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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Recomeçar também é um ato de amor!


As pessoas costumam imaginar que recomeçar é voltar ao ponto de partida. Eu não vejo assim.

Recomeçar é voltar para si.
É olhar no espelho sem vergonha de admitir que, por um tempo, a gente se permitiu viver diferente. É aceitar que houve dias de preguiça, dias de cervejinha, dias em que a rotina foi substituída pelos horários das crianças, pelas risadas da família, pelos pequenos prazeres da vida.

E está tudo bem.
Nem toda pausa é desistência. Às vezes, ela é exatamente o que a alma precisava.
O importante é reconhecer o momento de dizer: "Agora é hora de cuidar de mim outra vez."

Foi isso que eu fiz.
Voltei para casa. Voltei a prestar atenção na minha medicação, porque ela faz parte da minha história e da minha sobrevivência. Voltei a cuidar da minha alimentação, ao jejum intermitente e às minhas caminhadas.
Ainda não consigo caminhar na rua. A síndrome do pânico deixou marcas, e a violência que vemos todos os dias também não ajuda. Então caminho dentro do meu quintal.

E sabe de uma coisa?
Não importa onde eu caminho. O que importa é que eu voltei a caminhar.
Comecei com 500 passos, como as fisioterapeutas me orientaram. Hoje já passei de mil. É um passo de cada vez. Sem pressa. Sem cobranças.

Nesta primeira semana já me sinto melhor.
E a maior surpresa veio quando peguei a fita métrica: minha cintura passou de 84 para 79 centímetros.
Não é apenas uma medida.
É um lembrete de que, quando a gente decide cuidar de si com carinho e constância, o corpo responde. A mente agradece. E a esperança reaparece.

Eu não tenho vergonha dos meus recomeços.
Tenho orgulho deles.
Porque recomeçar não significa que fracassamos.
Significa apenas que escolhemos, mais uma vez, viver.