Papo da manhã...
As entrevistas na Globo com os presidenciáveis...
Parece que a parcialidade da Globo pisou no freio... E dizer que pisou no freio não significa dizer que pulou para o outro lado! Para nós, espectadores, ficou evidente uma mudança na estratégia de condução das entrevistas...
Numa análise fria, sem paixões que nos impeçam de enxergar os defeitos dos adversários, as entrevistas reforçaram a impressão de que um dos candidatos já encontra dificuldades para apresentar um discurso coerente com as necessidades reais de um país como um todo. Algumas de suas respostas, pela minha avaliação, chegaram a causar indignação em quem acompanha minimamente a realidade política e social brasileira.
O outro, por sua vez, transmitiu a imagem de alguém que se preparou para exercer a Presidência da República... demonstrou domínio na condução das respostas e a segurança de quem procura apresentar um projeto de governo sustentado por estratégias e propostas.
Também soube contornar perguntas que, a meu ver, pareciam buscar mais o desgaste do entrevistado do que o aprofundamento de questões essenciais para o futuro do país.
Bem... escolher um lado nunca foi tão fácil, na minha opinião!
Porque, sinceramente, discutir rachadinhas ganha contornos quase hilários — se não fosse tão sério — quando colocamos na mesma balança os escândalos dos petrolões, as denúncias de desvios bilionários envolvendo aposentados, os supostos esquemas de propinas e as controvérsias sobre recursos em espécie relacionados a produções cinematográficas.
E atenção: não estou dizendo que rachadinhas devam ser ignoradas, minimizadas ou tratadas como algo aceitável. Desvio de dinheiro público é desvio de dinheiro público, independentemente de quem o pratique ou do lado político de quem o cometa.
O que estou dizendo é que, diante de um cenário tão complexo, precisamos estabelecer critérios de comparação, avaliar a dimensão dos fatos, considerar as responsabilidades e, sobretudo, observar o que cada candidato efetivamente oferece ao Brasil.
Não existe candidato perfeito. Existe a responsabilidade de escolher com consciência, comparar históricos, avaliar propostas e reconhecer quem nos parece menos nocivo aos interesses do povo brasileiro.
E, neste momento, essa é a minha avaliação: entre os dois, considero um deles uma alternativa infinitamente menos prejudicial ao país.
Não é paixão política que deveria orientar essa escolha... É discernimento!
Porque o Brasil não precisa de torcida organizada na política. Precisa de cidadãos capazes de pensar, questionar, comparar e, acima de tudo, não fechar os olhos para os erros de quem quer que seja.
Bom dia! E que a nossa consciência fale sempre mais alto do que a nossa paixão!