quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Cumprindo metas...tentando ser mais forte e determinada que a herança genética e matando a saudade do meu anjo.

Hoje fui ver o mar...orar e permitir desaguar todo esse sentimento de angustia, medo e dor desses últimos dias...fui tão disfarçada que passei por desapercebida.

Ao passar por esse pedaço da praia uma emoção tomou conta de mim quando olhei para o mar.
Lembrei de você, Bruno Olivieri meu anjo amado, remando...fazendo sup... e eu ali, feliz por ser sua mãe, fazendo fotinhos suas...

Orei por nós...por nosso equilíbrio e aceitação... orei por nossa evolução e te prometi que será sempre assim: um dia de cada vez...cada dia um pouquinho...até o reencontro!


Mas ontem foi mais um dia de exames com contrastes...exame cansativo...muito desgaste emocional e um enjoo insuportável ao chegar em casa.

Venci mais esse dia... estou buscando uma qualidade de vida que infelizmente não era muito a minha praia nos tempos de outrora...

Hoje eu talvez não deveria ter insistido em caminhar um pouquinho na praia...mas eu precisava do mar...sentir meu filho...meu companheiro perto de mim...da força energética de minha mãe Iemanjá...

Eu fui...me impus não desistir da minha programação...e vou me policiar por fazer disto uma rotina...mais que um remédio um prazer!

Eu agradeço a Deus, aos médicos, aos meus filhos anjo e encarnado que tanto me incentivam...cada um a sua maneira... e aos conselhos de um amigo virtual: doutor Doc... graças a ele, estou em busca da minha melhor versão!

sábado, 12 de setembro de 2020

Em busca da minha #melhorversão... buscando qualidade de vida! 👵🏻🏃‍♀️💪😍🙏

Desde que entrei naquela emergência no penultimo dia do azarento mês de agosto eu prometi a mim mesmo e as minhas três Marias que buscaria vencer a preguiça, aprofundaria meus hábitos alimentares e procuraria uma imersão no meu Eu Interior... 

Entendo que toda mudança... toda quebra de paradigmas não é processo fácil principalmente se já temos uma vida baseada em certos costumes. É bem difícil porque não se trata de vencer ou convencer o outro...o exercício é de nós para nós... e aí demanda: disciplina...objetivo...foco...determinação!

Eu não quero morrer! 🤔🙄😒 não quero descer do trem por descer...achando que desisti de mim! 

Eu quero e vou conseguir, neste bônus vida concedido, buscar o meu melhor! Lutar por mim! Viver por mim!

Uns dirão: pensamento egoísta que não combina com sua nova fase zen...🤗😇👳‍♀️. Combina sim! Sabem porque? Buscar minha melhor versão significa ter em fisico, mente e espírito alguém mais inteiro...menos divido em emoções e sentimentos que só apagam o meu brilho interior!

E, naquele CTI, coberta pelo medo e sensação de abandono, eu descobri que não posso viver a caminhada de ninguém por mais que este alguém seja amado e muito caro a mim como ser encarnado e energia.

Descobri, que permitir os tombos, as surpresas ruins, as decepções fazem parte do crescimento espiritual de cada um...e que somente a solidão das decisões nos permitem a evolução...isso porque crescer demanda livre arbítrio e cada um escolhe o que é bom ou ruim para si.

Estou praticando o Ho'Oponopomo diariamente... por enquanto, caminho três vezes por dia em volta do terreno umas trinta voltas por vez. Procuro alimentar este corpo a mim emprestado com bons nutrientes, suplemento com vitaminas e não deixo de tomar os medicamentos orientados pelos cardiologistas.

Estou procurando um caminho... quero acertar... evitarei de toda forma não me distrair e errar a rota.

E se eu, de alguma forma nesta vida ou nas tantas outras te prejudiquei, te magoei ou feri:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Muito obrigada!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Continuando a aprender com as lições do carcere privado promovido pelo Covid.

Estou em casa faz quatro dias e meio... logo no primeiro dia vi ou melhor, recebi a notícia de dois desencarnes pelo COVID de conhecidos e no dia seguinte de mais dois.

Uma das notícias foi da passagem da amiga Dirce por complicações pós COVID bem ao estilo das que tive.

Eu sobrevivi!!! Fui muito bem acompanhada pela equipe do Barra D'Or e por um motivo que nos foge ao controle ou discernimento, recebi um bônus vida! 

Sou grata por isso! Mas sabem? Não consigo parar de pensar na Dirce, na sua família  e me perder em tantos por quês...

Duas mulheres que sempre militaram na educação, cultura e política... Duas mulheres que viveram dores angustiantes promovidas pela injustiça... Duas lutadoras... E olhem que eu estava bem parada desde a morte do Bruno.

Que mistérios são estes que fazem uma seleção de quem deve ou não sair do trem?

Será mesmo que alguns de nós precisa mostrar a humanidade alguma lição ou fundamento que nem nós temos a real consciência?

Não sei... nem sei direito como era a Dirce "eu sou"...

Sei que sou alguém em busca de evolução...de reformulação...alguém que busca incansavelmente a Iluminação não só para si mas para o mundo. Sou alguém que não teme ou pragueja as pedras do caminho... venho procurando recebe-las, agradecer por elas e procurado, mesmo diante da minha fragilidade de encarnada, transformá-las em algo que me permita dignidade no caminhar.

Hoje, mesmo triste, sou Gratidão 🙏! E também sou empatia pois solidarizo-me aos amigos e familiares da minha amiga Dirce e dos outros que precisaram descer naquela estação. 

Com a passagem do Bruno descobri, não em pouco tempo, que embora a vida terrena seja só um instante, a energia que somos é eterna!

Dito isto, desejo que todos descubram o amor que mora dentro de si e que sejamos boas energias sempre! 

NAMASTÊ!

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Memórias de um cárcere privado...( imposições e lições dessa pandemia)..

Escrito dia 02/09...
Hoje completam 4 dias que estou no Barra D'Or. Cheguei aqui dia 30/08 preocupada com uma tosse seca e uma pressão no abdômen tipo feita por um espartilho e fui internada para investigação e consequências do COVID e possíveis problemas nas coronárias. 

Tudo é muito angustiante... o medo no CTI de COVID e a empatia e solidariedade que gritam em mim acabaram me colocando em um conflito desconcertante a partir daquele domingo.

A transferência para o CTI de Doenças Coronarianas ou sei lá como denomina aquele espaço deixaram uma preocupação acomodada mas trouxeram-me o incomodo dos exames com contrastes.

Venho buscando desde o desencarne do Bruno meu ponto de equilíbrio emocional e quase impossível  uma vez que, parte das pessoas que convivem comigo, por defesa emocional delas, negação ou sei lá o que, insistem em querer provar que sou doida, descompensada. 

Na minha busca por qualidade física, procurei faz um ano mudar certos hábitos alimentares e tive como inspiração meu filho Lourenço que vive pesquisando e seguindo virtualmente vários estudos científicos e influenciadores de uma vida mais saudável. Infelizmente, só não consigo deixar de ser preguiçosa para exercícios físicos em academias ou aerobicos como caminhar na praia. Não que eu não seja ativa. Faço tudo na minha casa que são dois andares e um quintal de responsa. Às vezes penso até que tenho TOC. Estou sempre tentando tentar deixar as coisas organizadas...menos a minha vida. E isso é facilmente percebido pelo meu guarda-roupas. E como escrever aqui no hospital foi a terapia que escolhi fazer, analisando isso agora sob o olhar do medo, da proximidade do fim da escadaria, quando voltar para casa e me recuperar mais vou arumar as gavetas...pendurar algumas roupas e me desprender daquilo que não preciso. O excesso só nos atrapalha...nos prende ao que não é essencial.

Eu sempre me dei bem com a solidão... aliás, ela nunca foi uma imposição na minha vida, ao contrário, somos grandes amigas e a sinto como uma parceira e boa conselheira para a minha caminhada em busca da evolução! E aqui, nesse lugar em que muitos se sentem encarceirados, angustiados e terrivelmente amedrontados procurei fazer da solidão um aliado. Estou relembrando das grandes mulheres da história e cultura que sempre me inspiraram: Frida Kallo, Anita Garibaldi, Olga Benário e a doce e inspirada senhorinha poetisa Cora Coralina! 

As três primeiras me inspiram por seu espírito de guerreiras, mulheres apaixonadas tanto por seus homens quanto por suas causas.

Frida para mim é um dos maiores exemplos de superação. Uma mulher além da sua época...excêntrica, despudorada, destemida e alguém que não permitiu que as limitações físicas a freassem em sua maneira de enxergar a vida. Enfrentou o medo... as terríveis dores do físico e do emocional quando viu seu sonho da maternidade ser retirado nesta encarnação ... ( Frida foi vítima de um acidente de bonde). Ela não sucumbiu...usou a arte como manifestação de seus sentimentos e registrou em cores e formas, nas telas, tudo que sua visão de vanguarda permitia. Foi apaixonada por um artista como ela...um doido...promíscuo...um liberal despreocupado com os sentimentos alheios...um revolucionário sem freios. E ela o amou como ele era. Assim como nunca deixou de amar suas próprias vontades e sua postura de " faço aquilo que me deixa feliz"  Não somos parecidas nesse comportamento em particular! Não sou despudorada! Rs... nem tenho mais idade para isso...mas, como ela, amo de certa forma, minha liberdade! E mesmo parecendo que vivo presa a família e certas lembranças, de alguma maneira, sou eu que sempre decido o que quero ser.

De todas elas, das quatro mulheres, sou muito Anita Garibaldi e um tanto Cora Coralina. Como Cora, me permiti, embora tardiamente na cronologia da vida, me expressar literalmente. Como ela, embora eu não tenha escolhido certas situações, eu decido vencê-las!

Como Anita, sou uma mulher de causas...uma defensora destemida dos meus amores...principalmente da minha família.  Uso das armas que disponho para defender aquilo que acredito. E vou sem medo... luto por elas...

Como Olga, sou resistência...sou fortaleza buscando vencer os " carceres" impostos na caminhada pela evolução !

Voltando aos episodios deste carcere privado promovido pelo COVID 19, sinto-me constrangida pelo descontrole emocional por ocasião do segundo exame com contraste por iodo. Foi osso! E o foi tanto para mim quanto para o médico e enfermeiro que me acompanhavam. Putz.. não calei a matraca! Estava muito fragilizada...desestabilizada... estava perdendo meu eixo e quase tive outra crise grave de pânico  

Perdi a conta dos eletros, dos ecos, exames de sangue, angios e injeções na barriga. Sabem quando a gente se sente um peixe fora d'água? Sabem quando a gente se pergunta: o que estou fazendo aqui? Então, meus últimos quatro dias foram assim...uma dúvida  cruel entre a "desconfiança " se sou mais um peão na ajuda de quebras de metas ou uma herdeira dos problemas cardiológicos da minha mãe.  Caraca...e se eu for, puxa vida...que meleca! 😑😏🙄

Hoje, dois médicos que me atenderam me esclareceram mais sobre os problemas e sim, há uma grande possibilidade de herança genética e um beijo apaixonado pelo COVID em meu músculo cardíaco.  Em se concretizando o diagnóstico, vou fazer o que puder para vencer a herança! Lembram da Cora Coralina? Então... decido viver! Eu decido ter dignidade física, emocional e espiritual. E nesse caminho do espiritual...dos "toques" de Deus, estou vendo esta estada neste hospital não como um castigo...como um puxão de orelhas mas como uma oportunidade de reflexão...de apurar o olhar...de exercitar minha fé e minhas eternas companheiras: senhoras resiliência e empatia.

Tenho conversado bastante com minhas três Marias... com as Nossa Senhoras de Fátima, Conceição e Aparecida. Tenho entregue a elas todo meu medo e minha insegurança e graças a Deus e a Elas vou me fortalecendo e me amparando na minha FÉ! E nesse viés, procuro buscar a lembrança dos meus três anjos: meu Bruno, minha mãe e minha sogra. À eles peço sempre orações e emanações de boas energias. Eu nunca peço que me tirem do que preciso passar mas que me inspirem coragem   para enfrentar com dignidade  aquilo que acredito ter escolhido trilhar.

Ah.... como está sendo bom escrever...fazer como disse Vander Lee : " morar no interior do meu interior!" Aliás , cantarolar Vander Lee em duas de suas músicas tem sido uma das distrações...do meu desabafo. Amo: " Onde Deus possa me ouvir e Esperando aviões!" E aí quando canto o verso... cada dia que passa sem tua presença sou um presidiário cumprindo sentença...eu penso que é assim que uma mãe enlutada se sente mas sei que hoje, depois desses cinco anos sem que a presenca fisica do meu Bruno exista e a saudade seja uma companheira dedicada me fazendo prisioneira das lembranças, são essas mesmas lembranças que me ajudam a perceber o quanto esses trinta e quatro anos permitidos foram muito bons! 

Aff!!! 14:40''... faltam exatos oitenta minutos para tirar esse abençoado Holter!!!!! Vocês sabem a força de um banho? A água caindo na cabeça, lavando seu corpo e permitindo que nossas lágrimas caiam sem que estejamos vulneráveis a curiosidade alheia?  Preciso desse banho! E junto a ele preciso da força da mente em plasmar rosas brancas caindo com a água e revigorando todo meu ser.

Falei com meus Lourenços ainda pouco...são idênticos! Vou orar por eles e depois beber um copo com água! Jesus entende e Perdoa!

Hoje 03/09 recebi da doutora Monik Cardoso um livro de presente: Relatos de um amor".  Ela foi a médica que me acompanhou na semi intensiva. Conversamos muito... como médica/paciente, como mães e como kardecistas... Ela entendeu minhas necessidades... Tê-la nestes dias foi um presente!  Hoje ela disse que vou embora...e que agora é só conversar com o cardio e não relaxar relaxar com as condutas médicas a partir de agora.

Pai...o Senhor sabe o quanto já rezava pelos profissionais da saúde mas a partir desta minha estada no Barra D'Or, neste meu carcere privado promovido pelo COVID 19 e coração, reforço o meu pedido de Luz, misericórdia e proteção a esses guerreiros! 

E de tudo fica a lição: nem todos somos iguais, o respeito pelas pessoas deve ser maior que nossa arrogância e a Fé seja ela da forma que for deve ser nossa melhor amiga!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Vander Lee - Onde Deus possa me ouvir




Essa letra é linda! Não consigo ouvi-la sem me levar até meu filho Bruno... Acho que no fundo...no fundo...essa musica nos representa... Ele...quando encarnado...talvez a cantasse baixinho...para si mesmo... no interior do seu interior, pensando em um amor que o deixou e foi para longe... Eu, porque tenho e sempre tive esse amor incondicional...esse amor que parece que sabia que tão logo o perderia... Sinto falta de nossas noites de viola enluarada... de nossos fim de semanas de trance, e outros ritmos eletrônicos que não sei falar...

Estou aqui, onde o vi crescer em meu ventre...onde senti seus primeiros chutes...onde aprendi a ser mãe!

Estar aqui, só faz apertar a saudade! Penso que estar aqui é como manusear mais forte na manete  e fazer com que o trem chegue mais rápido na minha estação! Mas...não consigo ir embora e deixar meu marido sozinho... Eu sempre fui assim...sempre me preocupei mais com eles do que comigo... Penso que esse foi o acordo... Talvez eu os tenha negligenciado em alguma vida... 

Só que eu não vou desistir! Mesmo daqui, vou pela internet fazendo os acolhimentos e dando meu abraço fraterno aqueles que como eu articulam um idioma que poucos sabem articular: o da saudade por um filho desencarnado!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Aviso

Meninas, tenho no Facebook, uma página cujo nome é: Mães da Violência e Esquecidas - MEVE.

PROCUREM SER ADD...PROCUREM MÃES DA VIOLÊNCIA...VAMOS DISCUTIR O PORQUE QUEM NOS DEVERIA AJUDAR NOS ESQUECE? NOSSOS GUERREIROS ESTAO SENDO ABATIDOS SEM DIREITO A UMA DEFEDA DIGNA!

Essa é a cara de uma mae coragem!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Tentando ser Lótus! As mensagens vem fluindo... estarei louca?



Como vão, minhas amigas e amigos?
Eu tenho andado muito oscilante entre a alegria estar em casa junto com meu marido, a saudade do Lourencinho e da Nina e essa coisa horrível que insiste em machucar o peito quando se devolve um filho.

Venho lendo tudo que posso e consigo já que estou em Muriqui tentando arrumar/desarrumar a casa.

Oro, como sempre fiz, todos os dias, ouço mantras, faço uso do Rivotril e mesmo assim estou cabisbaixa, como sempre digo com teto baixo para vôos!

Tenho chorado de saudade do meu Bruno Bolinha...do meu doutor...do meu rabugento pueril... Do seu silêncio inquietante e das vezes que nos colocava para ouvir aquele tuncs tunc do inferno!

Nesses dias, depois de ouvir vários mantras xamãs, e chorar de saudade, senti o cheiro dele no quarto... Parecia que ele estava acabando de se arrumar para sair para alguma audiência... Ouvi a voz dele na minha cabeça: " pega um bloco e um lápis... não serve caneta!"

Eu peguei! Desconfiada da minha sanidade, comecei a escrever o que vinha na minha cabeça...

  Mãe
Estou com muita saudade, so que o tempo aqui é muito usado em aprendizado.
Eu te amo! Me perdoa às vezes que espera uma cartinha e ela não chega. Eu sei que doi seu peito, mas sei também que sabe que estou com você!
Nunca vou te deixar! Não existe morte que finde o que Deus permitiu!
Sei que está querendo reagir e mudar de vida. Eu te apoio! E entendo a preocupação do Lou. Mas o que ele não sabe e que cuidar de você sempre foi uma obrigação minha! Vou continuar a faze-lo mesmo de outro plano.

Lou, diminua o ritmo, a Nina precisa de presença! Não queira abracar o mundo! VIVA! O que você esta desejando, será seu...em pouco tempo!E quem sabe assim todos mudarão de lugar?
Aceite a opinião dos que já viveram um pouco mais!

Não esconda ou reprimida suas emoções!


Pai, faça o que te fizer bem! Você se sacrificou uma vida por isso! Fazer o quê acha certo! Não importa que as pessoas não compreendam ou critiquem! Você fez por onde, usufrua como quiser!


Me perdoem a dor que causei! 

Amo a todos!

Tenho muita saudade da minha pimentinha! 

Que a Paz e a Luz da Força Divina estejam com vcs!

Ah... mãe! Você estava certa! Mas o silêncio é ouro!

Bruno Olivieri"


E eu, mesmo emocionada e agradecida, acho que enlouqueci!




quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Ditadura do medo fazendo mais vítimas



 Mais uma mãe vítima da Violência... Só que essa não suportou ver o corpo do filho que jazia inerte no chão e foi a óbito também!

Quantos ainda terão que morrer meu Deus?

O que dizer a essa família duplamente vitimada por ditadores do medo e violência? Por bandidos protegidos por tantos outros bandidos que usam terno e gravata?

Hoje, todas nós, famílias Enlutadas pela violência, estamos de lutos! Hoje todos choramos essa situação que parece não ter fim!

Não consigo escrever mais...estou chocada!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Clarinha um ser de Luz que nos ilumina e fortalece


Às vezes, temos a falsa impressão que violência seja apenas aquela forma de  agressão de violentar um desconhecido ou não . O caso da Clarinha, nos mostra com muita tristeza a violência emocional  que o povo está passando por falta de equipamentos médicos, médicos qualificados, exames corretos e de celeridade , e o mais grave, quando o óbito se torna inevitável, um laudo plausível deste falido e nojento IML.
Aqui, minha irmã em dor, conta seu calvário sofrido com sua linda e jovem Clarinha.



..." Continuando na passarela de Irajá ela levou o segundo tombo é rimos novamente
 Fomos pra casa da minha irmã isso era um domingo e na segunda feira ela já estava arrastando a perna direita e assim foi acontecendo dia após dia ela foi paralisando, fomos várias vezes ao medico mas sempre a mesma resposta é depressão. Chamei Samu várias vezes e dizia q não podiam ir pq ela estava bem e respirando, levamos 9 dias nisso e ela só foi internada por insistência da psicóloga dela q foi na UPA de Madureira comigo e alegou q ela poderia estar com meningite. Eles só a aceitaram por isso. Chegamos a ir de ambulância no hospital dos servidores mas deu negativo para meningite. Clara passou a noite tranquila pois já não tinha mais muita força, Nao sentia dores mas definhava a cada instante. Ela acordou cedo não quis comer, já não queria água e só me olhava com um olhar triste. Meia hora antes de partir ela me chamou e me confessou q meu cunhado tinha dito a ela q ela nunca mais andaria e que eu tinha q lutar e ter a minha dignidade. Meia hora depois ela segurou minha mão e me disse "eu te amo mãe " e ali ela partiu. Aí começa meu segundo pesadelo como interra-la pois o IML estava em greve e não poderia ter autópsia e o hospital não queria liberar o corpo. Meu irmão teve q ir com a polícia e aí sim conseguiu o atestado e liberação do corpo. Já no velório meu terceiro pesadelo não tinha vaga no cemitério e eu tinha que tomar uma decisão, ou trocava de cemitério ou enterrava no dia seguinte. Eu optei por trocar de cemitério e enfim consegui sepultar o corpo de minha filha. Hoje  sei que ela está liberta e eu aqui tentando recuperar a minha dignidade como ela me pediu.

  Desculpe a história longa é que a Márcia tinha me pedido pra contar a história.
  Sou, assim como minha filha e família, vítima de uma saúde e instituição sucateadas e do descaso e despreparo dos médicos e governantes na área da saúde!


O que dizer a está irmã? Primeiro: voce não está esquecida! Queremos o laudo da Clarinha!
Umas das doenças que poderiam ser pesquisadas, visto ser uma das sequelas da Dengue, teria sido a Síndrome de Guillain Barret... No entanto, infelizmente, vemos com mita tristeza que alguns médicos não estão preparados para concluírem o diagnóstico... que em alguns casos pode ter tratamento e cura! Encontrei na Net, uma explicação sobre a Sindrome...

 https://www.mdsaude.com/2008/12/o-que-sndrome-de-guillain-barr.html
Copiem o link e cole no cursor....

Vamos exigir que respostas sejam dadas!
Juntas somos fortes e lutaremos uma pelas outras!
Amamos vc!

E junho chegou: com suas emoções dúbias!



                                         Mães Enlutadas pela Violência e Esquecidas 



Bom dia, meninas! Junho chegou e com ele as duas maiores emoções da minha vida: trouxe ao mundo meu caçula, o Lourencinho,pai da Nina, no dia 22 e devolvi , de maneira trágica e violenta, meu primogênito no dia 21. Lourencinho passou a noite do dia 21 procurando o irmão e no dia do aniversário entre delegacia e IML. Estive pensando sobre isso... Continuo grata a Deus pelo dom da maternidade e da FÉ!
Coloquei no mundo dois seres lindos, que receberam e assimilaram  muito bem a educação que eu e o pai demos a eles... E, qdo chegou o momento da partida programada pelo Bruno lá no Universo Paralelo, o Lourencinho, segurou as pontas conosco...mesmo depois de receber o pior presente de aniversário de sua vida. 
Nós nunca nos revoltamos contra Deus e a espiritualidade amiga... Nossa mágoa foi contra um sistema de segurança que atua de acordo com o peso da mídia...que condena antes do devido processo legal, vítimas como culpadas por sua própria morte! 
E é sobre essa dor, essa mágoa e o que podemos fazer com ela tanto juricamente quanto psicologicamente, que a partir da criação deste grupo e da página do Facebook que conversaremos sempre!
Aqui, cada um vai expor sua dor é sua opinião como quiser... Claro que sempre respeitando os outros...
Nunca poderemos esquecer que o objetivo maior é ter visibilidade é isso eu garanto a vcs que vcs terão!