Mostrando postagens com marcador Bruno Olivieri. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bruno Olivieri. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de agosto de 2026

QUANDO A INVESTIGAÇÃO QUE NÃO ACONTECEU TAMBÉM VIRA PARTE DO LUTO...


Há dias em que o luto parece adormecido.
E há dias em que basta um nome.

Hoje, sem querer, vi o nome do delegado que estava à frente da Delegacia de Homicídios da Barra em 2015. E, junto com aquele nome, voltou uma história que eu gostaria de conseguir colocar em algum lugar definitivo da minha memória.

Meu filho mais velho foi a uma festa de música eletrônica para homenagear o irmão da mulher que amava.

Foi a uma festa.

E não voltou.

Três tiros tiraram sua vida.

Até hoje, quando penso nisso, algumas perguntas continuam me perseguindo.
O que pensar quando você recebe a notícia de que seu filho foi assassinado e não sabe por quem, nem por quê?

O que pensar quando um crime acontece dentro de uma festa, diante de tantas pessoas, e, de repente, parece que todos emudecem?

Nenhuma história circulando.

Nenhuma fofoca.

Nenhuma postagem.

Nenhuma informação que ajudasse a entender o que havia acontecido.

Em tempos em que as pessoas fotografam, filmam e publicam absolutamente tudo, como pode um assassinato acontecer em meio a uma multidão e, depois, existir tamanho silêncio?

E talvez a pergunta mais dolorosa seja outra:
O que pensar quando você espera que o Estado investigue a morte do seu filho e fica com a sensação de que essa investigação nunca aconteceu de verdade?

Eu não sou uma mulher ignorante.

Sou uma mãe. E mãe, quando tem um filho assassinado, não consegue simplesmente sentar e esperar.

Eu fui atrás.

Pesquisei. Procurei nomes. Procurei informações. Cruzei histórias. Tentei entender quem eram as pessoas que estavam naquela festa, o que havia acontecido, quem poderia saber alguma coisa.

Não porque eu quisesse brincar de detetive.
Mas porque era o meu filho.
E quando uma mãe percebe que as respostas não chegam, ela procura as respostas onde consegue.

O tempo passou.
O crime continuou sem resposta para mim.

E hoje, quase onze anos depois, eu me deparo novamente com o nome daquele delegado.
E descubro que o homem que ocupava aquela posição de autoridade, aquele a quem cabia conduzir uma investigação sobre a morte do meu filho, está preso há alguns anos por envolvimento em outros crimes.

Isso não me permite afirmar que ele tenha cometido qualquer irregularidade no caso do meu filho.

Mas me permite fazer perguntas.

Perguntas que talvez eu nunca consiga deixar de fazer.

Será que tudo foi investigado como deveria?

Será que todas as pessoas foram ouvidas?

Será que todas as informações foram consideradas?

Será que tudo aquilo que poderia ter levado à verdade foi realmente perseguido?

Será que alguma coisa foi deixada de lado?
Será que houve omissão?

E, principalmente:
por que eu, mãe de um homem assassinado, fiquei com tantas perguntas e tão poucas respostas?

Não estou escrevendo isso para condenar ninguém.
Estou escrevendo porque existe uma diferença enorme entre aceitar que um crime não foi solucionado e acreditar que ele foi investigado com toda a seriedade que a vida de um ser humano exige.

Meu filho não era um número.
Não era mais um registro numa ocorrência policial.
Não era apenas mais um homicídio.
Era Bruno.
Era meu filho.
Era o filho de alguém, irmão de alguém, amigo de alguém, homem amado por alguém.

E quando a Polícia não consegue descobrir quem matou um filho, a dor da família já é imensa.

Mas quando essa família carrega também a sensação de que poderia ter havido mais investigação, mais empenho, mais perguntas, mais busca pela verdade, nasce uma segunda dor.

A dor da dúvida.

E talvez essa seja uma das formas mais cruéis de prolongar um luto: não saber.
Eu não tenho como voltar a 2015.
Não tenho como refazer aquela investigação.
Não tenho como recuperar as horas, os depoimentos, as informações que talvez tenham se perdido pelo caminho.
Mas ainda tenho o direito de perguntar.

E enquanto eu estiver viva, vou continuar perguntando:
Quem matou meu filho?

E outra pergunta, talvez ainda mais incômoda:
Será que fizeram tudo o que poderiam ter feito para descobrir?

Porque algumas mães enterram seus filhos.
Outras, além de enterrá-los, precisam continuar procurando a verdade.
Eu sou uma dessas mães.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Somos todas Marias... um texto às mães enlutadas!

Quando uma mãe perde um filho, todas as outras mães se aproximam. Não porque sintam a mesma dor — a dor da perda de um filho é única, impossível de ser medida ou comparada — mas porque cada mãe sabe, em alguma dimensão da alma, o peso que um filho ocupa dentro de nós.

Costumo dizer que somos todas Marias.

Marias que, em algum momento da vida, caminham até o pé de uma cruz invisível. Marias que aprendem sobre amor e entrega de uma forma que jamais desejaram aprender. Marias que seguem vivendo mesmo depois que uma parte de si parece ter partido.
Foi compreendendo a figura da Virgem Maria que comecei a elaborar meu luto. Não a Maria distante dos altares, mas a mãe. A mulher que viu o filho sofrer. A mulher que não pôde impedir. A mulher que precisou permanecer de pé quando tudo dentro dela desejava cair.
Naquele momento, percebi que não estava sozinha na minha dor. Havia uma mãe, há mais de dois mil anos, que conhecia aquele caminho.

E então encontrei uma outra reflexão, muito presente no espiritismo: a de que os filhos escolhem suas mães. Não somos nós que os escolhemos. Eles nos escolhem porque sabem que seremos o colo possível, o aprendizado necessário, o equipamento emocional e espiritual de que precisarão para a experiência que vieram viver.

Durante muito tempo, confesso que essa ideia me intrigou. Depois, ela me consolou.
Porque, se meu filho me escolheu, talvez tenha visto em mim uma força que eu mesma desconhecia. Talvez tenha sabido que eu conseguiria amá-lo exatamente como ele precisava ser amado. Talvez tenha sabido que, mesmo depois da despedida, eu encontraria um jeito de continuar carregando sua existência dentro de mim.

Hoje acredito que o amor entre mãe e filho não termina na ausência física. Ele muda de forma. Sai dos abraços e passa a habitar as lembranças. Sai da convivência diária e passa a morar na saudade. Sai dos olhos e passa a ocupar a alma.

E talvez seja por isso que nós, mães enlutadas, nos reconhecemos tão rapidamente umas nas outras.
Porque carregamos uma ausência que só outra mãe compreende.

E porque, no fundo, seguimos sendo Marias: feridas, saudosas, mas ainda capazes de amar.

sábado, 6 de junho de 2026

Quem ama não mata... nem se omite!



Há violências que não começam no primeiro tapa. Elas começam no silêncio. Na omissão. Na desculpa repetida. No medo que paralisa. Na dependência emocional que cega. Na alma adoecida que já não consegue distinguir proteção de submissão.

E então eu me pergunto: que caminhos psíquicos, emocionais ou até espirituais levam uma mãe a permitir tanta violência contra um filho? Como alguém suporta assistir à destruição daquilo que deveria defender com a própria vida?

Talvez existam prisões invisíveis. Relacionamentos abusivos. Manipulações. Traumas. Medos. Talvez exista uma mente adoecida, esmagada pela culpa, pela dependência ou pela incapacidade de reagir.

Mas ainda assim… dói compreender.

Porque amor deveria proteger. Amor deveria romper o ciclo. Amor deveria gritar quando o filho não consegue mais pedir socorro.

E junto dessa dor vem outra revolta: que leis são essas que ainda deixam brechas? Que sistema é esse que tantas vezes parece lento, confuso e insuficiente diante de crimes tão cruéis? Quantas vítimas ainda precisam existir até que responsabilidade e omissão tenham o peso real que merecem?

Eu fico sem chão. Confusa. Com o coração apertado.
Porque eu daria de um tudo para ter meu filho junto a mim. Tudo.

E talvez seja exatamente isso que minha alma não consegue entender: como alguém consegue permanecer indiferente diante da dor de um filho… quando existem mães que moveriam o mundo inteiro apenas para ouvir mais uma vez a voz dele.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Saudades de você, meu filho!


Filho,
Faltam quatro dias para o que seria o seu aniversário…

E não tem como evitar. A saudade chega.
Ela vem desse jeito estranho, meio tristeza, meio vazio… meio algo que nem sei explicar.

Mas eu estou aqui, vivendo isso.
Porque amar você também é isso: sentir.
Sentir a falta, a dor, a saudade… e entender que tudo isso faz parte do caminho do luto.
E está tudo bem.

Eu me permito sentir… porque você foi amor de verdade.

Filho, eu queria tanto, tanto, tanto saber que você está bem…
Queria ter a certeza de que, de onde você está, você olha por todos nós.
Que continua perto, do seu jeito… cuidando.

Ah, meu filho… que saudade eu tenho de você.
Saudade do que vivemos… e também do que não pudemos viver.

Saudade de te ver construir a sua história,
de saber se você teria filhos…
ou se seguiria dizendo, com aquele seu jeito tão seu,
que ia cuidar da mamãe e do papai.
Você falava que seria juiz…
e, no fundo, eu sei… você já era.
Justo, bom, cheio de amor.

Dói também pensar nas risadas que você não pôde dar com seus sobrinhos,
nas brincadeiras que ficaram só na promessa do tempo…
em tudo aquilo que ficou por vir.

Mas, ainda assim… você vive em nós.
Em cada lembrança, em cada gesto de amor, em cada pedaço da nossa família.

E eu sigo aqui, meu filho…
um dia de cada vez…
com saudade, com amor…
Cada dia um pouquinho 
até o nosso reencontro.

Te amo para sempre.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Hoje, vou de solzinho meia boca!

Esses ultimos três dias estou " fiz que fui, não fui, acabei fondo" !

Datas cheias de apegos emocionais e comerciais, por mais evoluídas, fazem com que, nós as mães enlutadas tenhamos sempre uma baixa de: imunidade...sanidade emocional!

Eu não sou diferente! Por mais consciência que tenha...por mais crente na vida após a vida e misericórdia de Deus, eu me abato! Sinto saudade do meu Bruno e sua alegria...

Esse ano o Dia das Mães veio carregado com frio e aí a AR ataca e é tanta dor nas juntas que a gente nem sabe o que pensar.

Para me ajudar, reforcei a vitamina D, o raro sol que se atreveu a sair no fim de semana e caminhei maior número de vezes no meu quintal.

Matei a saudade vendo fotos e conversando com meu marido sobre nossos filhos... os da terra e o do UP... aqui não falar é proibido! Falamos porque sabemos que mesmo por um curto tempo foi bom! 

Estou #embuscadaminhamelhorversão para melhor trabalhar as provas da vida...

Não tenho medo delas... foi vivendo e passando por elas que descobri o quanto posso ser forte.... o quanto quero viver e que antes de ter alguém muito significativo na minha consideração eu tenho a mim!

Bruno e Lourencinho sempre me disseram: a caridade começa por nós mesmos!





quarta-feira, 20 de junho de 2018

Tentando ser Lótus! As mensagens vem fluindo... estarei louca?



Como vão, minhas amigas e amigos?
Eu tenho andado muito oscilante entre a alegria estar em casa junto com meu marido, a saudade do Lourencinho e da Nina e essa coisa horrível que insiste em machucar o peito quando se devolve um filho.

Venho lendo tudo que posso e consigo já que estou em Muriqui tentando arrumar/desarrumar a casa.

Oro, como sempre fiz, todos os dias, ouço mantras, faço uso do Rivotril e mesmo assim estou cabisbaixa, como sempre digo com teto baixo para vôos!

Tenho chorado de saudade do meu Bruno Bolinha...do meu doutor...do meu rabugento pueril... Do seu silêncio inquietante e das vezes que nos colocava para ouvir aquele tuncs tunc do inferno!

Nesses dias, depois de ouvir vários mantras xamãs, e chorar de saudade, senti o cheiro dele no quarto... Parecia que ele estava acabando de se arrumar para sair para alguma audiência... Ouvi a voz dele na minha cabeça: " pega um bloco e um lápis... não serve caneta!"

Eu peguei! Desconfiada da minha sanidade, comecei a escrever o que vinha na minha cabeça...

  Mãe
Estou com muita saudade, so que o tempo aqui é muito usado em aprendizado.
Eu te amo! Me perdoa às vezes que espera uma cartinha e ela não chega. Eu sei que doi seu peito, mas sei também que sabe que estou com você!
Nunca vou te deixar! Não existe morte que finde o que Deus permitiu!
Sei que está querendo reagir e mudar de vida. Eu te apoio! E entendo a preocupação do Lou. Mas o que ele não sabe e que cuidar de você sempre foi uma obrigação minha! Vou continuar a faze-lo mesmo de outro plano.

Lou, diminua o ritmo, a Nina precisa de presença! Não queira abracar o mundo! VIVA! O que você esta desejando, será seu...em pouco tempo!E quem sabe assim todos mudarão de lugar?
Aceite a opinião dos que já viveram um pouco mais!

Não esconda ou reprimida suas emoções!


Pai, faça o que te fizer bem! Você se sacrificou uma vida por isso! Fazer o quê acha certo! Não importa que as pessoas não compreendam ou critiquem! Você fez por onde, usufrua como quiser!


Me perdoem a dor que causei! 

Amo a todos!

Tenho muita saudade da minha pimentinha! 

Que a Paz e a Luz da Força Divina estejam com vcs!

Ah... mãe! Você estava certa! Mas o silêncio é ouro!

Bruno Olivieri"


E eu, mesmo emocionada e agradecida, acho que enlouqueci!




terça-feira, 15 de maio de 2018

Instituto Espirita do Amor

Hoje, gostaria de falar com vocês sobre um Instituto que já mencionei em uma outra oportunidade: o INSTITUTO ESPIRITA DO AMOR!

https://youtu.be/lLwD9ZV8N7A

Esse vídeo nos mostra o médium Júlio Carvalho nos apresentando o Instituto.

Eu amo estar nesse pedacinho de céu na Terra! Lá eu me sinto livre, calma, em completa interação com o Divino!

Muitas pessoas trabalham no instituto como voluntários! São os voluntários do amor! Você precisa estar lá para entender o que falo... Cada pessoa que dedica seu trabalho ao instituto parece que tem um holofote no coração, elásticos no rosto mantendo um sorriso que nunca se desfaz e um pote de mel na garganta pois todos, sem exceção nos dirigem a palavra com tamanha docilidade que não tem como não se enternecer com eles!

Passamos sempre que há encontro no instituto, três dias de muito amor, alimentação e hospedagem gratuitas e sem nenhuma obrigação de comprar os famosos Docinhos de Luz, livros, camisetas, acessórios etc... que ajudam a sustentar a estrutura do Instituto. Agora, há também uma cantina com a venda de salgados, refrigerantes, sucos e doces... mas só compra quem quiser... Nada no instituto é obrigação... só o amor e a solidariedade...mesmo assim é livre arbítrio nos permitido por Deus! Quem disser que o faz por imposição está mentindo e com certeza terá seus pontos decrescidos no dia da prestação de contas com a espiritualidade amiga! Espero que tenham me entendido...prestação de contas, no sentido de que traçamos u planejamento para nossa encarnação e o objetivo é melhorar, crescer, evoluir! Tudo de negativo que fizermos nos será cobrado em uma nova oportunidade de regeneração!

Cada pedacinho do Instituto parece ter sido planejado para nos fazer sentir em casa...entre amigos! Cada minuto lá é uma oportunidade imensa de se perceber filho de Deus...parte integrante de uma família muito maior que a que compartilhamos nessa encarnação!

No início deste mês de maio passei três dias lá, por ocasião dos festejos de três anos de Instituto... Para mim, mesmo muito cansada da recém chegada de uma viagem a Portugal, que aliás, em uma próxima oportunidade escreverei a vocês, foi gratificante, regenerador e um marco para mais um reinício em minha vida!






















































https://youtu.be/9ocxlGNn-wY




 Com o tempo e as devidas autorizações, colocarei todas as fotinhos que marcaram este momento de Paz, Harmonia, Amor, Solidariedade e Reencontro Espiritual.

Eu recomendo à todos que necessitam de uma paz difícil de ser encontrada em nosso cotidiano, que tentem ir ao instituto e comprovar o que falo aqui.