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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Sonhos que te levam a reflexão...


Esta noite tive um sonho...
Era um lugar que eu já conhecia. Não da vida real, mas dos sonhos. Acho que estive ali há uns dez anos.

Era uma paisagem árida... de barro... vegetação rala... tudo envolto numa penumbra que eu conheço bem. Havia uma construção enorme, mas desgastada pelo tempo, com rebocos caindo e paredes marcadas pelo abandono. Ali também havia pessoas. Pessoas tristes. Revoltadas. Como se todas carregassem um peso invisível.

Naquele lugar existia uma condição para a liberdade: era preciso conseguir se expressar. Era preciso encontrar coragem para dizer o que havia dentro da alma.

Já no fim do sonho, coube a mim falar sobre os Clóvis... aquelas figuras tradicionais do carnaval, escondidas atrás de máscaras, roupas coloridas e muito barulho.

Ao acordar, fui pesquisar a história deles. E percebi que meu sonho talvez não estivesse falando do carnaval...

Talvez estivesse falando de nós.
Quem são os Clóvis dos dias de hoje?
Quantas vezes vestimos uma fantasia para esconder o que pensamos? Quantas vezes medimos as palavras por medo da rejeição, do julgamento, da crítica ou das consequências? Quantas vezes sorrimos quando, por dentro, estamos apenas tentando sobreviver?

Ao longo da história, muitas vozes denunciaram a repressão e defenderam o direito de falar livremente. Mas o sonho me fez pensar que o desejo de calar quem pensa diferente talvez seja uma tentação permanente da humanidade. Mudam os tempos, mudam os grupos, mudam os discursos... mas a dificuldade de conviver com a diferença continua existindo.

Talvez, em maior ou menor medida, todos nós sejamos um pouco Clóvis.

Não porque desejemos esconder quem somos... mas porque, às vezes, a máscara parece oferecer uma proteção que o rosto descoberto já não encontra.
E isso é triste.

Porque uma sociedade verdadeiramente livre não deveria obrigar ninguém a vestir fantasias para existir.

O carnaval deveria ser o único lugar onde as máscaras são  necessárias!

Talvez todos nós sejamos um pouco Clóvis.

Há momentos em que a prudência nos faz vestir uma fantasia. Há momentos em que o silêncio protege mais do que o grito. Há momentos em que a máscara nos ajuda a atravessar caminhos difíceis.

Mas que ela nunca esconda o nosso rosto.

Porque fantasias podem nos proteger por algum tempo... mas é o rosto que revela a nossa verdade.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Por que escolhi escrever... um alento para o continuar...



Por que escolhi escrever

Eu escolhi escrever porque há sentimentos que não cabem apenas no silêncio.
Porque a vida, às vezes, pesa — e a palavra escrita me ajuda a respirar.

Escrevo porque minha fé me sustenta, mas também me convida a refletir, a agradecer e a confiar mesmo quando não entendo tudo. Escrever é uma forma de oração: é quando falo com Deus e, ao mesmo tempo, comigo mesma.

Escrevo porque a vida me ensinou sobre amor, alegria e também sobre dor. A perda deixou marcas profundas em mim, mas não me tirou a capacidade de amar, de perdoar e de seguir em frente. Pelo contrário: me ensinou que a superação não é esquecer, e sim continuar com o coração limpo.

Escrevo por causa da minha família — meus filhos, meus netos, minha cachorrinha — que são meu chão, meu colo e minha força diária. Eles me lembram todos os dias que vale a pena continuar acreditando.

Escolhi escrever porque acredito que palavras podem acolher, consolar e iluminar. Talvez alguém chegue até aqui carregando uma dor parecida com a minha, ou apenas buscando um pouco de esperança. Se uma frase fizer companhia, já terá valido a pena.

Este espaço não é sobre perfeição.
É sobre fé, superação e família.
É sobre transformar a dor em amor — um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro!