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quinta-feira, 18 de junho de 2026

A intrigante missão de refinar o olhar para reconhecer os tesouros que já foram colocados em nossas mãos.



"Meu texto hoje foi motivado por algumas postagens que vi no Instagram: duas atrizes falando das marcas da vida e uma citava a ansiedade provocada pelo medo de em face ao trabalho não poder acompanhar o crescimento da filha com mais presença; o vídeo da mãe relatando o pedido do filho para jogar bafo mais que ela, por estar na Internet não deu naquele momento a atenção solicitada e, mais tarde,  ao ver na mídia uma mãe implorar oração pelo filho pequeno morrendo no hospital, teve um momento de mea culpa; também pensei muito na mãe do Henry Borel... Munique me fez ler sobre Medeia e essa coisa de que muitos não conseguem a classificar como vítima ou algoz."

Às vezes observo algumas mães e me pergunto se elas percebem o tamanho da missão que receberam.

Não falo de perfeição. Nenhuma mãe é perfeita. Falo da presença. Do olhar. Da atenção aos pequenos sinais. Daquilo que não aparece nas fotografias, não rende aplausos e não produz reconhecimento social.

Vivemos uma época que valoriza muito o externo. O sucesso, a carreira, os relacionamentos, as conquistas, a imagem. Tudo isso tem seu valor. Mas me pergunto se, por vezes, não corremos o risco de nos encantar tanto com o que está fora que deixamos de enxergar o que cresce silenciosamente dentro de casa.

Não escrevo isso para julgar. Cada ser humano está em seu próprio estágio de aprendizado. Talvez algumas pessoas ainda estejam vivendo experiências necessárias ao desenvolvimento da própria consciência.
 Talvez ainda precisem descobrir que o amor não se mede apenas pelo que se oferece materialmente, mas pela disponibilidade de estar presente.

Dentro da visão espiritual que abraço, acredito que nada acontece por acaso. Nem os filhos chegam por acaso. Talvez eles sejam espíritos que aceitaram compartilhar uma jornada de crescimento mútuo. Talvez algumas almas venham para ensinar e outras para aprender. Talvez, muitas vezes, os papéis se invertam ao longo do caminho.
Há filhos que recebem colo em abundância. Há filhos que aprendem a sobreviver à ausência. Nenhuma dessas experiências é simples. Mas todas carregam possibilidades de evolução.

O que me toca é pensar que a infância passa depressa. O tempo não volta. O olhar que não foi dado, a conversa que não aconteceu, a presença que foi adiada para depois, tudo isso deixa marcas.

Talvez a verdadeira evolução não esteja apenas em conquistar o mundo, mas em perceber quem está sentado à nossa mesa enquanto tentamos conquistá-lo.

Será que estamos tão ocupados construindo uma vida que, às vezes, esquecemos de vivê-la? E o que é o viver para você? ( Essa é uma resposta para você dar a você mesmo, porque ela fatalmente te levará a uma reflexão que só a você cabe).


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

“Errar é humano. Permanecer no erro é escolha — e toda escolha tem consequência.”

Não gosto de injustiça.

Ela me inquieta, me tira o sono, me faz refletir sobre o quanto ainda precisamos evoluir como sociedade e como indivíduos.

Acredito, sim, que todos devem responder pelo que fazem. Mas que seja de verdade. Sem manipulações. Sem distorções. Sem interesses escondidos por trás de discursos bonitos. Justiça não pode ser espetáculo, nem instrumento de vingança, tampouco ferramenta de poder. Justiça precisa ser verdade.

Creio, acima de tudo, na justiça de Deus. Aquela que enxerga o que ninguém vê, que conhece as intenções mais profundas do coração, que pesa não apenas os atos, mas também as consciências. Essa justiça é perfeita, soberana e inevitável.

Mas enquanto caminhamos aqui, neste mundo imperfeito, o processo de evolução também exige de nós postura. Exige coragem. Exige obstinação. Precisamos lutar para que as atitudes sejam avaliadas com responsabilidade, investigadas com seriedade, confirmadas de forma apartidária e transparente. Não se trata de perseguir pessoas — trata-se de proteger princípios.

Não podemos aceitar que erros sejam normalizados. Nem que a verdade seja torcida para servir conveniências. A sociedade só amadurece quando aprende que liberdade caminha junto com responsabilidade.

Errar é humano. Permanecer no erro é vício do espírito.

E quando o erro se transforma em hábito, em justificativa constante, em estratégia — ele deixa de ser fragilidade e passa a ser escolha.

Eu não gosto de injustiça.
E não vou aprender a gostar.
Porque acredito que evoluir também é isso: não se calar diante do que está errado, mas defender que tudo seja apurado com honestidade, que cada um responda por seus atos e que a verdade, por mais incômoda que seja, sempre tenha espaço para prevalecer.

"Sem verdade, não existe justiça — apenas conveniência."