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segunda-feira, 27 de julho de 2026

GRATIDÃO QUE TRANSBORDA!

"As palavras são como sementes. Quem as planta raramente vê todas as flores que nascerão. Mas Deus vê. E é Ele quem faz germinar aquilo que foi escrito com amor."

140.416 vezes, alguém parou para ler uma palavra.

Hoje, meu coração só conhece um sentimento: gratidão.

Quando criei este blog, não imaginei números. Imaginei um lugar onde eu pudesse transformar minhas dores em palavras, minhas perdas em esperança e minha fé em companhia para quem também atravessa momentos difíceis.

Escrevo sobre família, superação e fé. Escrevo sobre o cotidiano, sobre o luto, sobre recomeços, sobre a alegria e sobre as pequenas vitórias que tantas vezes passam despercebidas.

Não escrevo para agradar uma bolha nem para seguir tendências. Escrevo aquilo em que acredito, respeitando quem pensa diferente, mas sem abrir mão da minha essência.
Não tenho patrocinadores. Não tenho equipe de produção. Não tenho assessoria, marketing ou grandes recursos.

Tenho apenas um computador, um coração cheio de histórias e uma enorme vontade de mostrar que é possível continuar vivendo, mesmo depois das maiores tempestades.
Se essas palavras chegaram tão longe, foi porque cada um de vocês decidiu levá-las adiante.

Cada leitura, cada compartilhamento, cada comentário e cada gesto de carinho me lembram que vale a pena continuar escrevendo.

Minha gratidão é imensa.

Que Deus continue abençoando este espaço e cada pessoa que passa por aqui. Enquanto Ele me conceder inspiração, continuarei fazendo o que sempre fiz: escrevendo com verdade, com fé e com amor.

"Se uma única pessoa encontrou esperança em minhas palavras, então cada linha escrita já valeu a pena." 

Muito obrigada por caminharem comigo.

Ps: Dra Danielle Hassene vc é a maior responsável por isso! Deus a abençoe!




terça-feira, 16 de junho de 2026

Somos todas Marias... um texto às mães enlutadas!

Quando uma mãe perde um filho, todas as outras mães se aproximam. Não porque sintam a mesma dor — a dor da perda de um filho é única, impossível de ser medida ou comparada — mas porque cada mãe sabe, em alguma dimensão da alma, o peso que um filho ocupa dentro de nós.

Costumo dizer que somos todas Marias.

Marias que, em algum momento da vida, caminham até o pé de uma cruz invisível. Marias que aprendem sobre amor e entrega de uma forma que jamais desejaram aprender. Marias que seguem vivendo mesmo depois que uma parte de si parece ter partido.
Foi compreendendo a figura da Virgem Maria que comecei a elaborar meu luto. Não a Maria distante dos altares, mas a mãe. A mulher que viu o filho sofrer. A mulher que não pôde impedir. A mulher que precisou permanecer de pé quando tudo dentro dela desejava cair.
Naquele momento, percebi que não estava sozinha na minha dor. Havia uma mãe, há mais de dois mil anos, que conhecia aquele caminho.

E então encontrei uma outra reflexão, muito presente no espiritismo: a de que os filhos escolhem suas mães. Não somos nós que os escolhemos. Eles nos escolhem porque sabem que seremos o colo possível, o aprendizado necessário, o equipamento emocional e espiritual de que precisarão para a experiência que vieram viver.

Durante muito tempo, confesso que essa ideia me intrigou. Depois, ela me consolou.
Porque, se meu filho me escolheu, talvez tenha visto em mim uma força que eu mesma desconhecia. Talvez tenha sabido que eu conseguiria amá-lo exatamente como ele precisava ser amado. Talvez tenha sabido que, mesmo depois da despedida, eu encontraria um jeito de continuar carregando sua existência dentro de mim.

Hoje acredito que o amor entre mãe e filho não termina na ausência física. Ele muda de forma. Sai dos abraços e passa a habitar as lembranças. Sai da convivência diária e passa a morar na saudade. Sai dos olhos e passa a ocupar a alma.

E talvez seja por isso que nós, mães enlutadas, nos reconhecemos tão rapidamente umas nas outras.
Porque carregamos uma ausência que só outra mãe compreende.

E porque, no fundo, seguimos sendo Marias: feridas, saudosas, mas ainda capazes de amar.