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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Sou... mas quem não é? rsrs


E tô eu aqui hoje, tranquila, fazendo minha comidinha saudável, convivendo com minhas dores e tentando cuidar de mim, sem incomodar absolutamente ninguém… quando abro o direct e encontro:

“Amiga, você está obcecada por fazer campanha política para a direita. Maneira um pouco, você está ficando enfadonha.”

Bom… vamos conversar.

Primeiro: quem vê o que eu publico é porque está no meu perfil, entre as pessoas que eu permiti que estivessem ali. Meu perfil não é público. É um espaço onde compartilho minha vida, meus pensamentos, minhas experiências e, naturalmente, minhas opiniões.

Você não concorda comigo? Tudo bem.

Não gosta do que eu escrevo? Tudo bem também.

Pode deixar de acompanhar, silenciar, sair da minha lista de amigos… e eu prometo que não vou ficar magoada, contrariada ou pensando mal de você por isso. Cada pessoa tem o direito de pensar diferente. É assim que a vida funciona.

Agora, você quer saber por que eu estou tão obstinada em falar sobre política e em defender uma mudança no cenário que considero necessário para o nosso país?

Porque, para mim, isso não começou ontem.

Quando o assunto é segurança pública, eu tenho 11 anos de uma história que não me permite tratar esse tema como uma simples discussão política. Eu perdi um filho para a violência. E depois de viver o que vivi, segurança pública deixou de ser uma pauta distante. Passou a fazer parte da minha história, da minha dor e das minhas preocupações.

Também aprendi, dentro da minha própria casa, que a vida precisa caber dentro daquilo que podemos pagar.

Quando eu estava a poucos meses de uma cirurgia cardíaca, nossa realidade financeira mudou e meu marido precisou adequar nosso plano de saúde ao padrão de vida que conseguíamos sustentar naquele momento. E eu entendi perfeitamente.

É assim que pessoas honestas fazem: quando o dinheiro não dá, a gente corta, adapta, muda hábitos, deixa de ter algumas coisas e tenta viver dentro das nossas possibilidades.

Mas também me entristece ver pessoas que sempre trabalharam, pagaram suas contas, colocaram comida na mesa e tentaram viver com dignidade começarem a sentir que até o básico está ficando difícil.

E tem uma coisa que me incomoda profundamente: a sensação de que a corrupção deixou de causar indignação em parte da sociedade e passou, muitas vezes, a ser tratada como algo inevitável, quase como se fosse normal.

Isso me revolta.

Então, sim, eu estou indignada.

Estou cansada.

Estou triste.

E estou falando muito sobre política porque, neste momento da minha vida, eu não consigo simplesmente fingir que não estou vendo aquilo que me incomoda.

Talvez para você seja enfadonho.

Para mim, é a minha forma de exercer o meu direito de pensar, falar e participar da vida do meu país.

Você não precisa concordar comigo.

Só precisa respeitar o fato de que eu também tenho o direito de não me calar.

E, se aquilo que eu escrevo não faz mais sentido para você, está tudo bem.

A porta é a mesma pela qual você entrou.

Pode sair em paz.

Eu continuarei aqui… escrevendo, pensando, questionando e dizendo aquilo em que acredito.

Porque ficar em silêncio só para não incomodar os outros nunca foi exatamente o meu jeito de viver.


Ps. Esse texto não é direcionado a pessoa que , de verdade, se preocupou comigo esses dias ... eu entendo sua preocupação... e sou infinitamente grata por ela! A senhora sabe que a amo! O texto de hoje é direito de resposta que me dei por conta de um direct de outra pessoa!

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Quando o discurso não combina com a vida... a imagem conveniente para o todo!


Quando o discurso não combina com a vida

Por que eu desconfio da sinceridade de alguns defensores da esquerda?

Talvez porque eu tenha uma dificuldade enorme de acreditar em discursos que não encontram correspondência na vida de quem os profere.

Quando vejo alguém que veio essencialmente do povo, que conhece suas dificuldades, que subiu naturalmente os degraus da vida pública sem perder as próprias raízes, sem abandonar sua essência, eu consigo compreender. Posso até discordar de suas escolhas políticas, mas existe alguma coisa ali que me faz respeitar: a coerência entre a história e o discurso.

O que me causa estranheza é quando encontro defensores fervorosos de determinadas ideias, especialmente daqueles que pregam igualdade, simplicidade e desapego às diferenças sociais, mas que não abrem mão do perfume francês, do restaurante sofisticado, da toalha de linho puro, do vestido de grife, do sapato caro, dos privilégios que criticam quando pertencem ao outro.

E não é o perfume, o restaurante, o vestido ou o sapato que me incomodam.

Cada um vive como quer e com aquilo que pode.

O que me incomoda é quando a vida contradiz o discurso e, ainda assim, tenta-se convencer o outro de que não existe contradição alguma.

Talvez eu seja particularmente sensível a isso porque reconheço as minhas próprias incoerências.

Não fui uma funcionária perfeita. Longe disso. Houve um tempo em que fui uma funcionária maravilhosa. Depois, reconheço que fui entrando em um processo de decadência profissional. E não tenho nenhuma necessidade de que alguém maquie essa história para mim. Eu sei quem fui. Sei onde acertei e onde errei.

Assumir nossas próprias falhas talvez seja uma das formas mais difíceis — e mais bonitas — de honestidade.

Por isso, não tenho nenhuma intenção de sair por aí atirando pedras em quem considero hipócrita. Até porque aquilo que eu enxergo como incoerência pode, para outra pessoa, parecer absolutamente normal. Cada um constrói sua própria régua moral, seus próprios valores e suas próprias justificativas.

O que eu não aceito é que alguém queira colocar essa régua dentro da minha casa.

Podemos ser amigos. Podemos conversar. Podemos rir juntos. Podemos admirar as mesmas pessoas, gostar das mesmas músicas, compartilhar uma mesa e até discordar de quase tudo.

Mas existem divergências que não precisam ser transformadas em guerra.

Politicamente, porém, há momentos em que simplesmente não existe acordo.

E tudo bem.

Eu não preciso convencer você para ter o direito de pensar diferente.

Assim como você não precisa me convencer para que eu respeite o seu direito de pensar.

Talvez a verdadeira liberdade esteja justamente aí: na capacidade de conviver com quem pensa diferente sem precisar transformar o outro em inimigo.

Eu só não vou engolir conceitos nos quais não acredito.

Não porque me considere dona da verdade.

Mas porque, depois de tantos anos de vida, aprendi que existe uma coisa da qual não podemos abrir mão para agradar ninguém:

a coerência com aquilo que, dentro de nós, ainda reconhecemos como verdade.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Você estaria disposto para permanecer fiel a si mesmo, abrir mão de coisas que pareciam indispensáveis?

O preço de nossas convicções...

Ter opinião tem um preço.
Enquanto muitos moldam seus pensamentos para agradar, há quem escolha permanecer fiel ao que acredita, mesmo sabendo que isso pode custar caro.

Às vezes, o preço é um sonho que deixa de acontecer. Outras vezes, são portas que se fecham, oportunidades que desaparecem, aplausos que nunca chegam.

Há quem perca amigos. Há quem perca um grande amor.
Porque nem todo mundo suporta conviver com quem pensa diferente.

Vivemos um tempo em que a liberdade de expressão é frequentemente confundida com a obrigação da concordância. Se você não segue a corrente, passa a ser visto como problema. E, muitas vezes, o silêncio é recompensado, enquanto a sinceridade é punida.

Mas existe uma pergunta que cada um precisa responder para si:
Quanto vale a sua consciência?

Vale a pena conquistar o mundo inteiro se, para isso, você precisar abandonar aquilo que acredita? Vale a pena ser aplaudido por um personagem e esquecer quem você realmente é?

Nem toda perda é derrota.
Há perdas que preservam nossa dignidade. Há renúncias que protegem nossa essência. E há escolhas que, embora doam hoje, nos permitem dormir em paz amanhã.

Não existe caminho sem preço.
A questão é escolher qual preço estamos dispostos a pagar: o de sermos rejeitados por defender nossas convicções ou o de nos rejeitarmos para sermos aceitos pelos outros.

No fim das contas, sonhos podem ser reconstruídos. Aplausos cessam. Amores também podem partir.
Mas uma consciência traída... essa nos acompanha para sempre.