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sexta-feira, 3 de abril de 2026

No dia de hoje, minha gratidão ao Cristo e a Virgem Mãe - a mulher que me ensinou a caminhar pelo luto por um filho!


Hoje, na Sexta-feira da Paixão, meu coração não contempla apenas a cruz de Cristo… ele revive a minha própria.

Eu, como mãe enlutada, conheço a dor que rasga, que cala, que transforma para sempre. Perder um filho de forma brutal não é apenas dor — é a inversão da vida, é um vazio que não encontra explicação.

E é por isso que, hoje, eu olho para Maria.
A Virgem Mãe não é apenas símbolo de fé… ela é espelho. Ela também viu seu filho sofrer, também enfrentou o impossível, também permaneceu de pé quando tudo dentro dela já havia caído.

Nós, mães enlutadas, somos todas Maria.
Na dor que nos atravessa.
Na ausência que grita.
Na força que não sabemos de onde vem.
E talvez seja nela que encontramos um sopro de sentido… não para entender, mas para continuar.

Hoje, mais do que nunca, eu não celebro — eu sinto.

E no silêncio da minha dor, eu me uno à dela.
Porque só uma mãe sabe.
E Maria sabe.

À todas as minhas amigas irmãs! Somos todas Marias! Amo vocês! Nossa dor nos une e nossa união nos fortalece!

domingo, 22 de março de 2026

Afinal é entre você e Deus!

Um arrependimento que eu não tenho.

Na minha juventude, eu sonhava em me casar e ter filhos. E assim foi. Conheci o meu príncipe encantado, casei com ele e, dessa união, nasceram dois filhos.

Sou profundamente grata a Deus por esses dois seres que tive o privilégio de gerar e acompanhar.

Não me arrependo de nada — nem do que fiz, nem do que deixei de fazer — para estar presente na trajetória deles, no caminhar pela vida.

Quanto ao Bruno… foram 34 anos vividos com amor, respeito e liberdade. Respeitei meu filho em suas vontades, em seus desejos… e também em tudo aquilo que ele escolheu não ser ou não fazer.

Assim como fiz com o Lourenço.
O aprendizado não foi fácil. Entendi, ao longo do tempo, que cada um tem a sua própria vida… e que respeitar é, muitas vezes, saber até onde podemos ir — e, principalmente, onde devemos parar.

É difícil. Muito difícil.

Mas eles não me pediram para nascer.
Dentro da minha fé, da minha crença na espiritualidade, eu sinto que, um dia, lá em cima, eles me perguntaram se eu aceitaria ser mãe deles… e eu disse sim.

E eu cumpri.

Fiz o que pude. Dei o meu melhor.
E não me arrependo.
Não me arrependo de cada minuto dedicado, de cada escolha feita, de cada renúncia silenciosa.

Porque amar também é isso.

E talvez seja assim com quase todas as mães…