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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Eu sei, meu filho... hoje eu estou precisando de você.”

odia que não terminou

O dia que não terminou

Existem dias que terminam quando o sol se põe.

E existem dias que não terminam nunca...

Ficam suspensos no tempo, congelados em algum lugar dentro da gente, esperando que alguma coisa os descongele. Uma música, uma lembrança, uma fotografia, uma palavra... ou simplesmente um daqueles momentos em que o corpo enfraquece e a alma procura quem um dia foi abrigo.

É nesses momentos que eu sinto ainda mais falta do Bruno.

Porque Bruno não era apenas meu filho.

Era meu parceiro.
Meu amigo.
Meu companheiro.

Era aquele com quem eu podia dividir a vida, as conversas, as pequenas coisas... e talvez seja por isso que, quando eu estou fragilizada, cansada ou sentindo dor, alguma parte de mim ainda procure por ele.

Como se meu coração dissesse:

“Cadê o Bruno?”

E então eu volto para aquele dia...

O dia em que ele me deu um beijo de despedida.

O dia em que eu o vi sair acreditando que a manhã seguinte chegaria normalmente.

O dia em que eu ainda tinha um amanhã com ele.

Mas aquele amanhã não aconteceu como deveria.

E foi assim que aquele dia nunca terminou.

Ele ficou ali...

Naquele beijo.
Naquela porta.
Naquela despedida.
Na certeza de que ele voltaria.

Ficou congelado na minha vida.

Mas aprendi, ao longo desses onze anos, que um dia congelado não significa uma vida congelada.

Eu continuei.

Chorei.
Caí.
Me reconstruí.
Aprendi a conviver com a ausência.

Aprendi que saudade não é retrocesso.

Que sentir falta não significa que eu não tenha seguido em frente.

Significa apenas que alguém foi muito amado.

E o Bruno foi.

É.

Talvez seja por isso que, quando estou mais frágil, eu me lembro tanto dele.

Não é somente da morte que eu me lembro.

Eu me lembro da vida.

Do filho que esteve comigo.

Do amigo que caminhou ao meu lado.

Do companheiro que tantas vezes fez parte dos meus dias.

E talvez seja essa a maior diferença entre a ausência e o esquecimento:

ele está ausente... mas nunca foi esquecido.

O tempo passou.

Muita coisa mudou.

Eu mudei.

Mas aquele dia...

Aquele dia ainda não terminou.

E talvez nunca termine.

Porque algumas histórias não terminam quando a vida física acaba.

Elas apenas mudam de lugar.

Saem dos nossos braços...

E passam a morar para sempre dentro do coração.

E eu sigo...

Um dia de cada vez, cada dia um pouquinho...

Até o reencontro.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Dias bem... outros nem tanto!


"Tem dias em que nosso humor caminha sereno. Há uma leveza silenciosa que nos acompanha, e até os desafios parecem encontrar seu lugar. Mas há dias em que manter a serenidade é um exercício angustiante. Dias em que o mundo parece um ringue, onde opiniões se chocam, intolerâncias se enfrentam e cada palavra pode se transformar em combate.

Nesses momentos, permanecer sereno não significa indiferença ou fraqueza. Ao contrário. Exige força. Exige escolher, a cada instante, não responder à agressividade com mais agressividade, não permitir que o barulho externo se transforme em tempestade interior.


Viver em paz quando tudo ao redor é paz é relativamente simples. Difícil é preservar a calma quando somos constantemente convidados para a luta. E talvez seja justamente aí que a serenidade revele seu maior valor: não como ausência de conflito, mas como a capacidade de não deixar que o conflito nos defina."