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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Por que escolhi escrever... um alento para o continuar...



Por que escolhi escrever

Eu escolhi escrever porque há sentimentos que não cabem apenas no silêncio.
Porque a vida, às vezes, pesa — e a palavra escrita me ajuda a respirar.

Escrevo porque minha fé me sustenta, mas também me convida a refletir, a agradecer e a confiar mesmo quando não entendo tudo. Escrever é uma forma de oração: é quando falo com Deus e, ao mesmo tempo, comigo mesma.

Escrevo porque a vida me ensinou sobre amor, alegria e também sobre dor. A perda deixou marcas profundas em mim, mas não me tirou a capacidade de amar, de perdoar e de seguir em frente. Pelo contrário: me ensinou que a superação não é esquecer, e sim continuar com o coração limpo.

Escrevo por causa da minha família — meus filhos, meus netos, minha cachorrinha — que são meu chão, meu colo e minha força diária. Eles me lembram todos os dias que vale a pena continuar acreditando.

Escolhi escrever porque acredito que palavras podem acolher, consolar e iluminar. Talvez alguém chegue até aqui carregando uma dor parecida com a minha, ou apenas buscando um pouco de esperança. Se uma frase fizer companhia, já terá valido a pena.

Este espaço não é sobre perfeição.
É sobre fé, superação e família.
É sobre transformar a dor em amor — um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro!







quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Ditadura do medo fazendo mais vítimas



 Mais uma mãe vítima da Violência... Só que essa não suportou ver o corpo do filho que jazia inerte no chão e foi a óbito também!

Quantos ainda terão que morrer meu Deus?

O que dizer a essa família duplamente vitimada por ditadores do medo e violência? Por bandidos protegidos por tantos outros bandidos que usam terno e gravata?

Hoje, todas nós, famílias Enlutadas pela violência, estamos de lutos! Hoje todos choramos essa situação que parece não ter fim!

Não consigo escrever mais...estou chocada!

domingo, 27 de maio de 2018

Um novo canal para as mães da violência

Hoje, ao ler a reportagem do @robertosoares no Jornal Extra, fiquei pensando muito em nós, as mães da Violência... Os números que comprovam a incapacidade dos órgãos de direito nos darem uma explicação são irrefutáveis... A incompetência é gritante...em todos os sentidos... Não há material necessário, não há contingente necessário e a disputa com o crime organizado é injusta pois, eles são mais organizados, melhor aparelhados e não tem medo de nada!
Não estou aqui fazendo campanha contra a polícia! Quem me conhece sabe o quanto defendo esses guerreiros sejam da civil, da PM, da federal! O que infelizmente atrapalha e muito é a vaidade, a arrogância e as aspirações políticas de muitos dos chefões!
Pensando em nós e nos nossos imensos pontos de interrogacões, resolvi criar um grupo: Mães da violência e sem resposta! Quem estiver dentro do perfil aqui, me manda MSN pelo menseger com nome, celular, nome do anjo ou anja, data de desencarne e se quiser, pode contar como foi.
Quem quiser pode me add no Facebook: Márcia Maralhas Olivieri




terça-feira, 28 de março de 2017

E desde ontem, só consigo pensar em GRATIDÃO!




Vocês já ouviram falar em Transcomunicação Instrumental e Transimagem? Não? Aconselho então uma pesquisa no Google sobre o assunto... Indico a página no Facebook   e sites
https://www.facebook.com/TCISeattle/?fref=ts

http://www.redetcibrasil.net/

http://www.ipati.org/televisiva.html ,

mas tem muita coisa a ser lida!

Uma noite dessas em que fico a madrugada toda acordada, tentando entender tudo que aconteceu e curtindo minha saudade do meu filho, comecei a conversar com uma mãe amiga irmã na dor, sobre o quanto as madrugadas são cruéis! Conversamos sobre psicografias e evolução... Em um dado momento, a Ana me disse: entra na página da Simone Adriana TCI, lá tem umas fotos capturadas por transimagem!

Eu disse imediatamente: transi o quê? E aí, de uma maneira rápida ela me explicou... Fui dar uma espiada básica, afinal, mãe enlutada precisa buscar te toda a sorte, fundamentos que a convença da vida após a vida, além de suas convicções religiosas.

Foi emocionante... logo na primeira espiada depois de umas dez fotografias, vi umas duas imagens que de cara achei ser o Bruno e a avó paterna logo atrás...
Era incrível a semelhança com os olhos e nariz do Bruno e eu via perfeitamente o sombreado da face da minha sogra... Eu fiquei impressionada, corri ao menseger e perguntei a Ana se ela estava ainda acordada... Mandei várias fotos para ela comparar e ela me disse: mande mensagem a elas por particular...elas responderão pedindo que fosse envie algumas fotos... Assim o fiz!

Foram mais de dois meses de espera... Uma ansiedade diária... Meu coração de mãe me dizia... é ele! No entanto, essa minha cascadura de encarnada me dizia para esperar que as estudiosas e pesquisadoras confirmassem.

E ontem, veio a resposta, não só das imagens mas com áudios que tinham inclusive o timbre da voz dele!
Eu não sei colocar aqui os audios mas assim que conseguir os colocarei!

Tudo isso muito me emocionou mas também me fez refletir sobre o quanto não ter me revoltado...não ter buscado vingança a qualquer preço, foi importante para a recuperação do Bruno pós vida e para a nossa conexão!

Sei que ainda tenho sérios problemas psicológicos, como a síndrome do pânico e fobia social! É eu tenho essas coisas... sou uma mulher corajosa aqui...no meu quarto... em frente ao computador... mas nas ruas, eu não consigo ser assim. Sei que um dia isso passará e que não sou anormal... viver uma perda como a que vivi e nas circunstâncias em que foram, os traumas se assemelham a trauma pós guerra.

Mas... a minha fé... essa força que me move e impulsiona... essa sempre esteve comigo! E eu graças a ela e ao GAME , consegui, transformar minha dor em amor! Consegui perceber que ajudando outras mães, eu estaria acomodando minha dor e fazendo o BEM! E fazer o BEM é estar em uma conexão muito boa com o Divino... É conseguir uma proximidade maior com o meu anjo querido!

Hoje, o que posso dizer para vocês é que até neste momento sublime em que escutei a voz do meu filho cantando: Um beijo mãe... um beijo, pude perceber a voz de Deus me orientando a continuar...continuar amando o próximo... continuar olhando as mães muito além de suas escolhas pessoais, cor, condição financeira... continuar acreditando em tudo que a Palavra do Senhor nos diz em seu Evangelho.

Então, meus amigos e amigas, o que tenho para vocês hoje é: vamos orar e acreditar! Um dia, Deus permitiu que Maria gerasse o Filho Dele e que Jesus se desse em sacrifício pela humanidade... o que podemos fazer diante de tanto amor é espalhar o Amor Dele entre os Homens!

DEUS OS ABENÇOE!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Por que será que o Bruno escreve tanto?



Eu penso que o fato do Bruno Nicolau Maralhas Olivieri, ter sido criado em uma atmosfera de crença e espiritismo, de ter quando crescido permanecido fiel aos ensinamentos que teve, facilitaram seu entendimento após o desencarne.

O Bruno sempre foi muito ligado a fé! Fazíamos o Evangelho do Lar, sempre que podíamos íamos a alguma casa espírita! Agradecíamos sempre e por tudo! E foi por isso, que muitas pessoas se espantaram quando eu disse que graças a Deus eu tive um corpo para enterrar! Quando soube que meu filho estava sumido, tirei meus chinelos, pisei na terra, ergui minhas mãos aos céus e orei... Pedi a Deus que se nada pudesse ser feito pelo meu filho, que pelo menos eu tivesse um corpo para enterrar!

E, Deus, em Sua imensa misericórdia, dentro das possibilidades, ouviu as minhas preces! E eu nunca me revoltei contra Deus e a espiritualidade! E olha, que não é fácil ser sensitiva... Saber que, possivelmente, gente envolvida no desaparecimento e morte do meu filho estaria me rondando no velório e no enterro - inclusive depois disso através de redes sociais - fez com que me mantivesse firme no Orai e Vigiai!

Mesmo depois disso tudo, continuo fiel a minha fé! Sei esperar no Senhor... Mesmo por vezes batendo uma angustia natural de mãe encarnada!

Eu sei que tudo será esclarecido! Não adianta terem sumido com laudos... O inquérito/interrogatório ou seja lá como chamam ter sido de bunda... Que a polícia "tenha tido problemas" para continuar investigando... Nada disso será empecilho para o tempo e justiça de Deus!

E eu? Eu continuo estudando... Buscando na fé uma razão para continuar vivendo... E o Bruno? Continua um rapaz elevado... Que perdoou seus algozes mesmo sem entender o por quê de tanta violência. E hoje, trabalha como advogado de espíritos que desencarnaram por conta de drogas ou pelo crime...

Gente... As cartas são CONSOLADORAS! O estudo do Evangelho é REGENERADOR!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ana Carolina - É Isso Aí (The Blower's Daughter - E eu não sei parar de te olhar...





Faz dias que durmo mais de quatro da manhã... Ando sentindo uma saudade angustiante de você. Passo minhas horas da madrugada olhando fotos, lembrando do quanto viveu com alegria todos os seus momentos de encarnado... Me lembrei também dos momentos em que o amadurecer o faziam sofrer, mas você era resignado e volto as fotinhos... Uma lágrima cai, o coração acelera e eu não me canso de te olhar...



"É isso aí 
Como a gente achou que ia ser 
A vida tão simples é boa  
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aíUm vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não vou parar... de te olhar
Eu não sei parar... de te olhar"

                     



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Refletindo através dos gostos do Bruno...


Assistindo o filme "Into the wild" e pensando no meu filho... No seu desapegar.


Numa das passagens mais sensíveis do filme, McCandless tenta ajudar Rainey a entender um pouco a tristeza que sua esposa Jan carrega consigo. O jovem vai ao encontro dela e juntos entram no mar, só que ele tem medo da água. 

No entanto, como ele mesmo diz: “Eu também sei que na vida, você não precisa necessariamente ser forte, mas sentir-se assim”. Todos nós podemos desmoronar em algum momento, somos humanos, afinal de contas. O importante é sentir-se forte; sentir que mesmo que o mundo desabe, você consegue passar por isso. Eu não entendo por que as pessoas, por que todas as pessoas são tão más, umas com as outras tão frequentemente."
Se hoje eu tivesse que escolher uma foto para marcar a  transformação que você estava vivendo naquele período em que desencarnou seria esta:



Havia em você uma imensa gratidão pelo Altíssimo, por tudo o que Ele te permitia... Havia em você um amor maior que você mesmo! Um amor por tudo e por todos! E havia ainda a lealdade: aos seus princípios assim como às suas amizades e você as respeitava em suas escolhas...

Muitos, mas muitos mesmo, te admiravam pelo que você era e pelo que estava se tornando: um ser ainda melhor! 

No entanto, outros o invejavam e até o mal diziam, por não entender como alguém com toda oportunidade recebida de berço, decidia por uma vida sem modismos, sem etiquetas, sem hipocrisia!

E foi graças a estes que você acabou vivendo uma experiência com a do personagem no filme:
“Eu também sei que na vida, você não precisa necessariamente ser forte, mas sentir-se assim”. Todos nós podemos desmoronar em algum momento, somos humanos, afinal de contas. O importante é sentir-se forte; sentir que mesmo que o mundo desabe, você consegue passar por isso. Eu não entendo por que as pessoas, por que todas as pessoas são tão más, umas com as outras tão frequentemente”
Você passou por tudo sozinho, sem alguém que te amasse de verdade! 

O que eles não sabem é que, espiritualmente, Deus esteve contigo... e de certa forma eu também, meu filho... Dizendo sussurrando: "Amém", ao final do teu Pai Nosso misericordioso! Eu te amo! Você será para sempre a minha maior inspiração!


"A felicidade só é real quando partilhada" (H. David Thoreau).



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

E ontem veio mais uma cartinha do meu anjo...


Veja o vídeo no link abaixo: 


Eu agradeço a Deus, a toda espiritualidade amiga, ao mentor do médium Hamilton Junior, ao Hamilton Junior e ao meu anjo Bruno pela oportunidade da mensagem!

Como foi difícil escutar a leitura daquela carta... Embora ela fosse consoladora e até certo ponto esclarecedora, muito me doeu saber que meu filho sentiu todas as dores e medos que antecederam ao seu desencarne! Como me doeu saber o quanto ele se entristeceu em descobrir que ao contrário do que pensava, ele não estava entre amigos! E ele mais uma vez disse que eu não estou errada. Que meu coração não me engana!

A carta do meu filho foi a segunda a ser lida! 

E como vocês acham que fica o coração de uma mãe quando percebe que suas suspeitas estão corretas?

É como viver sim, as dores de um parto ao contrário!

Ando tão cansada que nem tenho vontade de fazer mais nada... e sabem quem me joga para cima e diz: "Vamos lá... Vamos reagir... JUNTAS SOMOS FORTES!" Minhas amigas irmãs do G.A.M.E.!


São elas e eles que, com sua dor, me ajudam a levantar todos os dias e agradecer a Deus por mais este... Por menos um dia... Sempre a caminho do reencontro!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Me sentindo abandonada pela polícia e pelos grupos de direitos humanos...


VAMOS FALAR SOBRE ESSE VAZIO QUE DÓI NO PEITO?


Meu filho, minha vida, meu tesouro... Graças ao apoio incondicional desta polícia eficiente mantida por um estado mais eficiente ainda, eu me sinto devedora a você.  Todos os dias eu fico pensando que aquela malfada delegacia vai ligar e dizer que prenderam aqueles que direta ou indiretamente corroboraram para a sua passagem tão prematura e cruel! Eu já passei por diversas fases... fui da revolta vingativa a angustiante e cansativa abnegação da espera por justiça!

Mas como esperar justiça em um país onde aqueles que deveriam te amparar culpam as vítimas pelo seu destino cruel? Faz um ano e oito meses que você  se foi...faz um ano e dois meses que a "eficiente" DH da Capital não nos dá uma só resposta... Aliás, nem desculpas por sua morosidade... Eu me sinto aviltada... desrespeitada por este sistema falido, capenga, que só dá atenção para os crimes que trazem mídia! O desaparecimento de um homem envolvido com o trafico de tóxicos teve mais mídia e investigação que o assassinato de meu filho e de outros tantos filhos espalhados por aí!

E o que eu devo fazer? Esperar pacificamente que tudo se resolva? Acreditar que não houve nenhum pedido de vamos arranjar para que tudo caminhe lentamente, afinal o cara já está morto e não vamos acabar com a vida de outros jovens... 

NÃO É VINGANÇA! É JUSTIÇA! Eu preciso acreditar que ainda há justiça neste país! Eu preciso sentir reciprocidade solidaria de todos inclusive dos que levantam a bandeira dos direitos humanos!

O mundo está de pernas para o ar! Há uma evidente inversão de valores! E me parece que o "ordenamento jurídico" da bandidagem fala mais eficientemente que o da sociedade civil organizada! 

Esta polícia que aí está não me representa! Cansei de vocês!






terça-feira, 23 de agosto de 2016

3030 - Ogum (Clipe Oficial)








Indecisão


Uma personagem foi mais forte que o apelo gritado de uma mãe... Me lembrei tanto daquele dia fatídico onde coloquei meus pés no chão e clamei ao povo cigano pelo meu menino... Pedi ao Senhor Ogum que enviassem seus capangueiros para ajudar meu menino a não ter medo ao ficar sozinho... Meu coração de mãe já me dizia que naquele corpo jazia Bruno... Será que fui fraca? Será que desisti cedo demais? Será que ainda sou fraca? Há justiça nesta incomensurável dor da perda? há justiça no silencio dos amigos? 


Queria eu ter sido forte, como sou para rezar e ajudar a curar os outros... Fui fraca demais... e com isso deixei meu menino ir.

Percebo que continuo fraca e que bem de mansinho, estou também me deixando ir... Evitando o bom combate.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Mulheres a caminho - Mães Sem Nome




Talvez um dia as pessoas realmente nos entendam...

O difícil dia a dia de cada mãe enlutada




Por mais que eu tenha minhas "amigas-irmãs", por mais que eu esteja parte do meu tempo vivendo no apartamento em que meu filho mora... Eu me sinto angustiantemente sozinha.

E depois da partida do Bruno, veio esse tal de pânico e fobia social que me fazem sentir muita angústia e medo toda vez que saio sozinha... Embora eu não tenha sentido isso em Maceió.

Sou sozinha para ir aos médicos... Sozinha para encontrar as melhores opções de controle da doença... Sozinha para resolver minhas emoções... Uns dirão: "Ah, mas você tem a Nina e a Jaqueline". Sim, graças a Deus, tenho sim, mas mesmo assim sou sozinha.

E mudar essa condição não é algo que alguém possa fazer por mim. Esse é, infelizmente, um caminho que terei que trilhar sozinha. Ontem fui a perícia do Estado e percebi o quanto é humilhante dizer para alguém que você ainda sente sim, uma dor que te faz pensar em desistir, uma dor que te faz - apesar dos ensinamentos religiosos - pensar em vingança, que te faz questionar a tua fé! Sinto um enjoo diário, um nó na minha garganta e parece até que meu sistema digestivo virou um brejo de tantos sapos que preciso engolir. 

Me sinto importunando minha família... Queria um canto só meu aqui no Rio e apagar Mangaratiba da minha lembrança. Os momentos felizes ficarão comigo alimentando minha saudade. Enquanto isso, vamos de remédios violentos, psicólogos e agora vou experimentar a yoga... E também estou pensando em estudar as crenças orientais.




   Deixa eu dizer 
(Claudia)

Deixa eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar

Deixa eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar

Suportei meu sofrimento
De só se mostrar em riso inteiro

Se hoje canto meu lamento
Coração cantou primeiro

E voce não tem direito
De calar a minha boca

Afinal me dói no peito
Uma dor que não é pouca
Tem dó...

Deixa deixa eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar...

Suportei meu sofrimento
De só se mostrar em riso inteiro

Se hoje canto meu lamento
Coração cantou primeiro

E voce nao tem direito 
de calar a minha boca

Afinal me dói no peito 
Uma dor que não é pouca
Tem dó...

Deixa deixa eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar...

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A terapia é essencial

Bem, amigas, estou em um momento muito complicado... Ando me questionando muito sobre a minha real fortaleza... Sobre o porquê de me sentir na obrigação de mostrar que estou reagindo quando na verdade estou despencando...

Não é fácil quando se sente responsável por um tanto de gente... Quando se sente um estorvo para família e amigos que com certeza já não aguentam mais esta oscilação de humores relativos ao luto...

Conversei hoje com minha médica... Estou de saco cheio de ser o que os outros querem de mim... Uma dureza que não existe... Um sorriso que não tem porquê e tem mais, enchi o saco desta frase de quem estuda pela metade e diz: "Seu filho deve estar muito desequilibrado e triste com sua tristeza..."

Ora bolas, se havia uma programação anterior e o objetivo era minha regeneração, o pessoal lá de cima deveria ter me concedido um mínimo de lembrança para que através do meu livre arbítrio, eu decidisse como passar este luto cruel! Haja conflito!

Minha médica me aconselhou a ler sobre a flor de lótus... 

Que tal fazermos juntas e depois colocarmos aqui nossa opinião? Eis um link: http://www.japaoemfoco.com/flor-de-lotus-significado/

terça-feira, 12 de julho de 2016

"Comunicação de más notícias: desafios e possibilidades", uma palestra para auxiliar os profissionais que comunicam o óbito.

Vi o registro da primeira palestra do Núcleo de Psicologia do Instituto Mães Sem Nome, no Comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em Bonsucesso e desejei compartilhá-lo com vocês, amigos e amigas.

A palestra "Comunicação de más notícias: desafios e possibilidades" foi ministrada pela Dra. Fátima M. Giovagnini e Judith Nemirovsky e faz parte de um projeto inédito que está sendo oferecido aos psicólogos e profissionais da comissão de feridos da Coordenadoria da Polícia Pacificadora do RJ (CPP)Trata-se da comunicação de notícias difíceis, relacionadas ao óbito de policiais para os familiares. Um assunto delicado, porém relevante no âmbito da morte e do luto, em uma fase em que tantos policiais estão morrendo.

No site do instituto foi disponibilizada a Cartilha Jurídica do Luto.

Fonte: https://web.facebook.com/maessemnomereaprendendoaviver/photos/a.568991793169427.1073741828.568987043169902/1045746125493989/?type=3&theater

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Acorde para a Vida! Um dos melhores vídeos que já vi!



Esse vídeo é um dos melhores que já vi! Ao mesmo tempo em que ele me faz me questionar sobre mim mesmo, ele me faz lembrar do meu filho... E meu filho uns tempos antes de desencarnar, começou a questionar a própria vida... e se desapegar das coisas materiais e deixar de ser meio advogado... meio cidadão!

Meu filho viu a vida com olhos de GRATIDÃO! E cada dia que viveu nos últimos anos foi de completa harmonia com a natureza e agradecimento pela dadiva da vida! Eu tenho certeza que você não se arrependeu do que não tinha feito,porque você viveu o que queria viver! Você não permitiu que as pessoas te dissessem que gostar de música eletrônica era algo que transgredia aquilo que esta sociedade hipócrita diz que é certo!

E tenho certeza que você perdoou aquele babaca daquele delegado que disse que você procurou tua morte indo para onde foi... Talvez este imbecil nunca tenha experimentado a delícia de ver o dia clareando em algum lugar inspirador... E não necessariamente as pessoas precisam se drogar para curtir uma boa musica... mesmo sendo este tuncs tunc ensurdecedor!

Nós sabemos que seu desencarne foi uma fatalidade promovida pela irresponsabilidade... Nós sabemos, que você se juntava mas não se misturava... Nós sabemos o que é o PERDÃO! E você, soube viver!

Então, penso que eu preciso deixar de ser meio forte... meio guerreira... meio mãe! Preciso fazer a minha escolha de verdade! E preciso fazer isso por mim, por seu pai, por seu irmão, por nossas princesas e principalmente por você! 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A publicação é grande, mas muito menor do que o meu amor por ele... Vocês entenderão!


Parte desta publicação é um texto tirado da internet do site "O PENSADOR", que diz ser o texto de autor desconhecido.


"Nossa vida é:
como uma viagem de trem, cheia de embarques e
desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de
surpresas agradáveis com alguns embarques e de
tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem,
encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão
conosco a viagem até o fim: Nossos pais. 

Não é verdade?

Infelizmente, em alguma estação eles
desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinhos,
proteção, amor e afeto.

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. 
Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas.
E no trem há, também, pessoas que passam de vagão a vagão,
prontas para ajudar a quem precisa. 

Muitos descem e deixam saudades eternas.

Outros tantos viajam no trem de tal forma que, 

quando desocupam seus assentos, 
ninguém sequer percebe.
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros,

acomodam-se em vagões diferentes do nosso. 
Isso obriga a fazer essa viagem separados deles.
Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade,

atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. 
O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, 

pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, 

fantasias, esperas, embarques e desembarques. 
Sabemos que esse trem jamais volta. 
Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível, 

tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros,
procurando em cada um deles o que tem de melhor,
lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, 
poderão fraquejar e, provavelmente, 
precisaremos entender isso.

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes.
E, certamente, alguém nos entenderá. 
O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos.

E fico pensando: 
quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. 

Deixar meu filho viajando nele sozinho será muito triste. 
Separar-me de alguns amigos que nele fiz, 

do amor da minha vida, 
será para mim dolorido. 

Mas me agarro na esperança de que, 
em algum momento, estarei na estação principal, 
e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, 
que não tinham quando desembarcaram.

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, 

posso ter colaborado para que ela tenha crescido 
e se tornado valiosa.
Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade

para que embarquem e desembarquem pessoas. 
Minha expectativa aumenta, 
à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... 
Quem entrará? Quem saíra?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, 

não só como a representação da morte, mas, também, 
como o término de uma história, 
de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, 
por um motivo íntimo, deixaram desmoronar.

Fico feliz em perceber que certas pessoas, como nós, 

têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. 
Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver,
é tirar o melhor de "todos os passageiros". 
Agradeço a Deus por você fazer parte da minha viagem, 
e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, 
com certeza, o vagão é o mesmo".

* * *
Bem, como disse no início desta publicação, este texto infelizmente não foi escrito por mim e considera-se de autor desconhecido. Eu acredito, no entanto, que ele me apareceu para que eu pudesse finalmente elucidar a mensagem de despedida deixada por meu filho, em uma rede social, mesmo que  involuntariamente. Neste trem, estamos todos: pais, irmãos, familiares e amigos , das vítimas dessa desenfreada violência. Estamos unidos por estes sentimentos de dor, impotência, saudade e de muitos por quês?E o Bruno, em uma de suas ultimas postagens no Facebook escreveu: "Liberte-se... Um dia de cada vez... Até o reencontro!E eu que acredito em reencarnação, em preparação dos espíritos encarnados para o desencarne, principalmente em face a sua evolução espiritual, penso que meu filho se despediu querendo passar a seguinte mensagem:"Liberte-se: do medo... das formalidades... das imposições da vida cotidiana... das convenções...Viva harmonicamente um dia de cada vez, olhando sempre para o próximo com o mesmo amor que olha para os seus... Seja GRATO!!!! Porque a vida é uma grande oportunidade de aprendizado, não desperdice-a! Confie em Deus e nos espíritos de Luz, porque mesmo quando tudo parecer errado... Desgraçadamente cruel, DEUS tem um porquê e esse porquê nunca é ruim...Até o reencontro... Porque de alguma forma, em algum dia, nos encontraremos naquela mesma estação!"



segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sobre a Dor e sobre os Filhos, por Khalil Gibran

O poeta libanês Khalil Gibran deixou uma vasta obra na qual se destaca a prosa poética... Uma das obras é o livro "O Profeta", seu livro mais conhecido, onde são descritos ensinamentos que podemos levar pela vida inteira... Boa leitura!

* * *

"[...] Uma mulher falou e disse: 

- "Fala-nos da Dor". 

E ele respondeu:  

- "A vossa dor é o quebrar da concha que envolve a vossa compreensão. Assim como o caroço da fruta tem de fender-se para que o seu coração fique exposto ao sol, também vós deveis conhecer a dor. 

E se conseguísseis maravilhar-vos com os milagres diários da vossa vida, a vossa dor não vos pareceria menos intensa do que a vossa alegria. 

E aceitaríeis as estações do vosso coração, tal como haveis aceite as estações que passam sobre o vossos campos. 

E passaríeis com serenidade os invernos das vossas mágoas. 

Muita da vossa dor é escolhida por vós. É a poção amarga com a qual o médico dentro de vós cura o vosso interior doente. 

Por isso confiai no médico e bebei o seu remédio em silêncio e tranquilidade, pois a sua mão, embora dura e pesada, é guiada pela mão terna do Invisível.

E o cálice que ele vos dá, embora possa queimar os vossos lábios, foi feito com o gesso que o Oleiro umedeceu com as Suas lágrimas sagradas [...]

[...] Depois, uma mulher que trazia uma criança ao colo disse:

- "Fala-nos dos Filhos".

E ele respondeu:

- "Os vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da Vida que anseia por si mesma.

Eles vêm através de vós mas não de vós. E embora estejam convosco não vos pertencem.

Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos, pois eles têm os seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas, pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que vós não podereis visitar, nem em sonhos.

Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós, pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.

Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão lançados.

O Arqueiro vê o sinal no caminho do infinito e Ele com o Seu poder faz com que as Suas flechas partam rápidas e cheguem longe.

Que a vossa inflexão na mão do Arqueiro seja para a alegria, pois assim como Ele ama a flecha que voa,

Ama também o arco que permanece estável [...]".


A morte não é nada...

Tradução do sermão da missa de morte do rei Eduardo VII elaborado por Henry Scott Holland

A autoria do texto é muitas vezes atribuída erroneamenteSanto Agostinho.



A morte não é nada. 
Eu somente passei 
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, 
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome 
que vocês sempre me deram, 
falem comigo 
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo 
no mundo das criaturas, 
eu estou vivendo 
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene 
ou triste, continuem a rir 
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi, 
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo 
o que ela sempre significou, 
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora 
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora 
de suas vistas?

Eu não estou longe, 
apenas estou 
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.