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sexta-feira, 1 de junho de 2018

E junho chegou: com suas emoções dúbias!



                                         Mães Enlutadas pela Violência e Esquecidas 



Bom dia, meninas! Junho chegou e com ele as duas maiores emoções da minha vida: trouxe ao mundo meu caçula, o Lourencinho,pai da Nina, no dia 22 e devolvi , de maneira trágica e violenta, meu primogênito no dia 21. Lourencinho passou a noite do dia 21 procurando o irmão e no dia do aniversário entre delegacia e IML. Estive pensando sobre isso... Continuo grata a Deus pelo dom da maternidade e da FÉ!
Coloquei no mundo dois seres lindos, que receberam e assimilaram  muito bem a educação que eu e o pai demos a eles... E, qdo chegou o momento da partida programada pelo Bruno lá no Universo Paralelo, o Lourencinho, segurou as pontas conosco...mesmo depois de receber o pior presente de aniversário de sua vida. 
Nós nunca nos revoltamos contra Deus e a espiritualidade amiga... Nossa mágoa foi contra um sistema de segurança que atua de acordo com o peso da mídia...que condena antes do devido processo legal, vítimas como culpadas por sua própria morte! 
E é sobre essa dor, essa mágoa e o que podemos fazer com ela tanto juricamente quanto psicologicamente, que a partir da criação deste grupo e da página do Facebook que conversaremos sempre!
Aqui, cada um vai expor sua dor é sua opinião como quiser... Claro que sempre respeitando os outros...
Nunca poderemos esquecer que o objetivo maior é ter visibilidade é isso eu garanto a vcs que vcs terão!

domingo, 27 de maio de 2018

Um novo canal para as mães da violência

Hoje, ao ler a reportagem do @robertosoares no Jornal Extra, fiquei pensando muito em nós, as mães da Violência... Os números que comprovam a incapacidade dos órgãos de direito nos darem uma explicação são irrefutáveis... A incompetência é gritante...em todos os sentidos... Não há material necessário, não há contingente necessário e a disputa com o crime organizado é injusta pois, eles são mais organizados, melhor aparelhados e não tem medo de nada!
Não estou aqui fazendo campanha contra a polícia! Quem me conhece sabe o quanto defendo esses guerreiros sejam da civil, da PM, da federal! O que infelizmente atrapalha e muito é a vaidade, a arrogância e as aspirações políticas de muitos dos chefões!
Pensando em nós e nos nossos imensos pontos de interrogacões, resolvi criar um grupo: Mães da violência e sem resposta! Quem estiver dentro do perfil aqui, me manda MSN pelo menseger com nome, celular, nome do anjo ou anja, data de desencarne e se quiser, pode contar como foi.
Quem quiser pode me add no Facebook: Márcia Maralhas Olivieri




Vivemos a ditadura do medo...o Bruno virou só um número para as autoridades

Hoje, voltando a um assunto onde o tal do mimimi acontece rápido e por incrível que pareça, até por quem não viveu os difíceis anos do regime...
Quero falar sobre: Intervenção Militar... Prestem atenção... Ainda não estou discutindo regime militar...
Sei que foram anos difíceis... Onde excessos foram cometidos... E as torturas e crimes vinham com CPF e RG consagrados... E não estou dizendo que concordo com isso! Jamais concordaria! Mas, hoje, vivemos sim uma ditadura... A ditadura do MEDO! Uma ditadura imposta pelo crime e sacramentada por políticos corruptos que crescem na política tal qual erva daninha no mato!
A Intervenção Militar no Brasil todo, com políticos corruptos sendo presos e com generais fazendo a varredura nas gestões até então, seria a solução mais eficaz para o momento! Não há que se acreditar em renovação na política... Caderninhos com nomes de agraciados com beneces já devem estar sendo feitos...lideranças políticas do mal já devem estar sendo muito bem pagas para fazer cumprir o voto no dia da eleição...
Uns dirão: vc quer que crimes contra inocentes continuem a acontecer sem terem solução? Responderei com a matéria de hoje do jornal Extra, feita pelo repórter Rafael Soares: os crimes continuam... Os militares hoje ou são bandidos ou da milícia!









domingo, 19 de março de 2017

Sonhando com meu filho amado... Desdobramento!

Esta noite fui dormir cedo... Sempre fico muito mal quando passo uns dias em Muriqui. Desta vez não foi diferente.

Tudo me trás um peso grande na saudade... A casa perdeu o brilho e a sonoridade...

Fico horas trancada em um quarto nos fundos do quintal. Tento não me entregar a angústia que o lugar me remete.

Eu queria poder ir embora de vez... Cortar com esta cidade todos os vínculos existentes! Infelizmente não depende de mim!!!!

Esta noite tive um sonho daqueles que tive faz pouco tempo... Nós espíritas o reconhecemos como desdobramento... Um episódio onde teu espírito se desprende do corpo físico e se desdobra até um lugar ou a uma pessoa...

É um presente de Deus!!!! Nestes momentos, sentimos o outro ou o lugar com quase todos os sentidos: visão, tato, audição, olfato...

Este meu sonho, serviu de enredo para me levar até meu filho... Serviu também para me mostrar os ataques que venho sofrendo dos irmãozinhos do mal.

Me lembro perfeitamente que em um dado momento em que eu descobria o que algumas pessoas estavam fazendo comigo e que eu lutava já sem forças e decepcionada com o que havia constatado, o Bruno surge e eu corro até ele...

Foi um abraço verdadeiro... Caloroso... Tão apertado... E o seu cheiro inundou o ambiente... Até agora sinto o cheiro dele!

Me lembro que percebi que não era um sonho...E comecei a gritar agradecendo a Deus aquela oportunidade... Ele me pedia calma... E em um dado momento, como em um vagar da esteria, eu falei pausadamente a Deus... " Senhor, agora o Senhor pode me levar... Eu sei que me reencontrarei com meu filho..."

Minhas palavras me afastaram dele...Porque eu senti que estava indo...Me entregando... Acordei ou recobrei os sentidos com uma forte dor de cabeça mas com uma paz dentro de mim sem tamanho...

Obrigada, meu Pai! Obrigada por mais esta oportunidade! Bruno vive!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ana Carolina - É Isso Aí (The Blower's Daughter - E eu não sei parar de te olhar...





Faz dias que durmo mais de quatro da manhã... Ando sentindo uma saudade angustiante de você. Passo minhas horas da madrugada olhando fotos, lembrando do quanto viveu com alegria todos os seus momentos de encarnado... Me lembrei também dos momentos em que o amadurecer o faziam sofrer, mas você era resignado e volto as fotinhos... Uma lágrima cai, o coração acelera e eu não me canso de te olhar...



"É isso aí 
Como a gente achou que ia ser 
A vida tão simples é boa  
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aíUm vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não vou parar... de te olhar
Eu não sei parar... de te olhar"

                     



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Vivendo um eterno subir e descer de elevador...


Eu já disse aqui algumas vezes que a vida de uma mãe enlutada não é fácil! A vida mais parece como um elevador, às vezes uma montanha russa, em outras um trem fantasma... A gente sabe como está, mas nunca podemos afirmar que estaremos do mesmo jeito daqui a um mês, ou a uma semana, ou amanhã.

Estou em uma semana de quedas... Às vezes me imagino um náufraga: eu afundo e vejo, ao olhar para a margem,  pedaços de madeira em que poderia me amparar e nado, nado, mas não consigo chegar lá. É tudo tão sufocante... Tão pesaroso... E isso me causa uma decepção... Desânimo.

Hoje eu fiz uma coisa ruim. Eu estava muito triste e muitos são os motivos para isso: a saudade do Bruno, a inatividade da DH da capital, assuntos de trabalho que não tenho ânimo para resolver, problemas domésticos e a ida do meu marido para Campos dos Goytacazes... 

Ficar sem ele comigo é como me quebrar as muletas... E num momento sozinha, eu trinquei os dentes! Aliás, venho fazendo muito isso depois da partida do Bruno. O tal bruxismo está acabando com meus dentes! Hoje, eu trinquei tão forte que senti um estalo... Pronto, o dente ficou mole! Eu cutuquei ele e percebi o estrago e doeu... Não dor de dente, pois ele não estava estragado, mas uma dor na gengiva... Uma dor na carne! E num impulso sem controle, peguei um algodão e arranquei o meu dente! Ah, Senhor! Quanto prazer em sentir aquela dor... aquela mutilação!

E então, me lembrei da Drª. Danielle Hassene, minha psiquiatra, conversando comigo quando no início do luto, eu arrancava meu cabelo... "Quanto prazer nos dá sentir essa dor, não é Márcia? Parece que ela adormece a dor do luto, não é?"

E agora, eu estou aqui... Me abrindo para vocês... envergonhada de todas as maneiras... decepcionada comigo mesma e triste porque sei que essa não era a mulher que inspirou esta declaração:


"Amor de mãe sou eu... amor de mãe sou eu... amor de mãe sou.... amor de mãe...." ♪♫♩♫♭ 
Se eu puder herdar um terço da força dessa mulher para conseguir superar as dificuldades da vida, sempre com pensamento de ajudar o próximo, sem preconceitos, sempre com muito amor, tenho certeza que poderei ultrapassar qualquer obstáculo que vier pela frente. E olha que a vida nunca foi... e continua não sendo fácil pra ela.
Obrigado por ter me escolhido para ser seu filho, obrigado pela oportunidade de poder compartilhar essa vida com vc, obrigado por todo amor e compreensão. Perdões minhas falhas, meus excessos, minha intolerância.
Te amo. Feliz dia das mães. — com Márcia Maralhas Olivieri."


Ele escreveu isso no seu Instagram num Dia das Mães! Me perdoa, meu filho! Só estou cansada... muito cansada! E você sabe disso e, por isso, me aconselhou a retroceder... descansar... para depois continuar!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Refletindo através dos gostos do Bruno...


Assistindo o filme "Into the wild" e pensando no meu filho... No seu desapegar.


Numa das passagens mais sensíveis do filme, McCandless tenta ajudar Rainey a entender um pouco a tristeza que sua esposa Jan carrega consigo. O jovem vai ao encontro dela e juntos entram no mar, só que ele tem medo da água. 

No entanto, como ele mesmo diz: “Eu também sei que na vida, você não precisa necessariamente ser forte, mas sentir-se assim”. Todos nós podemos desmoronar em algum momento, somos humanos, afinal de contas. O importante é sentir-se forte; sentir que mesmo que o mundo desabe, você consegue passar por isso. Eu não entendo por que as pessoas, por que todas as pessoas são tão más, umas com as outras tão frequentemente."
Se hoje eu tivesse que escolher uma foto para marcar a  transformação que você estava vivendo naquele período em que desencarnou seria esta:



Havia em você uma imensa gratidão pelo Altíssimo, por tudo o que Ele te permitia... Havia em você um amor maior que você mesmo! Um amor por tudo e por todos! E havia ainda a lealdade: aos seus princípios assim como às suas amizades e você as respeitava em suas escolhas...

Muitos, mas muitos mesmo, te admiravam pelo que você era e pelo que estava se tornando: um ser ainda melhor! 

No entanto, outros o invejavam e até o mal diziam, por não entender como alguém com toda oportunidade recebida de berço, decidia por uma vida sem modismos, sem etiquetas, sem hipocrisia!

E foi graças a estes que você acabou vivendo uma experiência com a do personagem no filme:
“Eu também sei que na vida, você não precisa necessariamente ser forte, mas sentir-se assim”. Todos nós podemos desmoronar em algum momento, somos humanos, afinal de contas. O importante é sentir-se forte; sentir que mesmo que o mundo desabe, você consegue passar por isso. Eu não entendo por que as pessoas, por que todas as pessoas são tão más, umas com as outras tão frequentemente”
Você passou por tudo sozinho, sem alguém que te amasse de verdade! 

O que eles não sabem é que, espiritualmente, Deus esteve contigo... e de certa forma eu também, meu filho... Dizendo sussurrando: "Amém", ao final do teu Pai Nosso misericordioso! Eu te amo! Você será para sempre a minha maior inspiração!


"A felicidade só é real quando partilhada" (H. David Thoreau).



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Recaída


Olá, amigas! Antes gostaria de pedir  desculpas  pelo distanciamento. Sou uma mulher de fases... Fiquei muito frustrada no dia da reunião  por já  estar no Recreio  e não  poder ir. 

Eu estive pensando... Meu filho Lourencinho me disse assim: "Mãe,  você é  tão  bonita, porque não coloca dentes nestes teus sorrisos? Poucas são as vezes que você sorri com o coração!"  

Meu filho tem razão! Eu perdi a mão... Perdi o rumo... Às vezes acho que virei uma farsa... Uma bipolar.

Estes dias pensei em desistir. 

Aí, lembrei do meu filho Lourencinho que tem lutado tanto para dar uma vida digna a sua filha... Lembrei das minhas netas e pensei muito em vocês... No quanto minha desistência seria um desestímulo para vocês.

Eu não consigo mais acreditar que meu filho virou mais uma estatística neste estado de merda... Que enquanto eu definho, governadores, prefeitos e chefes das polícias se regozijam com as maravilhas que os cargos lhe oferecem... 

Bem... Estou em uma fase de desesperança... E eu não quero pena de ninguém... Preciso de oração... Muita... Muita mesmo!



quinta-feira, 28 de julho de 2016

O que você sente quando olha uma fotografia de seu(sua) anjo(a) ?




Hoje minha saudade bateu doída... E eu procurei disfarçar o máximo que pude... Por vezes, penso que minha saudade manifestada, cansa as pessoas que vivem ao meu redor... Percebo que todos precisam dar seguimento as suas vidas e essa minha oscilação de humor e sentimentos desgasta muito.

Eu sinto uma falta imensa do meu filho... Uma saudade de suas brincadeiras... De seus momentos musicais ao violão... De nossas conversas na varanda e até de seus momentos de mau humor!

E hoje, ao me sentir saudosa, busquei no celular suas fotografias e por uns instantes eu me confundi... Parecia que tudo foi um pesadelo e que o Bruno estava viajando e já-já chegaria em casa... Foi tão estranho... Não pensei em uma viagem espiritual... Não havia naquele momento lucidez em mim...

Até quando isto vai durar? Até quando vou me sentir incompetente como mãe? Por que será que este sentimento de culpa não vai embora?

Preciso de vocês, amigas irmãs! Preciso da experiência de vocês embora saiba que a dor de perder um filho seja única... 

domingo, 29 de maio de 2016

Queria ele aqui... Dor de mãe.






Meu filho era meu melhor amigo... Queria ele aqui comigo! 

Como estou exausta e de certa forma debilitada, fico mais vulnerável à tristeza... Coloquei na boca um Rivotril sublingual, mas a noite promete ser longa... Ando revoltada com os noticiários, parece que há uma tendência a inversão de valores no mundo...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Dia dos namorados em 2015... Ah,se eu soubesse!!!





"Como é difícil pensar que não vamos mais vê-lo! Como é difícil não ter mais este sorriso! Essa foi a ultima vez que saímos os três... Um jantar romântico no Marina Porto Itacuruçá para comemorar o Dia dos Namorados! Eu fiquei tão feliz! Só faltou meu terceiro namorado: o Lourencinho! 

Nove dias depois você partiu... Me deixou sem chão... Me mostrou que o Evangelho precisava ser realmente exercitado e não só lido e comentado... Você escolheu sofrer para nos apurar... Você escolheu ir com violência para que nosso "regenerar" fosse realmente digno do paraíso... Você conhecia a Lei de Deus e optou por espalhá-la distribuindo sorrisos, amor e solidariedade... 

Hoje minha vida é saudade... Mas também é amor, solidariedade e gratidão! Se separando de nós, pelo menos visivelmente, você nos uniu! Eu sei que tanto sofrimento não foi em vão!"

E essa saudade, minhas amigas e amigos que acompanham o blog, eu sei que sempre existirá! No entanto, esta minha fé inabalável me ajuda a prosseguir e acreditar no REENCONTRO!