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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Dias sim... dias não... mas vou sobrevivendo sem um arranhão... ou quase!

Tem dias que, mesmo que não esteja chovendo, eles são nublados...

Isso acontece... com algumas pessoas mais vezes do que gostariam, mais vezes do que imaginamos que alguém pudesse suportar... mas elas atravessam o dia assim mesmo.

Elas entendem que faz parte de todo um processo... que nem todo dia precisa ser bonito para ser importante.

Agora, existem dias ensolarados... cheios de cor, de sons que evidenciam a vida em harmonia, de cheiros que despertam memórias, de calor que abraça...

Isso também acontece com algumas pessoas que, às vezes, nem acreditam que merecem tamanha Luz e tanto Calor!

A vida é assim...

Tem variações de tempo, de temperatura, de humores, de sentimentos... há manhãs de céu azul e há tardes em que precisamos simplesmente esperar a tempestade passar.

E, no fim, talvez esteja tudo bem...

Porque aquele que confia no processo e no Criador continua caminhando.

Vai se reformulando... aprendendo... amadurecendo... fazendo sua reforma íntima... e se preparando.

Até o dia em que o Pai Maior disser:

— Pronto, Filho... agora é Comigo!

E então, quem sabe, a gente finalmente compreenda que todos aqueles dias nublados também faziam parte do caminho até a Luz...

Um dia de cada vez...
Cada dia um pouquinho...
Até o reencontro...


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Quando o dia muda o rumo...

Ontem foi dia de quebrar o galho do filho e ficar com o neto em casa enquanto ele saía para fazer um serviço.

Sabe aquelas mudanças de planos que chegam de surpresa e modificam completamente o nosso dia? E que, mesmo sem termos sido planejadas, acabam modificando tudo da melhor maneira possível?

Pois foi assim.

De repente, eu e meu marido ganhamos uma manhã na praia com o nosso neto. O dia estava nublado, o friozinho aparecia de vez em quando, mas para uma criança não existe tempo ruim quando existe um parquinho pela frente.

Depois veio o mercado. Depois, a casa. E então vieram as cabaninhas, o supermercado imaginário, as brincadeiras inventadas na hora e tudo aquilo que o lúdico permite quando uma criança está por perto.

Foi um dia cheio. Cheio de função, de movimento, de risadas, de pequenas descobertas e daquela oportunidade maravilhosa de olhar a vida através dos olhos de uma criança.

E querem saber? É cansativo, sim. Principalmente quando o frio chega e a fibromialgia resolve lembrar que mora comigo.

Mas existe uma coisa curiosa: quando o coração está cheio de alegria, quando a alma está ocupada por sentimentos bons, as dores continuam ali, caminhando ao nosso lado... mas parecem perder a força de atrapalhar o caminho.

Elas não desaparecem. Não deixam de doer.

Mas não interferem no prazer.

Porque há dias em que a vida muda nossos planos apenas para nos lembrar que ainda existem muitas alegrias esperando para acontecer — às vezes numa praia nublada, numa cabaninha improvisada ou num pequeno supermercado de brincadeira.

E, no fim do dia, a gente percebe que não estava apenas quebrando o galho de alguém.

Estava, sem saber, ganhando um presente. ❤️

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Vivendo o curso normal da vida...

No fim de semana, tivemos um daqueles encontros que fazem bem à alma. Estávamos em Areal, reunidos: os Olivieris e aqueles que chegaram aos Olivieris pelo caminho do amor, da amizade, dos casamentos, da vida.

Em determinado momento, meu filho olhou para mim, referindo-se à minha neta, que já está entrando naquela fase entre os dez e os onze anos, e disse:

— Tá vendo, mãe? Olha só... Agora ela não quer mais saber da vovó, não quer mais perder tempo com a vovó nem com o papai. Você ainda prefere se sacrificar para comprar uma bebê reborn nova, o vestido de caipira mais caro?

E eu sorri.

Mas não sorri porque não houvesse verdade no que ele dizia. Sorri porque havia muito mais preocupação naquele comentário do que realmente preocupação comigo. Havia ali a dorzinha de um pai percebendo que a filha está crescendo.

Eu entendo.

Também já estive naquele lugar.

Houve um tempo em que eu era apenas mãe. E, como toda mãe, também acompanhei meus filhos deixando, pouco a pouco, algumas coisas para trás. A infância vai dando lugar a outras vontades, outros interesses, outras companhias. E nós, adultos, às vezes confundimos esse movimento natural com afastamento.

Quando eles preferem os amigos, pensamos que não querem mais estar conosco.

Quando começam a fazer escolhas próprias, sentimos que estamos perdendo espaço.

Quando já não querem brincar como antes, quase perguntamos, em silêncio: “Em que momento você deixou de precisar tanto de mim?”

Mas a maturidade foi me ensinando, especialmente através dos netos, que crescer não é deixar de amar.

É apenas crescer.

É descobrir o mundo para além do colo da mãe, da mão do pai, da brincadeira com a avó.

É começar a fazer escolhas. Ter preferências. Ser seletivo. Querer aquilo que os adultos, muitas vezes, não entendem. Uma bebê reborn. Um vestido de caipira mais bonito. Uma tarde com os amigos. Um mundo que, aos poucos, começa a ser deles.

E nós precisamos aprender a não transformar cada passo de independência em uma sensação de abandono.

Porque talvez não estejamos perdendo espaço.

Talvez estejamos apenas precisando aprender a ocupar um lugar diferente.

Hoje eu entendo que o meu amadurecimento protege os meus netos. Protege-os da culpa de crescer. Da obrigação de permanecerem pequenos para que os adultos não sofram. Uma criança precisa poder mudar, escolher, experimentar, afastar-se um pouquinho e voltar, sem sentir que está machucando quem a ama.

Mas o meu amadurecimento também protege a mim.

Porque, quando compreendemos o curso natural da vida, não enxergamos todas as mudanças como perdas.

Aquela menina que hoje já não quer passar tanto tempo brincando com a vovó não deixou de amar a vovó.

Ela está apenas crescendo.

E o meu filho, naquele instante, talvez ainda estivesse aprendendo a ser pai de uma menina que já não é tão menina.

Eu olhei para ele e sorri porque hoje sei de uma coisa que talvez só o tempo ensine:

Não devemos tentar impedir que eles cresçam para que continuem precisando de nós.

Precisamos crescer junto com eles, para que, mesmo quando não precisarem mais de nós como antes, continuem querendo voltar para nós.

Porque o colo muda.

As conversas mudam.

As brincadeiras mudam.

O tempo junto muda.

Mas o amor...

Ah, o amor não precisa diminuir.

A vida apenas segue o seu curso.

E nós, que amamos, precisamos aprender a acompanhá-la. ❤️


quinta-feira, 9 de julho de 2026

ESTUDAR É ABRIR PORTAS QUE NINGUÉM PODE FECHAR!


Vivemos uma época em que muitos procuram caminhos fáceis. O sucesso instantâneo parece seduzir mais do que o esforço.

 Há quem acredite que estudar é perda de tempo, que ler é um hábito ultrapassado ou que o conhecimento pode ser substituído por alguns minutos diante de uma tela.

Mas a vida, cedo ou tarde, ensina uma verdade da qual ninguém escapa: não existem atalhos capazes de substituir a preparação.

O estudo não serve apenas para conseguir um diploma. Ele ensina a pensar, a questionar, a escolher melhor. Ensina a reconhecer oportunidades, a não ser enganado, a defender ideias com argumentos e a construir uma história da qual possamos nos orgulhar.

Cada livro lido amplia horizontes. Cada aula assistida acrescenta uma ferramenta. Cada dificuldade vencida durante o aprendizado fortalece o caráter.

Quem estuda investe em algo que ninguém pode roubar: o conhecimento.

É claro que a vida nem sempre é justa. Nem todos começam do mesmo lugar. Uns encontram o caminho mais fácil; outros precisam vencer obstáculos todos os dias. Mas o estudo continua sendo o veículo mais seguro para quem deseja transformar a própria realidade.

Não basta sonhar. É preciso preparar-se para realizar os sonhos.

A força de vontade abre a primeira porta. A disciplina mantém essa porta aberta. E o conhecimento mostra o caminho que leva até onde queremos chegar.

Talvez você ainda não saiba exatamente qual profissão deseja seguir. Tudo bem. Continue estudando. Continue lendo. Continue aprendendo. O conhecimento nunca é desperdiçado.

O mundo muda todos os dias. E quem aprende todos os dias muda junto com ele.
No fim das contas, estudar não é apenas aprender uma profissão. É aprender a construir a própria vida.

domingo, 12 de abril de 2026

O quebra- cabeça da vida...

A vida, às vezes, é mesmo como um quebra-cabeça espalhado sobre a mesa: peças soltas, cores misturadas, bordas difíceis de encontrar. 

Há momentos em que tudo parece confuso demais, como se nunca fosse possível enxergar sentido no meio de tanto embaralho.

Mas a verdade é que nenhuma imagem se revela com pressa.
É preciso calma para observar cada detalhe, paciência para tentar, errar, recomeçar… e, sobretudo, vontade de não desistir de organizar aquilo que, à primeira vista, parece impossível. Cada pequena peça encaixada já é um avanço silencioso, um gesto de esperança.

Não ter medo do tempo também faz parte. Há soluções que só aparecem quando damos espaço para que elas cheguem. Há respostas que nascem no intervalo entre uma tentativa e outra.

E assim, pouco a pouco, aquilo que antes era desordem começa a ganhar forma. A imagem surge, bonita, inteira — não porque foi fácil, mas porque foi construída com cuidado.

A vida não exige pressa. Ela pede presença, coragem e confiança de que, no tempo certo, tudo encontra o seu lugar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

“Entre fé, superação e família, escolhi viver acreditando que o amor sempre vence. A vida é bela! Só precisamos ter respeito por ela!

O Carnaval chega como um convite à alegria, às cores, à música que pulsa nas ruas e ao riso que aproxima as pessoas. É tempo de celebração, de encontro, de extravasar emoções depois de tantos dias de luta e cansaço. A festa, quando vivida com consciência, pode ser expressão de vida, criatividade e liberdade.

Mas junto com a festa, nasce também a responsabilidade. Proteger a família, cuidar dos nossos, ensinar pelo exemplo que alegria não combina com excesso, violência ou desrespeito. O verdadeiro festejo é aquele que volta para casa inteiro — no corpo, na alma e nos valores.

Vivemos em uma sociedade plural, onde crenças, fé e modos de viver coexistem. Respeitar a fé do outro é um gesto de maturidade e humanidade. O Carnaval não precisa de achincalhe, deboche ou desmerecimento do sagrado para ser intenso.

 A diversão não perde brilho quando escolhe o caminho do respeito; ao contrário, ela se torna mais bonita e mais digna.
Não é a bagunça que define a alegria, mas a leveza. Não é o barulho que mede a felicidade, mas a paz que permanece depois. Celebrar é possível sem ferir, sem invadir, sem ofender. É possível dançar sem pisar nos valores alheios.

Que este Carnaval seja vivido com consciência, cuidado e amor. Que a alegria caminhe de mãos dadas com o respeito, que a liberdade encontre limites no bem comum, e que cada família se sinta protegida, acolhida e em paz — antes, durante e depois da festa.

Porque quando há respeito, a festa passa… mas os valores permanecem. 💛✨

E assim vamos vivendo,  um dia de cada vez...cada dia um pouquinho... até o reencontro!

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Mudar por e para mim... semeando um futuro melhor!

Faz tempo eu queria ter um pé de maracujá no jardim... tentei várias vezes semear as sementinhas que tirava quando ia fazer sucos... nunca conseguia... parecia que era meu destino não ter um pé de maracujá! 

Na casa do meu filho em Búzios tinha... e vivia lotado de frutos! Lindos! Viçosos! Eu sempre trazia de lá e procurava semear... nada...era em vão!

Eu comecei a adubar a terra... tudo que eu usava na cozinha e que era natural e que geralmente se joga no lixo passei a colocar em uma caixa com terra... e de tanto em tanto tempo eu transferia parte desta terra adubada...vitaminada, para o meu canteiro...

Comecei de forma natural... despretensiosamente... entendendo que a terra pedia algo a mais. 

Continuei semeando... e com o tempo, a terra me mostrou e me recompensou com vários presentes: coentro, cidreira, hortelã, boldo, alecrim, mudas e mudas de caju, abacate, pitanga, maçã ( acreditem se quiserem...é maçã Fuji) e finalmente não só um mas dois pés de maracujá!

Assim como a terra, nosso organismo precisa de adubo! Precisa que tenhamos um conhecedor dessa palha que chamamos de corpo, para diagnosticar nossas carências e equilibrar nosso terreno biológico!

Meu canteiro hoje além de um aliado nas minhas reposições naturais é um maravilhoso anti depressivo!

Amigos... cultivem seus canteiros...procurem um bom técnico e fortaleçam sua terra! 

Percebam...em terra adubada as minhocas que crescem só favorecem a oxigenação do ambiente. 

Os frutos? Ah... serão sempre os melhores e dificilmente serão contaminados pelo medo! 


Floresçam como meu pé de maracujá!