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quinta-feira, 21 de maio de 2026

A PEDRA, A RÉGUA E A INCOERÊNCIA HUMANA!



“Quem nunca pecou, atire a primeira pedra.”
A frase dita em Bíblia Sagrada atravessa séculos porque continua descrevendo exatamente quem somos.

Vivemos tempos em que muitos falam de Deus. Uns chamam Deus de Pai, outros de Alá, Oxalá, Jeová… pouco importa o nome dado em cada idioma, em cada crença, em cada religião. No fundo, todas pregam algo muito parecido: amor, compaixão, perdão, respeito, humanidade.

Mas de que adianta sermos tão religiosos, tão “crentes”, tão defensores da fé, se a régua que usamos para julgar o outro não tem absolutamente nada a ver com aquilo que aprendemos nas palavras sagradas?

É curioso como sabemos citar versículos, repetir ensinamentos, compartilhar mensagens bonitas… e, ainda assim, muitas vezes tratamos as pessoas com dureza, arrogância e crueldade.

Parece que existe uma enorme distância entre aquilo que pregamos e aquilo que praticamos.

Queremos misericórdia para os nossos erros, mas justiça severa para os erros alheios.
Pedimos compreensão para as nossas falhas, mas dificilmente oferecemos a mesma compreensão ao próximo.

Defendemos amor ao próximo… até que o próximo pense diferente de nós, erre diferente de nós ou viva diferente de nós.
E então surge a velha incoerência humana:
“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”

Talvez a verdadeira espiritualidade não esteja na quantidade de vezes que alguém entra em um templo, em uma igreja ou em uma cerimônia religiosa. Talvez ela esteja na forma como essa pessoa olha para quem caiu.

Porque é muito fácil carregar a pedra nas mãos. Difícil é soltá-la.
Difícil é corrigir sem humilhar.
Discordar sem destruir.
Ter fé sem arrogância.
Defender valores sem perder a humanidade.

Afinal, ninguém passa pela vida sem errar. Ninguém é completamente puro a ponto de ter autoridade moral para apedrejar o outro sem antes olhar para si mesmo.

No fim, talvez Deus — independentemente do nome que cada um lhe dê — esteja menos interessado nos discursos que fazemos sobre fé e muito mais interessado na maneira como fazemos as pessoas se sentirem quando cruzam o nosso caminho.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Tô com medo...

A vida não tem sido fácil! Penso até que estou perdendo o folego! Cada hora um problema de saúde que fere não só a mim mas a toda família e aí cada um tem a sua reação de acordo com sua sensibilidade.... E é aí que me sinto sozinha...com uma puta saudade do Bruno e com vontade de me isolar e dormir para não ter que ouvir coisas que machucam e acabam me fazendo perder o rumo e respondendo no mesmo tom. Caraca já pesquisei todas as soluções mas todas falam em prognosticos e perigo.... Poxa, eu gosto de surpresas! Eu queria voltar ao tempo...e lá trás fazer minha mãe me explicar porque eu desmaiava tanto e porque por um grande tempo fui tão franzina...frágil..... Mães deveriam ter olhos de lince e atitude de militares... O que me adianta ter um coração grande, ser a boazinha do pedaço, a ungida por Deus, se a unica coisa que consigo pensar agora é que corro a possibilidade de não conseguir ver meus netos crescerem e que nesse momento só penso em dormir! Estou com raiva! com medo mas com muita raiva! 

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Aviso

Meninas, tenho no Facebook, uma página cujo nome é: Mães da Violência e Esquecidas - MEVE.

PROCUREM SER ADD...PROCUREM MÃES DA VIOLÊNCIA...VAMOS DISCUTIR O PORQUE QUEM NOS DEVERIA AJUDAR NOS ESQUECE? NOSSOS GUERREIROS ESTAO SENDO ABATIDOS SEM DIREITO A UMA DEFEDA DIGNA!

Essa é a cara de uma mae coragem!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Clarinha um ser de Luz que nos ilumina e fortalece


Às vezes, temos a falsa impressão que violência seja apenas aquela forma de  agressão de violentar um desconhecido ou não . O caso da Clarinha, nos mostra com muita tristeza a violência emocional  que o povo está passando por falta de equipamentos médicos, médicos qualificados, exames corretos e de celeridade , e o mais grave, quando o óbito se torna inevitável, um laudo plausível deste falido e nojento IML.
Aqui, minha irmã em dor, conta seu calvário sofrido com sua linda e jovem Clarinha.



..." Continuando na passarela de Irajá ela levou o segundo tombo é rimos novamente
 Fomos pra casa da minha irmã isso era um domingo e na segunda feira ela já estava arrastando a perna direita e assim foi acontecendo dia após dia ela foi paralisando, fomos várias vezes ao medico mas sempre a mesma resposta é depressão. Chamei Samu várias vezes e dizia q não podiam ir pq ela estava bem e respirando, levamos 9 dias nisso e ela só foi internada por insistência da psicóloga dela q foi na UPA de Madureira comigo e alegou q ela poderia estar com meningite. Eles só a aceitaram por isso. Chegamos a ir de ambulância no hospital dos servidores mas deu negativo para meningite. Clara passou a noite tranquila pois já não tinha mais muita força, Nao sentia dores mas definhava a cada instante. Ela acordou cedo não quis comer, já não queria água e só me olhava com um olhar triste. Meia hora antes de partir ela me chamou e me confessou q meu cunhado tinha dito a ela q ela nunca mais andaria e que eu tinha q lutar e ter a minha dignidade. Meia hora depois ela segurou minha mão e me disse "eu te amo mãe " e ali ela partiu. Aí começa meu segundo pesadelo como interra-la pois o IML estava em greve e não poderia ter autópsia e o hospital não queria liberar o corpo. Meu irmão teve q ir com a polícia e aí sim conseguiu o atestado e liberação do corpo. Já no velório meu terceiro pesadelo não tinha vaga no cemitério e eu tinha que tomar uma decisão, ou trocava de cemitério ou enterrava no dia seguinte. Eu optei por trocar de cemitério e enfim consegui sepultar o corpo de minha filha. Hoje  sei que ela está liberta e eu aqui tentando recuperar a minha dignidade como ela me pediu.

  Desculpe a história longa é que a Márcia tinha me pedido pra contar a história.
  Sou, assim como minha filha e família, vítima de uma saúde e instituição sucateadas e do descaso e despreparo dos médicos e governantes na área da saúde!


O que dizer a está irmã? Primeiro: voce não está esquecida! Queremos o laudo da Clarinha!
Umas das doenças que poderiam ser pesquisadas, visto ser uma das sequelas da Dengue, teria sido a Síndrome de Guillain Barret... No entanto, infelizmente, vemos com mita tristeza que alguns médicos não estão preparados para concluírem o diagnóstico... que em alguns casos pode ter tratamento e cura! Encontrei na Net, uma explicação sobre a Sindrome...

 https://www.mdsaude.com/2008/12/o-que-sndrome-de-guillain-barr.html
Copiem o link e cole no cursor....

Vamos exigir que respostas sejam dadas!
Juntas somos fortes e lutaremos uma pelas outras!
Amamos vc!

domingo, 27 de maio de 2018

Um novo canal para as mães da violência

Hoje, ao ler a reportagem do @robertosoares no Jornal Extra, fiquei pensando muito em nós, as mães da Violência... Os números que comprovam a incapacidade dos órgãos de direito nos darem uma explicação são irrefutáveis... A incompetência é gritante...em todos os sentidos... Não há material necessário, não há contingente necessário e a disputa com o crime organizado é injusta pois, eles são mais organizados, melhor aparelhados e não tem medo de nada!
Não estou aqui fazendo campanha contra a polícia! Quem me conhece sabe o quanto defendo esses guerreiros sejam da civil, da PM, da federal! O que infelizmente atrapalha e muito é a vaidade, a arrogância e as aspirações políticas de muitos dos chefões!
Pensando em nós e nos nossos imensos pontos de interrogacões, resolvi criar um grupo: Mães da violência e sem resposta! Quem estiver dentro do perfil aqui, me manda MSN pelo menseger com nome, celular, nome do anjo ou anja, data de desencarne e se quiser, pode contar como foi.
Quem quiser pode me add no Facebook: Márcia Maralhas Olivieri