domingo, 5 de abril de 2026

Que este Domingo de Ressurreição renove a nossa fé, fortaleça o nosso coração e nos lembre: a luz sempre vence. Feliz Páscoa!


Jesus ressuscitou!

Jesus Cristo venceu a morte e nos mostrou que, depois dela, há vida.

Há vida no amor… na entrega… na esperança… no reencontro.

Que este Domingo de Ressurreição renove em cada um de nós a fé e a coragem de continuar.

Que ele nos traga não apenas esperança, mas a certeza:
não há calvário que não termine,
não há dor que seja eterna,
não há escuridão sem que, ao fundo, a luz nos espere.

E que essa luz nos encontre… e nos transforme. ✨

sexta-feira, 3 de abril de 2026

No dia de hoje, minha gratidão ao Cristo e a Virgem Mãe - a mulher que me ensinou a caminhar pelo luto por um filho!


Hoje, na Sexta-feira da Paixão, meu coração não contempla apenas a cruz de Cristo… ele revive a minha própria.

Eu, como mãe enlutada, conheço a dor que rasga, que cala, que transforma para sempre. Perder um filho de forma brutal não é apenas dor — é a inversão da vida, é um vazio que não encontra explicação.

E é por isso que, hoje, eu olho para Maria.
A Virgem Mãe não é apenas símbolo de fé… ela é espelho. Ela também viu seu filho sofrer, também enfrentou o impossível, também permaneceu de pé quando tudo dentro dela já havia caído.

Nós, mães enlutadas, somos todas Maria.
Na dor que nos atravessa.
Na ausência que grita.
Na força que não sabemos de onde vem.
E talvez seja nela que encontramos um sopro de sentido… não para entender, mas para continuar.

Hoje, mais do que nunca, eu não celebro — eu sinto.

E no silêncio da minha dor, eu me uno à dela.
Porque só uma mãe sabe.
E Maria sabe.

À todas as minhas amigas irmãs! Somos todas Marias! Amo vocês! Nossa dor nos une e nossa união nos fortalece!

Sexta-feira da Paixão


Sexta-feira da Paixão ✝️

Hoje não é apenas um feriado.
É um convite ao silêncio… à pausa… à reflexão.

É o dia que nos lembra do amor levado até o extremo — um amor que não desiste, que perdoa, que se entrega mesmo diante da dor.

Em meio à correria, às distrações e aos compromissos, fica a pergunta:
o que estamos fazendo desta data?

Talvez não seja sobre deixar de viver o dia,
mas sobre como estamos vivendo.

Um pouco mais de silêncio.
Um pouco mais de presença.
Um pouco mais de empatia.

Que hoje possamos olhar para dentro, reconhecer nossas próprias dores e lembrar: nenhuma cruz é carregada sozinha.

Porque a Sexta-feira nos ensina algo essencial…

a dor não é o fim.

Depois dela, sempre vem a ressurreição 🌿

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta-feira Santa! Temos seguido o exemplo de Jesus?

A Quinta-feira Santa é um daqueles dias que não passam apenas pelo calendário — eles atravessam o coração.

É a noite da mesa simples, do pão repartido, do gesto que se transforma em eternidade. É quando Jesus Cristo, mesmo sabendo de tudo o que viria, escolhe amar até o fim — não com discursos grandiosos, mas com gestos silenciosos, profundos e eternos.

Foi ali, na Última Ceia, que Ele nos deixou mais do que um ritual: deixou presença.

“Enquanto ceavam, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, o partiu e o deu a seus discípulos dizendo:
Tomai e comei, isto é o meu corpo.
Tomando a taça, pronunciou a ação de graças e deu-a, dizendo:
bebei todos dela, porque este é o meu sangue da aliança, que se derrama por todos para o perdão dos pecados.”

Esse momento não fala apenas de fé — fala de entrega.
Fala de alguém que se doa por inteiro, que se faz alimento, que se faz caminho dentro de nós.

A Quinta-feira Santa também nos convida ao silêncio…
à reflexão sobre como temos nos oferecido ao outro.
Se temos sido pão — que alimenta, acolhe, sustenta.
Ou se temos sido ausência — mesmo estando presentes.

E talvez a pergunta mais profunda dessa noite seja simples:
o quanto de amor temos repartido?
Porque, no fim, a mensagem não está apenas no que Ele fez —
mas no que nós fazemos com isso todos os dias.!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

EU ESCREVO PARA QUEM ESQUECEU DE SENTIR...


Eu não escrevo por escrever.

Eu escrevo porque sinto demais.

E, talvez, no meio de tantas palavras que nascem de mim, exista um desejo silencioso:
o de alcançar alguém.

Alguém que também anda apressado demais,
cansado demais,
ocupado demais…
para perceber o que sente.

As pessoas têm vivido na urgência.
Tudo é pra ontem.
Tudo é corrido.
Tudo é superficial.
E, nisso, o essencial vai ficando para depois.
Ou pior… vai sendo esquecido.

Eu escrevo porque acredito que ainda existe algo muito bonito dentro de cada pessoa —
mas que precisa de pausa para aparecer.

Precisa de silêncio.
Precisa de coragem.
Precisa de sentir.

Se, em algum momento, o que eu escrevo fizer alguém parar por um instante…
respirar mais fundo…
se reconhecer em uma palavra…
ou simplesmente permitir-se sentir…
Então, já valeu.

Porque sentir não é fraqueza.

É caminho.

E talvez tudo o que a gente mais precise hoje
seja reaprender a caminhar por dentro.

terça-feira, 31 de março de 2026

A mulher que me tornei...

A mulher que um dia eu fui começou frágil.
Não frágil de delicadeza — mas de medo.
Medo de perder, de desagradar, de não sustentar o amor que acreditava ser tudo.
Vivi por muito tempo tentando caber, tentando manter, tentando segurar o mundo com mãos trêmulas.

Até que, em algum momento, algo dentro de mim despertou.
Descobri uma força que eu não sabia que existia.
Lutei, me posicionei, acreditei — não só por mim, mas também por quem eu amava.

Ali nasceu uma mulher firme. Decidida.
Uma mulher que aprendeu a dizer “não” sem culpa e “sim” com doçura.

Mas a vida… a vida também me atravessou.
E o luto me quebrou.
Não foi uma fragilidade de início — foi ruptura.
Fui uma mulher partida, tentando juntar pedaços que já não encaixavam como antes.
Por muito tempo, me senti apagada… como se existisse apenas em silêncio.

Foram anos.
Anos de tentativa, de dor, de reconstrução.
Anos de psicoterapia, de fé, de busca.
E, pouco a pouco, fui me reencontrando.

Hoje, a mulher que eu sou não é a mesma — e nem poderia ser.
Sou calma. Sou consciente.
Aprendi que família não é prisão — é convivência com respeito, com espaço, com amor leve.

Aprendi, sobretudo, a habitar a mim mesma.
Existe em mim uma paz que não é ausência de dor,
mas presença de entendimento.

E talvez essa seja a maior transformação:
eu não precisei voltar a ser quem eu era —
eu precisei me tornar quem eu sou.


O Caminho da Gratidão

O CAMINHO DA GRATIDÃO 

Entender a espiritualidade como um caminho — e não como um destino — foi o que, aos poucos, me devolveu a mim mesma.

Por muito tempo, vivi presa a expectativas: do que deveria sentir, do que deveria conquistar, de como a vida deveria responder aos meus esforços. Quando vinham as frustrações, elas pareciam maiores do que realmente eram. Quando vinham as alegrias, eu me agarrava a elas com medo de perdê-las. E assim, entre excessos e faltas, fui me perdendo… até me ver dentro de um buraco que levou anos para ser reconhecido — e mais ainda para ser enfrentado.

Foi então que, quase sem perceber, comecei a mudar o olhar.
A espiritualidade deixou de ser uma busca por respostas prontas, por milagres imediatos ou por um estado constante de felicidade. Ela passou a ser companhia. Passou a ser caminho. Um caminho silencioso, muitas vezes lento, mas profundamente transformador.

Aprendi que não preciso viver refém de grandes expectativas para seguir em frente. Que a vida não precisa ser o tempo todo intensa para ser significativa. Que existe uma beleza imensa na constância, na serenidade, no simples fato de continuar caminhando — mesmo quando os passos são pequenos.

A espiritualidade me ensinou a atravessar os dias difíceis sem me desesperar, e a viver os dias bons sem o medo constante de que eles acabem. Me ensinou que tudo passa — mas que eu posso permanecer firme, enraizada em algo maior do que as circunstâncias.

Aquele buraco de anos não desapareceu de uma vez. Não houve um momento mágico de virada. Houve passos. Houve quedas. Houve recomeços. Mas, acima de tudo, houve um caminho… e a decisão de não parar.
Hoje, sigo entendendo que a espiritualidade não me tira da vida — ela me ensina a vivê-la com mais leveza. Sem tantas cobranças. Sem tantos medos. Sem a necessidade de controlar tudo.

É um caminhar mais calmo. Mais consciente. Mais humano.
E, talvez, seja exatamente isso que me salvou.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Fomos nos despindo daquilo que nos fazia grande...


Há um silêncio estranho que se instalou dentro de nós — um silêncio que não é de paz, mas de esquecimento. Esquecimento de quem somos, de onde viemos, do chão que sustenta os nossos passos.

Houve um tempo em que a escola ensinava mais do que letras e números. Ensinava pertencimento. Havia um momento de parar, colocar a mão no peito e cantar o hino com respeito, mesmo sem compreender totalmente o peso de cada palavra. Havia o olhar atento para a bandeira, não como um pedaço de pano, mas como um símbolo vivo de uma história construída com dores, lutas, conquistas e esperança.

Ficar de pé, cantar o hino nacional antes de entrar em sala de aula ou antes de iniciar qualquer evento nunca foi um sacrifício. Sempre foi, antes de tudo, um gesto de respeito. Respeito ao pavilhão que nos representa, ao país que nos acolhe, mas também a todos aqueles que vieram antes de nós — homens e mulheres que, de alguma forma, fizeram seus próprios sacrifícios para que hoje pudéssemos viver a vida que temos.

 É um reconhecimento silencioso de que não começamos do zero, de que somos continuidade de uma história.

Em algum ponto do caminho, fomos deixando isso para trás. Talvez por pressa, talvez por desencanto, talvez por tantas decepções que fizeram o amor pelo país se confundir com a crítica aos seus problemas. E, pouco a pouco, fomos ensinando — mesmo sem perceber — que não valia mais a pena sentir orgulho.

Mas o orgulho de uma pátria não deveria nascer da perfeição. Ele nasce do vínculo. Do reconhecimento de que, apesar das falhas, existe algo que nos une — uma língua, um jeito de sorrir, uma forma única de enfrentar a vida, uma capacidade quase teimosa de recomeçar.

Quando deixamos de ensinar uma criança a respeitar sua bandeira, não estamos apenas abrindo mão de um ritual. Estamos rompendo um elo. Estamos dizendo, ainda que em silêncio, que aquele lugar não merece ser cuidado, não merece ser amado.
E talvez seja aí que começa a maior perda: quando deixamos de nos sentir parte. Porque quem não se sente parte, não protege, não valoriza, não transforma.

Resgatar esse orgulho não é fechar os olhos para os problemas. É justamente o contrário. É olhar para eles com responsabilidade e dizer: “isso também é meu, e eu me importo o suficiente para querer melhor”.

Talvez ainda haja tempo. Tempo de ensinar aos pequenos — e reaprender com eles — que amar um país não é um ato político, é um gesto de pertencimento. É cuidar do que é nosso. É reconhecer que, mesmo imperfeito, é aqui que nossas histórias florescem.
E, quem sabe, ao voltarmos a cantar — não apenas com a voz, mas com o coração — possamos reconstruir, pouco a pouco, esse laço esquecido.

segunda-feira, 23 de março de 2026

A finitude da vida


A notícia do retorno a Pátria Espiritual de dona Mariazinha me impactou demais...

Ela era dessas pessoas que nunca vamos esquecer...

Candida... forte e ao mesmo tempo dócil... agregadora da família... um ser humano incrível!

Nunca vou esquecer do tempo em que trabalhava na prefeitura e que quando as coisas me sufocaram e tiravam do eixo, inventava algo para comprar na papelaria já rezando para ela estar lá... e aí  10 minutos de prosa já acalmavam a mente e o coração! 

Que anjos de Luz e Afinidades a acompanhe em seu retorno ao nosso Verdadeiro Lar!

Que seus filhos e netos tenham o conforto da Virgem Mãe!

E que nosso município nunca se esqueça daquela que sempre será o exemplo personificado do que há de melhor nessa vida: a família!

Até breve... um dia de cada vez... cada dia um pouquinho...até o reencontro!

Paz e Luz a todos!

domingo, 22 de março de 2026

Afinal é entre você e Deus!

Um arrependimento que eu não tenho.

Na minha juventude, eu sonhava em me casar e ter filhos. E assim foi. Conheci o meu príncipe encantado, casei com ele e, dessa união, nasceram dois filhos.

Sou profundamente grata a Deus por esses dois seres que tive o privilégio de gerar e acompanhar.

Não me arrependo de nada — nem do que fiz, nem do que deixei de fazer — para estar presente na trajetória deles, no caminhar pela vida.

Quanto ao Bruno… foram 34 anos vividos com amor, respeito e liberdade. Respeitei meu filho em suas vontades, em seus desejos… e também em tudo aquilo que ele escolheu não ser ou não fazer.

Assim como fiz com o Lourenço.
O aprendizado não foi fácil. Entendi, ao longo do tempo, que cada um tem a sua própria vida… e que respeitar é, muitas vezes, saber até onde podemos ir — e, principalmente, onde devemos parar.

É difícil. Muito difícil.

Mas eles não me pediram para nascer.
Dentro da minha fé, da minha crença na espiritualidade, eu sinto que, um dia, lá em cima, eles me perguntaram se eu aceitaria ser mãe deles… e eu disse sim.

E eu cumpri.

Fiz o que pude. Dei o meu melhor.
E não me arrependo.
Não me arrependo de cada minuto dedicado, de cada escolha feita, de cada renúncia silenciosa.

Porque amar também é isso.

E talvez seja assim com quase todas as mães…