Ontem foi dia de quebrar o galho do filho e ficar com o neto em casa enquanto ele saía para fazer um serviço.
Sabe aquelas mudanças de planos que chegam de surpresa e modificam completamente o nosso dia? E que, mesmo sem termos sido planejadas, acabam modificando tudo da melhor maneira possível?
Pois foi assim.
De repente, eu e meu marido ganhamos uma manhã na praia com o nosso neto. O dia estava nublado, o friozinho aparecia de vez em quando, mas para uma criança não existe tempo ruim quando existe um parquinho pela frente.
Depois veio o mercado. Depois, a casa. E então vieram as cabaninhas, o supermercado imaginário, as brincadeiras inventadas na hora e tudo aquilo que o lúdico permite quando uma criança está por perto.
Foi um dia cheio. Cheio de função, de movimento, de risadas, de pequenas descobertas e daquela oportunidade maravilhosa de olhar a vida através dos olhos de uma criança.
E querem saber? É cansativo, sim. Principalmente quando o frio chega e a fibromialgia resolve lembrar que mora comigo.
Mas existe uma coisa curiosa: quando o coração está cheio de alegria, quando a alma está ocupada por sentimentos bons, as dores continuam ali, caminhando ao nosso lado... mas parecem perder a força de atrapalhar o caminho.
Elas não desaparecem. Não deixam de doer.
Mas não interferem no prazer.
Porque há dias em que a vida muda nossos planos apenas para nos lembrar que ainda existem muitas alegrias esperando para acontecer — às vezes numa praia nublada, numa cabaninha improvisada ou num pequeno supermercado de brincadeira.
E, no fim do dia, a gente percebe que não estava apenas quebrando o galho de alguém.
Estava, sem saber, ganhando um presente. ❤️
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