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sábado, 10 de outubro de 2026

Papo com alguém que mora no céu...

Momento saudade... Papo com alguém que mora no céu. ❤️

Filho... como você está?

Tem orado muito? Muito trabalho por aí? Rsrs...

Por aqui, as coisas vão caminhando... Nossa família está muito unida! Há em nós um pouco do estilo A Grande Família... rsrs... mas tudo dentro dos limites, viu? 😂

Eu queria falar um pouquinho de mim para você...

Filho, eu consegui elaborar o luto. Não foi fácil... aliás, não é. É um exercício diário de fé e resiliência, mas você me conhece!

Você sabe que eu sou daquelas que caem, choram, questionam, respiram fundo e, depois de algum tempo, encontram um jeito de continuar...

Faz tempo que voltei a escrever. E sabe o que é mais bonito? Já consigo colocar nos textos a Márcia de antes... Ela meio que voltou, filho! E isso tem me feito muito bem!

Não pense que deixei de sentir sua falta. Ah, meu menino... isso seria impossível! É que aprendi a conviver com a saudade sem permitir que ela ocupasse todos os espaços da minha vida. Você continua aqui... de um jeito diferente, mas continua!

Voltei a me interessar pela política... e você acredita que, dos seis candidatos em quem precisávamos votar, acertei cinco? 😂 E te garanto que, no dia 25, eu emplaco o sexto!

Isso me trouxe gás, filho! Devolveu-me um pouco daquela inquietação, daquela vontade de participar, de observar, de questionar e de acreditar que ainda podemos fazer alguma coisa para melhorar o lugar onde vivemos.

Você conhece sua mãe... Nunca fui muito boa em ficar quietinha quando alguma coisa mexe comigo! Rsrsrs...

E talvez seja isso que eu esteja redescobrindo: ainda tenho muito a viver, muito a escrever, muito a aprender e, quem sabe, alguma coisa boa a deixar por aqui...

A vida não parou no dia em que você partiu, filho... mas precisou aprender a caminhar de outro jeito.

E eu também.

Hoje, quando olho para nossa família, para os netos crescendo, para os encontros, as conversas, as brincadeiras e até para as nossas pequenas confusões, percebo que o amor continua encontrando caminhos para se manifestar.

Você faz parte de tudo isso... da nossa história, das nossas lembranças, de quem somos.

E eu sigo tentando fazer valer a pena cada dia que me é concedido... Um dia de cada vez, cada dia um pouquinho, até o reencontro!

Mas me conta, filho... como estão as coisas por aí?

Porque hoje eu só queria mesmo era jogar conversa fora com você... como tantas vezes fizemos por aqui.

Te amo para além do tempo, da distância e de tudo aquilo que ainda não consigo compreender.

Fica bem, meu menino...

Sua mãe está seguindo em frente... e isso não significa deixá-lo para trás. ❤️


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Uma eleição onde eu e a direita nos redescobrimos....


O ano em que a política me ajudou a sair do buraco

Eu nunca imaginei que um ano eleitoral pudesse ter esse efeito sobre mim.

Durante muito tempo, eu estive tentando simplesmente sobreviver aos meus próprios dias. Há momentos em que a gente não percebe que está no buraco... só percebe que tudo parece pesado demais, que a vontade diminui, que as palavras custam a sair e que até aquilo que um dia nos movia parece distante.

Eu conheço esse lugar.

Conheço o silêncio de quem está cansada de sentir. Conheço o esforço de levantar quando a alma pede para permanecer quieta. Conheço a diferença entre preguiça e exaustão... entre não querer e não conseguir.

E então veio este ano eleitoral.

E, curiosamente, alguma coisa começou a acontecer.

Eu voltei a me interessar. Voltei a observar. Voltei a pesquisar, conversar, escrever, questionar, discordar, argumentar. Voltei a sentir aquela inquietação que sempre fez parte de mim diante daquilo que considero injusto ou errado.

Voltei a ter vontade de falar.

E foi aí que percebi...

Talvez eu não estivesse apenas falando de política.

Talvez eu estivesse, sem perceber, voltando para mim.

Porque durante tantos anos da minha vida eu fui uma mulher de ação. Fui professora, alfabetizadora, secretária de Cultura, escritora, mãe, mulher de opinião, mulher de luta. Sempre tive alguma coisa para construir, transformar, defender ou aprender.

E a vida, com suas perdas e seus golpes, foi me colocando em um lugar de recolhimento.

O luto me ensinou muito. A dor me transformou. A fé me sustentou. Mas, em algum momento, eu precisei descobrir que continuar vivendo também significava voltar a participar da vida.

E foi isso que este ano eleitoral me devolveu.

A vontade de participar.

Não estou dizendo que a política me curou. Não seria justo colocar sobre ela um papel que não lhe pertence.

Quem me ajudou a atravessar o pior foram muitas coisas: minha família, minha fé, minha terapia, o tempo, as experiências que vivi e, principalmente, a decisão diária de continuar.

Mas a política me deu uma coisa que eu estava precisando encontrar novamente:

propósito.

De repente, eu estava novamente incomodada.

E, para mim, isso foi quase uma boa notícia.

Porque quando a gente volta a se incomodar com o mundo, talvez seja sinal de que voltou a se importar com a vida.

Comecei a perceber que ainda tenho voz. Que ainda tenho ideias. Que ainda posso provocar reflexão. Que ainda posso escrever aquilo que penso, ouvir quem pensa diferente, defender aquilo em que acredito e, principalmente, continuar aprendendo.

E talvez seja essa a maior vitória deste ano para mim.

Não convencer ninguém.

Não ganhar discussão.

Não ter razão o tempo inteiro.

Mas ter recuperado uma parte de mim que estava adormecida.

A mulher que pergunta.

A mulher que observa.

A mulher que não aceita simplesmente o “sempre foi assim”.

A mulher que ainda acredita que mudança é possível.

E, principalmente, a mulher que descobriu que ainda tem muito para viver.

Talvez seja isso que esteja acontecendo comigo...

Aos poucos, eu estou saindo do buraco.

Não de uma vez.

Não sem tropeços.

Não sem dias difíceis.

Mas estou saindo.

Um dia de cada vez.

Cada dia um pouquinho...

E olha só que curioso: depois de tudo o que a vida me ensinou, foi justamente no meio de uma eleição que eu percebi que ainda havia dentro de mim uma mulher com vontade de lutar pelaquilo em que acredita.

E talvez seja por isso que eu esteja escrevendo tanto novamente.

Porque quando a gente recupera a voz...

é porque, de algum modo, também está recuperando a vida.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

As dicas do Bruno...


O Bruno, em uma de suas últimas postagens no Facebook, escreveu:

“Liberte-se... Um dia de cada vez... Até o reencontro!”

E eu, que acredito em reencarnação, em preparação dos espíritos encarnados para o desencarne, principalmente em face à sua evolução espiritual, penso que meu filho se despediu querendo passar a seguinte mensagem:

“Liberte-se: do medo... das formalidades... das imposições da vida cotidiana... das convenções...

Viva harmonicamente um dia de cada vez, olhando sempre para o próximo com o mesmo amor que olha para os seus... Seja GRATO!!!! Porque a vida é uma grande oportunidade de aprendizado, não desperdice-a! Confie em Deus e nos espíritos de Luz, porque mesmo quando tudo parecer errado... Desgraçadamente cruel, DEUS tem um porquê e esse porquê nunca é ruim...

Até o reencontro... Porque, de alguma forma, em algum dia, nos encontraremos naquela mesma estação!”

Hoje, tantos anos depois, leio essas palavras com outros olhos...

E talvez seja isso que chamamos de evolução.

A vida não é apenas aquilo que conseguimos acumular, conquistar ou deixar para trás. Talvez a nossa verdadeira missão esteja naquilo que conseguimos transformar dentro de nós enquanto caminhamos...

Aprender a amar. Aprender a perdoar. Aprender a agradecer. Aprender a respeitar o tempo do outro e o nosso próprio tempo. Aprender, principalmente, a não permitir que as dores da vida nos tornem pessoas diferentes daquilo que fomos chamadas a ser.

E, quando penso no meu filho, uma certeza me acompanha...

Eu soube educar.

Não porque consegui protegê-lo de todas as dores — isso nenhuma mãe consegue.

Não porque consegui impedir que a vida lhe apresentasse seus caminhos, suas escolhas, seus encontros e desencontros...

Mas porque, quando ele partiu, levou consigo aquilo que uma mãe realmente pode oferecer a um filho: valores, amor, respeito, solidariedade, fé, liberdade para escolher e consciência de que cada escolha tem suas consequências.

Educar um filho é plantar sem saber exatamente quando — ou se — veremos a árvore florescer.

É ensinar enquanto eles ainda precisam da nossa mão e, depois, confiar que aquilo que ensinamos caminhará com eles quando soltarmos essa mão.

Bruno cresceu...

E eu cresci junto com ele.

Hoje compreendo que talvez uma das maiores missões de uma mãe seja justamente essa: preparar um espírito para caminhar pela vida sem ser propriedade de ninguém, nem mesmo da própria mãe.

E talvez, dentro daquilo em que acredito, preparar também seja ensinar que a vida terrena é apenas uma estação...

Uma passagem...

Uma oportunidade.

Por isso, quando releio:

“Um dia de cada vez... até o reencontro!”

não consigo enxergar apenas uma frase.

Enxergo uma síntese de tudo aquilo que ainda estou aprendendo...

Libertar-me do medo. Libertar-me da culpa. Libertar-me do “e se”... Libertar-me da necessidade de encontrar respostas para tudo.

E continuar vivendo.

Um dia de cada vez...

Cada dia um pouquinho...

Porque, se existe uma missão que a vida me deixou depois dele, talvez seja justamente essa:

continuar aprendendo, continuar amando e continuar evoluindo... até que, um dia, naquela mesma estação, nossos caminhos se encontrem novamente.

E quando esse dia chegar...

Talvez eu finalmente possa dizer a ele:

“Filho... eu entendi.” 🩷🩵


domingo, 6 de setembro de 2026

O reencontro de uma era... de volta ao passado!

VIAJAR NAS LEMBRANÇAS BOAS
Ontem foi dia de voltar ao passado.
Mas não a qualquer passado. Foi dia de viajar nas lembranças boas.

Foi dia de emoção, de saudade gostosa, de fechar os olhos e quase sentir novamente o cheiro dos filhos pequenos, da torta salgada, dos bolos, das coisas deliciosas feitas pela Zete. Foi dia de ouvir, outra vez, aquela voz marcante que ficou guardada na memória.



Ontem foi dia de comemorar a vida do Régis... o Reginaldo da MBR, marido da Airizete pai do Alex. ANA Paula e Aline! 

Ontem foi dia de olhar para cinco crianças. Cinco não sete, porque é claro que Guiomar e Ricardo estavam presentes na conversa... eles também fizeram parte importante desta história! Eles e os filhos: 

E não podemos esquecer do querido Roque, que é padrinho da Aline, e um grande amigo da época feliz de MBR!

Sete crianças!

Duas minhas e do Lourenço, duas da Giomar e Ricardo e três da Alrizete e do Reginaldo. Crianças que brincavam juntas, que faziam parte de uma mesma história, de uma mesma época, de uma vida que parecia que nunca iria mudar.

E mudou.

Como tudo na vida muda.

Foi uma tarde maravilhosa. Um grupo pequeno, mas com uma história enorme. Pequeno no número de pessoas, imenso nas lembranças, nos afetos e nos sentimentos bons.


E foi engraçado perceber como algumas coisas não mudam.


Eu, por exemplo, destravei a tagarelice!

Falei sem parar. Nós falamos sem parar. Era tanta coisa para lembrar, tanta história para contar, que parecia que o tempo que passou precisava ser recuperado em algumas horas.

A gente queria recordar como era.

Queria contar o que aconteceu depois.

Queria saber como cada um viveu quando a vida levou cada qual para um lado.

Queria falar dos caminhos que escolhemos, das coisas que enfrentamos, das mudanças, das perdas, das conquistas...

A vida é mesmo uma viagem extraordinária.

E talvez seja por isso que encontros assim tenham um efeito tão poderoso sobre nós. Ontem, aquela tarde fez mais pela minha alma do que qualquer remédio que pudesse simplesmente acalmar a dor ou o cansaço emocional.

Foi remédio de memória.

Remédio de afeto.

Remédio de pertencimento.

Porque existem encontros que não apenas nos fazem felizes. Eles nos devolvem pedaços de nós mesmos.



Eu gostaria que todas as pessoas tivessem, um dia, a oportunidade de reencontrar amigos assim. Amigos que a vida afastou fisicamente, mas que o tempo jamais conseguiu apagar.

Porque amizade verdadeira pode até se afastar por conta dos rumos que a vida precisa tomar.

Pode passar anos sem um abraço.

Pode haver silêncio.

Pode haver distância.

Mas, quando o reencontro acontece, parece que alguma coisa simplesmente diz:

“Onde você estava? Eu estava aqui, guardado no mesmo lugar.”

Na memória.

No coração.

E ontem nós estivemos exatamente nesse lugar.

Foi maravilhoso voltar para casa carregando, outra vez, aquelas lembranças boas.

E, por algumas horas, fomos novamente os pais e aquelas sete crianças.

Só que agora com uma vida inteira para contar.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Cansaço da alma

Cansaço da alma

Às vezes o cansaço não mora no corpo.
Não é sono acumulado.
Não é a idade que chega.
Não são as tarefas que pesam.
É um cansaço que vem da alma.

Cansaço de pessoas que se sentem superiores, como pequenos Narcisos da vida real, encantados demais com o próprio reflexo para perceberem que o mundo não gira ao redor de seus umbigos.

Cansaço dos “coitados por profissão”, especialistas em autopiedade, que transformam qualquer conversa em tribunal emocional. Gente que oprime com silêncio, com culpa, com manipulação — e ainda se coloca no papel de vítima.

Cansaço de quem precisa diminuir o outro para se sentir grande.
De quem suga energia como se fosse direito adquirido.
De quem confunde amor com controle.

Esse tipo de convivência desgasta.
Machuca.
Envelhece por dentro.

Mas há uma verdade que aprendi no meio das minhas próprias travessias: não somos responsáveis por curar o ego alheio. Somos responsáveis por proteger a nossa paz.

Às vezes, amadurecer é se afastar.
Às vezes, é silenciar.
Às vezes, é simplesmente não reagir.
Porque a alma se cansa…

mas também aprende.
Aprende a escolher melhor.
Aprende a impor limites.
Aprende que dignidade não se negocia.
E quando o peso parece demais, eu me lembro:

Um dia de cada vez…
cada dia um pouquinho…
até o reencontro com aquilo que é leve, verdadeiro e de paz.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

O que Deus quer nos dizer?

Mais uma morte para nos impactar! Mais uma oportunidade para olharmos bem dentro de nós e fazermos questionamentos como: o que estou fazendo por mim? O que faço de verdade pelos meus? O que a ciência...a natureza e Deus estão nos acenando?


... é dificil entender...responder quando estamos tão confusos...amedrontados... 


O que enxergo nestes ultimos dias do Paulo Gustavo é que o tempo é de Deus! Que devemos lutar bem antes do mal se instalar para que não tenhamos que enfrentar o medo fragilizados! E acima de tudo: Deus é maravilhoso...Permitiu um sopro de melhora para que o Paulo Gustavo e o Thales se despedissem mostrando um ao outro a força do amor!

Vá com Deus Paulo Gustavo! O medo acabou...procure a Luz no fundo deste túnel! Reencontre os seus e após o sono de recuperação volte a ser Luz em nossas vidas! 

Nossos amores nunca morrem! Só passam a viver em um universo acima de nós!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Dia dos namorados em 2015... Ah,se eu soubesse!!!





"Como é difícil pensar que não vamos mais vê-lo! Como é difícil não ter mais este sorriso! Essa foi a ultima vez que saímos os três... Um jantar romântico no Marina Porto Itacuruçá para comemorar o Dia dos Namorados! Eu fiquei tão feliz! Só faltou meu terceiro namorado: o Lourencinho! 

Nove dias depois você partiu... Me deixou sem chão... Me mostrou que o Evangelho precisava ser realmente exercitado e não só lido e comentado... Você escolheu sofrer para nos apurar... Você escolheu ir com violência para que nosso "regenerar" fosse realmente digno do paraíso... Você conhecia a Lei de Deus e optou por espalhá-la distribuindo sorrisos, amor e solidariedade... 

Hoje minha vida é saudade... Mas também é amor, solidariedade e gratidão! Se separando de nós, pelo menos visivelmente, você nos uniu! Eu sei que tanto sofrimento não foi em vão!"

E essa saudade, minhas amigas e amigos que acompanham o blog, eu sei que sempre existirá! No entanto, esta minha fé inabalável me ajuda a prosseguir e acreditar no REENCONTRO!