Ontem foi dia de olhar para cinco crianças. Cinco não sete, porque é claro que Guiomar e Ricardo estavam presentes na conversa... eles também fizeram parte importante desta história! Eles e os filhos:
E não podemos esquecer do querido Roque, que é padrinho da Aline, e um grande amigo da época feliz de MBR!
Sete crianças!
Duas minhas e do Lourenço, duas da Giomar e Ricardo e três da Alrizete e do Reginaldo. Crianças que brincavam juntas, que faziam parte de uma mesma história, de uma mesma época, de uma vida que parecia que nunca iria mudar.
E mudou.
Como tudo na vida muda.
Foi uma tarde maravilhosa. Um grupo pequeno, mas com uma história enorme. Pequeno no número de pessoas, imenso nas lembranças, nos afetos e nos sentimentos bons.
E foi engraçado perceber como algumas coisas não mudam.
Eu, por exemplo, destravei a tagarelice!
Falei sem parar. Nós falamos sem parar. Era tanta coisa para lembrar, tanta história para contar, que parecia que o tempo que passou precisava ser recuperado em algumas horas.
A gente queria recordar como era.
Queria contar o que aconteceu depois.
Queria saber como cada um viveu quando a vida levou cada qual para um lado.
Queria falar dos caminhos que escolhemos, das coisas que enfrentamos, das mudanças, das perdas, das conquistas...
A vida é mesmo uma viagem extraordinária.
E talvez seja por isso que encontros assim tenham um efeito tão poderoso sobre nós. Ontem, aquela tarde fez mais pela minha alma do que qualquer remédio que pudesse simplesmente acalmar a dor ou o cansaço emocional.
Foi remédio de memória.
Remédio de afeto.
Remédio de pertencimento.
Porque existem encontros que não apenas nos fazem felizes. Eles nos devolvem pedaços de nós mesmos.
Eu gostaria que todas as pessoas tivessem, um dia, a oportunidade de reencontrar amigos assim. Amigos que a vida afastou fisicamente, mas que o tempo jamais conseguiu apagar.
Porque amizade verdadeira pode até se afastar por conta dos rumos que a vida precisa tomar.
Pode passar anos sem um abraço.
Pode haver silêncio.
Pode haver distância.
Mas, quando o reencontro acontece, parece que alguma coisa simplesmente diz:
“Onde você estava? Eu estava aqui, guardado no mesmo lugar.”
Na memória.
No coração.
E ontem nós estivemos exatamente nesse lugar.
Foi maravilhoso voltar para casa carregando, outra vez, aquelas lembranças boas.
E, por algumas horas, fomos novamente os pais e aquelas sete crianças.
Só que agora com uma vida inteira para contar.