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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Solidão na companhia..

A pior solidão
Existe um tipo de solidão que pouca gente entende.
Não é aquela de quem mora sozinho. Não é a de quem não tem com quem conversar.
É a solidão de quem divide a casa, a mesa, a cama... mas já não divide a vida.

É olhar para o lado e perceber que a pessoa está ali apenas de corpo presente. A mente está em outro lugar. As preocupações giram sempre em torno dela mesma. Os seus medos, as suas dores, as suas necessidades parecem invisíveis.

E, aos poucos, você vai aprendendo a silenciar.
Não porque deixou de sentir, mas porque percebe que suas palavras já não encontram abrigo.

É estranho como podemos nos sentir profundamente sozinhos no meio de uma companhia.

Às vezes, um desconhecido oferece mais atenção do que quem prometeu caminhar ao nosso lado.
E o coração vai ficando cansado...
Cansado de esperar uma pergunta sincera: "Como você está?"
Cansado de desejar um abraço que nunca vem. Cansado de acreditar que amanhã será diferente.

A solidão não é a falta de pessoas.
É a falta de presença. É a falta de cuidado. É a falta de interesse pelo que acontece dentro da alma de quem está ao nosso lado.

Talvez muita gente esteja vivendo exatamente isso neste momento.
Sorrindo para o mundo, enquanto, por dentro, sente um vazio imenso.

Se você também se sente assim, saiba apenas de uma coisa: seus sentimentos são reais. Eles merecem ser ouvidos, respeitados e acolhidos.

Ninguém deveria se acostumar a viver invisível dentro da própria história.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Meu dia comigo... apenas curtindo minha preguiça!


Dia da preguiça.

E que palavra injustiçada, não é? Como se parar fosse falha… como se desacelerar fosse fraqueza. 

Hoje, não. Hoje eu me permito não fazer. Não produzir. Não pensar além do necessário. Hoje eu simplesmente existo.

Deixo o tempo correr sem pressa, sem metas, sem culpa. O corpo desacelera, a mente silencia, e aos poucos vou lembrando que a vida também acontece nesses intervalos — nos respiros, nos vazios, nos momentos em que não há urgência alguma.

É no descanso que a gente se reencontra. É no silêncio que a gente se escuta. E é nesse “não fazer nada” que, curiosamente, tanta coisa se reorganiza por dentro.

Que tal experimentar? Escolher um dia — ou algumas horas — só para você. Sem cobrança, sem lista, sem necessidade de ser útil o tempo todo. Apenas sentir. Apenas estar.

Porque viver também é isso: saber a hora de ir… e a hora de simplesmente ficar.