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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Por que escolhi escrever... um alento para o continuar...



Por que escolhi escrever

Eu escolhi escrever porque há sentimentos que não cabem apenas no silêncio.
Porque a vida, às vezes, pesa — e a palavra escrita me ajuda a respirar.

Escrevo porque minha fé me sustenta, mas também me convida a refletir, a agradecer e a confiar mesmo quando não entendo tudo. Escrever é uma forma de oração: é quando falo com Deus e, ao mesmo tempo, comigo mesma.

Escrevo porque a vida me ensinou sobre amor, alegria e também sobre dor. A perda deixou marcas profundas em mim, mas não me tirou a capacidade de amar, de perdoar e de seguir em frente. Pelo contrário: me ensinou que a superação não é esquecer, e sim continuar com o coração limpo.

Escrevo por causa da minha família — meus filhos, meus netos, minha cachorrinha — que são meu chão, meu colo e minha força diária. Eles me lembram todos os dias que vale a pena continuar acreditando.

Escolhi escrever porque acredito que palavras podem acolher, consolar e iluminar. Talvez alguém chegue até aqui carregando uma dor parecida com a minha, ou apenas buscando um pouco de esperança. Se uma frase fizer companhia, já terá valido a pena.

Este espaço não é sobre perfeição.
É sobre fé, superação e família.
É sobre transformar a dor em amor — um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro!







terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

“Entre fé, superação e família, escolhi viver acreditando que o amor sempre vence. A vida é bela! Só precisamos ter respeito por ela!

O Carnaval chega como um convite à alegria, às cores, à música que pulsa nas ruas e ao riso que aproxima as pessoas. É tempo de celebração, de encontro, de extravasar emoções depois de tantos dias de luta e cansaço. A festa, quando vivida com consciência, pode ser expressão de vida, criatividade e liberdade.

Mas junto com a festa, nasce também a responsabilidade. Proteger a família, cuidar dos nossos, ensinar pelo exemplo que alegria não combina com excesso, violência ou desrespeito. O verdadeiro festejo é aquele que volta para casa inteiro — no corpo, na alma e nos valores.

Vivemos em uma sociedade plural, onde crenças, fé e modos de viver coexistem. Respeitar a fé do outro é um gesto de maturidade e humanidade. O Carnaval não precisa de achincalhe, deboche ou desmerecimento do sagrado para ser intenso.

 A diversão não perde brilho quando escolhe o caminho do respeito; ao contrário, ela se torna mais bonita e mais digna.
Não é a bagunça que define a alegria, mas a leveza. Não é o barulho que mede a felicidade, mas a paz que permanece depois. Celebrar é possível sem ferir, sem invadir, sem ofender. É possível dançar sem pisar nos valores alheios.

Que este Carnaval seja vivido com consciência, cuidado e amor. Que a alegria caminhe de mãos dadas com o respeito, que a liberdade encontre limites no bem comum, e que cada família se sinta protegida, acolhida e em paz — antes, durante e depois da festa.

Porque quando há respeito, a festa passa… mas os valores permanecem. 💛✨

E assim vamos vivendo,  um dia de cada vez...cada dia um pouquinho... até o reencontro!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Tentando ser Lótus! As mensagens vem fluindo... estarei louca?



Como vão, minhas amigas e amigos?
Eu tenho andado muito oscilante entre a alegria estar em casa junto com meu marido, a saudade do Lourencinho e da Nina e essa coisa horrível que insiste em machucar o peito quando se devolve um filho.

Venho lendo tudo que posso e consigo já que estou em Muriqui tentando arrumar/desarrumar a casa.

Oro, como sempre fiz, todos os dias, ouço mantras, faço uso do Rivotril e mesmo assim estou cabisbaixa, como sempre digo com teto baixo para vôos!

Tenho chorado de saudade do meu Bruno Bolinha...do meu doutor...do meu rabugento pueril... Do seu silêncio inquietante e das vezes que nos colocava para ouvir aquele tuncs tunc do inferno!

Nesses dias, depois de ouvir vários mantras xamãs, e chorar de saudade, senti o cheiro dele no quarto... Parecia que ele estava acabando de se arrumar para sair para alguma audiência... Ouvi a voz dele na minha cabeça: " pega um bloco e um lápis... não serve caneta!"

Eu peguei! Desconfiada da minha sanidade, comecei a escrever o que vinha na minha cabeça...

  Mãe
Estou com muita saudade, so que o tempo aqui é muito usado em aprendizado.
Eu te amo! Me perdoa às vezes que espera uma cartinha e ela não chega. Eu sei que doi seu peito, mas sei também que sabe que estou com você!
Nunca vou te deixar! Não existe morte que finde o que Deus permitiu!
Sei que está querendo reagir e mudar de vida. Eu te apoio! E entendo a preocupação do Lou. Mas o que ele não sabe e que cuidar de você sempre foi uma obrigação minha! Vou continuar a faze-lo mesmo de outro plano.

Lou, diminua o ritmo, a Nina precisa de presença! Não queira abracar o mundo! VIVA! O que você esta desejando, será seu...em pouco tempo!E quem sabe assim todos mudarão de lugar?
Aceite a opinião dos que já viveram um pouco mais!

Não esconda ou reprimida suas emoções!


Pai, faça o que te fizer bem! Você se sacrificou uma vida por isso! Fazer o quê acha certo! Não importa que as pessoas não compreendam ou critiquem! Você fez por onde, usufrua como quiser!


Me perdoem a dor que causei! 

Amo a todos!

Tenho muita saudade da minha pimentinha! 

Que a Paz e a Luz da Força Divina estejam com vcs!

Ah... mãe! Você estava certa! Mas o silêncio é ouro!

Bruno Olivieri"


E eu, mesmo emocionada e agradecida, acho que enlouqueci!




quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Ditadura do medo fazendo mais vítimas



 Mais uma mãe vítima da Violência... Só que essa não suportou ver o corpo do filho que jazia inerte no chão e foi a óbito também!

Quantos ainda terão que morrer meu Deus?

O que dizer a essa família duplamente vitimada por ditadores do medo e violência? Por bandidos protegidos por tantos outros bandidos que usam terno e gravata?

Hoje, todas nós, famílias Enlutadas pela violência, estamos de lutos! Hoje todos choramos essa situação que parece não ter fim!

Não consigo escrever mais...estou chocada!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

E junho chegou: com suas emoções dúbias!



                                         Mães Enlutadas pela Violência e Esquecidas 



Bom dia, meninas! Junho chegou e com ele as duas maiores emoções da minha vida: trouxe ao mundo meu caçula, o Lourencinho,pai da Nina, no dia 22 e devolvi , de maneira trágica e violenta, meu primogênito no dia 21. Lourencinho passou a noite do dia 21 procurando o irmão e no dia do aniversário entre delegacia e IML. Estive pensando sobre isso... Continuo grata a Deus pelo dom da maternidade e da FÉ!
Coloquei no mundo dois seres lindos, que receberam e assimilaram  muito bem a educação que eu e o pai demos a eles... E, qdo chegou o momento da partida programada pelo Bruno lá no Universo Paralelo, o Lourencinho, segurou as pontas conosco...mesmo depois de receber o pior presente de aniversário de sua vida. 
Nós nunca nos revoltamos contra Deus e a espiritualidade amiga... Nossa mágoa foi contra um sistema de segurança que atua de acordo com o peso da mídia...que condena antes do devido processo legal, vítimas como culpadas por sua própria morte! 
E é sobre essa dor, essa mágoa e o que podemos fazer com ela tanto juricamente quanto psicologicamente, que a partir da criação deste grupo e da página do Facebook que conversaremos sempre!
Aqui, cada um vai expor sua dor é sua opinião como quiser... Claro que sempre respeitando os outros...
Nunca poderemos esquecer que o objetivo maior é ter visibilidade é isso eu garanto a vcs que vcs terão!

domingo, 27 de maio de 2018

Um novo canal para as mães da violência

Hoje, ao ler a reportagem do @robertosoares no Jornal Extra, fiquei pensando muito em nós, as mães da Violência... Os números que comprovam a incapacidade dos órgãos de direito nos darem uma explicação são irrefutáveis... A incompetência é gritante...em todos os sentidos... Não há material necessário, não há contingente necessário e a disputa com o crime organizado é injusta pois, eles são mais organizados, melhor aparelhados e não tem medo de nada!
Não estou aqui fazendo campanha contra a polícia! Quem me conhece sabe o quanto defendo esses guerreiros sejam da civil, da PM, da federal! O que infelizmente atrapalha e muito é a vaidade, a arrogância e as aspirações políticas de muitos dos chefões!
Pensando em nós e nos nossos imensos pontos de interrogacões, resolvi criar um grupo: Mães da violência e sem resposta! Quem estiver dentro do perfil aqui, me manda MSN pelo menseger com nome, celular, nome do anjo ou anja, data de desencarne e se quiser, pode contar como foi.
Quem quiser pode me add no Facebook: Márcia Maralhas Olivieri




domingo, 19 de março de 2017

Sonhando com meu filho amado... Desdobramento!

Esta noite fui dormir cedo... Sempre fico muito mal quando passo uns dias em Muriqui. Desta vez não foi diferente.

Tudo me trás um peso grande na saudade... A casa perdeu o brilho e a sonoridade...

Fico horas trancada em um quarto nos fundos do quintal. Tento não me entregar a angústia que o lugar me remete.

Eu queria poder ir embora de vez... Cortar com esta cidade todos os vínculos existentes! Infelizmente não depende de mim!!!!

Esta noite tive um sonho daqueles que tive faz pouco tempo... Nós espíritas o reconhecemos como desdobramento... Um episódio onde teu espírito se desprende do corpo físico e se desdobra até um lugar ou a uma pessoa...

É um presente de Deus!!!! Nestes momentos, sentimos o outro ou o lugar com quase todos os sentidos: visão, tato, audição, olfato...

Este meu sonho, serviu de enredo para me levar até meu filho... Serviu também para me mostrar os ataques que venho sofrendo dos irmãozinhos do mal.

Me lembro perfeitamente que em um dado momento em que eu descobria o que algumas pessoas estavam fazendo comigo e que eu lutava já sem forças e decepcionada com o que havia constatado, o Bruno surge e eu corro até ele...

Foi um abraço verdadeiro... Caloroso... Tão apertado... E o seu cheiro inundou o ambiente... Até agora sinto o cheiro dele!

Me lembro que percebi que não era um sonho...E comecei a gritar agradecendo a Deus aquela oportunidade... Ele me pedia calma... E em um dado momento, como em um vagar da esteria, eu falei pausadamente a Deus... " Senhor, agora o Senhor pode me levar... Eu sei que me reencontrarei com meu filho..."

Minhas palavras me afastaram dele...Porque eu senti que estava indo...Me entregando... Acordei ou recobrei os sentidos com uma forte dor de cabeça mas com uma paz dentro de mim sem tamanho...

Obrigada, meu Pai! Obrigada por mais esta oportunidade! Bruno vive!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Um acróstico por você! Ontem mais uma mensagem psicografada!



Busco a cada dia
Recompor as minhas forças, que de maneira
Única,foram tiradas de mim...
Nunca uma mãe supera o retorno de um filho para
Onde é de verdade: o Nosso Lar!
Nos dias em que vivo agora,
Invento desculpas para a ausência
Coisa de louco? De sofrido?
Ou apenas um mecanismo que
Leva para longe, por uns minutos...
A dor angustiante que dilacera,
Um coração que nasceu para ser chamado de Mãe!




E ontem mais uma vez você deu indícios do que te aconteceu...
É... Acho que terá que ser assim...
Você daí liberando as peças deste quebra-cabeças!
Eles pensam que um dia chegaram a me enganar...
Eu estou doida para soltar este grito preso em minha garganta!
Não é vingança! É justiça!
Mamãe vai te amar para sempre!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ana Carolina - É Isso Aí (The Blower's Daughter - E eu não sei parar de te olhar...





Faz dias que durmo mais de quatro da manhã... Ando sentindo uma saudade angustiante de você. Passo minhas horas da madrugada olhando fotos, lembrando do quanto viveu com alegria todos os seus momentos de encarnado... Me lembrei também dos momentos em que o amadurecer o faziam sofrer, mas você era resignado e volto as fotinhos... Uma lágrima cai, o coração acelera e eu não me canso de te olhar...



"É isso aí 
Como a gente achou que ia ser 
A vida tão simples é boa  
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aíUm vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não vou parar... de te olhar
Eu não sei parar... de te olhar"

                     



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sabe o quanto vale uma amizade? Tenha perdas e fique neurótica(o), depressiva(o)... E perceba os que realmente ficaram!




Veja como Deus fala conosco de maneiras insuspeitas! Ainda há pouco estava conversando com uma amiga que Deus me deu faz uns 10 anos... Ela chegou pelas mãos de uma pessoa que, nem fala mais direito comigo, nem com ela e falávamos sobre o que Deus havia me proporcionado diante da dor dilacerante de se perder um filho. Posso dizer que Deus me proporcionou o amor verdadeiro: a união e cumplicidade da família e as verdadeiras amizades.

Deus me proporcionou o "abrir os olhos"... E eu que sempre tive um intuição apurada e um certo olhar questionador, percebia, não com muita tristeza as falsas amizades com seus apoios superficiais e de vitrine!

Dificilmente me engano a respeito e às vezes, custo a me convencer, mas meu marido não... Ele se sentiu muito sozinho e por incrível que pareça, os amigos dele com os quais eu mais implicava, foram os que ficaram e estão até hoje - ligando, tomando a cerveja para confraternizar, pegando no pesado... Deus me permitiu o apuro! E até. incoerentemente ao apuro, me ensinou a olhar sem certas preocupações e hoje o "tocar da vida" ficou até mais verdadeiro! 

Hoje, os Maralhas, os Olivieris e os Maralhas Olivieris são UNO... E ESSE FOI O LEGADO DEIXADO PELO MEU ANJO EM ACORDO COM O DIVINO!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Dia dos Pais




Sei que está doendo... Que você está se sentindo incompleto, mas, meu amor você sempre terá a consciência do dever cumprido, do amor, mesmo que de uma maneira dura, dedicado a seus filhos. Você abriu mão de muitas coisas na vida para que eles um dia, quando viessem a precisar, não precisassem do esforço desumano que você chegou a se submeter para dar a eles uma vida digna; tudo fruto do teu trabalho da tua dedicação sem precisar usurpar de dinheiro público. Éramos felizes e ainda seremos, mas sempre pela metade, amputados, mas seremos! 

Obrigada por existir em nossas vidas! Obrigada pelo pai que foi para o Bruno e que é para o Lourencinho.

Sou uma abençoada! Te amo!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Recaída


Olá, amigas! Antes gostaria de pedir  desculpas  pelo distanciamento. Sou uma mulher de fases... Fiquei muito frustrada no dia da reunião  por já  estar no Recreio  e não  poder ir. 

Eu estive pensando... Meu filho Lourencinho me disse assim: "Mãe,  você é  tão  bonita, porque não coloca dentes nestes teus sorrisos? Poucas são as vezes que você sorri com o coração!"  

Meu filho tem razão! Eu perdi a mão... Perdi o rumo... Às vezes acho que virei uma farsa... Uma bipolar.

Estes dias pensei em desistir. 

Aí, lembrei do meu filho Lourencinho que tem lutado tanto para dar uma vida digna a sua filha... Lembrei das minhas netas e pensei muito em vocês... No quanto minha desistência seria um desestímulo para vocês.

Eu não consigo mais acreditar que meu filho virou mais uma estatística neste estado de merda... Que enquanto eu definho, governadores, prefeitos e chefes das polícias se regozijam com as maravilhas que os cargos lhe oferecem... 

Bem... Estou em uma fase de desesperança... E eu não quero pena de ninguém... Preciso de oração... Muita... Muita mesmo!



domingo, 24 de julho de 2016

E a cada dia, uma nova descoberta... Um dia de cada vez... Cada dia um pouquinho...


Hoje foi dia de psicografia na Associação Obreiros de Jesus - AOJ. A noite passada eu havia ficado com minha neta de 10 meses para os pais trabalharem no FoodTruck... Fui dormir bem tarde e creio que devo ter conseguido realmente dormir lá pelas 3h da manhã. Hoje acordei às 6h30min para tomar banho, rezar, tomar café e estar como recomendado às 8h na porta da Casa Espiritual.

Noite mal dormida... Ansiedade a mil e a saudade, nem preciso falar... E lá fui eu cumprindo com o estabelecido, camiseta do G.A.M.E. com meu filho em um coração amparado por minhas amigas-irmãs e muito amor para dar e receber.


A casa ficou lotada como sempre e hoje, muitos eram os pais que estavam faz pouco tempo trilhando o caminho do luto. Observei cada rosto... E me vi várias vezes dentro daqueles olhares vazios "tão cheios" de uma dor que não se explica... E doeu forte em mim, por cada um deles, por cada lágrima de dor e solidão! Sim, porque por mais que tenhamos familiares e que estejamos sendo assistidos, esta dor é única, solitária e covardemente cruel.

Uma coisa em meio a tanta tristeza me ofereceu em princípio um certo conforto: eram mais casais que de costume. Normalmente, é a mãe que procura ajuda. Raramente o pai e creio que isso se deva a esta cultura machista que é incrustada no homem, como se a ele fosse proibido sofrer! Aff, não entendo isso... Tenho muita dificuldade para entender ou aceitar certos costumes dessa humanidade!

Vi mães que traduziam de maneira fidedigna o meu retrato nos primeiros meses do luto, assim como, vi um pai com 13 meses de luto que me garantiu que por vezes tinha vontade de sumir... E eu o entendo... Quantas não foram as vezes que pensei o mesmo.

Eu já sabia que não receberia uma cartinha do meu filho... MÃES SEMPRE SABEM DAS COISAS! E após a hora do almoço, eu poderia ter me retirado e seguir para casa como havia combinado com meu filho e nora. Não consegui sair! Eu senti que precisava ficar, que precisava conversar com aquelas pessoas e dizer: "Olha, eu sei o que você está sentindo... Sua dor é a minha dor... Vamos chorar e vencer juntos!" E assim o fiz: fiquei e conversei com os pais.

Expliquei a mãe o que aprendi com a empresária e  mãe enlutada Andrea Murgel: o luto possui 05 fases distintas, que não possuem tempo de demora, e muito menos que sejam pré-requisitos umas das outras para avanço nesse processo... Nós, nosso sentimento, nossa força interior e nossa fé é que nos dirão este tempo.

Falei com uma mãezinha: "Você sabia que há um alto índice de separação entre casais que perdem seus filhos?" Vi que ela se interessou pelo assunto e fui logo discursando pelo tema. Após falar pelos dados técnicos do assunto, mostrei uma passagem do livro "O Encantador de Almas", mostrei qual o objetivo espiritual no desencarne de filhos antes dos pais. Dei meu depoimento de vida conjugal antes do luto e pós-luto... Reconheço neste processo a explicação pela passagem de meu filho: O RESGATE DA FAMÍLIA! 

Conversei com um paizinho muito humilde que sempre está no Obreiros. Eita, como gosto desse senhorzinho! Conversamos sobre vários temas dentro do luto e foi uma troca gratificante de experiências...

Ao final da sessão, quando foi lida a última cartinha, eu tinha dentro do meu peito uma sensação de paz... De dever cumprido... De GRATIDÃO!

Como assim? Como estar grata depois de passar 10 horas em um lugar cheio de gente, me entupindo de café, ouvindo gente tagarelar ao esquecer que - embora não aparente - a casa é uma igreja, um local santificado e nem receber um bilhetinho, quiçá uma carta de 13 folhas como das outras vezes?  E receber apenas um recadinho assoprado no ouvido da pessoa responsável pelas psicografias...

Eis a explicação! Eu nunca briguei com Deus! Nunca me revoltei com Ele! Minha tristeza e desesperança foi em relação ao ser humano, uma coisa que aos poucos estou conseguindo digerir... Como ser espírita e não respeitar as individualidades? Como crer em Deus, orar o Pai Nosso e esquecer que recitamos na oração o trecho: "Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como nos céus?" Como amar a Carta aos Coríntios, 1 de Paulo e esquecer justamente da caridade?

Foi isso! Minha alegria foi justamente a alegria e felicidade do outro! Foi ver cada rosto de mãe e de pai enlutados sentindo um refrescar na sua dor, um amansar das tristezas, um usufruir do verdadeiro espírito consolador das religiões! Hoje o dia também foi de alegria e de gratidão, mas foi acima de tudo um dia de CRESCIMENTO ESPIRITUAL! 

DEUS NOS ABENÇOE! AMO VOCÊS!

domingo, 5 de junho de 2016

Dom Orani se reúne com mães de jovens vítimas da violência no Rio...

No dia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o Cardeal Orani João Tempesta, acolheu no Edifício João Paulo II, mães que perderam seus filhos vítimas da violência urbana da cidade do Rio de Janeiro.

O encontrou contou também com a presença dos responsáveis pela Assistência Religiosa aos Adolescentes Privados de Liberdade na Arquidiocese do Rio, padre Gilvan André da Silva e o diácono Roberto dos Santos, e promotora pública e coordenadora da Tutela Coletiva Infracional do Estado do Rio de Janeiro, Janaína Pagan.   


As mães pediram o encontro com Dom Orani na certeza de ouvirem uma palavra de conforto e com o desejo de falar sobre a impunidade e a ausência do Estado, que potencializam o aumento da dor de quem, assim como Maria viu seu filho ser crucificado, perdeu a guerra para a violência.

Mãe do policial civil Eduardo da Silva Oliveira, de 25 anos, assassinado por um colega em 2012, Rosemar Vieira da Silva participou do encontro e ainda hoje luta por justiça. O assassinato do Eduardo me causou outra morte. Eu morri naquele dia 19 de abril de 2012”, disse emocionada. 

Já o filho de Maria de Fátima foi executado por policiais na comunidade Rocinha, Zona Sul do Rio. O meu celular tocou e era um amigo da família que minha filha havia pedido para me ligar informando. Ele disse: “Fatinha, a Mirelle pediu pra eu te ligar e mandou te dizer que a polícia acabou de matar o Hugo””, contou Maria de Fátima aos prantos.  

O Ano Santo da Misericórdia foi lembrado no encontro com maior ênfase sobre a importância do perdão. Filho único de Jane Albuquerque, o lutador Marco Jara foi morto por um adolescente durante um assalto. A mãe da vítima conseguiu perdoar o assassino. Eu segurei nas mãos dele e, de joelhos, olhei nos olhos dele e perdoei. O ódio mata e o perdão me salvou”, afirmou Jane.

Dentre as diversas solicitações feitas pelas mães a Dom Orani, destacaram-se o pedido de ajuda para que a Igreja auxilie no acompanhamento dos processos, na busca por justiça, no cuidado com a saúde psicológica e física das mães e no auxílio de recursos básicos para a sobrevivência, muitas vezes omitidos pelo Estado.  


Cartilha do Luto


Formado por mães que perderam seus filhos, o “Instituto Mães SemNome” vai lançar no dia 08 de junho, às 11h, na Fundação Getúlio Vargas, a “Cartilha Jurídica do Luto: orientações práticas e jurídicas aos familiares”, que aborda os desdobramentos de um episódio de morte. (Veja no menu ao lado o link para o evento)

"A importância de elaborar a cartilha está no fato de que, mesmo sendo um tema árido e desestabilizante, é absolutamente necessário estarmos bem informados para tomarmos decisões”, disse a presidente do instituto, Márcia Noleto.

Para a difícil tarefa, o Instituto Mães SemNome contou com a Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas (FGV Direito Rio), especificamente com um grupo de alunos de graduação da FGV Direito Rio, orientados pela advogada Ana Paula Sciammarella, supervisora da Clínica LAJES (Laboratório de Assistência Jurídica a Organizações Sociais).

Na ocasião, haverá um debate sobre políticas públicas para o luto, com a presença de Andrea Sepúlveda, defensora pública e subsecretária de Defesa e Promoção de Direitos Humanos; José Muiños Piñeiro, desembargador do Tribunal de Justiça do RJ e colaborador da revisão jurídica da cartilha; e Valéria Velasco, presidente do Comitê Nacional de Vítimas de Violência. A mediação será de André Mendes, coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da FGV.

A partir do dia 08, a cartilha poderá será compartilhada online, por meio do website do Instituto Mães SemNome (www.maessemnome.com.br) e da Biblioteca Digital da Fundação Getúlio Vargas (http://bibliotecadigital.fgv.br).

Fonte: ArqRio

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Conflito de emoções


Antigamente, eu costumava ansiar pelo mês de junho... O mês que me trouxe antecipadamente um bebê lindo, rosado, gordinho, mesmo tendo nascido de 8 meses. E ainda sou grata pelo nascimento do Lourencinho.       

                                                                                                                                       





Mas, infelizmente, o mês e junho também ficará marcado em minha vida como o mês que levou embora meu primogênito, meu filho amado, companheiro, meu Bruno Olivieri, o Bolinha!

Será o mês que me lembrará que não devemos confiar em todo mundo... O mês que me lembrará que nem todo mundo que se diz amigo o é! O mês que me ratificou a conclusão de que nesta vida, tudo tem um preço! 

21/06 - 01 ano sem o Bruno... 01 ano desacreditando na humanidade!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Cliquem na frase abaixo... Ela não está mais encarnada...mas nos deixou um legado!




É difícil, mas não impossível... Continuar é uma questão de amor ao filho entregue de volta ao Pai...

Sempre reforçamos a ideia, de que o amor entre pais e filhos é incondicional... Mas, será que sabemos mesmo o que é amor incondicional?

incondicional
         adjetivo de dois gêneros
1que não depende de, não está sujeito a qualquer tipo de condição, restrição ou limitação; incondicionado; "rendição i."
2fisl psic m.q. INCONDICIONADO.


Se entendermos o sentido da palavra incondicional e se reforçarmos nossa fé em um Deus de Amor e Misericórdia, entenderemos que o amor dos pais pelos filhos não se limita à vida encarnada... Não se restringe quando a separação física nos chega...

Se é INCONDICIONAL, é ETERNO!

EU SIGO AMANDO MEU FILHO BRUNO NICOLAU MARALHAS OLIVIERI. 


domingo, 22 de maio de 2016

E como passaram a ser os domingos?







As tardes de domingo tornaram-se menos divertidas... Eu não tenho mais que ficar gritando você lá da cozinha para você descer e vir almoçar ou colocar o carvão na churrasqueira... A Jaqueline não tem mais o tio Bruno para ficar tocando violão ou levar ela para lanchar no Bobizinho. 

E embora eu ainda tenha meu filho Lourencinho, que me deu uma neta linda que seria sua afilhada, e a Tata, minha filha escolhida pelo coração, minhas tardes de domingos são púmbleas... 

Seu sorriso agora mora dentro de mim! Vivo uma gestação ao contrário!

Ouçam a música...é linda!



terça-feira, 10 de maio de 2016

Bastou apenas um olhar...




Este é o amor da minha vida... Pensando bem, acho que de muitas outras vidas! Nos conhecemos quando eu tinha apenas 16 anos... Namoramos 5 anos... Tudo muito intenso... E em 1980 nos casamos no civil e fizemos uma baita festa julina no Sítio do Sereno em Mazomba, onde meus pais descansavam da vida da cidade. 

No curso desses 05 anos de namoro, entre idas e vindas, passamos a sonhar com nosso primeiro filho... Sim! Em nossas cabeças, nossa primeira gravidez geraria um menino que já tinha até nome: BRUNO NICOLAU! E Deus, em sua maravilhosa misericórdia, assim o permitiu... Atendeu a programação do meu menino e o enviou para que eu pela primeira vez na vida experimentasse o que é amor incondicional.




Bruno encarnou dia 20 de abril de 1981 às 16:15 na Maternidade do Hospital Fabiano de Cristo. 

Neste dia, nossa família recebeu de uma tacada só 03 meninos lindos: ele e os gêmeos do meu irmão do coração. Foram dias de muitas descobertas... 

Foi meu nascimento como mãe... Sou extremamente grata a Deus e ao meu amado filho pela oportunidade desta convivência e aprendizado.