Mostrando postagens com marcador Felipe Curi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Felipe Curi. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

As mortes precisam deixar de ser números! 💔

Mortes que não foram explicadas
Link. Clique aqui

QUANTOS AINDA PRECISARÃO MORRER?

Penso que está chegando a hora de investigar, com a seriedade e a profundidade necessárias, os fatos apresentados nesta reportagem. Não podemos continuar tratando como números estatísticos vidas interrompidas pela violência, em circunstâncias que apontam para a possível atuação do crime organizado.

Em 20 anos, 43 políticos foram executados no Rio com suspeita de ação do crime organizado; veja todos os casos | Política | O Globo .

E não interessa se as vítimas são de direita, de centro, de esquerda ou se, literalmente, não estão nem aí para a política..

Interessa que são vidas humanas. São famílias destroçadas, filhos que perderam seus pais, pais que enterraram seus filhos, companheiros que ficaram sem seus amores... São histórias interrompidas, sonhos sepultados e perguntas que continuam sem respostas.

As mortes precisam deixar de ter nome apenas quando ganham visibilidade. Precisam deixar de ser números!

Cada caso precisa ser investigado. Cada indício precisa ser apurado. Cada família merece saber quem matou, quem mandou matar e por quais razões, sempre respeitando o devido processo legal e sem transformar suspeitas em condenações antecipadas.

Não se trata de ideologia. Não se trata de preferência partidária. Trata-se do direito à vida, da segurança de quem ousa participar da vida pública e da obrigação do Estado de proteger seus cidadãos.

O Estado Democrático de Direito deve às famílias respostas para os porquês que passaram a marcar suas vidas.

E deve à sociedade muito mais do que estatísticas, notas de pesar e promessas de investigação.

Deve justiça. Deve esclarecimento. Deve responsabilização dos culpados.

Porque, quando a violência cala pessoas e o medo passa a determinar quem pode ou não participar da política, não é apenas uma família que perde. É a própria democracia que sangra.

Quantos ainda precisarão morrer para que cada uma dessas vidas receba a atenção, a investigação e a justiça que merece?

Até quando?

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Está chegando o dia em que voltar a ter as rédeas do país só dependerá de nós!


Será que você vem observando o que está acontecendo com o pessoal da segurança pública no Rio de Janeiro?

Pois é... eu venho observando.

Tenho acompanhado o movimento de profissionais da segurança pública que estão colocando seus nomes à disposição para disputar cargos legislativos e executivos. Policiais federais, civis, militares e outros profissionais que conhecem a criminalidade não apenas pelos números das estatísticas, mas pelo que encontram todos os dias nas ruas.

E há algo nesse movimento que merece ser analisado com atenção.

Talvez muitos desses profissionais tenham chegado à conclusão de que não basta continuar prendendo.

Não basta prender o assaltante, o traficante, o integrante de uma organização criminosa... para, pouco tempo depois, vê-lo de volta às ruas por brechas legais, interpretações jurídicas, fragilidades processuais ou por um sistema que, em determinados casos, não consegue manter preso quem representa efetivamente uma ameaça à sociedade.

E aqui é preciso fazer uma distinção: não estou dizendo que toda soltura seja ilegal ou que todo profissional do Judiciário esteja equivocado. O Estado de Direito exige regras, devido processo e garantias. O problema é outro:

as leis e as estruturas criadas para combater o crime precisam acompanhar a velocidade com que o crime se organiza.

O crime mudou.

As organizações criminosas mudaram.

O narcotráfico se profissionalizou, ampliou seus territórios, criou redes financeiras, armamentos, comunicação e logística cada vez mais sofisticadas.

E nós ainda discutimos muitas vezes como se estivéssemos enfrentando o mesmo criminoso de décadas atrás.

Enquanto isso, quem está na ponta dá o murro em ponta de faca.

Prende.

Investiga.

Produz provas.

Arrisca a própria vida.

E, quando o criminoso volta para a rua, muitas vezes retorna ainda mais estruturado e perigoso.

É compreensível, portanto, que parte desses profissionais esteja começando a olhar para o Legislativo e pensar:

“Talvez eu precise estar lá para mudar aquilo que, aqui fora, eu não consigo mudar.”

Porque segurança pública não se faz somente com viatura, fuzil, investigação e operação policial.

Segurança pública também se faz com leis adequadas à realidade, inteligência, integração entre instituições, investigação financeira, fortalecimento das estruturas policiais, sistema prisional eficiente e um sistema de Justiça capaz de responsabilizar, dentro da lei, quem efetivamente comete crimes.

E talvez seja justamente essa percepção que esteja levando tantos profissionais da segurança a sair das ruas e entrar na política.

Não necessariamente porque desistiram de combater o crime.

Talvez porque tenham entendido que combater o crime também significa combater, dentro das instituições, aquilo que permite que ele continue se reproduzindo.

E há ainda uma discussão maior, que merece ser feita com muita responsabilidade: como aperfeiçoar os mecanismos de controle e responsabilização de todos os agentes públicos envolvidos no sistema de Justiça, preservando a independência institucional e as garantias constitucionais.

Eu mesma já pensei sobre a possibilidade de mecanismos diferentes de escolha ou avaliação para determinadas funções do sistema de Justiça. Mas isso é um debate constitucional e institucional complexo, que não pode ser reduzido a simplesmente “eleger juiz”. Afinal, independência judicial também é uma garantia importante do Estado de Direito.

O ponto central, para mim, é outro:

não podemos exigir que o policial resolva sozinho um problema que é muito maior do que a polícia.

Enquanto um profissional arrisca a vida para retirar um criminoso das ruas, o restante do sistema precisa funcionar.

Porque, se não funciona, chegamos a uma situação perversa:

o policial prende, o criminoso retorna e a sociedade continua refém.

E talvez seja justamente por isso que estamos vendo tantos homens e mulheres da segurança pública decidindo ocupar espaços na política.

Eles já experimentaram o limite da atuação de dentro das ruas.

Agora querem participar da construção das regras que organizam o jogo.

E isso, gostemos ou não, é um movimento que merece ser observado.

Porque quando quem passa a vida combatendo o crime começa a concluir que precisa entrar no Legislativo para mudar as condições desse combate...

talvez seja um sinal de que há alguma coisa muito séria precisando ser discutida no Brasil.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Estou exausta de ter medo...

Porque vou votar com eles...

EU ESTOU EXAUSTA DE TER MEDO

O que a gente pensa — ou deveria pensar — quando, através do voto, delega poderes a uma pessoa para decidir por nós?

Na Câmara dos Deputados, na Câmara de Vereadores, na Assembleia Legislativa, no Senado, na Presidência da República, nas prefeituras, nos governos dos estados...

O voto é muito mais do que escolher um nome.

É entregar a alguém uma parcela da nossa voz, da nossa confiança e do poder de decidir sobre aquilo que interfere diretamente na nossa vida.

E talvez seja justamente por isso que, neste momento, o meu voto esteja tão ligado à defesa da segurança pública.

Eu estou cansada.

Estou exausta de ter medo.

Cansada de ver tragédias.
De ver gente estirada no chão por causa de um tiro.
De ver carros parados nas estradas e pessoas se jogando ao chão, apavoradas, sem saber se serão as próximas vítimas.

Estou cansada de ter medo de sair com o celular.

De colocar um cordão, ainda que simples, no pescoço.

De usar uma aliança de casamento.

Cansada de pensar que objetos que, muitas vezes, nem têm um valor tão grande podem se transformar em motivo para alguém perder a própria vida.

Mas existe um medo ainda maior...

O medo de receber novamente a notícia de que um filho meu foi encontrado morto.

Eu já conheço essa dor.

E eu não quero passar por isso outra vez.

Não quero viver presa a esse sofrimento.

Mas também não quero transformar a minha dor em vingança.

Não quero alimentar ódio.

Não quero alimentar violência.

Quero outra coisa.

Quero acreditar que podemos construir uma sociedade em que a vida tenha valor.

Quero acreditar que, com representantes comprometidos com a segurança pública, podemos discutir e elaborar leis que acompanhem a realidade que estamos vivendo.

Uma sociedade mudou. Os problemas mudaram. As formas de violência também mudaram.

E talvez as nossas leis precisem acompanhar essas mudanças.

Não acredito que segurança pública seja sinônimo de vingança.

Não acredito que combater a criminalidade precise significar abandonar direitos, dignidade ou humanidade.

Mas também não acredito que proteger direitos possa significar ignorar o direito mais básico de todos: o direito de viver.

Por isso, quando penso no meu voto, penso também naquilo que eu espero daqueles a quem vou delegar poder.

Quero representantes que compreendam que segurança pública não é apenas uma pauta política.

É o direito de uma mãe voltar para casa.

É o direito de um trabalhador atravessar uma estrada sem precisar deitar no chão para se proteger de tiros.

É o direito de uma mulher usar sua aliança sem medo.

É o direito de um jovem sair de casa e voltar.

É o direito de uma família não receber a ligação que muda sua história para sempre.

É o direito de todos nós de viver sem que o medo determine até onde podemos ir.

Meu voto, neste momento, será também uma resposta àquilo que eu tenho vivido e observado.

Não por ódio.

Não por vingança.

Mas porque eu preciso acreditar.

Preciso acreditar que ainda é possível elaborar leis mais adequadas ao tempo em que vivemos.

Preciso acreditar que podemos encontrar caminhos para proteger a população sem abandonar a humanidade.

Preciso acreditar que vale a pena continuar morando aqui.

Preciso acreditar que o Brasil pode voltar a ser, para nós, mais do que um lugar bonito no mapa.

Quero continuar acreditando naquele verso que aprendemos a cantar:

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza...”

E talvez, depois de tudo...

ainda conseguir cantar:

“Mas que beleza...
mas que beleza.”

Porque eu não quero desistir do meu país.

Eu só quero poder viver nele sem medo.🙂.