Ainda guardo na lembrança o dia em que a vi pela primeira vez no NEAM... Olhava para ela e o marido e não tinha como não enxergar a mim mesmo e ao meu marido... Seu olhar era vazio... Distante... Uma dor que não conseguia segurar e o Sergio, seu marido, percebia-se que ele estava em cacos, mas fazia-se de forte por se sentir responsável por segurar as pontas... Éramos eu e Lourenço ali... O mesmo vazio... A mesma equivocada obrigação de ser o mais forte! Nos tornamos amigas... Inseparáveis... Me sinto responsável por ela... E ela sente de longe minhas quedas emocionais!
Que meu Bruno e seu Brendo estejam "causando" por este Universo Paralelo que muitos teimam em não acreditar!
Com o tempo vou contando para vocês a minha saga. No entanto, preciso dizer que não teria conseguido sem minhas amigas irmãs do G.A.M.E - Grupo de Apoio as Mães Enlutadas.
Este grupo foi criado por uma jovem mãezinha que teve sua princesa num 30 de agosto e a desenvolveu para Pátria Espiritual exatos 30 dias posteriores. O nome dessa guerreira é Daniele Mendonça, a nossa Dani que junto com a Dayse, outra mãe enlutada do Anãozinho (#sqn) mais charmoso do pedaço, criaram o grupo no Núcleo Espírita Alan de Melo - NEAM, para ajudar outras mães enlutadas a passarem por seus lutos. Somos como irmãs... Sempre nos auxiliando em cada recaída e vibrando com cada avanço na busca do equilíbrio. Escolhemos VIVER! E escolhemos doar este amor preso em nosso peito a todos que dele precisam.
Também devo muito ao Grupo AMOR ALÉM DA VIDA, grupo criado pelos pais guerreiros do menino João Hélio, que hoje já auxilia vários espíritos desencarnados em situação de violência como ele. Eles me encaminharam a Casa Espírita Obreiros de Jesus na Tijuca.
Nesta casa já recebi 04 cartas psicografadas do meu Bruno Nicolau que muito alento me trazem. Na página inicial, coloquei o link das casas espíritas. Sabem, mãezinhas, paizinhos e familiares enlutados, descobri que fica menos pesado passar pelo luto quando encontramos pessoas que sofrem na pele a mesma dor que eu.
Entendi que quando nos unimos na dor, o amor nos fortifica! Percebi, que neste mundo de expiações em que ora estamos encarnados, Deus reservou a nós mães, que conhecemos os dois lados da moeda: o amor incondicional e a pior e mais dura das dores, a missão de orar pela regeneração do mundo. Juntas...
Unidas pela dor e sustentadas pelo amor solidário, temos a força e a fé necessárias para vibrar energias positivas e do BEM. Creio firmemente que somos as Marias encarnadas do Senhor!
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PERDA DE ENTES QUERIDOS
"A dona de casa poderá perder uma agulha dentro do próprio lar e nunca mais encontrar.
O transeunte poderá perder um valor em dinheiro na via pública e nunca mais recuperar.
O milionário poderá perder sua fortuna e nunca mais lograr reavê-la.
Objetos e valores se perdem, almas não.
O ente querido que amamos, não o perdemos, com a morte.
Ela pode tirá-lo temporariamente da nossa convivência física; nunca, porém, o perderemos.
Não se desespere com a morte de um ente querido, porque ele não deixou de existir, de sentir e de amar.
Respeite os desígnios de Deus e continue amando-o até o dia do reencontro.
Os laços de amor que nos unem uns aos outros, quando verdadeiros, são “inquebráveis”.
É possível perder-se o corpo, mas não se pode perder o sentimento nobre do amor, porque a morte é incapaz de matar os sentimentos".
(Do livro “Jesus no teu dia-a-dia”, capítulo 47, pelo Espírito José de Moraes, psicografia do médium Agnaldo Paviani, Editora Didier).
Ontem foi dia de assistir palestra no NEAM - Núcleo Espírita Alam de Melo... A casa fez todo um círculo de palestras entre abril e maio dedicado às mães do G.A.M.E. - Grupo de Apoio às Mães Enlutadas.
A palestra de ontem, foi com a mãe, empresária, escritora, mestre em Reiki, entre tantas outras funções - Andrea Murgel. A "Déia", como carinhosamente é chamada, palestrou sobre o luto e suas fases... E nos relatou toda a sua trajetória depois do retorno de seu filho Dudu à Pátria Espiritual.
Faz um tempo que já tenho o livro... Ele me foi indicado pela minha psiquiatra Dra. Danielle Hassene... O livro me fez entender o que eu estava passando e que respeitar meu tempo e as fases do meu luto, só dependeria de mim.