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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O PESO QUE NÃO CONSEGUIMOS CARREGAR...



Dias nublados acontecem... e é ótimo que aconteçam! Os dias nublados nos dão  expertise e despertam em nós a necessidade de vigilância e reflexão, tão necessárias para avaliarmos as rotas que seguimos nesta estrada evolutiva da vida!

Eu não sou imune a eles! E é claro que, como vara de marmelo, eu envergo nessas horas... mas não quebro! Sofro com o vento... com a tempestade... com as intempéries... mas, depois, vou me recompondo, até ficar altiva outra vez!

O processo não é fácil! Crescer não é fácil! Amadurecer dói!

E, no meio de tudo isso, está a compreensão de que não precisamos ter vergonha de reconhecer, às vezes, que nossa rota estava equivocada!

Eu não sou melhor do que ninguém por isso! Talvez eu seja apenas mais observadora, mais humilde, menos arrogante... Mas faz parte!

Faz parte da caminhada reconhecer que nem sempre acertamos, que nem sempre sabemos e que, muitas vezes, precisamos rever conceitos, abandonar certezas e mudar a direção.

Porque amadurecer também é isso... entender que não precisamos carregar todos os pesos, insistir em todos os caminhos ou defender todas as nossas convicções.

Há pesos que nos ensinam... e há aqueles que apenas nos impedem de seguir.

Saber distinguir uns dos outros também é evolução!

E você... já parou para pensar se o peso que está carregando ainda faz sentido na sua caminhada?

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Uma escolha só pode ser eterna se te faz bem...

Todo mundo tem direito de ter opinião.

Todo mundo deveria, inclusive, aprender a escolher um lado do muro... saber por que escolheu, conhecer aquilo que esse lado representa e, principalmente, ter consciência de que toda escolha traz consequências. Algumas boas... outras nem tanto.

E assumir as consequências das nossas escolhas faz parte da maturidade.

Mas escolher um lado não significa ficar engessado nele para sempre. Não significa fechar os olhos, tapar os ouvidos e se tornar incapaz de questionar aquilo que está diante dos nossos olhos.

Porque mudar de opinião não é, necessariamente, falta de convicção.

Às vezes, é justamente o contrário.

É preciso muita coragem para olhar para uma escolha que fizemos, reconhecer que alguma coisa não está certa e dizer: “Eu me enganei.”

É preciso humildade para admitir que aquilo que um dia pareceu correto talvez já não seja mais compatível com aquilo que acreditamos.

E é aí que entra a consciência...

Não aquela consciência que a gente apresenta para os outros. Não aquela fé que a gente anuncia aos quatro ventos, mas que desaparece quando nossos interesses são contrariados.

Falo daquela consciência silenciosa... aquela que mora dentro da gente e que, quando estamos sozinhos, não permite que a mentira seja confortável.

Se acreditamos verdadeiramente em Deus, na justiça, na honestidade, na espiritualidade, no amor ao próximo... precisamos permitir que esses valores sejam também instrumentos para avaliar nossas escolhas.

Porque não adianta falar de Deus e defender aquilo que sabemos ser injusto.

Não adianta falar de honestidade enquanto fechamos os olhos para a desonestidade quando ela favorece o nosso lado.

Não adianta falar em justiça quando só consideramos justa a decisão que beneficia aquilo que defendemos.

E não adianta dizer que somos pessoas de fé se a nossa fé só serve para justificar aquilo que queremos acreditar.

Fé também é coragem para enxergar.

É coragem para reconhecer.

É coragem para corrigir.

Por isso, se um dia você perceber que o lado do muro que escolheu não está mais de acordo com aquilo que sua consciência, sua fé e seus princípios lhe dizem ser correto... não tenha vergonha de mudar.

Descer do muro não é fracasso.

Atravessá-lo não é fraqueza.

Mudar a direção não é falta de inteligência.

Às vezes, é justamente a maior demonstração de inteligência emocional, de caráter e de maturidade que uma pessoa pode oferecer.

Porque permanecer no erro apenas para não dar o braço a torcer é uma das formas mais tristes de escravidão.

A pessoa deixa de defender aquilo em que acredita e passa a defender apenas a própria escolha.

E são coisas muito diferentes.

Eu posso ter escolhido um caminho ontem e perceber hoje que preciso tomar outro.

Posso ter admirado alguém e, diante de novas atitudes, deixar de admirar.

Posso ter acreditado em uma ideia e, depois de enxergar suas consequências, reconsiderá-la.

Isso não me diminui.

Isso me humaniza.

O problema não está em errar na escolha.

O problema está em enxergar o erro e, mesmo assim, continuar caminhando por ele apenas porque admitir a mudança machuca o nosso orgulho.

Talvez seja por isso que algumas pessoas prefiram permanecer do lado errado do muro...

Não porque não enxerguem.

Mas porque enxergar exigiria delas uma coragem que ainda não encontraram.

E talvez a maior liberdade que alguém possa conquistar seja justamente essa:

a liberdade de não ser prisioneiro das próprias escolhas.

Porque princípios não são partidos.

Princípios não têm lado.

Princípios não precisam de torcida.

Ou são princípios... ou não são.

No final das contas, cada um de nós terá que responder não apenas pelo lado do muro que escolheu, mas pelo que fez enquanto esteve ali.

E quando chegar a hora de olhar para trás, talvez a pergunta mais importante não seja:

“Eu estava do lado certo?”

Talvez seja:

“Quando percebi que estava errado, tive coragem de mudar?”

Porque reconhecer o próprio erro não apaga o caminho percorrido...

Mas pode impedir que continuemos caminhando na direção errada.

E isso também é evolução.

Também é fé.

Também é reforma íntima.

Também é Deus nos ensinando, através da nossa própria consciência, que ninguém precisa permanecer para sempre onde um dia escolheu estar.

A vida é movimento...

E quem realmente busca a verdade precisa estar disposto a caminhar com ela, mesmo quando ela nos obriga a mudar de direção.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Violência e empatia humana... um olhar triste para essa realidade...


Em que momento perdemos a humanidade?

Hoje eu me peguei pensando no ponto de violência ao qual chegamos.
E, sinceramente, estou horrorizada.

Não falo apenas dos grandes crimes que estampam os jornais. Falo da violência que parece ter se tornado banal. Da facilidade com que se tira uma vida. Da frieza com que se maltrata, se sacrifica, se judia. Pessoas contra pessoas. Pessoas contra crianças. Pessoas contra idosos. Pessoas contra animais.

E então uma pergunta não saiu da minha cabeça:
Em que momento nós voltamos aos primórdios da civilização?

Porque, se pararmos para pensar, até o homem das cavernas tinha uma razão para a violência. Ele caçava para alimentar sua tribo. Lutava para defender seu território, sua família, seu clã. A violência estava ligada à sobrevivência.

Nós, não.
Nós evoluímos.

Ou, pelo menos, era para termos evoluído.

Criamos leis, estudamos filosofia, desenvolvemos a ciência, a medicina, a tecnologia. Falamos de civilização, de direitos humanos, de respeito, de dignidade. Construímos cidades, universidades, tribunais, igrejas.

Mas o que fizemos com toda essa evolução, se ainda somos capazes de matar por tão pouco?

Hoje se mata por dinheiro, por poder, por vingança, por uma discussão. Mata-se por domínio. Mata-se porque alguém estava no lugar errado, na hora errada. E, pior, mata-se muitas vezes sem sequer demonstrar qualquer preocupação com quem está ao lado da vítima, com uma criança que assiste, com uma família que ficará destruída para sempre.

É essa falta de empatia que mais me assusta.
Essa incapacidade — ou falta de vontade — de se colocar no lugar do outro.
Parece que a dor deixou de doer quando não é na nossa carne.

O sofrimento do outro virou notícia. Estatística. Vídeo compartilhado. Comentário nas redes sociais.

E depois... seguimos para o próximo assunto.
O mundo inteiro vive tempos de violência, mas nós, brasileiros, estamos convivendo diariamente com uma realidade que parece fugir ao controle. E eu penso especialmente no Rio de Janeiro, mas também em tantos outros estados onde a população vive acuada pela criminalidade, pelo medo e pela sensação de impotência.

Há uma baderna moral instalada.

Uma crise de valores.

Uma ausência assustadora de limites.

E enquanto isso, discutimos política, culpamos este ou aquele, direita ou esquerda, governo ou oposição. Sim, os governos têm responsabilidades enormes. Os políticos deveriam ter caráter, compromisso e hombridade para cuidar do povo que os colocou onde estão. As leis precisam ser discutidas. A segurança pública precisa ser levada a sério.

Mas existe algo ainda mais profundo acontecendo.
O ser humano está perdendo a capacidade de reconhecer o outro como seu semelhante.
E quando isso acontece, qualquer coisa passa a ser possível.

Talvez o que mais me assuste não seja apenas a existência da violência.
A violência sempre existiu.
O que me apavora é a naturalidade.
É assistir a uma crueldade e, minutos depois, continuar vivendo como se nada tivesse acontecido.

É ver uma vida ser destruída e perguntar apenas: «Mas o que ele fez?»
Como se existisse alguma resposta capaz de justificar a crueldade.
Não sei em que momento chegamos até aqui.
Não sei quando a evolução do homem deixou de caminhar junto com a evolução da sua alma.

Mas sei de uma coisa:
Não podemos nos acostumar.
Não podemos achar normal ter medo de sair de casa.

Não podemos aceitar que crianças cresçam ouvindo tiros como se fosse parte da rotina.
Não podemos aceitar animais sendo torturados.

Não podemos aceitar que a vida tenha tão pouco valor.

Porque talvez o dia em que deixarmos de nos horrorizar seja o dia mais perigoso de todos.
Enquanto ainda houver alguém olhando para toda essa crueldade e perguntando, indignado, «Meu Deus, o que aconteceu conosco?», talvez ainda exista esperança.

Porque o horror diante da maldade é a prova de que, apesar de tudo, a nossa humanidade ainda não morreu.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

A intrigante missão de refinar o olhar para reconhecer os tesouros que já foram colocados em nossas mãos.



"Meu texto hoje foi motivado por algumas postagens que vi no Instagram: duas atrizes falando das marcas da vida e uma citava a ansiedade provocada pelo medo de em face ao trabalho não poder acompanhar o crescimento da filha com mais presença; o vídeo da mãe relatando o pedido do filho para jogar bafo mais que ela, por estar na Internet não deu naquele momento a atenção solicitada e, mais tarde,  ao ver na mídia uma mãe implorar oração pelo filho pequeno morrendo no hospital, teve um momento de mea culpa; também pensei muito na mãe do Henry Borel... Munique me fez ler sobre Medeia e essa coisa de que muitos não conseguem a classificar como vítima ou algoz."

Às vezes observo algumas mães e me pergunto se elas percebem o tamanho da missão que receberam.

Não falo de perfeição. Nenhuma mãe é perfeita. Falo da presença. Do olhar. Da atenção aos pequenos sinais. Daquilo que não aparece nas fotografias, não rende aplausos e não produz reconhecimento social.

Vivemos uma época que valoriza muito o externo. O sucesso, a carreira, os relacionamentos, as conquistas, a imagem. Tudo isso tem seu valor. Mas me pergunto se, por vezes, não corremos o risco de nos encantar tanto com o que está fora que deixamos de enxergar o que cresce silenciosamente dentro de casa.

Não escrevo isso para julgar. Cada ser humano está em seu próprio estágio de aprendizado. Talvez algumas pessoas ainda estejam vivendo experiências necessárias ao desenvolvimento da própria consciência.
 Talvez ainda precisem descobrir que o amor não se mede apenas pelo que se oferece materialmente, mas pela disponibilidade de estar presente.

Dentro da visão espiritual que abraço, acredito que nada acontece por acaso. Nem os filhos chegam por acaso. Talvez eles sejam espíritos que aceitaram compartilhar uma jornada de crescimento mútuo. Talvez algumas almas venham para ensinar e outras para aprender. Talvez, muitas vezes, os papéis se invertam ao longo do caminho.
Há filhos que recebem colo em abundância. Há filhos que aprendem a sobreviver à ausência. Nenhuma dessas experiências é simples. Mas todas carregam possibilidades de evolução.

O que me toca é pensar que a infância passa depressa. O tempo não volta. O olhar que não foi dado, a conversa que não aconteceu, a presença que foi adiada para depois, tudo isso deixa marcas.

Talvez a verdadeira evolução não esteja apenas em conquistar o mundo, mas em perceber quem está sentado à nossa mesa enquanto tentamos conquistá-lo.

Será que estamos tão ocupados construindo uma vida que, às vezes, esquecemos de vivê-la? E o que é o viver para você? ( Essa é uma resposta para você dar a você mesmo, porque ela fatalmente te levará a uma reflexão que só a você cabe).


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

“Errar é humano. Permanecer no erro é escolha — e toda escolha tem consequência.”

Não gosto de injustiça.

Ela me inquieta, me tira o sono, me faz refletir sobre o quanto ainda precisamos evoluir como sociedade e como indivíduos.

Acredito, sim, que todos devem responder pelo que fazem. Mas que seja de verdade. Sem manipulações. Sem distorções. Sem interesses escondidos por trás de discursos bonitos. Justiça não pode ser espetáculo, nem instrumento de vingança, tampouco ferramenta de poder. Justiça precisa ser verdade.

Creio, acima de tudo, na justiça de Deus. Aquela que enxerga o que ninguém vê, que conhece as intenções mais profundas do coração, que pesa não apenas os atos, mas também as consciências. Essa justiça é perfeita, soberana e inevitável.

Mas enquanto caminhamos aqui, neste mundo imperfeito, o processo de evolução também exige de nós postura. Exige coragem. Exige obstinação. Precisamos lutar para que as atitudes sejam avaliadas com responsabilidade, investigadas com seriedade, confirmadas de forma apartidária e transparente. Não se trata de perseguir pessoas — trata-se de proteger princípios.

Não podemos aceitar que erros sejam normalizados. Nem que a verdade seja torcida para servir conveniências. A sociedade só amadurece quando aprende que liberdade caminha junto com responsabilidade.

Errar é humano. Permanecer no erro é vício do espírito.

E quando o erro se transforma em hábito, em justificativa constante, em estratégia — ele deixa de ser fragilidade e passa a ser escolha.

Eu não gosto de injustiça.
E não vou aprender a gostar.
Porque acredito que evoluir também é isso: não se calar diante do que está errado, mas defender que tudo seja apurado com honestidade, que cada um responda por seus atos e que a verdade, por mais incômoda que seja, sempre tenha espaço para prevalecer.

"Sem verdade, não existe justiça — apenas conveniência."