terça-feira, 31 de março de 2026

O Caminho da Gratidão

O CAMINHO DA GRATIDÃO 

Entender a espiritualidade como um caminho — e não como um destino — foi o que, aos poucos, me devolveu a mim mesma.

Por muito tempo, vivi presa a expectativas: do que deveria sentir, do que deveria conquistar, de como a vida deveria responder aos meus esforços. Quando vinham as frustrações, elas pareciam maiores do que realmente eram. Quando vinham as alegrias, eu me agarrava a elas com medo de perdê-las. E assim, entre excessos e faltas, fui me perdendo… até me ver dentro de um buraco que levou anos para ser reconhecido — e mais ainda para ser enfrentado.

Foi então que, quase sem perceber, comecei a mudar o olhar.
A espiritualidade deixou de ser uma busca por respostas prontas, por milagres imediatos ou por um estado constante de felicidade. Ela passou a ser companhia. Passou a ser caminho. Um caminho silencioso, muitas vezes lento, mas profundamente transformador.

Aprendi que não preciso viver refém de grandes expectativas para seguir em frente. Que a vida não precisa ser o tempo todo intensa para ser significativa. Que existe uma beleza imensa na constância, na serenidade, no simples fato de continuar caminhando — mesmo quando os passos são pequenos.

A espiritualidade me ensinou a atravessar os dias difíceis sem me desesperar, e a viver os dias bons sem o medo constante de que eles acabem. Me ensinou que tudo passa — mas que eu posso permanecer firme, enraizada em algo maior do que as circunstâncias.

Aquele buraco de anos não desapareceu de uma vez. Não houve um momento mágico de virada. Houve passos. Houve quedas. Houve recomeços. Mas, acima de tudo, houve um caminho… e a decisão de não parar.
Hoje, sigo entendendo que a espiritualidade não me tira da vida — ela me ensina a vivê-la com mais leveza. Sem tantas cobranças. Sem tantos medos. Sem a necessidade de controlar tudo.

É um caminhar mais calmo. Mais consciente. Mais humano.
E, talvez, seja exatamente isso que me salvou.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Fomos nos despindo daquilo que nos fazia grande...


Há um silêncio estranho que se instalou dentro de nós — um silêncio que não é de paz, mas de esquecimento. Esquecimento de quem somos, de onde viemos, do chão que sustenta os nossos passos.

Houve um tempo em que a escola ensinava mais do que letras e números. Ensinava pertencimento. Havia um momento de parar, colocar a mão no peito e cantar o hino com respeito, mesmo sem compreender totalmente o peso de cada palavra. Havia o olhar atento para a bandeira, não como um pedaço de pano, mas como um símbolo vivo de uma história construída com dores, lutas, conquistas e esperança.

Ficar de pé, cantar o hino nacional antes de entrar em sala de aula ou antes de iniciar qualquer evento nunca foi um sacrifício. Sempre foi, antes de tudo, um gesto de respeito. Respeito ao pavilhão que nos representa, ao país que nos acolhe, mas também a todos aqueles que vieram antes de nós — homens e mulheres que, de alguma forma, fizeram seus próprios sacrifícios para que hoje pudéssemos viver a vida que temos.

 É um reconhecimento silencioso de que não começamos do zero, de que somos continuidade de uma história.

Em algum ponto do caminho, fomos deixando isso para trás. Talvez por pressa, talvez por desencanto, talvez por tantas decepções que fizeram o amor pelo país se confundir com a crítica aos seus problemas. E, pouco a pouco, fomos ensinando — mesmo sem perceber — que não valia mais a pena sentir orgulho.

Mas o orgulho de uma pátria não deveria nascer da perfeição. Ele nasce do vínculo. Do reconhecimento de que, apesar das falhas, existe algo que nos une — uma língua, um jeito de sorrir, uma forma única de enfrentar a vida, uma capacidade quase teimosa de recomeçar.

Quando deixamos de ensinar uma criança a respeitar sua bandeira, não estamos apenas abrindo mão de um ritual. Estamos rompendo um elo. Estamos dizendo, ainda que em silêncio, que aquele lugar não merece ser cuidado, não merece ser amado.
E talvez seja aí que começa a maior perda: quando deixamos de nos sentir parte. Porque quem não se sente parte, não protege, não valoriza, não transforma.

Resgatar esse orgulho não é fechar os olhos para os problemas. É justamente o contrário. É olhar para eles com responsabilidade e dizer: “isso também é meu, e eu me importo o suficiente para querer melhor”.

Talvez ainda haja tempo. Tempo de ensinar aos pequenos — e reaprender com eles — que amar um país não é um ato político, é um gesto de pertencimento. É cuidar do que é nosso. É reconhecer que, mesmo imperfeito, é aqui que nossas histórias florescem.
E, quem sabe, ao voltarmos a cantar — não apenas com a voz, mas com o coração — possamos reconstruir, pouco a pouco, esse laço esquecido.

segunda-feira, 23 de março de 2026

A finitude da vida


A notícia do retorno a Pátria Espiritual de dona Mariazinha me impactou demais...

Ela era dessas pessoas que nunca vamos esquecer...

Candida... forte e ao mesmo tempo dócil... agregadora da família... um ser humano incrível!

Nunca vou esquecer do tempo em que trabalhava na prefeitura e que quando as coisas me sufocaram e tiravam do eixo, inventava algo para comprar na papelaria já rezando para ela estar lá... e aí  10 minutos de prosa já acalmavam a mente e o coração! 

Que anjos de Luz e Afinidades a acompanhe em seu retorno ao nosso Verdadeiro Lar!

Que seus filhos e netos tenham o conforto da Virgem Mãe!

E que nosso município nunca se esqueça daquela que sempre será o exemplo personificado do que há de melhor nessa vida: a família!

Até breve... um dia de cada vez... cada dia um pouquinho...até o reencontro!

Paz e Luz a todos!

domingo, 22 de março de 2026

Afinal é entre você e Deus!

Um arrependimento que eu não tenho.

Na minha juventude, eu sonhava em me casar e ter filhos. E assim foi. Conheci o meu príncipe encantado, casei com ele e, dessa união, nasceram dois filhos.

Sou profundamente grata a Deus por esses dois seres que tive o privilégio de gerar e acompanhar.

Não me arrependo de nada — nem do que fiz, nem do que deixei de fazer — para estar presente na trajetória deles, no caminhar pela vida.

Quanto ao Bruno… foram 34 anos vividos com amor, respeito e liberdade. Respeitei meu filho em suas vontades, em seus desejos… e também em tudo aquilo que ele escolheu não ser ou não fazer.

Assim como fiz com o Lourenço.
O aprendizado não foi fácil. Entendi, ao longo do tempo, que cada um tem a sua própria vida… e que respeitar é, muitas vezes, saber até onde podemos ir — e, principalmente, onde devemos parar.

É difícil. Muito difícil.

Mas eles não me pediram para nascer.
Dentro da minha fé, da minha crença na espiritualidade, eu sinto que, um dia, lá em cima, eles me perguntaram se eu aceitaria ser mãe deles… e eu disse sim.

E eu cumpri.

Fiz o que pude. Dei o meu melhor.
E não me arrependo.
Não me arrependo de cada minuto dedicado, de cada escolha feita, de cada renúncia silenciosa.

Porque amar também é isso.

E talvez seja assim com quase todas as mães…

A força que certos líderes despertam dentro de nós...

a força que certos líderes despertam dentro de nós — não apenas pela história que viveram, mas pelo que provocam em nosso próprio espírito.
Ao longo da humanidade, alguns homens marcaram seu tempo não apenas por feitos concretos, mas pela capacidade de tocar consciências. Jesus Cristo trouxe uma mensagem de amor, perdão e transformação interior que atravessa séculos. Mahatma Gandhi mostrou que a firmeza pode caminhar com a não violência. Ayrton Senna, mesmo fora do campo político, inspirou um país inteiro com disciplina, fé e um senso quase espiritual de missão. John F. Kennedy mobilizou uma geração com ideias de coragem e responsabilidade coletiva.

Cada um, à sua maneira, despertou algo que já existia nas pessoas: a capacidade de acreditar, de resistir, de se transformar.

Quando trazemos o pensamento para a atualidade e nos deparamos com a evidente capacidade de liderança de Jair Messias Bolsonaro, entra-se em um campo mais sensível, porque ele é uma figura contemporânea, que desperta sentimentos intensos — de apoio e também de crítica. Isso não diminui o fato de que, para muitos entre os quais me incluo, ele representa valores como coragem, enfrentamento e sacrifício pessoal em nome de uma visão de país e de família, Deus e Liberdade. Para outros, há discordâncias profundas. E essa diversidade de percepções também faz parte da realidade de líderes que marcam épocas.

Mas talvez o ponto mais poderoso do meu texto esteja além de qualquer nome específico.

É a ideia de que líderes carismáticos não criam força — eles revelam a força que já existe dentro das pessoas. todos esses líderes — que citei— apontam para o mesmo lugar:
a capacidade humana de se reconstruir, de se posicionar e de buscar um mundo melhor, mesmo em tempos difíceis.


E nesse ponto, ressalto o poder da FÉ!

Quando pessoas se unem em oração, independentemente de posição política, existe um movimento interno e coletivo de intenção. A oração, para muitos, não muda apenas circunstâncias externas — ela reorganiza o coração, acalma o espírito e fortalece a esperança. E esperança é uma energia transformadora.

Estamos em tempos de joelhos no chão e muita oração... por nós... pelo país... por todos os verdadeiramente oprimidos... pelas vítimas e pelos algozes... 

Há que chegar em breve a bonança... a brisa fresca e suave dos tempos de tranquilidade mas crescimento... em todos os sentidos...

Porque o maior dos líderes carismáticos se doou por nós... a Ele nossa gratidão... ao tempo... nossas orações! 

   E plagiando um mineiro do bem: Domingou bebê! Quem orou fez bem! Que não orou, corre lá que ainda dá tempo!




sexta-feira, 20 de março de 2026

Tem dias que o Brasil pesa...

Foto Depositphotos.

Tem dias em que o Brasil pesa.

Pesa no peito, pesa na consciência, pesa na esperança.

Não é só sobre política — é sobre a sensação de que estamos sendo testados todos os dias…
testados na nossa paciência, na nossa lucidez, na nossa capacidade de continuar acreditando.

A gente vê discursos que prometem cuidar dos mais frágeis,
mas muitas vezes parecem se alimentar da própria fragilidade que dizem combater.

E isso cansa… cansa de um jeito que não aparece, mas corrói por dentro.
O povo não está só dividido — está exausto.
E quando um povo se cansa demais, ele não grita… ele se perde.

E é aqui que eu me pergunto, com o coração apertado, mas com a responsabilidade de quem também faz parte disso tudo:
o que estamos nos permitindo?
Porque seja o que for — bom ou ruim — tudo é consequência do que começa em nós.
Das pequenas concessões. Dos silêncios convenientes. Das escolhas que a gente justifica quando deveria questionar.

Talvez a mudança que tanto exigimos precise, antes, encontrar espaço dentro da gente.
Não como desculpa para o erro do outro… mas como compromisso com aquilo que ainda pode ser diferente.

Eu não quero um país onde a resposta seja mais ódio, mais punição, mais dor.

Eu quero um país onde a responsabilidade exista — de verdade —
mas onde a consciência pese mais do que o castigo.

Porque no fim… se a gente perder a capacidade de sentir pelo outro,
já não importa mais quem venceu.
Todos nós já teremos perdido.”

quinta-feira, 12 de março de 2026

O sorriso que cura

O sorriso de um neto tem um poder que o mundo adulto esqueceu de medir.
Ele não precisa de explicação, nem de justificativa. Chega simples, leve, quase como um raio de sol atravessando uma janela aberta — e de repente tudo muda dentro da gente.
Há dias em que o coração está cansado. Dias em que a vida pesa com suas notícias duras, suas preocupações silenciosas, seus medos que a maturidade nos ensinou a carregar. E então vem um neto correndo, com os olhos brilhando e um sorriso inteiro no rosto…
E pronto.
Algo dentro da alma se reorganiza.
O sorriso de um neto não é apenas alegria.
É cura.
Cura porque nos devolve ao essencial.
Cura porque nos lembra que a vida continua florescendo, apesar de tudo.
Cura porque naquele instante não existe passado dolorido nem futuro ameaçador — existe apenas o agora, cheio de risadas, abraços apertados e pequenas mãos que seguram as nossas.
Os netos têm esse dom silencioso:
renovar a esperança sem fazer discurso algum.
Quando eles sorriem, parece que o tempo faz uma pausa. A gente se esquece da idade, das preocupações, das marcas da caminhada. O coração volta a ser leve, quase criança outra vez.
Talvez Deus tenha inventado os netos exatamente para isso:
para curar os avós com doses generosas de ternura.
Porque há sorrisos que são apenas sorrisos…
Mas o sorriso de um neto é quase uma oração.
Uma oração viva dizendo, todos os dias:
a vida ainda é bonita.

Palavras de quem já foi o filho mais velho...

Ser o filho mais velho, quando ainda se tem pouca idade, é uma dessas tarefas silenciosas que o mundo raramente percebe. É um papel que chega sem aviso, sem manual e sem tempo de preparo. De repente, a infância fica um pouco mais curta — não porque ela desapareça totalmente, mas porque passa a dividir espaço com responsabilidades que parecem grandes demais para ombros ainda pequenos.

O filho mais velho costuma aprender cedo a observar. Observa os pais, suas preocupações, seus cansaços. Observa os irmãos menores, suas necessidades, seus choros, suas alegrias. Muitas vezes torna-se um pequeno mediador da casa, um guardião informal da ordem, alguém que tenta, do seu jeito, ajudar a manter o equilíbrio.

Mas há também um lado invisível nisso tudo. Enquanto aprende a ser forte, esse filho ainda é apenas uma criança. Também sente medo, também quer colo, também gostaria, às vezes, de simplesmente errar sem carregar o peso de dar exemplo.

Ser o mais velho é viver uma espécie de fronteira: um pé na infância e outro em um mundo de expectativas. É aprender cedo sobre cuidado, responsabilidade e renúncia — ainda que ninguém tenha pedido isso explicitamente.

Com o tempo, muitos desses filhos crescem com uma sensibilidade especial. Desenvolvem um olhar atento para o outro, uma maturidade que não veio apenas da idade, mas da experiência de ter aprendido cedo a dividir, proteger e compreender.
Talvez por isso, quando olhamos para trás, percebemos que esses filhos mais velhos foram, em muitos momentos, pequenos pilares dentro de suas famílias. Nem sempre reconhecidos, nem sempre compreendidos, mas quase sempre presentes.

E talvez a maior justiça que possamos fazer seja lembrar: antes de serem fortes, eles também foram apenas crianças tentando fazer o melhor que podiam com o amor que tinham.

E, por fim, esse texto é uma homenagem à minha neta , Nina, que, com bravura, está passando por essa fase.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Meu aniversário em grande estilo... na alegria de estarmos juntos!😍🥰❤️🥂🎂

A alegria de estarmos juntos
Há momentos na vida que parecem simples por fora, mas que por dentro carregam algo quase sagrado.
Dias em que a família se reúne, os amigos chegam, e de repente a vida desacelera para caber dentro de risadas soltas, conversas sem pressa e abraços demorados.
Teve praia…
Teve trilha…
Teve churrasco…
Mas, acima de tudo, teve presença.
Aquela presença inteira, de quem atravessa compromissos, distâncias, cansaços e pequenas batalhas pessoais só para estar ali. Para dividir um pedaço de tempo, de vida, de afeto.
E é nessas horas que a gente percebe que a felicidade, muitas vezes, não faz barulho grandioso.
Ela se esconde em coisas simples: no som das gargalhadas, no cheiro da comida sendo preparada, no olhar cúmplice entre pessoas que se amam.
Hoje meu coração é pura gratidão.
Gratidão a Deus pela oportunidade de viver momentos assim.
Gratidão a cada um que fez seu pequeno ou grande sacrifício para estar aqui.
Foi mágico.
Foi leve.
Foi amor em forma de convivência.
E, no fundo, é disso que a vida é feita:
de encontros que aquecem a alma e nos lembram que, apesar de tudo, vale muito a pena estar juntos.

quinta-feira, 5 de março de 2026

As Mães Também Choram


Há uma mãe chorando pela menina violentada.
Um choro de revolta, de dor, de incredulidade.O tipo de dor que rasga o peito porque nenhuma mãe está preparada para ver a própria filha ferida dessa forma — na dignidade, no corpo, na alma.

Mas, em algum outro lugar, também há outras mães chorando.

Choram de vergonha.

Decepção.

Incredulidade.

Porque descobrir que um filho participou de um ato tão brutal deve ser como olhar para tudo o que se ensinou, tudo o que se sonhou, e sentir o peso esmagador de uma pergunta que não encontra resposta: onde foi que eu falhei?

A maternidade é um território de amor imenso… mas também de uma vulnerabilidade profunda. Criamos filhos tentando ensinar respeito, caráter, humanidade. Tentamos prepará-los para o mundo, mas também tentamos preparar o mundo para recebê-los.
E, ainda assim, o mundo é maior que os nossos braços.

Há uma mãe abraçando uma filha ferida...
E há mães tentando entender como seus filhos puderam ferir alguém.

Nenhuma dessas lágrimas é leve.

Mas que essa tragédia nos lembre de algo essencial: educar meninos para o respeito não é apenas tarefa de uma família. É um compromisso coletivo. Da escola, da sociedade, da cultura que construímos todos os dias.
Porque toda menina merece crescer sem medo.
E toda mãe deveria poder dormir com a certeza de que seu filho jamais será motivo de dor para outra mulher.

Ser mãe é amar com coragem…
mas também carregar o peso permanente da esperança de ter ensinado o caminho certo.