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sábado, 6 de junho de 2026

Quem ama não mata... nem se omite!



Há violências que não começam no primeiro tapa. Elas começam no silêncio. Na omissão. Na desculpa repetida. No medo que paralisa. Na dependência emocional que cega. Na alma adoecida que já não consegue distinguir proteção de submissão.

E então eu me pergunto: que caminhos psíquicos, emocionais ou até espirituais levam uma mãe a permitir tanta violência contra um filho? Como alguém suporta assistir à destruição daquilo que deveria defender com a própria vida?

Talvez existam prisões invisíveis. Relacionamentos abusivos. Manipulações. Traumas. Medos. Talvez exista uma mente adoecida, esmagada pela culpa, pela dependência ou pela incapacidade de reagir.

Mas ainda assim… dói compreender.

Porque amor deveria proteger. Amor deveria romper o ciclo. Amor deveria gritar quando o filho não consegue mais pedir socorro.

E junto dessa dor vem outra revolta: que leis são essas que ainda deixam brechas? Que sistema é esse que tantas vezes parece lento, confuso e insuficiente diante de crimes tão cruéis? Quantas vítimas ainda precisam existir até que responsabilidade e omissão tenham o peso real que merecem?

Eu fico sem chão. Confusa. Com o coração apertado.
Porque eu daria de um tudo para ter meu filho junto a mim. Tudo.

E talvez seja exatamente isso que minha alma não consegue entender: como alguém consegue permanecer indiferente diante da dor de um filho… quando existem mães que moveriam o mundo inteiro apenas para ouvir mais uma vez a voz dele.