo investido, estudo, tentativa e erro, noites em claro, sentimentos colocados ali com coragem.

Direitos autorais não são apenas um conjunto de leis frias e burocráticas. São o reconhecimento de que ideias têm dono. De que a criatividade é fruto de esforço. De que criar é um trabalho — muitas vezes invisível, mas profundamente valioso.

Quando usamos uma obra sem dar crédito, quando copiamos um texto como se fosse nosso, quando reproduzimos uma arte sem autorização, não estamos apenas “pegando algo da internet”. Estamos apagando a história de quem criou. E isso é uma questão ética.

Ética é aquilo que fazemos mesmo quando ninguém está olhando. É citar a fonte. É pedir permissão. É entender que o fato de algo estar disponível não significa que esteja liberado. É reconhecer que valorizar o trabalho do outro é também fortalecer uma cultura mais justa e mais digna.

Ao respeitar os direitos autorais, não estamos limitando a criatividade — estamos protegendo-a. Estamos dizendo ao artista, ao escritor, ao músico, ao fotógrafo: “Seu trabalho importa. Sua voz importa.”
E quando cada um faz a sua parte, criamos um ambiente onde a arte floresce, onde a produção intelectual é incentivada e onde o respeito deixa de ser exceção para se tornar regra.

No fim das contas, direitos autorais falam sobre autoria, mas também falam sobre caráter.
E caráter, esse sim, é a assinatura que ninguém pode copiar.

Mesmo displicentemente, sem maldade, precisamos estar atentos porque nesse mundo atual, nossas ações valem mais do que qualquer lei escrita!

Hoje é domingo! Hoje é dia de renovar as forças junto ao Senhor!

Dia de silenciar o coração, respirar esperança e lembrar que não caminhamos sozinhos.

Eu só tenho a agradecer…

Porque mesmo quando tudo me parecia desgraçadamente cruel, quando as dores pareciam maiores que meus ombros e as respostas não vinham, o Senhor me carregou no colo.

Foi Ele quem me sustentou quando minhas pernas fraquejaram.
Foi Ele quem me deu força quando eu achava que não tinha mais.
Foi Ele quem me ensinou a paciência no meio do caos e a sabedoria no silêncio das minhas lágrimas.

Hoje eu entendo: não era o fim… era cuidado.
Não era abandono… era colo.
Não era fraqueza… era aprendizado.

Que este domingo seja abrigo, seja cura, seja recomeço.
Que a gente entregue, confie e descanse.

Porque quando colocamos nossa vida nas mãos do Senhor, até as tempestades nos ensinam a voar.

Que a Virgem Mãe nos coloque protegidos sob seu manto sagrado!

✨ Um dia de cada vez… cada dia um pouquinho… até o reencontro.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

SABADOU, QUERIDOS!

Sabadou!
E quando o sábado chega, ele não traz só o descanso do corpo…
traz a chance de aliviar a alma.

Sabadou!
Mas o que você espera de um sábado?
Silêncio ou conversa?
Casa cheia ou canto sossegado?
Uma boa mesa com a família… ou um tempo só seu para reorganizar pensamentos?

O fim de semana não é apenas uma pausa no calendário.
É um convite.
Convite para desacelerar.
Para lembrar quem somos quando não estamos correndo contra o relógio.
Para olhar nos olhos de quem amamos.
Para agradecer pelo que ficou e confiar no que virá.

Talvez o mais importante de um fim de semana não seja o que fazemos…
mas o que sentimos.
É a paz que conseguimos cultivar.
É o abraço que não adiaremos mais.
É o descanso que permitimos ao coração.

Que o seu sábado não seja apenas um intervalo…
mas um reencontro.
Com a família.
Com a fé.
Com você mesmo. 

Porque a vida não é só sobre produzir.
É também sobre viver.

✨ Sabadou… e que seja leve, inteiro e abençoado! ✨

Porque viver é um dia de cada vez... lembram? Cada dia um pouquinho... Até o reencontro!