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sexta-feira, 20 de março de 2026

Tem dias que o Brasil pesa...

Foto Depositphotos.

Tem dias em que o Brasil pesa.

Pesa no peito, pesa na consciência, pesa na esperança.

Não é só sobre política — é sobre a sensação de que estamos sendo testados todos os dias…
testados na nossa paciência, na nossa lucidez, na nossa capacidade de continuar acreditando.

A gente vê discursos que prometem cuidar dos mais frágeis,
mas muitas vezes parecem se alimentar da própria fragilidade que dizem combater.

E isso cansa… cansa de um jeito que não aparece, mas corrói por dentro.
O povo não está só dividido — está exausto.
E quando um povo se cansa demais, ele não grita… ele se perde.

E é aqui que eu me pergunto, com o coração apertado, mas com a responsabilidade de quem também faz parte disso tudo:
o que estamos nos permitindo?
Porque seja o que for — bom ou ruim — tudo é consequência do que começa em nós.
Das pequenas concessões. Dos silêncios convenientes. Das escolhas que a gente justifica quando deveria questionar.

Talvez a mudança que tanto exigimos precise, antes, encontrar espaço dentro da gente.
Não como desculpa para o erro do outro… mas como compromisso com aquilo que ainda pode ser diferente.

Eu não quero um país onde a resposta seja mais ódio, mais punição, mais dor.

Eu quero um país onde a responsabilidade exista — de verdade —
mas onde a consciência pese mais do que o castigo.

Porque no fim… se a gente perder a capacidade de sentir pelo outro,
já não importa mais quem venceu.
Todos nós já teremos perdido.”

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Cansaço da alma

Cansaço da alma

Às vezes o cansaço não mora no corpo.
Não é sono acumulado.
Não é a idade que chega.
Não são as tarefas que pesam.
É um cansaço que vem da alma.

Cansaço de pessoas que se sentem superiores, como pequenos Narcisos da vida real, encantados demais com o próprio reflexo para perceberem que o mundo não gira ao redor de seus umbigos.

Cansaço dos “coitados por profissão”, especialistas em autopiedade, que transformam qualquer conversa em tribunal emocional. Gente que oprime com silêncio, com culpa, com manipulação — e ainda se coloca no papel de vítima.

Cansaço de quem precisa diminuir o outro para se sentir grande.
De quem suga energia como se fosse direito adquirido.
De quem confunde amor com controle.

Esse tipo de convivência desgasta.
Machuca.
Envelhece por dentro.

Mas há uma verdade que aprendi no meio das minhas próprias travessias: não somos responsáveis por curar o ego alheio. Somos responsáveis por proteger a nossa paz.

Às vezes, amadurecer é se afastar.
Às vezes, é silenciar.
Às vezes, é simplesmente não reagir.
Porque a alma se cansa…

mas também aprende.
Aprende a escolher melhor.
Aprende a impor limites.
Aprende que dignidade não se negocia.
E quando o peso parece demais, eu me lembro:

Um dia de cada vez…
cada dia um pouquinho…
até o reencontro com aquilo que é leve, verdadeiro e de paz.