Filho,
Faltam quatro dias para o que seria o seu aniversário…
E não tem como evitar. A saudade chega.
Ela vem desse jeito estranho, meio tristeza, meio vazio… meio algo que nem sei explicar.
Mas eu estou aqui, vivendo isso.
Porque amar você também é isso: sentir.
Sentir a falta, a dor, a saudade… e entender que tudo isso faz parte do caminho do luto.
E está tudo bem.
Eu me permito sentir… porque você foi amor de verdade.
Filho, eu queria tanto, tanto, tanto saber que você está bem…
Queria ter a certeza de que, de onde você está, você olha por todos nós.
Que continua perto, do seu jeito… cuidando.
Ah, meu filho… que saudade eu tenho de você.
Saudade do que vivemos… e também do que não pudemos viver.
Saudade de te ver construir a sua história,
de saber se você teria filhos…
ou se seguiria dizendo, com aquele seu jeito tão seu,
que ia cuidar da mamãe e do papai.
Você falava que seria juiz…
e, no fundo, eu sei… você já era.
Justo, bom, cheio de amor.
Dói também pensar nas risadas que você não pôde dar com seus sobrinhos,
nas brincadeiras que ficaram só na promessa do tempo…
em tudo aquilo que ficou por vir.
Mas, ainda assim… você vive em nós.
Em cada lembrança, em cada gesto de amor, em cada pedaço da nossa família.
E eu sigo aqui, meu filho…
um dia de cada vez…
com saudade, com amor…
Cada dia um pouquinho
até o nosso reencontro.
Te amo para sempre.