sábado, 17 de outubro de 2026

Analisando as entrevistas na Globo...

Papo da manhã...

As entrevistas na Globo com os presidenciáveis...

Parece que a parcialidade da Globo pisou no freio... E dizer que pisou no freio não significa dizer que pulou para o outro lado! Para nós, espectadores, ficou evidente uma mudança na estratégia de condução das entrevistas...

Numa análise fria, sem paixões que nos impeçam de enxergar os defeitos dos adversários, as entrevistas reforçaram a impressão de que um dos candidatos já encontra dificuldades para apresentar um discurso coerente com as necessidades reais de um país como um todo. Algumas de suas respostas, pela minha avaliação, chegaram a causar indignação em quem acompanha minimamente a realidade política e social brasileira.

O outro, por sua vez, transmitiu a imagem de alguém que se preparou para exercer a Presidência da República... demonstrou domínio na condução das respostas e a segurança de quem procura apresentar um projeto de governo sustentado por estratégias e propostas.

Também soube contornar perguntas que, a meu ver, pareciam buscar mais o desgaste do entrevistado do que o aprofundamento de questões essenciais para o futuro do país.

Bem... escolher um lado nunca foi tão fácil, na minha opinião!

Porque, sinceramente, discutir rachadinhas ganha contornos quase hilários — se não fosse tão sério — quando colocamos na mesma balança os escândalos dos petrolões, as denúncias de desvios bilionários envolvendo aposentados, os supostos esquemas de propinas e as controvérsias sobre recursos em espécie relacionados a produções cinematográficas.

E atenção: não estou dizendo que rachadinhas devam ser ignoradas, minimizadas ou tratadas como algo aceitável. Desvio de dinheiro público é desvio de dinheiro público, independentemente de quem o pratique ou do lado político de quem o cometa.

O que estou dizendo é que, diante de um cenário tão complexo, precisamos estabelecer critérios de comparação, avaliar a dimensão dos fatos, considerar as responsabilidades e, sobretudo, observar o que cada candidato efetivamente oferece ao Brasil.

Não existe candidato perfeito. Existe a responsabilidade de escolher com consciência, comparar históricos, avaliar propostas e reconhecer quem nos parece menos nocivo aos interesses do povo brasileiro.

E, neste momento, essa é a minha avaliação: entre os dois, considero um deles uma alternativa infinitamente menos prejudicial ao país.

Não é paixão política que deveria orientar essa escolha... É discernimento!

Porque o Brasil não precisa de torcida organizada na política. Precisa de cidadãos capazes de pensar, questionar, comparar e, acima de tudo, não fechar os olhos para os erros de quem quer que seja.

Bom dia! E que a nossa consciência fale sempre mais alto do que a nossa paixão!

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Quando as escolhas nos derrotam!


Há mulheres que somam... e mulheres que subtraem!

Existe uma diferença enorme entre a mulher que caminha ao lado de um homem para ajudá-lo a crescer e aquela que, pelas próprias atitudes, contribui para sua queda.

E essa diferença não está necessariamente na certidão de casamento, no tempo de relacionamento ou no título que cada uma ocupa na vida dele.

Está no caráter... nas intenções... e, principalmente, nas atitudes!

Há mulheres que chegam à vida de um homem e se tornam parceiras de verdade. Enxergam seu potencial, incentivam seus projetos, oferecem apoio nos dias difíceis e comemoram suas conquistas sem a necessidade de competir com ele.

São mulheres que não têm medo do crescimento do companheiro, porque compreendem que uma relação saudável não é uma disputa de poder. É uma construção na qual os dois podem evoluir, sem que um precise diminuir para que o outro se sinta maior.

Mas também existem aquelas que confundem amor com posse, influência com manipulação e parceria com controle. Mulheres que alimentam vaidades, estimulam conflitos, afastam pessoas importantes e, pouco a pouco, ajudam a transformar escolhas equivocadas em caminhos sem volta.

E o mais curioso é que, muitas vezes, o homem só percebe a diferença quando começa a colher os resultados das próprias decisões.

Agora, vamos falar de uma verdade que nem sempre agrada?

Uma mulher pode se dar bem sem necessariamente fazer o bem.

Pode conquistar vantagens, ocupar um lugar privilegiado, usufruir de um patrimônio ou colher os frutos de uma situação que, aos olhos dos outros, parece uma vitória. Mas sucesso aparente não é sinônimo de grandeza, assim como estar ao lado de um homem poderoso não significa ter contribuído para que ele chegasse lá.

Da mesma forma, uma mulher que constrói junto não precisa estar sob os holofotes. Às vezes, ela está nos bastidores, segurando as pontas, acreditando quando ninguém mais acredita e ajudando a recolher os pedaços quando a vida desmorona.

Essa mulher não precisa ser perfeita. Precisa ser verdadeira.

E aqui cabe uma ressalva: homem adulto também responde pelas próprias escolhas. Nenhuma mulher é responsável por todas as decisões de um homem, assim como nenhum homem deve transferir para uma mulher a culpa pelos próprios fracassos.

Parceria não é carregar alguém nas costas. É caminhar junto, com responsabilidade, respeito e reciprocidade.

No fim das contas, não é o lugar que uma mulher ocupa que revela seu valor... é aquilo que ela faz com a influência que tem.

Porque há mulheres que chegam e ajudam um homem a construir um legado.

Há mulheres que chegam e o ajudam a perder tudo aquilo que levou uma vida para conquistar.

E há homens que, mesmo diante das diferenças, escolhem enxergar apenas aquilo que desejam ver.

A vida, porém, costuma apresentar a conta das escolhas... ainda que nem sempre no tempo ou da maneira que imaginamos.

A pergunta que fica é: você é a mulher que caminha ao lado para construir... ou aquela que precisa destruir o que existe para garantir o próprio lugar?

Pense nisso!

Quando o afeto encontra lucidez!

Quando o afeto encontra a lucidez...

Tenho passado alguns dias pensando sobre as pessoas, sobre os vínculos que construímos ao longo da vida e, principalmente, sobre a dificuldade que temos de enxergar algumas verdades quando existe afeto envolvido.

Às vezes, nossa intuição nos cutuca... insiste... aponta para alguma coisa que não conseguimos explicar com clareza. Percebemos contradições entre o discurso e as atitudes, comportamentos que nos causam estranheza, situações que nos fazem questionar aquilo que, durante muito tempo, preferimos não questionar.

E, ainda assim, permanecemos ali...

Não necessariamente porque somos ingênuos, mas porque gostamos. Porque existe carinho, história, identificação... porque conseguimos enxergar bondade naquela pessoa, mesmo quando também percebemos nela atitudes que nos decepcionam.

Afinal, ninguém é feito de uma única face. Existem pessoas que nos amam e, ainda assim, podem agir de maneira egoísta. Pessoas que têm bondade no coração, mas que nem sempre sabem lidar com os próprios interesses sem ultrapassar os limites alheios.

E reconhecer isso entristece...

Entristece porque gostaríamos que o afeto fosse sempre desinteressado. Que a consideração não dependesse das circunstâncias. Que as pessoas nos procurassem pela alegria da nossa presença, e não apenas pela utilidade que, em determinados momentos, podemos representar.

Mas a vida vai nos ensinando...

Nem tudo o que sentimos pode ser explicado. Nem toda desconfiança é uma certeza. Nem toda percepção representa uma verdade absoluta. Por isso, precisamos aprender a observar, a separar os fatos das interpretações e a respeitar aquilo que sentimos sem transformar nossas impressões em sentenças sobre os outros.

A lucidez não está em desconfiar de todo mundo. Está em não ignorar aquilo que merece a nossa atenção.

E talvez uma das maiores demonstrações de amadurecimento seja compreender que não precisamos deixar de amar alguém para reconhecer suas limitações.

Podemos gostar e discordar. Podemos acolher e estabelecer limites. Podemos continuar desejando o bem, sem permitir que a presença de alguém comprometa a nossa paz.

Aprendi, inclusive, que não precisamos estar diretamente envolvidos na vida de uma pessoa para continuar nos preocupando com ela. Há momentos em que cuidar também significa manter certa distância... permitir que cada um siga seu caminho, sem abandonar o carinho, mas sem assumir para nós o peso de tudo aquilo que não nos cabe resolver.

Isso não é frieza. É compreensão de limites.

E existe outra coisa que tenho aprendido: não preciso provar que alguém tem más intenções para decidir o que é saudável para mim.

Não preciso confrontar, acusar, disputar espaços ou anunciar minhas descobertas. Posso simplesmente observar, rever minhas escolhas e decidir até onde quero ir.

Porque, no fim das contas, o comportamento de outra pessoa fala sobre ela... mas a maneira como eu escolho me posicionar também fala sobre mim.

E eu quero que as minhas escolhas falem de serenidade, consciência e respeito próprio.

Não quero perder a capacidade de amar. Não quero me tornar uma pessoa amarga porque descobri que nem todos correspondem às minhas expectativas. Tampouco quero permitir que o carinho me faça ignorar aquilo que, silenciosamente, vem me pedindo atenção.

Quero aprender a colocar cada pessoa no lugar que ela pode ocupar na minha vida, sem precisar diminuí-la, condená-la ou deixar de reconhecer suas qualidades.

E, principalmente, quero aprender a não me abandonar para manter ninguém por perto.

Porque o afeto é precioso... mas não pode ser uma autorização para que alguém disponha de nós conforme as próprias conveniências.

Talvez seja isso que chamamos de maturidade: continuar tendo o coração aberto, mas deixar de entregar a ele, sozinho, todas as decisões.

Amar, sim... mas com lucidez.

Acolher, sim... mas com limites.

Confiar, sim... mas sem fechar os olhos.

E, quando necessário, permitir que a distância também seja uma forma de cuidado.

Não precisamos transformar ninguém em vilão para escolher a nossa paz.

Às vezes, basta compreender que gostar de alguém não significa lhe conceder acesso irrestrito à nossa vida.

E que a verdadeira liberdade começa quando deixamos de precisar escolher entre amar o outro e respeitar a nós mesmos.

Um dia de cada vez... cada dia um pouquinho, aprendendo, amadurecendo e fazendo as pazes com aquilo que finalmente conseguimos enxergar.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O PESO QUE NÃO CONSEGUIMOS CARREGAR...



Dias nublados acontecem... e é ótimo que aconteçam! Os dias nublados nos dão  expertise e despertam em nós a necessidade de vigilância e reflexão, tão necessárias para avaliarmos as rotas que seguimos nesta estrada evolutiva da vida!

Eu não sou imune a eles! E é claro que, como vara de marmelo, eu envergo nessas horas... mas não quebro! Sofro com o vento... com a tempestade... com as intempéries... mas, depois, vou me recompondo, até ficar altiva outra vez!

O processo não é fácil! Crescer não é fácil! Amadurecer dói!

E, no meio de tudo isso, está a compreensão de que não precisamos ter vergonha de reconhecer, às vezes, que nossa rota estava equivocada!

Eu não sou melhor do que ninguém por isso! Talvez eu seja apenas mais observadora, mais humilde, menos arrogante... Mas faz parte!

Faz parte da caminhada reconhecer que nem sempre acertamos, que nem sempre sabemos e que, muitas vezes, precisamos rever conceitos, abandonar certezas e mudar a direção.

Porque amadurecer também é isso... entender que não precisamos carregar todos os pesos, insistir em todos os caminhos ou defender todas as nossas convicções.

Há pesos que nos ensinam... e há aqueles que apenas nos impedem de seguir.

Saber distinguir uns dos outros também é evolução!

E você... já parou para pensar se o peso que está carregando ainda faz sentido na sua caminhada?

domingo, 11 de outubro de 2026

Você confia nas universidades públicas?

☕ Papo da Manhã...

Universidade pública: liberdade para aprender ou licença para tudo?

Hoje, o assunto do nosso papo da manhã é sério, polêmico e, certamente, será compreendido por alguns e provocará a revolta de muitos outros.

Tudo bem! Nem sempre precisamos dizer aquilo que agrada. Existem coisas que precisam ser ditas, questionadas e discutidas. E também precisamos ter coragem de demonstrar nossa indignação quando acreditamos que determinados limites estão sendo ultrapassados.

Confesso que ando cansada...

Cansada de ver jovens que, em nome de uma suposta liberdade sem limites, adotam comportamentos e defendem ideias que, muitas vezes, parecem ignorar os valores, os compromissos e as responsabilidades que deveriam acompanhar o processo de amadurecimento.

E não estou falando apenas dos jovens.
Estou falando também de adultos, inclusive professores, que têm a responsabilidade de ensinar, estimular o pensamento crítico e preparar pessoas para a vida em sociedade.
A universidade deve ser um espaço de liberdade intelectual. É justamente ali que ideias precisam ser confrontadas, conceitos questionados e diferentes visões de mundo colocadas à prova.

Mas será que estamos confundindo liberdade com ausência de responsabilidade?
Porque existe uma diferença enorme entre defender uma ideia e desrespeitar quem pensa diferente. Entre contestar regras injustas e simplesmente ignorar todas as regras. Entre exercer a própria autonomia e acreditar que os outros têm a obrigação de sustentar as consequências das nossas escolhas.

E aqui chegamos a um ponto delicado.
Há jovens que ainda dependem financeiramente dos pais, dos avós ou de outros familiares, mas que parecem não reconhecer a responsabilidade que acompanha essa dependência. Isso não significa que precisem pensar como suas famílias. Significa apenas que liberdade de pensamento e responsabilidade pessoal não deveriam ser tratadas como inimigas.

Ninguém é obrigado a reproduzir as convicções da família. Mas todos precisam aprender que a liberdade de cada um encontra limites nos direitos dos outros.
E o assunto fica ainda mais sério quando falamos das universidades públicas.
Essas instituições são mantidas, em grande parte, com recursos provenientes dos impostos pagos pela população. Inclusive por famílias que trabalham duro, enfrentam dificuldades e fazem sacrifícios para manter suas contas em dia.

Por isso, é legítimo perguntar: como estão sendo utilizados esses espaços? Como são tratados o patrimônio público, a segurança dos estudantes e o respeito à diversidade de pensamento?

Quando há depredação, pichações não autorizadas, intimidação, uso indevido das instalações ou consumo de substâncias em desacordo com as normas e a legislação aplicáveis, é necessário investigar os fatos e adotar providências.

Não podemos transformar a tolerância em omissão.
E não podemos aceitar que a liberdade acadêmica seja utilizada como justificativa para comportamentos que prejudiquem outras pessoas ou comprometam o funcionamento das instituições.

A universidade precisa ser um espaço de conhecimento, não um território sem regras.
E faço aqui uma ressalva importante: não estou afirmando que todas as universidades públicas sejam assim, nem que todo estudante que defenda ideias libertárias tenha comportamentos inadequados. Seria injusto colocar milhares de pessoas diferentes dentro de uma mesma caixa.

O que defendo é que os problemas concretos sejam enfrentados, onde quer que existam, sem proteção ideológica, privilégios ou perseguições.

Também considero legítimo discutir os critérios de ingresso nas universidades públicas. Entretanto, acredito que o debate precisa ir além de simplesmente tornar o vestibular mais difícil.

Precisamos discutir qualidade do ensino básico, mérito acadêmico, igualdade de oportunidades, permanência estudantil e responsabilidade institucional.

E, quando alguém depredar o patrimônio público, as consequências devem ser proporcionais à infração, com apuração dos fatos e respeito ao devido processo. A responsabilização precisa existir, mas não pode se transformar em instrumento de perseguição contra quem pensa diferente.
Afinal, uma universidade que ensina liberdade precisa ensinar responsabilidade.

Uma instituição que defende a diversidade precisa garantir espaço para o contraditório.
E uma sociedade que deseja formar cidadãos autônomos precisa compreender que autonomia não significa viver sem limites, deveres ou consequências.

E sabe o que mais me preocupa?
É pensar que famílias possam estar deixando de considerar a universidade pública uma opção segura para seus filhos, não por causa da qualidade do ensino, mas por receio de ambientes que consideram incompatíveis com seus valores ou preocupantes para a segurança e o bem-estar dos jovens.

Se essa percepção existe, ela merece ser ouvida e investigada. As instituições precisam prestar contas à sociedade e demonstrar que são capazes de proteger seus estudantes, respeitar a pluralidade e preservar o ambiente acadêmico.

Não podemos permitir que o debate se transforme em uma guerra entre pais e filhos, entre professores e famílias, ou entre pessoas que defendem visões de mundo diferentes.

O que precisamos é recuperar o sentido da educação como instrumento de emancipação, conhecimento e formação humana.

Porque educar não é doutrinar.
Pensar diferente não é crime.
Questionar não é desrespeitar.
E defender a liberdade não significa conceder a alguém o direito de fazer qualquer coisa, em qualquer lugar, sob qualquer justificativa.

O patrimônio público pertence à sociedade. A universidade pertence ao conhecimento. E a liberdade precisa caminhar de mãos dadas com a responsabilidade.

É isso que espero para o futuro dos meus netos.
Um Brasil em que eles possam estudar, questionar, discordar, defender suas convicções e construir seus próprios caminhos.

Um Brasil em que não precisem ter medo de pensar diferente.
Mas que também aprendam, desde cedo, que seus direitos vêm acompanhados de deveres e que nenhuma ideologia deveria colocá-los acima da lei.

Porque não é esse o Brasil que desejo deixar para eles: um país dividido entre quem pode tudo e quem precisa aceitar tudo calado.
Quero um Brasil de verdade. Um Brasil onde a liberdade não seja confundida com libertinagem, onde a educação não seja confundida com doutrinação e onde a responsabilidade não seja considerada uma forma de opressão.

Esse é o Brasil que desejo para os meus netos.

E você, o que pensa sobre isso?

Vamos conversar. Com argumentos, respeito e coragem para ouvir aquilo de que nem sempre gostamos.

Porque o silêncio pode evitar conflitos, mas não resolve os problemas que precisamos enfrentar.

☕ Bom dia! E que o nosso papo de hoje nos ajude a pensar, mesmo quando pensar nos incomoda. 🇧🇷

sábado, 10 de outubro de 2026

Papo com alguém que mora no céu...

Momento saudade... Papo com alguém que mora no céu. ❤️

Filho... como você está?

Tem orado muito? Muito trabalho por aí? Rsrs...

Por aqui, as coisas vão caminhando... Nossa família está muito unida! Há em nós um pouco do estilo A Grande Família... rsrs... mas tudo dentro dos limites, viu? 😂

Eu queria falar um pouquinho de mim para você...

Filho, eu consegui elaborar o luto. Não foi fácil... aliás, não é. É um exercício diário de fé e resiliência, mas você me conhece!

Você sabe que eu sou daquelas que caem, choram, questionam, respiram fundo e, depois de algum tempo, encontram um jeito de continuar...

Faz tempo que voltei a escrever. E sabe o que é mais bonito? Já consigo colocar nos textos a Márcia de antes... Ela meio que voltou, filho! E isso tem me feito muito bem!

Não pense que deixei de sentir sua falta. Ah, meu menino... isso seria impossível! É que aprendi a conviver com a saudade sem permitir que ela ocupasse todos os espaços da minha vida. Você continua aqui... de um jeito diferente, mas continua!

Voltei a me interessar pela política... e você acredita que, dos seis candidatos em quem precisávamos votar, acertei cinco? 😂 E te garanto que, no dia 25, eu emplaco o sexto!

Isso me trouxe gás, filho! Devolveu-me um pouco daquela inquietação, daquela vontade de participar, de observar, de questionar e de acreditar que ainda podemos fazer alguma coisa para melhorar o lugar onde vivemos.

Você conhece sua mãe... Nunca fui muito boa em ficar quietinha quando alguma coisa mexe comigo! Rsrsrs...

E talvez seja isso que eu esteja redescobrindo: ainda tenho muito a viver, muito a escrever, muito a aprender e, quem sabe, alguma coisa boa a deixar por aqui...

A vida não parou no dia em que você partiu, filho... mas precisou aprender a caminhar de outro jeito.

E eu também.

Hoje, quando olho para nossa família, para os netos crescendo, para os encontros, as conversas, as brincadeiras e até para as nossas pequenas confusões, percebo que o amor continua encontrando caminhos para se manifestar.

Você faz parte de tudo isso... da nossa história, das nossas lembranças, de quem somos.

E eu sigo tentando fazer valer a pena cada dia que me é concedido... Um dia de cada vez, cada dia um pouquinho, até o reencontro!

Mas me conta, filho... como estão as coisas por aí?

Porque hoje eu só queria mesmo era jogar conversa fora com você... como tantas vezes fizemos por aqui.

Te amo para além do tempo, da distância e de tudo aquilo que ainda não consigo compreender.

Fica bem, meu menino...

Sua mãe está seguindo em frente... e isso não significa deixá-lo para trás. ❤️


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O preço do medo e o valor da liberdade!


O PREÇO DO MEDO E O VALOR DA LIBERDADE

Como agem os criminosos, os corruptos, os arrogantes que acreditam ser donos do poder?

Escolhem um alvo. Um boi de piranha. Alguém que ouse contrariar suas determinações, desafiar seus interesses ou simplesmente exercer o direito de pensar diferente.

E, quando não conseguem calar pela intimidação, tentam aniquilar de outras maneiras. Às vezes, pela violência física. Outras, pela destruição moral, pela perseguição psicológica, pelo isolamento e pela tentativa de transformar a vida de quem ousa enfrentá-los num inferno.

O objetivo é um só: fazer de uma pessoa um exemplo para milhares. Não basta atingir aquele que se levantou. É preciso que todos os outros assistam e pensem duas vezes antes de fazer o mesmo.

É a velha política do medo. Uma mensagem covarde, mas calculada: olhem o que acontece com quem nos contraria!

E é impossível não pensar no caso do pernambucano Fred William, cuja morte levanta questões dolorosas sobre os riscos enfrentados por quem se posiciona em ambientes marcados por disputas de poder. As circunstâncias e eventuais motivações precisam ser devidamente apuradas, mas uma coisa não podemos aceitar: que o medo se transforme em instrumento para impedir alguém de exercer sua liberdade de opinião.

Lembro-me de uma história que vi quando ainda era criança. Não sei se numa novela ou numa reportagem. Havia uma pessoa sequestrada, e os criminosos exigiam um resgate. Mas, em vez de simplesmente aceitar a chantagem, a família oferecia uma recompensa muito maior a quem fornecesse informações capazes de levar ao paradeiro dos sequestradores.

Aquela lembrança ficou comigo.

E hoje penso que talvez seja exatamente isso que o Brasil precise compreender.

Há décadas, uma parcela da população vem pagando um resgate que nunca termina.

Paga com a vida dos seus filhos. Com a insegurança dentro de casa. Com a liberdade perdida. Com a miséria que se perpetua, com a educação que não transforma realidades e com a ignorância que impede tantas pessoas de enxergar as engrenagens que as mantêm prisioneiras.

E o pior: essa conta passa de uma geração para outra.

Os criminosos cobram em medo. Os corruptos cobram em oportunidades roubadas. Os que se alimentam da miséria alheia cobram em dependência, submissão e silêncio.

E o povo paga... paga sem perceber, muitas vezes acreditando que não existe alternativa.

Mas e se existir?

E se houver quem esteja disposto a oferecer algo infinitamente mais valioso do que o resgate exigido pelos que aprisionam uma sociedade?

Não dinheiro para comprar consciências, nem promessas vazias para conquistar aplausos.

Mas coragem para enfrentar estruturas, compromisso com a verdade, justiça que não escolha seus destinatários e oportunidades reais para que as pessoas deixem de depender daqueles que lucram com suas necessidades.

E se a recompensa oferecida ao povo for a esperança de um futuro em que seus filhos possam viver sem medo?

Um futuro em que discordar não seja uma sentença. Em que a opinião não custe a vida. Em que trabalhar honestamente seja suficiente para viver com dignidade. Em que a escola abra portas, e não apenas mantenha crianças dentro de salas. Em que a segurança pública proteja o cidadão, e a Justiça não seja instrumento de conveniência dos poderosos.

É disso que estamos falando!

De romper um ciclo perverso que atravessa décadas e ameaça continuar por gerações.

Porque o povo não nasceu para ser massa de manobra, refém de criminosos ou instrumento dos interesses de quem deseja permanecer no poder a qualquer preço.

O povo precisa compreender que a sua força não está em se submeter ao medo, mas em reconhecer o próprio valor, buscar informação, cobrar resultados e exercer sua cidadania com consciência.

O medo quer que você acredite que nada pode mudar. A esperança convida você a participar da mudança.

E talvez seja exatamente aí que esteja a maior ameaça para aqueles que precisam de uma população acuada: descobrir que as pessoas estão deixando de ter medo e começando a acreditar que merecem algo melhor.

Não se trata de trocar um senhor por outro.

Trata-se de deixar de ser refém.

Porque não existe liberdade verdadeira quando o cidadão precisa escolher entre se calar e correr riscos. Não existe democracia plena quando a intimidação substitui o debate. E não existe futuro digno quando a vida humana vale menos do que os interesses de quem se considera intocável.

Chega de pagar, com o sangue dos nossos filhos, a conta da covardia alheia!

Que a recompensa oferecida ao Brasil seja a liberdade. Que o preço da mudança seja a coragem de cada cidadão consciente. E que o futuro deixe de ser uma promessa usada para nos manter esperando e se transforme numa realidade construída por todos nós.

Porque o medo pode até calar uma voz por algum tempo...

Mas não conseguirá calar para sempre um povo que finalmente compreendeu o preço da própria submissão e o valor da sua liberdade.

O Brasil não precisa de donos. Precisa de cidadãos livres.

As mortes precisam deixar de ser números! 💔

Mortes que não foram explicadas
Link. Clique aqui

QUANTOS AINDA PRECISARÃO MORRER?

Penso que está chegando a hora de investigar, com a seriedade e a profundidade necessárias, os fatos apresentados nesta reportagem. Não podemos continuar tratando como números estatísticos vidas interrompidas pela violência, em circunstâncias que apontam para a possível atuação do crime organizado.

Em 20 anos, 43 políticos foram executados no Rio com suspeita de ação do crime organizado; veja todos os casos | Política | O Globo .

E não interessa se as vítimas são de direita, de centro, de esquerda ou se, literalmente, não estão nem aí para a política..

Interessa que são vidas humanas. São famílias destroçadas, filhos que perderam seus pais, pais que enterraram seus filhos, companheiros que ficaram sem seus amores... São histórias interrompidas, sonhos sepultados e perguntas que continuam sem respostas.

As mortes precisam deixar de ter nome apenas quando ganham visibilidade. Precisam deixar de ser números!

Cada caso precisa ser investigado. Cada indício precisa ser apurado. Cada família merece saber quem matou, quem mandou matar e por quais razões, sempre respeitando o devido processo legal e sem transformar suspeitas em condenações antecipadas.

Não se trata de ideologia. Não se trata de preferência partidária. Trata-se do direito à vida, da segurança de quem ousa participar da vida pública e da obrigação do Estado de proteger seus cidadãos.

O Estado Democrático de Direito deve às famílias respostas para os porquês que passaram a marcar suas vidas.

E deve à sociedade muito mais do que estatísticas, notas de pesar e promessas de investigação.

Deve justiça. Deve esclarecimento. Deve responsabilização dos culpados.

Porque, quando a violência cala pessoas e o medo passa a determinar quem pode ou não participar da política, não é apenas uma família que perde. É a própria democracia que sangra.

Quantos ainda precisarão morrer para que cada uma dessas vidas receba a atenção, a investigação e a justiça que merece?

Até quando?

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Uma eleição onde eu e a direita nos redescobrimos....


O ano em que a política me ajudou a sair do buraco

Eu nunca imaginei que um ano eleitoral pudesse ter esse efeito sobre mim.

Durante muito tempo, eu estive tentando simplesmente sobreviver aos meus próprios dias. Há momentos em que a gente não percebe que está no buraco... só percebe que tudo parece pesado demais, que a vontade diminui, que as palavras custam a sair e que até aquilo que um dia nos movia parece distante.

Eu conheço esse lugar.

Conheço o silêncio de quem está cansada de sentir. Conheço o esforço de levantar quando a alma pede para permanecer quieta. Conheço a diferença entre preguiça e exaustão... entre não querer e não conseguir.

E então veio este ano eleitoral.

E, curiosamente, alguma coisa começou a acontecer.

Eu voltei a me interessar. Voltei a observar. Voltei a pesquisar, conversar, escrever, questionar, discordar, argumentar. Voltei a sentir aquela inquietação que sempre fez parte de mim diante daquilo que considero injusto ou errado.

Voltei a ter vontade de falar.

E foi aí que percebi...

Talvez eu não estivesse apenas falando de política.

Talvez eu estivesse, sem perceber, voltando para mim.

Porque durante tantos anos da minha vida eu fui uma mulher de ação. Fui professora, alfabetizadora, secretária de Cultura, escritora, mãe, mulher de opinião, mulher de luta. Sempre tive alguma coisa para construir, transformar, defender ou aprender.

E a vida, com suas perdas e seus golpes, foi me colocando em um lugar de recolhimento.

O luto me ensinou muito. A dor me transformou. A fé me sustentou. Mas, em algum momento, eu precisei descobrir que continuar vivendo também significava voltar a participar da vida.

E foi isso que este ano eleitoral me devolveu.

A vontade de participar.

Não estou dizendo que a política me curou. Não seria justo colocar sobre ela um papel que não lhe pertence.

Quem me ajudou a atravessar o pior foram muitas coisas: minha família, minha fé, minha terapia, o tempo, as experiências que vivi e, principalmente, a decisão diária de continuar.

Mas a política me deu uma coisa que eu estava precisando encontrar novamente:

propósito.

De repente, eu estava novamente incomodada.

E, para mim, isso foi quase uma boa notícia.

Porque quando a gente volta a se incomodar com o mundo, talvez seja sinal de que voltou a se importar com a vida.

Comecei a perceber que ainda tenho voz. Que ainda tenho ideias. Que ainda posso provocar reflexão. Que ainda posso escrever aquilo que penso, ouvir quem pensa diferente, defender aquilo em que acredito e, principalmente, continuar aprendendo.

E talvez seja essa a maior vitória deste ano para mim.

Não convencer ninguém.

Não ganhar discussão.

Não ter razão o tempo inteiro.

Mas ter recuperado uma parte de mim que estava adormecida.

A mulher que pergunta.

A mulher que observa.

A mulher que não aceita simplesmente o “sempre foi assim”.

A mulher que ainda acredita que mudança é possível.

E, principalmente, a mulher que descobriu que ainda tem muito para viver.

Talvez seja isso que esteja acontecendo comigo...

Aos poucos, eu estou saindo do buraco.

Não de uma vez.

Não sem tropeços.

Não sem dias difíceis.

Mas estou saindo.

Um dia de cada vez.

Cada dia um pouquinho...

E olha só que curioso: depois de tudo o que a vida me ensinou, foi justamente no meio de uma eleição que eu percebi que ainda havia dentro de mim uma mulher com vontade de lutar pelaquilo em que acredita.

E talvez seja por isso que eu esteja escrevendo tanto novamente.

Porque quando a gente recupera a voz...

é porque, de algum modo, também está recuperando a vida.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Quando o livre arbítrio revela parte do que somos...


A reação silenciosa dos que não conseguem defender o indefensável

Não é isenção.
É cansaço de malhar o ferro frio...

E eu até os entendo. Nem toda a indiscutível capacidade intelectual de vocês consegue encontrar argumentos que justifiquem ou expliquem o desastre provocado pelo que está aí.

Tudo bem...

Há os que continuam defendendo, pelos motivos que todos conhecemos e que já estão escancaradamente expostos. E isso é uma pena.

Porque, no fundo, existe uma gama de pessoas realmente competentes, inteligentes e capazes, que acabam maculando a própria competência quando permitem que interesses — nem sempre tão nobres — se sobreponham àquilo que sabem e enxergam.

Eu, porém, continuo aqui...

Não por paixão cega, nem por conveniência.

Continuo torcendo pela mudança, mas por uma mudança que produza ganhos verdadeiros, justos e que alcancem a todos.

Porque o que importa, no fim das contas, não é quem vence uma narrativa.

É o que acontece com o nosso povo.

Deus nos abençoe. 🇧🇷

Nesse segundo turno sigo 22 💚💛 🇧🇷 para presidente e governador!

Sou Douglas Ruas e
Flávio Bolsonaro 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O Mosaico que reconstruiremos!


E, aos poucos, a gente vai se reconstruindo...

Pedaço por pedaço.
Cada um encontrando novamente o seu lugar.
Cada diferença aprendendo a caber dentro de um mesmo mapa.

E, quem sabe, a paz volte a reinar...

Que o medo dê espaço à esperança.
Que a desesperança dê lugar à coragem.
Que nenhuma mãe precise mais chorar a ausência de um filho.
Que nenhum pai de família precise se sentir oprimido, desamparado, sem perspectiva de um amanhã melhor.

Porque, no fim das contas, talvez tenhamos passado tempo demais olhando para o Brasil como um mapa dividido...

Quando, na verdade, somos um só povo.

Um povo que trabalha.
Que luta.
Que sonha.
Que paga seus impostos.
Que cria seus filhos.
Que quer simplesmente viver em paz.

Um povo que tantas vezes foi lembrado como massa de manobra, mas que merece ser enxergado como aquilo que realmente é:

a razão de existir de uma nação.

E talvez seja disso que precisamos...

Menos pedaços espalhados.
Mais união.
Menos medo.
Mais esperança.

Até que, pouco a pouco...

os pedaços se encontrem,

o mapa se complete,

e o Brasil volte a sorrir. 🇧🇷

Obrigada aos que votaram nos candidatos sugeridos! Elegemos nossos candidatos ! Agora rumo ao segundo turno !

domingo, 4 de outubro de 2026

Ou ficar a Pátria livre... ou morrer pelo Brasil!


BRASILEIROS, HOJE É DIA DE ESCOLHA. 🇧🇷

Que o dia de hoje traga ao coração de cada brasileiro o alívio de quem acredita que ainda é possível construir um país livre, soberano e justo.

Hoje, não somos apenas eleitores.

Somos cidadãos.
Somos responsáveis pelo destino que ajudamos a construir.
Somos parte da história do Brasil.

Que ninguém vote por medo.
Que ninguém vote por imposição.
Que ninguém entregue a outro o direito de decidir aquilo que cabe à sua própria consciência.

VOTE.
PENSE.
QUESTIONE.
COMPARE.
E ESCOLHA COM LIBERDADE.

Que cada brasileiro exerça o seu direito com sabedoria, isenção, responsabilidade e patriotismo.

Que nenhuma força — seja ela qual for — se sobreponha à vontade legítima de um povo.

Que as instituições respeitem o cidadão.
Que o cidadão respeite a democracia.
E que a democracia jamais seja usada para calar a voz daqueles que pensam diferente.

Porque o Brasil é maior do que qualquer homem.
Maior do que qualquer partido.
Maior do que qualquer governo.

O Brasil é a nossa Pátria.

É a terra onde nasceram nossos filhos.
Onde enterramos nossos mortos.
Onde construímos nossas histórias.
Onde sonhamos o futuro dos nossos netos.

Por isso, hoje, que Deus ilumine cada consciência, proteja cada brasileiro e guie os caminhos desta Nação.

Que prevaleça a liberdade.
Que prevaleça a verdade.
Que prevaleça a vontade soberana do povo.

E que jamais nos falte coragem para defender o Brasil! 🇧🇷

Porque Pátria não se abandona.
Pátria não se vende.
Pátria não se entrega.

PÁTRIA LIVRE!
BRASIL ACIMA DE TUDO! 🇧🇷

Deus abençoe o Brasil. 🙏🇧🇷

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Michele e Carmela... amo vocês... e todas as outras!

A jarra de cristal...

Essa noite eu tive um sonho.

Não consigo me lembrar dele por inteiro... algumas coisas ficaram embaralhadas, outras simplesmente desapareceram assim que abri os olhos.

Mas uma coisa ficou.

Uma sensação forte... daquelas que permanecem mesmo quando o sonho já se foi.

Era como se alguém conversasse comigo... alguém que, no sonho, parecia um professor, alguém que me fazia pensar, organizar ideias, olhar para dentro... entender alguma coisa que talvez eu ainda não esteja conseguindo entender sozinha.

Acordei angustiada... ou talvez não seja bem essa a palavra.

Levantei, bebi água, voltei para a cama e dormi novamente.

E foi então que sonhei com duas mães enlutadas que conheci na época do GAME... aquele grupo de apoio a mães que, como eu, precisaram aprender a continuar vivendo depois da partida de um filho.

Acordei pensando nelas.

E, junto com elas, veio uma imagem...

Uma jarra de cristal.

Daquelas que a gente tem carinho... que gosta de conservar, de enfeitar a mesa, de colocar água, flores, coisas bonitas.

Uma jarra que, de repente, um dia... racha.

A rachadura fica ali, perto da boca.

E a gente continua colocando água.

Coloca mais...

Mais um pouco...

Até chegar perto da boca.

E então a água começa a escapar pela rachadura.

Vaza.

Verte.

E talvez seja assim o nosso coração depois que alguém que amamos morre.

A jarra somos nós.

A rachadura é a morte.

E a água... são as nossas emoções.

Porque a gente continua sendo capaz de amar, de lembrar, de sorrir, de viver, de colocar flores dentro da jarra.

Mas existe uma rachadura.

E ela não desaparece.

O que aprendemos, com o tempo, talvez seja a reconhecer o quanto de água podemos colocar ali.

Há dias em que conseguimos encher quase até a boca.

Conseguimos falar, lembrar, olhar fotografias, ouvir uma música, visitar lugares, contar histórias...

E há dias em que precisamos colocar menos.

Um pouco menos de água.

Não porque amamos menos.

Não porque esquecemos.

Não porque a saudade diminuiu.

Mas porque naquele dia... a nossa jarra não suporta tanto.

E está tudo bem.

Talvez o processo do luto seja exatamente esse...

Aprender que não precisamos jogar a jarra fora porque ela rachou.

Também não precisamos jogar fora a água.

Precisamos apenas aprender a respeitar o limite dela.

Colocar menos quando for necessário...

E, ainda assim, continuar colocando flores.

Porque a morte pode ter aberto uma rachadura em nós...

Mas não levou a capacidade de amar.

E talvez continuar vivendo seja isso:

Não tentar voltar a ser a jarra que éramos antes da rachadura.

Mas aprender a cuidar da jarra que somos agora.

Com mais delicadeza...

Com mais paciência...

Com menos cobrança...

E entendendo que haverá dias em que a água vai transbordar.

E haverá outros em que conseguiremos colocar flores e seguir.

Até que um dia percebamos que viver não significa ter consertado a rachadura.

Significa ter aprendido a conviver com ela.

Porque algumas ausências não se preenchem.

Algumas saudades não passam.

Alguns amores não terminam.

A gente apenas aprende...

Até onde pode encher a jarra.

E continua.

Com água...

Com flores...

Com amor...

Um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Tempos angustiantes...

Hoje eu acordei assim...

Cansada.
Sem ter feito tanta coisa.
Com a cabeça fazendo um barulhinho estranho, como se houvesse um assovio lá dentro... uma tomada permanentemente ligada.

E um aperto no peito.

Não é aquele aperto que eu reconheço como dor física. É outro. É aperto de alma. Daqueles que a gente sente e não consegue explicar direito.

E, por alguma razão, hoje eu me lembrei de uma história antiga...

Quando eu era jovem, eu trabalhava numa empresa chamada Danemman. Minha tia também trabalhava lá e nós costumávamos ir juntas para o trabalho.

Um dia, no caminho, o nosso Fusquinha resolveu nos pregar uma peça: a correia dentada arrebentou.

Apareceu um motorista de táxi que, com aquela boa vontade que a gente encontrava mais facilmente antigamente, nos ajudou a trocar a correia.

Antes de irmos embora, ele nos aconselhou:

— Vão direto comprar outra. É melhor não arriscar.

Minha tia, então, soltou uma daquelas frases que ficam guardadas na memória:

— Ah... um raio não cai duas vezes na mesma árvore.

Pois é...

Na volta para casa, adivinhem?

A correia arrebentou novamente.

E lá fomos nós chamar reboque, resolver o problema e aceitar que, às vezes, aquilo que a gente acredita que não vai acontecer de novo... acontece.

Hoje, por algum motivo, essa história não sai da minha cabeça.

Talvez porque eu esteja olhando para o que acontece ao nosso redor e pensando justamente nisso:

quantas vezes precisamos ver a mesma coisa acontecer para entender que não se trata mais de acaso?

Vivemos dias de muita tensão.

Violência demais.
Medo demais.
Ódio demais.
Gente cansada de pedir segurança.
Gente cansada de assistir à vida sendo interrompida pela violência.

E, no meio disso tudo, uma campanha eleitoral chegando ao fim, com os ânimos cada vez mais acirrados.

Eu não sei se a minha angústia de hoje vem disso.

Talvez venha.

Talvez seja apenas cansaço.

Talvez seja a soma de tantas coisas que a gente vai acumulando pelo caminho e que, em algum momento, fazem barulho dentro da gente.

Mas uma coisa eu sei:

não quero me acostumar.

Não quero achar normal aquilo que não deveria ser normal.

Não quero que a violência vire paisagem.

Não quero que o medo vire rotina.

E também não quero viver alimentando ódio.

Quero continuar acreditando que podemos pensar diferente sem deixar de ser humanos. Que podemos defender nossas ideias sem desejar o mal de quem pensa diferente. E que podemos cobrar segurança, justiça e responsabilidade sem transformar ninguém em inimigo.

Hoje eu estou cansada.

Hoje minha alma está apertada.

Hoje minha cabeça parece uma tomada ligada...

E talvez eu nem precise descobrir exatamente o porquê.

Talvez bastasse reconhecer que, às vezes, até quem é forte também fica exausta.

Mas a história da correia dentada me deixou uma pergunta:

será que um raio realmente não cai duas vezes na mesma árvore... ou será que, às vezes, a gente simplesmente precisa parar de acreditar que a próxima vez não vai acontecer?

Que Deus nos dê lucidez para enxergar.

Coragem para agir.

E serenidade para não perdermos aquilo que nenhuma circunstância deveria nos tirar:

a nossa humanidade.

Um dia de cada vez...

Cada dia um pouquinho...

Até que a gente consiga respirar novamente.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Está chegando o dia em que voltar a ter as rédeas do país só dependerá de nós!


Será que você vem observando o que está acontecendo com o pessoal da segurança pública no Rio de Janeiro?

Pois é... eu venho observando.

Tenho acompanhado o movimento de profissionais da segurança pública que estão colocando seus nomes à disposição para disputar cargos legislativos e executivos. Policiais federais, civis, militares e outros profissionais que conhecem a criminalidade não apenas pelos números das estatísticas, mas pelo que encontram todos os dias nas ruas.

E há algo nesse movimento que merece ser analisado com atenção.

Talvez muitos desses profissionais tenham chegado à conclusão de que não basta continuar prendendo.

Não basta prender o assaltante, o traficante, o integrante de uma organização criminosa... para, pouco tempo depois, vê-lo de volta às ruas por brechas legais, interpretações jurídicas, fragilidades processuais ou por um sistema que, em determinados casos, não consegue manter preso quem representa efetivamente uma ameaça à sociedade.

E aqui é preciso fazer uma distinção: não estou dizendo que toda soltura seja ilegal ou que todo profissional do Judiciário esteja equivocado. O Estado de Direito exige regras, devido processo e garantias. O problema é outro:

as leis e as estruturas criadas para combater o crime precisam acompanhar a velocidade com que o crime se organiza.

O crime mudou.

As organizações criminosas mudaram.

O narcotráfico se profissionalizou, ampliou seus territórios, criou redes financeiras, armamentos, comunicação e logística cada vez mais sofisticadas.

E nós ainda discutimos muitas vezes como se estivéssemos enfrentando o mesmo criminoso de décadas atrás.

Enquanto isso, quem está na ponta dá o murro em ponta de faca.

Prende.

Investiga.

Produz provas.

Arrisca a própria vida.

E, quando o criminoso volta para a rua, muitas vezes retorna ainda mais estruturado e perigoso.

É compreensível, portanto, que parte desses profissionais esteja começando a olhar para o Legislativo e pensar:

“Talvez eu precise estar lá para mudar aquilo que, aqui fora, eu não consigo mudar.”

Porque segurança pública não se faz somente com viatura, fuzil, investigação e operação policial.

Segurança pública também se faz com leis adequadas à realidade, inteligência, integração entre instituições, investigação financeira, fortalecimento das estruturas policiais, sistema prisional eficiente e um sistema de Justiça capaz de responsabilizar, dentro da lei, quem efetivamente comete crimes.

E talvez seja justamente essa percepção que esteja levando tantos profissionais da segurança a sair das ruas e entrar na política.

Não necessariamente porque desistiram de combater o crime.

Talvez porque tenham entendido que combater o crime também significa combater, dentro das instituições, aquilo que permite que ele continue se reproduzindo.

E há ainda uma discussão maior, que merece ser feita com muita responsabilidade: como aperfeiçoar os mecanismos de controle e responsabilização de todos os agentes públicos envolvidos no sistema de Justiça, preservando a independência institucional e as garantias constitucionais.

Eu mesma já pensei sobre a possibilidade de mecanismos diferentes de escolha ou avaliação para determinadas funções do sistema de Justiça. Mas isso é um debate constitucional e institucional complexo, que não pode ser reduzido a simplesmente “eleger juiz”. Afinal, independência judicial também é uma garantia importante do Estado de Direito.

O ponto central, para mim, é outro:

não podemos exigir que o policial resolva sozinho um problema que é muito maior do que a polícia.

Enquanto um profissional arrisca a vida para retirar um criminoso das ruas, o restante do sistema precisa funcionar.

Porque, se não funciona, chegamos a uma situação perversa:

o policial prende, o criminoso retorna e a sociedade continua refém.

E talvez seja justamente por isso que estamos vendo tantos homens e mulheres da segurança pública decidindo ocupar espaços na política.

Eles já experimentaram o limite da atuação de dentro das ruas.

Agora querem participar da construção das regras que organizam o jogo.

E isso, gostemos ou não, é um movimento que merece ser observado.

Porque quando quem passa a vida combatendo o crime começa a concluir que precisa entrar no Legislativo para mudar as condições desse combate...

talvez seja um sinal de que há alguma coisa muito séria precisando ser discutida no Brasil.

Um fim de semana que valeu a minha vida!




Um fim de semana muito bom! ❤️

Um lugar paradisíaco... pessoas dispostas a tornar nossa estada ainda mais prazerosa... e uma harmonia que parecia blindada pelos céus!


Tudo concorreu para o êxito da viagem: o tempo, o lugar escolhido... até São Pedro deu um refresco e liberou o sol — mesmo que um tanto envergonhado —, mas ele esteve por lá durante toda a sexta e o sábado! ☀️🌿🌊


Mas houve algo que, para mim, bateu forte no coração: ver pais e filhos em uma integração que pouco se vê nos dias atuais, quando a pressa da vida parece não deixar espaço para o simples e tão necessário “crescer juntos”.


Não teve briga... não teve malcriação... não houve necessidade de uma palavra mais ríspida.

Houve convivência.
Houve presença.
Houve brincadeira, conversa, cumplicidade e, acima de tudo, tempo compartilhado.

Foi um daqueles fins de semana que certamente ficarão guardados no HD pessoal de cada criança e de cada adulto que esteve ali... como uma memória boa para ser acessada lá na frente, quando a vida estiver corrida demais e o coração precisar se lembrar de tempos felizes.


E para mim e meu marido, que pertencemos à ala da terceira idade desse encontro, ficou uma alegria tranquila e profunda: a de ver nossos netos e seus amiguinhos cercados por pais dispostos a mostrar, através das próprias atitudes, que família é o melhor investimento que podemos fazer na vida.

Que essas crianças cresçam carregando muito mais do que fotografias desse fim de semana.


Que carreguem lembranças.

Que carreguem afetos.

Que carreguem a certeza de que houve um tempo em que seus pais pararam tudo para simplesmente... estar com eles.

Deus abençoe a todos! 🙏🏻

E que dias assim, dignos de memória positiva, aconteçam cada vez com maior frequência. ❤️

Porque, no fim das contas, talvez seja isso que realmente importa:

criar memórias felizes enquanto ainda temos tempo de vivê-las.




domingo, 27 de setembro de 2026

Tudo por ela... nossa arco-íris!



Nina... 11 anos de um amor que chegou para iluminar nossos dias! 💙🌊🧜‍♀️

Ela só completa 11 anos amanhã...


Mas nós resolvemos antecipar a comemoração e passar este fim de semana prolongado aqui na ilha, em Angra, cercados pelo vovô, pela vovó, pela outra vovó, papai, mamãe, irmão, as melhores amigas e o primo do coração.

E que fim de semana!...

Um lugar paradisíaco, daqueles que parecem ter sido cuidadosamente preparados por Deus para nos lembrar que a vida também sabe ser bonita.





Com sol ou sem sol, Angra oferece uma paz... meu Deus, uma paz maravilhosa!

As fotos não negam a felicidade.
Os sorrisos não deixam esconder.
As memórias já estão guardadas para sempre. ❤️

Mas, apesar de toda essa beleza, ela é o foco.

Ela é a nossa rainha.

A menina que chegou para encantar os nossos corações, para trazer alegria e, de alguma maneira tão bonita, devolver razões para sorrir e continuar acreditando que a vida sempre pode nos surpreender.

Nina chegou pequenininha... e trouxe um mundo inteiro de amor com ela.

E hoje, olhando para essa menina de 11 anos, eu só consigo agradecer a Deus pelo presente que nos deu.

Minha oração é que os caminhos dela sejam sempre protegidos pela Virgem Mãe Maria e iluminados pelo Pai Maior.

Que ela cresça com a mesma vontade de vencer que vê no pai e na mãe...
com o senso de justiça que o pai carrega...
com o valor da família que aprendemos a cultivar...
com esse amor incondicional que tenho pela minha família.

Mas, acima de tudo, que ela nunca perca o sentido de quem ela é.

Porque é isso que mais desejo para ela:

Que ela saiba que pode amar, cuidar, ajudar, lutar, abraçar o mundo inteiro...

Mas que nunca se esqueça de si mesma.

Que compreenda, desde cedo, que estar segura, estar feliz, estar em paz e ser fiel àquilo que acredita também é uma forma de amar os outros.

Porque ela pode ser muito por todos nós...

mas, antes de tudo, precisa ser por ela.

E talvez seja esse o maior presente que eu possa desejar para os seus 11 anos:

Que a vida não lhe ofereça apenas fins de semana como este...

Que nem todos os dias sejam ensolarados, cercados pelo mar, pela família, pelos amigos e pela alegria.


Porque a vida também terá dias nublados.

Terá desafios, escolhas, perdas, medos e recomeços.

E, quando eles chegarem, minha menina, que você tenha dentro de si a mesma força, a mesma determinação e a mesma intensidade com que viveu este fim de semana.

Que você aprenda a vencer não apenas os dias felizes, mas também aqueles que parecerem difíceis demais.

Que seja forte sem deixar de ser doce.
Que seja determinada sem deixar de ser sensível.
Que seja justa sem perder a ternura.
Que ame profundamente... sem jamais esquecer de se amar.

E que Nossa Senhora caminhe sempre ao seu lado, colocando luz nos seus caminhos e proteção sobre os seus passos.

Porque você é, e sempre será, uma das histórias mais bonitas que Deus escreveu em nossas vidas.

Feliz 11 anos, minha Nina! 🩷



Que você continue mergulhando na vida com essa coragem de quem sabe que o mundo é enorme, bonito e cheio de possibilidades...

E que nunca se esqueça:

você é muito amada.
Você é muito importante.
E nós estaremos sempre aqui... torcendo, amparando, celebrando e agradecendo a Deus por ter colocado você em nossas vidas.

Amanhã você completa 11...

E nós completamos mais um ano de privilégio por ter você conosco. 🌊🧜‍♀️🎂💙

Te amamos, nossa menina do mar! 🩷🩵🌊✨

sábado, 26 de setembro de 2026

Presentes de Deus...

🌿🌊 Hoje eu sou só gratidão... ❤️
Sinta a paz desse lugar...
Dá vontade de ficar... pra sempreee!

Existem oportunidades que nos presenteiam com a certeza de que Deus existe e, de alguma maneira, preparou cenários maravilhosos para nós...

Hoje estamos em um campo energético que vibra positividade em nós!
Temos a mata e temos o mar...
E, para os que me conhecem, vocês sabem o quanto estou feliz!
Mar, mata, família e amigos...
Tem como pedir mais? 🥰

Hoje, o 😃 sorriso é farto, o coração ❤️ bate em compasso de samba-enredo e ouso dizer que percebo até um tuncs tunc,  bem lá no fundo! 😂😇🥰...

E as crianças... ah, as crianças!
Elas nos contagiam com a sensibilidade, a espontaneidade e aquela pureza que parece honrar a energia desse lugar...
Hoje eu sou só gratidão...
Gratidão aos amigos, à família e, principalmente, a Deus! 🙏❤️

Obrigada, Senhor...
por tudo... 
por mais esse dia!
Que eu nunca me esqueça de agradecer pelos dias em que a vida simplesmente nos abraça. 🌿🌊❤️

Hoje, eu quero apenas ficar aqui...
sentir...
viver...
e agradecer.
🙏🌿🌊❤️

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Insônia... desgaste constante...


Acordada desde 1:17 da manhã... agora 6:01

Não consegui dormir a maior parte da noite... estou acordada faz horas e daqui a pouco preciso ir ao dentista...

Estou cansada... faz dias... há em mim uma preguiça da alma... um esgotar de emoções...

Não  consigo passar pela dor dos outros como quem olha pela janela. Eu entra nela. Sinto. Penso. Me coloco no lugar. E, quando o mundo está cheio de sofrimento, acabo carregando um pouco de cada história dentro de mim.

Ando demais solidária a dor dos outros... não sei fugir disso!

Hoje  só precisava atravessar esta manhã.

Mesmo estando  sem dormir, cansada há dias e ainda precisando ir ao dentista... Então farei o mínimo necessário. Irei devagar. Depois, voltarei para casa, se puder,  me permitirei não produzir nada. Não preciso escrever o bom dia perfeito, não preciso responder todo mundo, não preciso absorver mais nenhuma dor.

Hoje  só preciso atravessar esta manhã.

Às vezes o cansaço coloca na gente uma espécie de neblina sobre aquilo que, em outro dia, conseguimos enxergar com mais clareza.

E eu já atravessei neblinas antes.

Hoje, talvez seja só mais um daqueles dias em que a  frase do Bruno precisa ser aplicada a mim:

um dia de cada vez… cada dia um pouquinho… até o reencontro.

Só que, desta vez, sem cuidar de todo mundo primeiro.

Preciso cuidar de mim...

Ando demais desanimada com o rumo da vida...

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Dias sim... dias não... mas vou sobrevivendo sem um arranhão... ou quase!

Tem dias que, mesmo que não esteja chovendo, eles são nublados...

Isso acontece... com algumas pessoas mais vezes do que gostariam, mais vezes do que imaginamos que alguém pudesse suportar... mas elas atravessam o dia assim mesmo.

Elas entendem que faz parte de todo um processo... que nem todo dia precisa ser bonito para ser importante.

Agora, existem dias ensolarados... cheios de cor, de sons que evidenciam a vida em harmonia, de cheiros que despertam memórias, de calor que abraça...

Isso também acontece com algumas pessoas que, às vezes, nem acreditam que merecem tamanha Luz e tanto Calor!

A vida é assim...

Tem variações de tempo, de temperatura, de humores, de sentimentos... há manhãs de céu azul e há tardes em que precisamos simplesmente esperar a tempestade passar.

E, no fim, talvez esteja tudo bem...

Porque aquele que confia no processo e no Criador continua caminhando.

Vai se reformulando... aprendendo... amadurecendo... fazendo sua reforma íntima... e se preparando.

Até o dia em que o Pai Maior disser:

— Pronto, Filho... agora é Comigo!

E então, quem sabe, a gente finalmente compreenda que todos aqueles dias nublados também faziam parte do caminho até a Luz...

Um dia de cada vez...
Cada dia um pouquinho...
Até o reencontro...


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Sou... mas quem não é? rsrs


E tô eu aqui hoje, tranquila, fazendo minha comidinha saudável, convivendo com minhas dores e tentando cuidar de mim, sem incomodar absolutamente ninguém… quando abro o direct e encontro:

“Amiga, você está obcecada por fazer campanha política para a direita. Maneira um pouco, você está ficando enfadonha.”

Bom… vamos conversar.

Primeiro: quem vê o que eu publico é porque está no meu perfil, entre as pessoas que eu permiti que estivessem ali. Meu perfil não é público. É um espaço onde compartilho minha vida, meus pensamentos, minhas experiências e, naturalmente, minhas opiniões.

Você não concorda comigo? Tudo bem.

Não gosta do que eu escrevo? Tudo bem também.

Pode deixar de acompanhar, silenciar, sair da minha lista de amigos… e eu prometo que não vou ficar magoada, contrariada ou pensando mal de você por isso. Cada pessoa tem o direito de pensar diferente. É assim que a vida funciona.

Agora, você quer saber por que eu estou tão obstinada em falar sobre política e em defender uma mudança no cenário que considero necessário para o nosso país?

Porque, para mim, isso não começou ontem.

Quando o assunto é segurança pública, eu tenho 11 anos de uma história que não me permite tratar esse tema como uma simples discussão política. Eu perdi um filho para a violência. E depois de viver o que vivi, segurança pública deixou de ser uma pauta distante. Passou a fazer parte da minha história, da minha dor e das minhas preocupações.

Também aprendi, dentro da minha própria casa, que a vida precisa caber dentro daquilo que podemos pagar.

Quando eu estava a poucos meses de uma cirurgia cardíaca, nossa realidade financeira mudou e meu marido precisou adequar nosso plano de saúde ao padrão de vida que conseguíamos sustentar naquele momento. E eu entendi perfeitamente.

É assim que pessoas honestas fazem: quando o dinheiro não dá, a gente corta, adapta, muda hábitos, deixa de ter algumas coisas e tenta viver dentro das nossas possibilidades.

Mas também me entristece ver pessoas que sempre trabalharam, pagaram suas contas, colocaram comida na mesa e tentaram viver com dignidade começarem a sentir que até o básico está ficando difícil.

E tem uma coisa que me incomoda profundamente: a sensação de que a corrupção deixou de causar indignação em parte da sociedade e passou, muitas vezes, a ser tratada como algo inevitável, quase como se fosse normal.

Isso me revolta.

Então, sim, eu estou indignada.

Estou cansada.

Estou triste.

E estou falando muito sobre política porque, neste momento da minha vida, eu não consigo simplesmente fingir que não estou vendo aquilo que me incomoda.

Talvez para você seja enfadonho.

Para mim, é a minha forma de exercer o meu direito de pensar, falar e participar da vida do meu país.

Você não precisa concordar comigo.

Só precisa respeitar o fato de que eu também tenho o direito de não me calar.

E, se aquilo que eu escrevo não faz mais sentido para você, está tudo bem.

A porta é a mesma pela qual você entrou.

Pode sair em paz.

Eu continuarei aqui… escrevendo, pensando, questionando e dizendo aquilo em que acredito.

Porque ficar em silêncio só para não incomodar os outros nunca foi exatamente o meu jeito de viver.


Ps. Esse texto não é direcionado a pessoa que , de verdade, se preocupou comigo esses dias ... eu entendo sua preocupação... e sou infinitamente grata por ela! A senhora sabe que a amo! O texto de hoje é direito de resposta que me dei por conta de um direct de outra pessoa!

domingo, 20 de setembro de 2026

Quando uma mãe chora todas as outras mães choram também!

Quando um caso atual te faz voltar a 2015

Quando uma mãe chora, choram todas as outras mães juntas.

Desde ontem, venho acompanhando, pelas redes sociais, as manifestações em torno da morte de uma jovem de apenas 22 anos, no Ceará.

Vi a postagem da mãe.

E, meu Deus...

Aquela mulher não estava apenas contando uma história.
Ela estava tentando entender o inexplicável.
Tentando juntar pedaços de uma realidade que, para uma mãe, simplesmente não deveria existir.

E foi impossível não voltar a 2015.

Foi impossível não voltar para o meu próprio filho.

Há dores que não precisam ser iguais nos detalhes para serem reconhecidas por quem já atravessou aquele território.

Eu sei o que é olhar para uma história e sentir o corpo reagir antes mesmo que a razão consiga organizar os pensamentos.

Sei o que é ouvir determinadas palavras e voltar, por alguns segundos, para aquele dia.

Sei o que é procurar respostas.

Sei o que é conviver com perguntas.

E sei, principalmente, o que significa ser mãe quando aquilo que mais queremos é descobrir a verdade sobre o que aconteceu com um filho.

Por isso, minha solidariedade a essa mãe não nasce apenas da maternidade.

Nasce da experiência.

Eu vivi.

E talvez seja justamente por isso que esse caso esteja me cutucando tanto... me incomodando, me machucando, me remoendo.

Porque quando uma mãe chora, existe algo naquela dor que ultrapassa a história individual daquela família.

Uma mãe que perdeu um filho reconhece o desespero de outra mãe.

Mesmo sem conhecer aquela mulher.

Mesmo sem conhecer aquela jovem.

Mesmo sem saber ainda tudo o que aconteceu.

A dor materna não precisa de tradução.

E existe algo que me inquieta profundamente em histórias assim:

quando as respostas não chegam, o silêncio começa a gritar.

Não estou aqui para apontar culpados antes que as investigações esclareçam os fatos.

Não cabe a mim fazer julgamentos.

Mas cabe a mim, como mãe e como alguém que já passou por uma perda cercada de perguntas, dizer que nenhuma família deveria precisar implorar para ser ouvida.

Nenhuma mãe deveria precisar transformar a própria dor em uma campanha para que o mundo perceba que existe uma história por trás de um corpo.

Nenhuma morte deveria ser apenas mais uma notícia que desaparece depois de alguns dias.

Porque, para aquela mãe, não existe "mais um caso".

Existe a filha dela.

E talvez seja por isso que essa história tenha me levado de volta a 2015.

Porque há onze anos eu também descobri que o calendário continua andando enquanto, dentro da gente, algumas perguntas permanecem paradas no tempo.

E quando vejo outra mãe tentando encontrar sentido onde só existe desespero, alguma coisa dentro de mim reconhece aquela mulher.

Eu não sei o que aconteceu com essa jovem.

E justamente por não saber, não quero inventar respostas.

Quero apenas que as perguntas sejam feitas.

Que sejam investigadas.

Que sejam esclarecidas.

Que a verdade, seja ela qual for, tenha espaço para aparecer.

Porque quando uma mãe perde um filho, ela não perde apenas o presente.

Ela passa a carregar para sempre a necessidade de compreender.

E talvez seja essa a maior semelhança entre tantas histórias de mães:

nós seguimos vivendo... mas nunca deixamos de procurar.

E eu, que em 2015 comecei uma caminhada que jamais imaginei percorrer, hoje olho para essa mãe e sinto vontade de dizer apenas:

Eu sei.

Não sei a sua história.

Não sei as respostas que você procura.

Mas sei o tamanho do vazio que começa quando um filho parte...

E sei como algumas perguntas conseguem atravessar onze anos e ainda encontrar a gente pelo caminho.

Que a verdade encontre essa família.

Que a justiça não se perca no silêncio.

E que nenhuma mãe precise desistir de perguntar aquilo que o coração dela sabe que precisa ser respondido. 😌😪


Dentro de mim moram alguns eusss...


Dentro de mim moram várias Márcias.

E cada uma delas, no seu tempo, foi responsável por caminhar por esse difícil, doloroso e, ao mesmo tempo, tão necessário trajeto da evolução.

Meu Deus... quantas dores eu passei.

Às vezes eu paro e penso que mal tive tempo de ser criança. Tão pequena, precisei observar, compreender e atravessar situações que talvez fossem grandes demais para os olhos de uma menina.

Mas, dentro daquela criança, já havia uma sementinha...

A sementinha do divino.
Do saber.
Da fé.
Da presença do Pai Maior.

E talvez tenha sido ela que, mesmo sem que eu compreendesse, me sustentou tantas vezes.

Porque, por mais difícil que fosse a caminhada, eu instintivamente me recusei a me revoltar. Recusei-me a desistir.

Eu caminhei.

Trafeguei por estradas que muitas vezes não escolhi. Atravessei caminhos tortuosos. Em alguns momentos, quase caí... e em outros, caí mesmo.

Mas eu sempre levantei.

Sempre.

Renascendo das minhas próprias cinzas, recolhendo os pedaços, juntando os caquinhos e seguindo adiante.

E fui crescendo...

Fui aprendendo.
Fui amadurecendo.
Fui compreendendo que algumas dores não chegam para nos destruir, mas para nos transformar.

E, de todas essas Márcias, nasceu essa que hoje, todos os dias, conversa com vocês.

Não me sinto vaidosa por dominar alguma área da vida. Não é isso que me faz sentir orgulho.

O que me faz feliz, verdadeiramente feliz, é saber que, apesar de tudo o que vivi, eu não permiti que a dor arrancasse de mim a capacidade de amar.

Ao contrário...

Se existe alguma coisa que considero uma das minhas maiores conquistas, é saber que me tornei um ser capaz de semear o bem no coração de alguém.

Talvez eu não consiga mudar o mundo.

Talvez eu não consiga resolver todas as dores que encontro pelo caminho.

Mas, se uma palavra minha alcançar um coração cansado...
se uma reflexão minha fizer alguém pensar...
se um gesto meu devolver um pouquinho de esperança a alguém...

então toda aquela caminhada teve sentido.

Porque, no fim das contas, talvez seja isso que significa evoluir:

não chegar ao final da estrada perfeita...

mas chegar um pouco mais humana, um pouco mais consciente, um pouco mais amorosa...

e deixar, por onde passamos, algumas sementes de luz.

Dentro de mim ainda moram várias Márcias.

A menina que precisou ser forte cedo demais.
A mulher que caiu.
A mulher que chorou.
A mulher que recomeçou.
A mulher que ainda sente.
A mulher que aprendeu.

E todas elas continuam caminhando comigo...

Porque nenhuma das Márcias que fui deixou de existir.

Elas apenas foram se transformando...

até chegar a esta que hoje olha para trás, respira fundo e consegue dizer:

eu sobrevivi às minhas dores sem permitir que elas me transformassem em alguém que eu não queria ser.

E talvez essa seja a minha maior vitória.

Não ter vencido pessoas, situações ou dificuldades...

mas ter conseguido vencer, todos os dias, a vontade de desistir de mim mesma.

Um dia de cada vez...

cada dia um pouquinho...

até o reencontro.