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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Quando o dia muda o rumo...

Ontem foi dia de quebrar o galho do filho e ficar com o neto em casa enquanto ele saía para fazer um serviço.

Sabe aquelas mudanças de planos que chegam de surpresa e modificam completamente o nosso dia? E que, mesmo sem termos sido planejadas, acabam modificando tudo da melhor maneira possível?

Pois foi assim.

De repente, eu e meu marido ganhamos uma manhã na praia com o nosso neto. O dia estava nublado, o friozinho aparecia de vez em quando, mas para uma criança não existe tempo ruim quando existe um parquinho pela frente.

Depois veio o mercado. Depois, a casa. E então vieram as cabaninhas, o supermercado imaginário, as brincadeiras inventadas na hora e tudo aquilo que o lúdico permite quando uma criança está por perto.

Foi um dia cheio. Cheio de função, de movimento, de risadas, de pequenas descobertas e daquela oportunidade maravilhosa de olhar a vida através dos olhos de uma criança.

E querem saber? É cansativo, sim. Principalmente quando o frio chega e a fibromialgia resolve lembrar que mora comigo.

Mas existe uma coisa curiosa: quando o coração está cheio de alegria, quando a alma está ocupada por sentimentos bons, as dores continuam ali, caminhando ao nosso lado... mas parecem perder a força de atrapalhar o caminho.

Elas não desaparecem. Não deixam de doer.

Mas não interferem no prazer.

Porque há dias em que a vida muda nossos planos apenas para nos lembrar que ainda existem muitas alegrias esperando para acontecer — às vezes numa praia nublada, numa cabaninha improvisada ou num pequeno supermercado de brincadeira.

E, no fim do dia, a gente percebe que não estava apenas quebrando o galho de alguém.

Estava, sem saber, ganhando um presente. ❤️

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Vivendo o curso normal da vida...

No fim de semana, tivemos um daqueles encontros que fazem bem à alma. Estávamos em Areal, reunidos: os Olivieris e aqueles que chegaram aos Olivieris pelo caminho do amor, da amizade, dos casamentos, da vida.

Em determinado momento, meu filho olhou para mim, referindo-se à minha neta, que já está entrando naquela fase entre os dez e os onze anos, e disse:

— Tá vendo, mãe? Olha só... Agora ela não quer mais saber da vovó, não quer mais perder tempo com a vovó nem com o papai. Você ainda prefere se sacrificar para comprar uma bebê reborn nova, o vestido de caipira mais caro?

E eu sorri.

Mas não sorri porque não houvesse verdade no que ele dizia. Sorri porque havia muito mais preocupação naquele comentário do que realmente preocupação comigo. Havia ali a dorzinha de um pai percebendo que a filha está crescendo.

Eu entendo.

Também já estive naquele lugar.

Houve um tempo em que eu era apenas mãe. E, como toda mãe, também acompanhei meus filhos deixando, pouco a pouco, algumas coisas para trás. A infância vai dando lugar a outras vontades, outros interesses, outras companhias. E nós, adultos, às vezes confundimos esse movimento natural com afastamento.

Quando eles preferem os amigos, pensamos que não querem mais estar conosco.

Quando começam a fazer escolhas próprias, sentimos que estamos perdendo espaço.

Quando já não querem brincar como antes, quase perguntamos, em silêncio: “Em que momento você deixou de precisar tanto de mim?”

Mas a maturidade foi me ensinando, especialmente através dos netos, que crescer não é deixar de amar.

É apenas crescer.

É descobrir o mundo para além do colo da mãe, da mão do pai, da brincadeira com a avó.

É começar a fazer escolhas. Ter preferências. Ser seletivo. Querer aquilo que os adultos, muitas vezes, não entendem. Uma bebê reborn. Um vestido de caipira mais bonito. Uma tarde com os amigos. Um mundo que, aos poucos, começa a ser deles.

E nós precisamos aprender a não transformar cada passo de independência em uma sensação de abandono.

Porque talvez não estejamos perdendo espaço.

Talvez estejamos apenas precisando aprender a ocupar um lugar diferente.

Hoje eu entendo que o meu amadurecimento protege os meus netos. Protege-os da culpa de crescer. Da obrigação de permanecerem pequenos para que os adultos não sofram. Uma criança precisa poder mudar, escolher, experimentar, afastar-se um pouquinho e voltar, sem sentir que está machucando quem a ama.

Mas o meu amadurecimento também protege a mim.

Porque, quando compreendemos o curso natural da vida, não enxergamos todas as mudanças como perdas.

Aquela menina que hoje já não quer passar tanto tempo brincando com a vovó não deixou de amar a vovó.

Ela está apenas crescendo.

E o meu filho, naquele instante, talvez ainda estivesse aprendendo a ser pai de uma menina que já não é tão menina.

Eu olhei para ele e sorri porque hoje sei de uma coisa que talvez só o tempo ensine:

Não devemos tentar impedir que eles cresçam para que continuem precisando de nós.

Precisamos crescer junto com eles, para que, mesmo quando não precisarem mais de nós como antes, continuem querendo voltar para nós.

Porque o colo muda.

As conversas mudam.

As brincadeiras mudam.

O tempo junto muda.

Mas o amor...

Ah, o amor não precisa diminuir.

A vida apenas segue o seu curso.

E nós, que amamos, precisamos aprender a acompanhá-la. ❤️


Explicando felicidade...

Um fim de semana para guardar no coração

Este fim de semana foi especial...

Foi encontro com a família. Encontro com Deus. Encontro com a natureza. Foi, acima de tudo, um encontro com aquela parte de nós mesmos que, muitas vezes, a correria da vida acaba deixando esquecida.

Em alguns momentos, eu olhava para mim, para o meu marido, para minha cunhada Maria Augusta e para o meu cunhado Fernando e, por alguns instantes, conseguia enxergar dentro de nós aqueles quatro jovens de quarenta anos atrás. Era impossível não recordar tudo o que vivemos juntos, tudo o que atravessamos, tudo o que o tempo levou e tudo o que, apesar do tempo, permaneceu.

Maria Augusta e Fernando foram padrinhos de um filho meu que hoje está no céu. Eles também conheceram, à sua maneira, a dor de ver um filho daquela família partir. E, ainda assim, este não foi um fim de semana de tristeza. Pelo contrário. Foi um fim de semana de paz, de leveza, de risadas, de memórias e de uma tranquilidade que há muito tempo eu não sentia.

Havia uma vibe boa no ar. Daquelas que a gente não sabe explicar, apenas sente. E eu senti. Senti a presença de Deus, o abraço da natureza e o conforto insubstituível de estar perto de quem faz parte da nossa história.

Espero, de coração, que possamos repetir mais vezes momentos assim. Com o Lourencinho, a Luana, as crianças, com a Paola vindo da Noruega com o marido e os filhos... Que a vida nos conceda mais encontros, mais mesas compartilhadas, mais abraços e mais tempo juntos.

Porque, no fim das contas, eu acredito que a vida só encontra seu verdadeiro sentido quando exercemos o sentido da família.

E talvez seja isso que eu tenha vivido neste fim de semana: a certeza de que, apesar do tempo, das perdas e das mudanças que a vida impõe, ainda existem lugares onde a alma descansa.

E um desses lugares é, sem dúvida, junto da família.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Banheiros Unisex X segurança

Vivemos tempos em que qualquer opinião parece precisar virar guerra. E talvez um dos assuntos mais delicados da atualidade seja justamente a discussão sobre os banheiros femininos e a presença de mulheres trans nesses espaços.

Quero deixar algo muito claro: respeito profundamente quem enfrenta conflitos internos, quem não se identifica com o próprio sexo biológico e busca viver sua verdade da forma mais digna possível. Não acredito que pessoas devam ser humilhadas, perseguidas ou tratadas com crueldade por serem diferentes.

Mas também acredito que mulheres têm o direito de expressar suas preocupações sem serem imediatamente chamadas de preconceituosas.

Como avó de meninas e meninos, eu penso diariamente sobre segurança, privacidade e proteção. O mundo em que vivemos infelizmente está cheio de pessoas mal-intencionadas, oportunistas e predadores que se aproveitam de qualquer brecha para agir. E negar esse medo que muitas mulheres sentem não ajuda o debate — apenas silencia quem também merece ser ouvida.

Minha preocupação nunca foi contra pessoas trans. Minha preocupação é com a segurança feminina em espaços íntimos e vulneráveis, como banheiros, vestiários e locais reservados às mulheres e crianças.

Talvez esteja na hora de buscarmos soluções equilibradas e humanas. Em vez de transformar tudo em confronto, por que não ampliar a existência de banheiros individuais ou espaços unissex para quem se sentir mais confortável? Um ambiente onde ninguém precise se sentir constrangido, ameaçado ou excluído.

Respeitar pessoas trans não deveria significar ignorar as preocupações das mulheres. E defender mulheres também não deveria significar atacar pessoas trans.

A convivência só será possível quando entendermos que ouvir o outro não é concordar com tudo — é reconhecer que todos merecem dignidade, segurança e respeito.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Família, União e Bem-estar!



Viver em família é compreender que o amor se fortalece nos detalhes mais simples: no café compartilhado, nas conversas sem pressa, nas risadas espontâneas e na paz de poder ser quem se é, sem cobranças abusivas, sem disputas silenciosas, sem a necessidade constante de provar valor.

A verdadeira harmonia familiar nasce quando o respeito ocupa o lugar das críticas, quando o acolhimento fala mais alto que os julgamentos e quando cada integrante entende que convivência pacífica também é uma forma profunda de amor.

O maior patrimônio que uma família pode deixar para seus netos não está nos bens materiais, mas nas memórias afetivas construídas ao redor da mesa, nos abraços sinceros, na leveza dos encontros e na certeza de pertencimento. São essas lembranças que atravessam gerações e ensinam, sem palavras, o significado de união.

Nada se compara à alegria de um dia de reunião familiar…

A casa cheia…
As vozes misturadas…
As crianças correndo…
Os adultos recordando histórias…
E o coração agradecendo pela oportunidade de viver momentos que, um dia, serão lembranças preciosas.

Porque, no fim, família saudável é isso:
um lugar onde a alma consegue descansar.

" O texto de hoje foi motivado pelo meu dia de ontem! Sou uma pessoa que ama estar em família! Eu acredito na união familiar e  nada nesse mundo para mim é mais importante  que isso!"

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Entre os risos e o Silêncio


Os últimos quatro dias ainda moram em mim como um sonho do qual não acordei por completo. Estou meio anestesiada, como se o coração ainda não tivesse entendido que já passou.

A casa esteve cheia. Cheia de passos apressados, de risadas soltas, de vozinhas chamando “vó” a todo instante. Dormimos juntos, apertados numa cama de casal que, de alguma forma, parecia imensa — porque cabia amor demais ali dentro.

Acordávamos cedo, não por obrigação, mas por alegria. O dia começava com brincadeiras, comidinhas feitas com carinho, pequenos desejos atendidos como se fossem grandes missões. Cada gesto simples carregava um significado inteiro.

Foram dias maravilhosos. Dias que não pediam nada além de presença.
E então… eles foram embora.
Ontem.

Hoje, a casa amanheceu diferente. Silenciosa demais. Vazia de um jeito que ecoa.
Eu e o avô, sem combinar, saímos correndo para o quintal. Por um instante, tivemos certeza de ter ouvido eles nos chamando. Como se ainda estivessem ali, escondidos em algum canto da casa, esperando a gente aparecer para mais uma brincadeira.

Mas era só saudade.
Uma saudade viva, quase concreta, que ainda brinca de fazer a gente acreditar que o tempo pode voltar alguns passos.
E talvez volte… de outras formas.
Porque o que foi vivido não vai embora.

Fica.
Nos lençóis ainda bagunçados da memória, no cheiro das manhãs compartilhadas, e nesse amor que continua correndo pela casa — mesmo quando tudo parece em silêncio.

quinta-feira, 12 de março de 2026

O sorriso que cura

O sorriso de um neto tem um poder que o mundo adulto esqueceu de medir.
Ele não precisa de explicação, nem de justificativa. Chega simples, leve, quase como um raio de sol atravessando uma janela aberta — e de repente tudo muda dentro da gente.
Há dias em que o coração está cansado. Dias em que a vida pesa com suas notícias duras, suas preocupações silenciosas, seus medos que a maturidade nos ensinou a carregar. E então vem um neto correndo, com os olhos brilhando e um sorriso inteiro no rosto…
E pronto.
Algo dentro da alma se reorganiza.
O sorriso de um neto não é apenas alegria.
É cura.
Cura porque nos devolve ao essencial.
Cura porque nos lembra que a vida continua florescendo, apesar de tudo.
Cura porque naquele instante não existe passado dolorido nem futuro ameaçador — existe apenas o agora, cheio de risadas, abraços apertados e pequenas mãos que seguram as nossas.
Os netos têm esse dom silencioso:
renovar a esperança sem fazer discurso algum.
Quando eles sorriem, parece que o tempo faz uma pausa. A gente se esquece da idade, das preocupações, das marcas da caminhada. O coração volta a ser leve, quase criança outra vez.
Talvez Deus tenha inventado os netos exatamente para isso:
para curar os avós com doses generosas de ternura.
Porque há sorrisos que são apenas sorrisos…
Mas o sorriso de um neto é quase uma oração.
Uma oração viva dizendo, todos os dias:
a vida ainda é bonita.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Meu aniversário em grande estilo... na alegria de estarmos juntos!😍🥰❤️🥂🎂

A alegria de estarmos juntos
Há momentos na vida que parecem simples por fora, mas que por dentro carregam algo quase sagrado.
Dias em que a família se reúne, os amigos chegam, e de repente a vida desacelera para caber dentro de risadas soltas, conversas sem pressa e abraços demorados.
Teve praia…
Teve trilha…
Teve churrasco…
Mas, acima de tudo, teve presença.
Aquela presença inteira, de quem atravessa compromissos, distâncias, cansaços e pequenas batalhas pessoais só para estar ali. Para dividir um pedaço de tempo, de vida, de afeto.
E é nessas horas que a gente percebe que a felicidade, muitas vezes, não faz barulho grandioso.
Ela se esconde em coisas simples: no som das gargalhadas, no cheiro da comida sendo preparada, no olhar cúmplice entre pessoas que se amam.
Hoje meu coração é pura gratidão.
Gratidão a Deus pela oportunidade de viver momentos assim.
Gratidão a cada um que fez seu pequeno ou grande sacrifício para estar aqui.
Foi mágico.
Foi leve.
Foi amor em forma de convivência.
E, no fundo, é disso que a vida é feita:
de encontros que aquecem a alma e nos lembram que, apesar de tudo, vale muito a pena estar juntos.