Eu não escrevo por escrever.
Eu escrevo porque sinto demais.
E, talvez, no meio de tantas palavras que nascem de mim, exista um desejo silencioso:
o de alcançar alguém.
Alguém que também anda apressado demais,
cansado demais,
ocupado demais…
para perceber o que sente.
As pessoas têm vivido na urgência.
Tudo é pra ontem.
Tudo é corrido.
Tudo é superficial.
E, nisso, o essencial vai ficando para depois.
Ou pior… vai sendo esquecido.
Eu escrevo porque acredito que ainda existe algo muito bonito dentro de cada pessoa —
mas que precisa de pausa para aparecer.
Precisa de silêncio.
Precisa de coragem.
Precisa de sentir.
Se, em algum momento, o que eu escrevo fizer alguém parar por um instante…
respirar mais fundo…
se reconhecer em uma palavra…
ou simplesmente permitir-se sentir…
Então, já valeu.
Porque sentir não é fraqueza.
É caminho.
E talvez tudo o que a gente mais precise hoje
seja reaprender a caminhar por dentro.