Não gosto de injustiça.
Ela me inquieta, me tira o sono, me faz refletir sobre o quanto ainda precisamos evoluir como sociedade e como indivíduos.
Acredito, sim, que todos devem responder pelo que fazem. Mas que seja de verdade. Sem manipulações. Sem distorções. Sem interesses escondidos por trás de discursos bonitos. Justiça não pode ser espetáculo, nem instrumento de vingança, tampouco ferramenta de poder. Justiça precisa ser verdade.
Creio, acima de tudo, na justiça de Deus. Aquela que enxerga o que ninguém vê, que conhece as intenções mais profundas do coração, que pesa não apenas os atos, mas também as consciências. Essa justiça é perfeita, soberana e inevitável.
Mas enquanto caminhamos aqui, neste mundo imperfeito, o processo de evolução também exige de nós postura. Exige coragem. Exige obstinação. Precisamos lutar para que as atitudes sejam avaliadas com responsabilidade, investigadas com seriedade, confirmadas de forma apartidária e transparente. Não se trata de perseguir pessoas — trata-se de proteger princípios.
Não podemos aceitar que erros sejam normalizados. Nem que a verdade seja torcida para servir conveniências. A sociedade só amadurece quando aprende que liberdade caminha junto com responsabilidade.
Errar é humano. Permanecer no erro é vício do espírito.
E quando o erro se transforma em hábito, em justificativa constante, em estratégia — ele deixa de ser fragilidade e passa a ser escolha.
Eu não gosto de injustiça.
E não vou aprender a gostar.
Porque acredito que evoluir também é isso: não se calar diante do que está errado, mas defender que tudo seja apurado com honestidade, que cada um responda por seus atos e que a verdade, por mais incômoda que seja, sempre tenha espaço para prevalecer.
"Sem verdade, não existe justiça — apenas conveniência."