segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Quantos deuses existem em mim?

Quantos deuses existem em mim?
Às vezes eu me pergunto:
quantos deuses habitam dentro de mim?
Não falo dos de pedra.
Nem dos que moram nos templos.
Falo dos que nasceram nas minhas dores, nas minhas escolhas, nos meus recomeços.

Houve uma deusa menina.
Ingênua, cheia de sonhos, acreditando que o mundo era largo e generoso.
Ela não sabia das tempestades — mas já carregava coragem nos olhos.

Depois veio a deusa mulher.
A que descobriu o amor, que escolheu dividir a vida, que aprendeu que amar é também ceder, crescer, reconstruir expectativas.
A que entendeu que casamento não é conto de fadas — é construção diária.

Então nasceu a deusa mãe.
E essa foi gigante.
Uma força inexplicável tomou conta de mim.
Eu já não vivia só por mim — meu coração batia fora do peito.
Ser mãe me transformou em território sagrado.

Mas também houve a deusa dilacerada.
A que conheceu a dor que não tem nome suficiente.
A que enterrou um pedaço de si e precisou continuar respirando.
A que descobriu que sobreviver é um ato de fé brutal.
Essa deusa não morreu.
Ela se tornou silêncio profundo.
Ela se tornou oração.
Ela se tornou resistência.

Existe ainda a deusa trabalhadora. 
A que entendeu que realização como profissional nem sempre precisa estar ligada a uma grande empresa... mas
A que acorda cedo, que enfrenta o mundo, que luta por dignidade, que insiste em seus objetivos mesmo quando o cansaço pesa.
A que entende que propósito também é uma forma de espiritualidade.

E há a deusa madura.
A que olha para trás sem negar as cicatrizes.
A que já não precisa provar tanto.
A que entende que envelhecer não é perder — é acumular sabedoria.
É aprender a escolher batalhas.
É aprender a escolher paz.

Quantos deuses existem em mim?
Talvez não sejam deuses.
Talvez sejam versões.
Talvez sejam forças que Deus colocou dentro de uma mulher para que ela suportasse ser tantas em uma só.

Hoje eu sei:
eu não sou apenas o que vivi.
Eu sou o que sobrevivi.
Eu sou o que aprendi.
Eu sou o que ainda escolho ser.
E talvez a maior divindade que exista em mim
seja essa capacidade infinita de me reconstruir... e ser Fênix!

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Quando o mundo parece ter perdido o eixo...


Há dias em que parece que o mundo perdeu o seu eixo.
As notícias nos atravessam como lâminas. Pessoas insanas cometem atos que não apenas chocam — ferem a alma. São acontecimentos difíceis de digerir, difíceis de entender, difíceis até de aceitar como parte da realidade.

Perdeu-se a fé.

Perdeu-se o amor à família.

Perdeu-se o respeito à Pátria.

O que antes era valor, hoje parece detalhe.
O que antes era limite, hoje parece exagero.
A ganância se disfarça de inteligência.
O despudoramento se fantasia de liberdade.
O roubo encontra justificativas.
A violência encontra palco.

E o mais doloroso: já não há idade para o sofrimento.
Crianças feridas. Jovens perdidos. Idosos esquecidos...

Isso cansa.

Cansa o coração de quem ainda acredita.
Cansa a alma de quem foi educado para respeitar.
Cansa a esperança de quem não aceita a injustiça como regra.
E então surge aquele sentimento silencioso… de impotência.

Como se estivéssemos pequenos demais diante de tanto desajuste moral.
Mas talvez o mundo não tenha perdido o eixo.
Talvez o eixo esteja sendo testado.

Porque enquanto ainda houver quem se indigne,
quem se entristeça,
quem se recuse a normalizar o absurdo —
ainda há consciência viva.
O mal cresce quando o bem se acomoda.

Mas o bem resiste quando decide permanecer firme.
Não podemos controlar o mundo.
Mas podemos vigiar o nosso caráter.
Não podemos corrigir todas as injustiças.
Mas podemos não participar delas.
E isso já é resistência.

Que o mundo enlouqueça lá fora —
mas que dentro de nós permaneça a lucidez.
Que a fé não seja negociada.
Que a família continue sendo sagrada.
Que a dignidade não tenha preço.
Porque, no fim, não é o barulho da degradação que sustenta o mundo —
é a firmeza silenciosa de quem ainda escolhe o bem.

E assim seguimos.
Um dia de cada vez.
Cada dia um pouquinho.
Até o reencontro.

Nunca esqueçam: "Evoluir também é não aceitar que o erro vire regra.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Saúde começa na terra, mas floresce nas escolhas do coração.”

Dia de Feira Livre: A Beleza da Vida Simples


Tem algo especial no dia de feira livre.
Não é só sobre frutas, verduras ou legumes. 

É sobre o movimento das pessoas, o som das vozes se misturando, o cheiro do coentro fresco, o colorido das bancas que parecem pequenas obras de arte ao ar livre.

A feira é um encontro com a simplicidade.
Ali não há pressa exagerada. Há escolha. Há toque. Há conversa. O feirante chama pelo nome, pergunta da família, oferece um pedaço de fruta para provar. É comércio com afeto. É troca que vai além do dinheiro.

A vida simples mora nesses detalhes.
Mora no saco de papel cheio de laranjas, no cheiro do pastel recém-frito, no caldo de cana espremido na hora. Mora na sacola pesada no braço e no coração leve por saber que estamos levando alimento de verdade para casa.

Vida saudável começa assim.
Começa na escolha consciente.
No alimento mais natural.
Na comida que vem da terra e não da pressa.
Mas vai além do prato.
Vida saudável também é caminhar até a feira.
É sentir o sol da manhã no rosto.
É conversar com gente de verdade.
É ensinar aos filhos e netos que alimento não nasce na prateleira — nasce no cuidado, na plantação, no trabalho honesto de quem cultiva.

A feira nos lembra que não precisamos de muito para sermos felizes.
Precisamos de cor.
De frescor.
De contato humano.
De gratidão pelo que é simples e suficiente.

Num mundo tão acelerado, o dia de feira é quase um convite silencioso: desacelere.
Escolha o natural.
Valorize o pequeno produtor.
Celebre o simples.

Porque, no fim das contas, é na vida simples que a alma respira melhor!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Por que escolhi escrever... um alento para o continuar...



Por que escolhi escrever

Eu escolhi escrever porque há sentimentos que não cabem apenas no silêncio.
Porque a vida, às vezes, pesa — e a palavra escrita me ajuda a respirar.

Escrevo porque minha fé me sustenta, mas também me convida a refletir, a agradecer e a confiar mesmo quando não entendo tudo. Escrever é uma forma de oração: é quando falo com Deus e, ao mesmo tempo, comigo mesma.

Escrevo porque a vida me ensinou sobre amor, alegria e também sobre dor. A perda deixou marcas profundas em mim, mas não me tirou a capacidade de amar, de perdoar e de seguir em frente. Pelo contrário: me ensinou que a superação não é esquecer, e sim continuar com o coração limpo.

Escrevo por causa da minha família — meus filhos, meus netos, minha cachorrinha — que são meu chão, meu colo e minha força diária. Eles me lembram todos os dias que vale a pena continuar acreditando.

Escolhi escrever porque acredito que palavras podem acolher, consolar e iluminar. Talvez alguém chegue até aqui carregando uma dor parecida com a minha, ou apenas buscando um pouco de esperança. Se uma frase fizer companhia, já terá valido a pena.

Este espaço não é sobre perfeição.
É sobre fé, superação e família.
É sobre transformar a dor em amor — um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro!







Altos e baixos...

No outro dia, ouvi uma especialista falando sobre o relacionamento ente país e filhos... ela dizia: filho recebe... não dá... filho passa para frente o que recebe...

Juro que fiquei confusa com a afirmação! 

Como assim filho não dá? 

Eu entendo que filho receba princípios, educação,  oportunidades das mais diversas... valores,  mas creio eu que filho dá  sim: respeito, agradecimento ( uma vez que pais de meia cúbica é o que sobra por aí).

Essa coisa de filhos não terem que retribuir aquilo que receberam graciosamente é o que tem feito do mundo um samba do crioulo doido.

É ótimo que ele perpetue passando a diante o que recebeu dos pais mas é melhor ainda se isso vier acompanhado de uma imensa gratidão pelo zelo... pela preocupação... pela educação...

Tem filho, hoje em dia, que mesmo depois de receber uma vida, uma direcionamento do bem e da conduta, agem como se fossem auto suficiente e o saber tenha caído do céu!

Estamos presenciando uma geração de mal agradecidos, de gente fútil, de mais reprodutores de idiotas da Internet.

O mundo mudou... mudou muito! Ficou permissivo demais... penso que se voltasemos as palmadas e surras de toalha molhada além é claro de limites bem ordenados, o mundo poderia começar a voltar a ter jeito.

“Errar é humano. Permanecer no erro é escolha — e toda escolha tem consequência.”

Não gosto de injustiça.

Ela me inquieta, me tira o sono, me faz refletir sobre o quanto ainda precisamos evoluir como sociedade e como indivíduos.

Acredito, sim, que todos devem responder pelo que fazem. Mas que seja de verdade. Sem manipulações. Sem distorções. Sem interesses escondidos por trás de discursos bonitos. Justiça não pode ser espetáculo, nem instrumento de vingança, tampouco ferramenta de poder. Justiça precisa ser verdade.

Creio, acima de tudo, na justiça de Deus. Aquela que enxerga o que ninguém vê, que conhece as intenções mais profundas do coração, que pesa não apenas os atos, mas também as consciências. Essa justiça é perfeita, soberana e inevitável.

Mas enquanto caminhamos aqui, neste mundo imperfeito, o processo de evolução também exige de nós postura. Exige coragem. Exige obstinação. Precisamos lutar para que as atitudes sejam avaliadas com responsabilidade, investigadas com seriedade, confirmadas de forma apartidária e transparente. Não se trata de perseguir pessoas — trata-se de proteger princípios.

Não podemos aceitar que erros sejam normalizados. Nem que a verdade seja torcida para servir conveniências. A sociedade só amadurece quando aprende que liberdade caminha junto com responsabilidade.

Errar é humano. Permanecer no erro é vício do espírito.

E quando o erro se transforma em hábito, em justificativa constante, em estratégia — ele deixa de ser fragilidade e passa a ser escolha.

Eu não gosto de injustiça.
E não vou aprender a gostar.
Porque acredito que evoluir também é isso: não se calar diante do que está errado, mas defender que tudo seja apurado com honestidade, que cada um responda por seus atos e que a verdade, por mais incômoda que seja, sempre tenha espaço para prevalecer.

"Sem verdade, não existe justiça — apenas conveniência."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Mais um dia surge e com ele um nova oportunidade...

O Caminho de Cada Amanhecer


Todos os dias, a vida nos entrega um caminho.

Às vezes ele parece claro, iluminado, quase convidativo. Outras vezes surge coberto por neblina, exigindo coragem para dar o primeiro passo.

Mas o que quase nunca percebemos é que o caminho não começa lá na frente. Ele começa dentro de nós.

Cada amanhecer é uma nova oportunidade silenciosa. O sol nasce sem fazer alarde, como quem diz: “Recomece.” Não importa o peso de ontem, as lágrimas guardadas, os erros cometidos ou as dores que ainda insistem em latejar. O dia não pergunta o que ficou para trás. Ele simplesmente oferece outra chance.

Caminhar é um ato de fé.
É acreditar que, mesmo sem enxergar todo o trajeto, vale a pena seguir. É confiar que Deus já está adiante, preparando encontros, aprendizados e até curas que ainda não imaginamos. O caminho não é apenas sobre chegar; é sobre quem nos tornamos enquanto seguimos.

Há dias em que caminhamos devagar. E tudo bem. Há dias em que precisamos parar, respirar, reorganizar a alma. E tudo bem também. O importante é não desistir de dar o próximo passo.

Um novo dia é mais do que a troca no calendário. É a oportunidade de escolher diferente, amar melhor, perdoar mais, agradecer mais. É a chance de recomeçar com mais sabedoria e menos pressa.
Se hoje a estrada parecer difícil, lembre-se: você já atravessou caminhos que julgou impossíveis. Você já suportou ventos fortes. Você já encontrou força onde achava que não havia mais nada.

O caminho continua.
E enquanto houver um novo amanhecer, haverá também uma nova esperança.
Que hoje você caminhe com leveza.
Que escolha confiar.
Que permita que o novo floresça.
Porque cada dia é uma porta aberta.
E cada passo é uma declaração silenciosa de coragem.

Sigamos... cada dia um pouquinho... até o reencontro!



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

“Entre fé, superação e família, escolhi viver acreditando que o amor sempre vence. A vida é bela! Só precisamos ter respeito por ela!

O Carnaval chega como um convite à alegria, às cores, à música que pulsa nas ruas e ao riso que aproxima as pessoas. É tempo de celebração, de encontro, de extravasar emoções depois de tantos dias de luta e cansaço. A festa, quando vivida com consciência, pode ser expressão de vida, criatividade e liberdade.

Mas junto com a festa, nasce também a responsabilidade. Proteger a família, cuidar dos nossos, ensinar pelo exemplo que alegria não combina com excesso, violência ou desrespeito. O verdadeiro festejo é aquele que volta para casa inteiro — no corpo, na alma e nos valores.

Vivemos em uma sociedade plural, onde crenças, fé e modos de viver coexistem. Respeitar a fé do outro é um gesto de maturidade e humanidade. O Carnaval não precisa de achincalhe, deboche ou desmerecimento do sagrado para ser intenso.

 A diversão não perde brilho quando escolhe o caminho do respeito; ao contrário, ela se torna mais bonita e mais digna.
Não é a bagunça que define a alegria, mas a leveza. Não é o barulho que mede a felicidade, mas a paz que permanece depois. Celebrar é possível sem ferir, sem invadir, sem ofender. É possível dançar sem pisar nos valores alheios.

Que este Carnaval seja vivido com consciência, cuidado e amor. Que a alegria caminhe de mãos dadas com o respeito, que a liberdade encontre limites no bem comum, e que cada família se sinta protegida, acolhida e em paz — antes, durante e depois da festa.

Porque quando há respeito, a festa passa… mas os valores permanecem. 💛✨

E assim vamos vivendo,  um dia de cada vez...cada dia um pouquinho... até o reencontro!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A saudade vivida mas a certeza de que dei o meu melhor...

O poder de um grito de um filho

País envelhecem... misturam coisas... tornam-se incapazes de continuar a caminhada da vida sozinhos...
E isso é triste...

Filhos,quando adultos, esquecem-se de o quanto precisaram de dedicação.... nós sempre estivemos lá perto deles ,o quanto precisaram de empurrãozinhos emocionais e até financeiros...mesmo quando  nem sempre seguiram em frente com êxitos... nós estivemos lá quando ninguém de fora do círculo familiar esteve.

E nesse esquecimento, vem a impaciência, os gritos, as respostas afiadas  , os abandonos....

Claro que quando os pais possuem um certo bem, entre uma crise e outra vem "a compreensão da idade" pura hipocrisia.

A grande verdade, é  que nós pais nos envergonhamos por vários motivos por essa situação. E a maior vergonha é a de se sentir fracassado.
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