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Tem dias em que o Brasil pesa.
Pesa no peito, pesa na consciência, pesa na esperança.
Não é só sobre política — é sobre a sensação de que estamos sendo testados todos os dias…
testados na nossa paciência, na nossa lucidez, na nossa capacidade de continuar acreditando.
A gente vê discursos que prometem cuidar dos mais frágeis,
mas muitas vezes parecem se alimentar da própria fragilidade que dizem combater.
E isso cansa… cansa de um jeito que não aparece, mas corrói por dentro.
O povo não está só dividido — está exausto.
E quando um povo se cansa demais, ele não grita… ele se perde.
E é aqui que eu me pergunto, com o coração apertado, mas com a responsabilidade de quem também faz parte disso tudo:
o que estamos nos permitindo?
Porque seja o que for — bom ou ruim — tudo é consequência do que começa em nós.
Das pequenas concessões. Dos silêncios convenientes. Das escolhas que a gente justifica quando deveria questionar.
Talvez a mudança que tanto exigimos precise, antes, encontrar espaço dentro da gente.
Não como desculpa para o erro do outro… mas como compromisso com aquilo que ainda pode ser diferente.
Eu não quero um país onde a resposta seja mais ódio, mais punição, mais dor.
Eu quero um país onde a responsabilidade exista — de verdade —
mas onde a consciência pese mais do que o castigo.
Porque no fim… se a gente perder a capacidade de sentir pelo outro,
já não importa mais quem venceu.
Todos nós já teremos perdido.”