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domingo, 27 de maio de 2018

Um novo canal para as mães da violência

Hoje, ao ler a reportagem do @robertosoares no Jornal Extra, fiquei pensando muito em nós, as mães da Violência... Os números que comprovam a incapacidade dos órgãos de direito nos darem uma explicação são irrefutáveis... A incompetência é gritante...em todos os sentidos... Não há material necessário, não há contingente necessário e a disputa com o crime organizado é injusta pois, eles são mais organizados, melhor aparelhados e não tem medo de nada!
Não estou aqui fazendo campanha contra a polícia! Quem me conhece sabe o quanto defendo esses guerreiros sejam da civil, da PM, da federal! O que infelizmente atrapalha e muito é a vaidade, a arrogância e as aspirações políticas de muitos dos chefões!
Pensando em nós e nos nossos imensos pontos de interrogacões, resolvi criar um grupo: Mães da violência e sem resposta! Quem estiver dentro do perfil aqui, me manda MSN pelo menseger com nome, celular, nome do anjo ou anja, data de desencarne e se quiser, pode contar como foi.
Quem quiser pode me add no Facebook: Márcia Maralhas Olivieri




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Vivendo um eterno subir e descer de elevador...


Eu já disse aqui algumas vezes que a vida de uma mãe enlutada não é fácil! A vida mais parece como um elevador, às vezes uma montanha russa, em outras um trem fantasma... A gente sabe como está, mas nunca podemos afirmar que estaremos do mesmo jeito daqui a um mês, ou a uma semana, ou amanhã.

Estou em uma semana de quedas... Às vezes me imagino um náufraga: eu afundo e vejo, ao olhar para a margem,  pedaços de madeira em que poderia me amparar e nado, nado, mas não consigo chegar lá. É tudo tão sufocante... Tão pesaroso... E isso me causa uma decepção... Desânimo.

Hoje eu fiz uma coisa ruim. Eu estava muito triste e muitos são os motivos para isso: a saudade do Bruno, a inatividade da DH da capital, assuntos de trabalho que não tenho ânimo para resolver, problemas domésticos e a ida do meu marido para Campos dos Goytacazes... 

Ficar sem ele comigo é como me quebrar as muletas... E num momento sozinha, eu trinquei os dentes! Aliás, venho fazendo muito isso depois da partida do Bruno. O tal bruxismo está acabando com meus dentes! Hoje, eu trinquei tão forte que senti um estalo... Pronto, o dente ficou mole! Eu cutuquei ele e percebi o estrago e doeu... Não dor de dente, pois ele não estava estragado, mas uma dor na gengiva... Uma dor na carne! E num impulso sem controle, peguei um algodão e arranquei o meu dente! Ah, Senhor! Quanto prazer em sentir aquela dor... aquela mutilação!

E então, me lembrei da Drª. Danielle Hassene, minha psiquiatra, conversando comigo quando no início do luto, eu arrancava meu cabelo... "Quanto prazer nos dá sentir essa dor, não é Márcia? Parece que ela adormece a dor do luto, não é?"

E agora, eu estou aqui... Me abrindo para vocês... envergonhada de todas as maneiras... decepcionada comigo mesma e triste porque sei que essa não era a mulher que inspirou esta declaração:


"Amor de mãe sou eu... amor de mãe sou eu... amor de mãe sou.... amor de mãe...." ♪♫♩♫♭ 
Se eu puder herdar um terço da força dessa mulher para conseguir superar as dificuldades da vida, sempre com pensamento de ajudar o próximo, sem preconceitos, sempre com muito amor, tenho certeza que poderei ultrapassar qualquer obstáculo que vier pela frente. E olha que a vida nunca foi... e continua não sendo fácil pra ela.
Obrigado por ter me escolhido para ser seu filho, obrigado pela oportunidade de poder compartilhar essa vida com vc, obrigado por todo amor e compreensão. Perdões minhas falhas, meus excessos, minha intolerância.
Te amo. Feliz dia das mães. — com Márcia Maralhas Olivieri."


Ele escreveu isso no seu Instagram num Dia das Mães! Me perdoa, meu filho! Só estou cansada... muito cansada! E você sabe disso e, por isso, me aconselhou a retroceder... descansar... para depois continuar!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Quando se tem dentro do peito a sensação de que está fazendo a sua parte...


Hoje, durante uma conversa no grupo do G.A.M.E, no WhatsApp, resolvi encorajar o meu amigo Elder Alberto Maceira a falar sobre o luto dele e  que influência tinha um grupo de ajuda neste processo... A resposta veio através de um depoimento por vídeo no Facebook.


A minha emoção foi imensa... Chorei por um bom tempo... A cada frase dita com uma dificuldade que só quem passa por isso entende, eu me conscientizava que estou no caminho certo! Tive a certeza que juntos somos muito fortes!

O Elder é marido da Cassia, eles são de São Paulo e perderam a anja deles em um acidente durante o posicionamento dela em um selfie macabro. A Clarinha pensou em fingir estar se enforcando e tirar um selfie... Desequilibrou do banco e acabou caindo e fraturando o pescoço. Uma tragédia!!!!!!

Este casal é especial... Eles juntos compõem uma família de 07 filhos... Bem assim: os meus... os seus... e os nossos! Ops! Esses nossos são 03 crianças adotadas... 03 irmãos filhos de uma família destruída pelo crack!

Conversei com a Cássia pela primeira vez de madrugada, pelo Facebook. Eu estava dormindo e sonhei com meu Bruno me pedindo para acordar e entrar no face... Acordei e encafifada com o sonho, resolvi ligar o notebook e entrar no Facebook... De cara apareceu uma página que sigo sobre mães que perderam seus filhos tragicamente... Lá, a Cassia postava uma dor desmedida... Uma sugestão de que iria se matar... Senti uma vontade imensa de colocá-la no colo e dizer: pode chorar comigo, eu conheço a sua dor! Daquele dia em diante, nunca mais deixamos de nos falar... Até que ela chegou via internet, no G.A.M.E.




No feriado de São Jorge, eles vieram ao Rio e foram a Mangaratiba me ver! Foi uma felicidade sem tamanho!

Hoje, se eu tivesse que escrever sobre GRATIDÃO, eu escreveria: "Senhor, mesmo diante desta dor dilacerante que me consome todos os dias, eu lhe agradeço pela oportunidade de estar fazendo parte disto"!

Que muitos pais se sintam encorajados a fazer o mesmo! E que o mundo entenda de uma vez por todas: perder um filho é romper com toda lei de coerência da vida e que sentir esta dor independe de gênero... Nesta dor, somos todos iguais! Nesta dor, Somos Todos Um!

E para finalizar, deixo uma música para reforçar a idéia de que sempre que precisarem, EU ESTAREI AQUI!


terça-feira, 31 de maio de 2016

A importância de interagirmos...





Minhas amigas e meus amigos, irmãos na dor... Somos todos fruto da misericórdia de Deus! Ele nos ama, mesmo quando nossa tão pueril ignorância nos faz querer acreditar que não. Eu creio piamente nisso! Penso que religião é o nome que escolhemos para dar aos diversos idiomas com que o Grande Senhor conversa conosco. 

E até me atrevo a dizer que alguns destes idiomas são mais difíceis de serem articulados por conta do conhecimento das leis Divinas a serem seguidas. Aqueles que mesmo conhecendo a Lei e suas sanções resolve transgredi-las, sabe o preço a pagar... Eu conheço a Lei e creio nela! Me entristeci com o homem... Me revoltei com as atitudes mas, NUNCA, nunca mesmo me virei contra Deus! 

Hoje, vou aos poucos buscando minha coerência (se é que um dia uma mãe enlutada conseguirá isso), lutando com meus altos e baixos. Ter o compromisso de escrever para vocês... De ajudar a vocês, mostrando que somos todos iguais nesse sofrimento desgraçado, me estimula a continuar... E meu Bruno me incentivou a esse trabalho em uma das psicografias.

Preciso que mães e pais enlutados conversem comigo por aqui... Que me falem de suas dúvidas... De suas angustias... Comentem os tópicos... Nossa união e interação nos faz muito fortes!

AMO VOCÊS!