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sábado, 12 de setembro de 2026

Quando o amor e a família parecem não ter sido suficiente...


Há histórias que chegam até nós pela televisão, pelas redes sociais, pelos jornais... e, antes mesmo de pensarmos nos envolvidos, deveriam nos fazer pensar sobre o ser humano.

Hoje eu me peguei pensando em uma mulher.

Não na mulher pública, não na empresária, não na esposa de alguém que, segundo as notícias, teria construído uma vida paralela cercada de situações que ela talvez jamais imaginasse.

Pensei simplesmente na mulher.

O que passa pela cabeça dela quando as notícias chegam?

Será que ela sabia?

Será que desconfiava e preferiu não enxergar?

Ou será que, como tantas pessoas dentro de uma relação, acreditava que conhecia profundamente aquele homem com quem dividia a vida?

Eu não sei.

E, justamente por não saber, não me sinto no direito de condená-la.

Porque existe uma coisa que pouca gente parece compreender: ser enganado dentro de uma relação também é uma forma de violência emocional.

A pessoa que descobre que o companheiro mantinha uma vida que ela desconhecia não perde apenas a confiança nele.

Ela começa a questionar a própria história.

"Quantas coisas eu não percebi?"

"Quantas vezes ele mentiu olhando nos meus olhos?"

"Quem era, afinal, a pessoa que dormia ao meu lado?"

"E quanto da nossa vida foi verdadeiro?"

Talvez essa seja uma das maiores humilhações que alguém possa experimentar.

Não necessariamente pelo que o outro fez, mas pela sensação de ter sido colocada, sem saber, dentro de uma história da qual não conhecia o roteiro.

E existe ainda uma dor muito particular para uma mulher que está exposta publicamente.

Porque enquanto ela tenta entender o que aconteceu dentro de sua própria casa, milhares de pessoas, que não conhecem sua intimidade, já estão formando opiniões sobre ela.

Alguns dirão que ela sabia.

Outros dirão que não poderia não saber.

Haverá quem a culpe por ter permanecido.

Haverá quem diga que ela foi ingênua.

E talvez ninguém pare para pensar que, naquele momento, ela também pode estar tentando juntar os próprios caquinhos para descobrir onde termina a mentira e começa aquilo que ela acreditava ser a sua vida.

Não sabemos o que ela sabia.

Não sabemos o que ela sentia.

Não sabemos o que acontecia dentro daquela casa.

E talvez essa seja justamente a reflexão que precisamos fazer:

até onde vai a nossa capacidade de julgar a vida de alguém quando conhecemos apenas aquilo que foi exposto?

Eu acredito que o ser humano pode ser ganancioso, ambicioso, apaixonado, dependente, cego...

Mas também acredito que ninguém merece ter sua dignidade transformada em espetáculo.

Há momentos em que o melhor julgamento é simplesmente não julgar.

Porque amanhã pode ser a nossa vez de descobrir que alguém que amávamos não era exatamente quem imaginávamos.

E, quando isso acontece, não existe dinheiro, posição social, poder ou aparência capaz de impedir a pergunta que provavelmente dói mais:

"Como eu não percebi?"

Talvez essa mulher esteja vivendo exatamente esse momento.

E, antes de apontarmos o dedo, talvez devêssemos lembrar que existem dores que não precisam da nossa sentença.

Precisam apenas de silêncio, respeito e humanidade. 😑

“Há escândalos que o público acompanha como notícia, mas alguém precisa acordar no dia seguinte e continuar vivendo dentro deles.”

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Entre os risos e o Silêncio


Os últimos quatro dias ainda moram em mim como um sonho do qual não acordei por completo. Estou meio anestesiada, como se o coração ainda não tivesse entendido que já passou.

A casa esteve cheia. Cheia de passos apressados, de risadas soltas, de vozinhas chamando “vó” a todo instante. Dormimos juntos, apertados numa cama de casal que, de alguma forma, parecia imensa — porque cabia amor demais ali dentro.

Acordávamos cedo, não por obrigação, mas por alegria. O dia começava com brincadeiras, comidinhas feitas com carinho, pequenos desejos atendidos como se fossem grandes missões. Cada gesto simples carregava um significado inteiro.

Foram dias maravilhosos. Dias que não pediam nada além de presença.
E então… eles foram embora.
Ontem.

Hoje, a casa amanheceu diferente. Silenciosa demais. Vazia de um jeito que ecoa.
Eu e o avô, sem combinar, saímos correndo para o quintal. Por um instante, tivemos certeza de ter ouvido eles nos chamando. Como se ainda estivessem ali, escondidos em algum canto da casa, esperando a gente aparecer para mais uma brincadeira.

Mas era só saudade.
Uma saudade viva, quase concreta, que ainda brinca de fazer a gente acreditar que o tempo pode voltar alguns passos.
E talvez volte… de outras formas.
Porque o que foi vivido não vai embora.

Fica.
Nos lençóis ainda bagunçados da memória, no cheiro das manhãs compartilhadas, e nesse amor que continua correndo pela casa — mesmo quando tudo parece em silêncio.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Sexta-feira da Paixão


Sexta-feira da Paixão ✝️

Hoje não é apenas um feriado.
É um convite ao silêncio… à pausa… à reflexão.

É o dia que nos lembra do amor levado até o extremo — um amor que não desiste, que perdoa, que se entrega mesmo diante da dor.

Em meio à correria, às distrações e aos compromissos, fica a pergunta:
o que estamos fazendo desta data?

Talvez não seja sobre deixar de viver o dia,
mas sobre como estamos vivendo.

Um pouco mais de silêncio.
Um pouco mais de presença.
Um pouco mais de empatia.

Que hoje possamos olhar para dentro, reconhecer nossas próprias dores e lembrar: nenhuma cruz é carregada sozinha.

Porque a Sexta-feira nos ensina algo essencial…

a dor não é o fim.

Depois dela, sempre vem a ressurreição 🌿

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta-feira Santa! Temos seguido o exemplo de Jesus?

A Quinta-feira Santa é um daqueles dias que não passam apenas pelo calendário — eles atravessam o coração.

É a noite da mesa simples, do pão repartido, do gesto que se transforma em eternidade. É quando Jesus Cristo, mesmo sabendo de tudo o que viria, escolhe amar até o fim — não com discursos grandiosos, mas com gestos silenciosos, profundos e eternos.

Foi ali, na Última Ceia, que Ele nos deixou mais do que um ritual: deixou presença.

“Enquanto ceavam, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, o partiu e o deu a seus discípulos dizendo:
Tomai e comei, isto é o meu corpo.
Tomando a taça, pronunciou a ação de graças e deu-a, dizendo:
bebei todos dela, porque este é o meu sangue da aliança, que se derrama por todos para o perdão dos pecados.”

Esse momento não fala apenas de fé — fala de entrega.
Fala de alguém que se doa por inteiro, que se faz alimento, que se faz caminho dentro de nós.

A Quinta-feira Santa também nos convida ao silêncio…
à reflexão sobre como temos nos oferecido ao outro.
Se temos sido pão — que alimenta, acolhe, sustenta.
Ou se temos sido ausência — mesmo estando presentes.

E talvez a pergunta mais profunda dessa noite seja simples:
o quanto de amor temos repartido?
Porque, no fim, a mensagem não está apenas no que Ele fez —
mas no que nós fazemos com isso todos os dias.!

quarta-feira, 5 de maio de 2021

O que Deus quer nos dizer?

Mais uma morte para nos impactar! Mais uma oportunidade para olharmos bem dentro de nós e fazermos questionamentos como: o que estou fazendo por mim? O que faço de verdade pelos meus? O que a ciência...a natureza e Deus estão nos acenando?


... é dificil entender...responder quando estamos tão confusos...amedrontados... 


O que enxergo nestes ultimos dias do Paulo Gustavo é que o tempo é de Deus! Que devemos lutar bem antes do mal se instalar para que não tenhamos que enfrentar o medo fragilizados! E acima de tudo: Deus é maravilhoso...Permitiu um sopro de melhora para que o Paulo Gustavo e o Thales se despedissem mostrando um ao outro a força do amor!

Vá com Deus Paulo Gustavo! O medo acabou...procure a Luz no fundo deste túnel! Reencontre os seus e após o sono de recuperação volte a ser Luz em nossas vidas! 

Nossos amores nunca morrem! Só passam a viver em um universo acima de nós!