terça-feira, 31 de maio de 2016

A importância de interagirmos...





Minhas amigas e meus amigos, irmãos na dor... Somos todos fruto da misericórdia de Deus! Ele nos ama, mesmo quando nossa tão pueril ignorância nos faz querer acreditar que não. Eu creio piamente nisso! Penso que religião é o nome que escolhemos para dar aos diversos idiomas com que o Grande Senhor conversa conosco. 

E até me atrevo a dizer que alguns destes idiomas são mais difíceis de serem articulados por conta do conhecimento das leis Divinas a serem seguidas. Aqueles que mesmo conhecendo a Lei e suas sanções resolve transgredi-las, sabe o preço a pagar... Eu conheço a Lei e creio nela! Me entristeci com o homem... Me revoltei com as atitudes mas, NUNCA, nunca mesmo me virei contra Deus! 

Hoje, vou aos poucos buscando minha coerência (se é que um dia uma mãe enlutada conseguirá isso), lutando com meus altos e baixos. Ter o compromisso de escrever para vocês... De ajudar a vocês, mostrando que somos todos iguais nesse sofrimento desgraçado, me estimula a continuar... E meu Bruno me incentivou a esse trabalho em uma das psicografias.

Preciso que mães e pais enlutados conversem comigo por aqui... Que me falem de suas dúvidas... De suas angustias... Comentem os tópicos... Nossa união e interação nos faz muito fortes!

AMO VOCÊS!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Filho... Pensando em você!






As músicas me consolam... Ouço-as como quem faz uma oração! Fico em êxtase e por uns momentos é como se estivéssemos juntos. Assim, desse jeitinho, vou me reinventando, um dia de cada vez, entre quedas e levantes, mas sempre crendo que um dia nos reencontraremos!


Como se fossem nossos anjos mandando um recado para nós!


Sobre a Dor e sobre os Filhos, por Khalil Gibran

O poeta libanês Khalil Gibran deixou uma vasta obra na qual se destaca a prosa poética... Uma das obras é o livro "O Profeta", seu livro mais conhecido, onde são descritos ensinamentos que podemos levar pela vida inteira... Boa leitura!

* * *

"[...] Uma mulher falou e disse: 

- "Fala-nos da Dor". 

E ele respondeu:  

- "A vossa dor é o quebrar da concha que envolve a vossa compreensão. Assim como o caroço da fruta tem de fender-se para que o seu coração fique exposto ao sol, também vós deveis conhecer a dor. 

E se conseguísseis maravilhar-vos com os milagres diários da vossa vida, a vossa dor não vos pareceria menos intensa do que a vossa alegria. 

E aceitaríeis as estações do vosso coração, tal como haveis aceite as estações que passam sobre o vossos campos. 

E passaríeis com serenidade os invernos das vossas mágoas. 

Muita da vossa dor é escolhida por vós. É a poção amarga com a qual o médico dentro de vós cura o vosso interior doente. 

Por isso confiai no médico e bebei o seu remédio em silêncio e tranquilidade, pois a sua mão, embora dura e pesada, é guiada pela mão terna do Invisível.

E o cálice que ele vos dá, embora possa queimar os vossos lábios, foi feito com o gesso que o Oleiro umedeceu com as Suas lágrimas sagradas [...]

[...] Depois, uma mulher que trazia uma criança ao colo disse:

- "Fala-nos dos Filhos".

E ele respondeu:

- "Os vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da Vida que anseia por si mesma.

Eles vêm através de vós mas não de vós. E embora estejam convosco não vos pertencem.

Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos, pois eles têm os seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas, pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que vós não podereis visitar, nem em sonhos.

Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós, pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.

Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão lançados.

O Arqueiro vê o sinal no caminho do infinito e Ele com o Seu poder faz com que as Suas flechas partam rápidas e cheguem longe.

Que a vossa inflexão na mão do Arqueiro seja para a alegria, pois assim como Ele ama a flecha que voa,

Ama também o arco que permanece estável [...]".


A morte não é nada...

Tradução do sermão da missa de morte do rei Eduardo VII elaborado por Henry Scott Holland

A autoria do texto é muitas vezes atribuída erroneamenteSanto Agostinho.



A morte não é nada. 
Eu somente passei 
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, 
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome 
que vocês sempre me deram, 
falem comigo 
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo 
no mundo das criaturas, 
eu estou vivendo 
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene 
ou triste, continuem a rir 
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi, 
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo 
o que ela sempre significou, 
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora 
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora 
de suas vistas?

Eu não estou longe, 
apenas estou 
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.


domingo, 29 de maio de 2016

Cardeal encontrará mães que perderam filhos para a violência

A violência urbana nas grandes cidades tem aumentado cada vez mais o número de vítimas. No Rio de Janeiro, essa realidade não é diferente. Por isso, algumas mães se uniram em torno de uma causa em comum: dividir a dor da perda de um filho ou familiar para a violência urbana. Vítimas das mais diversas situações, elas lutam por justiça e pelo direito à vida.

No espírito do Jubileu da Misericórdia, o Cardeal Orani João Tempesta encontrará essas mães para um momento de partilha, no dia 13 de junho, no qual ele escutará as dores e os dramas dessas mulheres, e ao mesmo tempo, levará uma palavra de solidariedade da Igreja e da misericórdia de Deus.


De acordo com o assistente eclesiástico da Comissão Arquidiocesana de Assistência Religiosa ao Adolescente Privado de Liberdade junto ao Centro de Socioeducação Dom Bosco e à Escola Luiz Alves, diácono Roberto José dos Santos, as mães viveram as mais diversas situações e o encontro é uma oportunidade delas receberem o apoio e a solidariedade da Igreja, que é a favor da vida em qualquer circunstância.

Muitas dessas mães perderam filhos em confronto dentro do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), outros assassinados por engano, jovens que desapareceram e que só foram encontrados mortos. O Papa Francisco tem pedido para que a Igreja seja solidária com as pessoas que sofrem, que estão em situação de vulnerabilidade. Essa é uma oportunidade para que o nosso pastor possa ouvir a voz e o drama de tantas mulheres que tiveram a infelicidade de perder os filhos para a violência urbana. A Igreja defende a vida, é solidária com aqueles que sofrem, e que a violência, venha de onde vier, é sempre um atentado que fere o coração de Deus porque a vida é sagrada e deve ser respeitada em todas as circunstâncias”, completou diácono Roberto.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé [Ano XXV(XVI), nº. 954, Edição Semanal nº. 796, De 22 a 28.05.2016, página 7]

Queria ele aqui... Dor de mãe.






Meu filho era meu melhor amigo... Queria ele aqui comigo! 

Como estou exausta e de certa forma debilitada, fico mais vulnerável à tristeza... Coloquei na boca um Rivotril sublingual, mas a noite promete ser longa... Ando revoltada com os noticiários, parece que há uma tendência a inversão de valores no mundo...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Como a música me ajuda...


Sempre gostei de música! Aliás, o Bruno saiu muito a mim! E sempre fui uma mulher de muita crença em Deus! 

Fui criada parte na Igreja Católica, parte na Umbanda e Kardecismo. E creio que uma pessoa que sofre alguma violência na vida se tiver a verdadeira crença em Deus... Se de verdade acreditar no evangelho que professa, embora triste... Magoado... Amputado... 

Sempre terá uma força de Fênix para se reerguer! 

No meu processo de desespero e tentativa de calmaria, as músicas, cânticos, louvores e até mantras muito estão me ajudando... É como se Deus falasse comigo!



Dia dos namorados em 2015... Ah,se eu soubesse!!!





"Como é difícil pensar que não vamos mais vê-lo! Como é difícil não ter mais este sorriso! Essa foi a ultima vez que saímos os três... Um jantar romântico no Marina Porto Itacuruçá para comemorar o Dia dos Namorados! Eu fiquei tão feliz! Só faltou meu terceiro namorado: o Lourencinho! 

Nove dias depois você partiu... Me deixou sem chão... Me mostrou que o Evangelho precisava ser realmente exercitado e não só lido e comentado... Você escolheu sofrer para nos apurar... Você escolheu ir com violência para que nosso "regenerar" fosse realmente digno do paraíso... Você conhecia a Lei de Deus e optou por espalhá-la distribuindo sorrisos, amor e solidariedade... 

Hoje minha vida é saudade... Mas também é amor, solidariedade e gratidão! Se separando de nós, pelo menos visivelmente, você nos uniu! Eu sei que tanto sofrimento não foi em vão!"

E essa saudade, minhas amigas e amigos que acompanham o blog, eu sei que sempre existirá! No entanto, esta minha fé inabalável me ajuda a prosseguir e acreditar no REENCONTRO!            

terça-feira, 24 de maio de 2016

Vivendo a vida como em um elevador... Hoje estou no subsolo!


Hoje, estou deprimida... E engana-se quem acredita que uma mãe viverá uma fase do luto de cada vez sem ter recaídas... 

Aconselho a leitura do livro "A Mariposa Azul" de Andrea Murgel! Esta mãe enlutada, em seu livro nos mostra isso direitinho.  Estou bem gripada e acho que minha imunidade baixa favorece a entrada da crise de depressão... 

Conversar com vocês me faz bem... Me dá sentido a vida!