Mostrando postagens com marcador relativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relativa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Quando até a ética vira relativa...



QUANDO ATÉ A ÉTICA VIRA RELATIVA...

Tem coisas que a gente escuta e demora um pouco para acreditar.

Não porque não tenha entendido as palavras... mas porque custa acreditar que elas tenham sido ditas justamente por quem deveria estar entre os primeiros a defender a lei, a ética, a responsabilidade e o respeito às instituições.

Ouvir que até a máfia tem ética...

Meu Deus... que vergonha!

Não é apenas uma frase. É o que ela revela.

Quando alguém tenta justificar o silêncio diante de possíveis erros cometidos por um colega, sob o argumento de que não se deve expor, divulgar ou julgar aquilo que ele teria feito, alguma coisa muito séria está sendo colocada em discussão.

Porque ética não pode ser uma regra para os outros e uma exceção para os nossos.

Lei não pode ser bonita quando serve para punir quem está do outro lado e inconveniente quando alcança quem caminha ao nosso lado.

E lealdade...

Lealdade não deveria significar proteger o erro.

Deveria significar ter coragem de dizer: você errou.

É justamente aí que mora a minha tristeza.

Porque a gente quer acreditar.

Quer acreditar que ainda existe conserto.
Que ainda existe limite.
Que ainda existe vergonha.
Que ainda existe gente disposta a colocar princípios acima de conveniências.

A gente quer acreditar que o fundo do poço ainda não chegou...

Mas, de repente, vem a turma do "vamos ver"... do "oba-oba"... do "deixa isso pra lá"... muitas vezes vestida de autoridade, de conhecimento, de bons costumes, de gente de bem...

E dá aquela pernada na nossa esperança.

Não é só indignação.

É tristeza.

Tristeza porque, quando aqueles que deveriam ensinar o caminho da lei começam a relativizar a ética para proteger os seus, quem fica sem saber para onde olhar somos nós.

E talvez seja justamente por isso que eu ainda me recuse a desistir.

Porque, apesar de tudo, eu continuo acreditando que erro não deixa de ser erro porque foi cometido por alguém de quem gostamos.

Que crime não muda de nome conforme a pessoa que o pratica.

E que ética, quando é verdadeira, não tem bancada, lado, amizade ou conveniência.

Ou ela vale para todos...

ou não é ética.

É apenas um discurso usado quando interessa. 😔😒