domingo, 7 de junho de 2026

“Pequenos Instantes, Eternas Memórias”


Tem dias que estamos meio lusco fusco... meio partida... Talvez cansada... Talvez desanimada... mas aí a gente lembra do que nos faz sorrir... a FAMÍLIA!

Família não é fotografia perfeita.
É riso atravessado no meio do caos.
É criança interrompendo conversa.
É alguém fazendo sinal de paz enquanto o outro tenta organizar a bagunça da vida.
É o colo improvisado.
É o abraço apertado antes mesmo da foto acontecer.

O tempo passa depressa demais.
Os bebês crescem.
As crianças mudam a voz.
Os adultos carregam marcas que antes não existiam.

Mas existem imagens que conseguem guardar aquilo que o coração não quer perder: o amor simples.

A felicidade quase nunca chega anunciada.
Ela aparece assim…
num churrasco qualquer,
num domingo comum,
num sorriso sem pose,
num braço em volta do outro como quem diz silenciosamente:
“eu estou aqui.”

Talvez a vida seja exatamente isso:
colecionar pequenos instantes que, no futuro, terão tamanho de eternidade.

E quando tudo passar…
serão essas memórias que continuarão abraçando a gente por dentro.



sábado, 6 de junho de 2026

Quem ama não mata... nem se omite!



Há violências que não começam no primeiro tapa. Elas começam no silêncio. Na omissão. Na desculpa repetida. No medo que paralisa. Na dependência emocional que cega. Na alma adoecida que já não consegue distinguir proteção de submissão.

E então eu me pergunto: que caminhos psíquicos, emocionais ou até espirituais levam uma mãe a permitir tanta violência contra um filho? Como alguém suporta assistir à destruição daquilo que deveria defender com a própria vida?

Talvez existam prisões invisíveis. Relacionamentos abusivos. Manipulações. Traumas. Medos. Talvez exista uma mente adoecida, esmagada pela culpa, pela dependência ou pela incapacidade de reagir.

Mas ainda assim… dói compreender.

Porque amor deveria proteger. Amor deveria romper o ciclo. Amor deveria gritar quando o filho não consegue mais pedir socorro.

E junto dessa dor vem outra revolta: que leis são essas que ainda deixam brechas? Que sistema é esse que tantas vezes parece lento, confuso e insuficiente diante de crimes tão cruéis? Quantas vítimas ainda precisam existir até que responsabilidade e omissão tenham o peso real que merecem?

Eu fico sem chão. Confusa. Com o coração apertado.
Porque eu daria de um tudo para ter meu filho junto a mim. Tudo.

E talvez seja exatamente isso que minha alma não consegue entender: como alguém consegue permanecer indiferente diante da dor de um filho… quando existem mães que moveriam o mundo inteiro apenas para ouvir mais uma vez a voz dele.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Ilha Grande: o paraíso que corre o risco de esquecer sua alma

Vamos conversar sobre a Ilha Grande?
Essa fotinho me motivou a escrever... foi tirada em um Carnaval onde, eu grávida de 7 para 8 meses do meu primogênito que hoje teria 45 anos, passei todos os dias em um veleiro pequeno circulando o mar entre Angra e Mangaratiba... 

Lembrei de meus filhos já crescidos indo com amigos para a Ilha ficar em campings os quais os donos já conheciam e chamavam pelo nome todos os adolescentes... nessa época a ilha era tranquila... nativa... com problemas pontuais de lugares pequenos... 

Que tal emplementarmos uma discussão  como já existe em vários lugares do mundo que enfrentam pressão turística sobre territórios tradicionais e ambientalmente frágeis.

 O nome disso pode variar conforme o enfoque:
ordenamento territorial;
plano diretor participativo;
zoneamento ecológico-econômico;
política de preservação cultural;
gestão sustentável do território;
proteção de comunidades tradicionais.

E, no caso da Ilha Grande, muitos especialistas diriam que isso deveria ser ainda mais rigoroso justamente porque a ilha tem três fragilidades simultâneas:
ambiental;
logística;
cultural.

A Ilha Grande não é uma cidade continental comum.
Ela possui limites físicos muito claros:
água;
mata atlântica;
dificuldade de abastecimento;
saneamento limitado;
mobilidade restrita;
dependência de travessias marítimas.
Ou seja: existe um limite real de suporte humano e estrutural.

O que proponho, o que percebo,  inclusive reconhecido por estudos ambientais e urbanos: chama-se muitas vezes “capacidade de carga” do território.

Em outras palavras: quantas pessoas, construções, negócios e turistas um lugar consegue suportar sem colapsar ambientalmente, socialmente e culturalmente?




O que  proponho é : limitar pousadas, controlar construções, organizar comércio, preservar determinadas praias e proteger moradias tradicionais — e sei que seria visto por muitos urbanistas e antropólogos como uma forma de proteção territorial e cultural.
Inclusive, em alguns países e ilhas turísticas existem regras como:
limite de hotéis;
proibição de verticalização;
controle rígido de novas licenças;
preservação de arquitetura tradicional;
restrição à compra especulativa;
prioridade de moradia para residentes históricos;
proteção especial a populações tradicionais.

No caso brasileiro, isso esbarra em vários desafios:
interesses econômicos;
pressão imobiliária;
turismo como fonte de arrecadação;
falta de fiscalização;
conflitos políticos;
desigualdade social;
ausência de planejamento contínuo.

E há outro ponto muito importante a ser considerado: a logística.
A dependência de travessias por:
Angra dos Reis;
Mangaratiba;
Conceição de Jacareí
faz com que saúde, educação, abastecimento, segurança e mobilidade sejam muito mais complexos.

Por isso, políticas públicas para a Ilha Grande precisariam ser específicas — não apenas copiar modelos urbanos do continente.

E talvez o ponto mais importante seja este:
preservar cultura caiçara não significa “congelar” a ilha no passado.
Significa permitir que ela evolua sem perder sua alma.
Porque quando um território tradicional passa a funcionar apenas para atender mercado turístico, ele corre o risco de virar cenário: bonito por fora, mas vazio da vida original que o tornou especial.

E fica aqui a reflexão: o que queremos de verdade deixar para as novas gerações? Um exemplo de RESPEITO: as culturas, ao meio ambiente, aos que construíram a história da ilha, ou o de abandono, desleixo, ganância... oportunismo?

HÁ QUE SE DISCUTIR SEM VIOLÊNCIA... SEM OFENSAS... MAS COM A CONVICÇÃO DE QUE O TEMA É BEM DIFÍCIL EM FACE DESSE ESPÍRITO OPORTUNISTA,GANANCIOSO,DESPREZÍVEL DAQUELES QUE GOVERNAM LICITAMENTE OU PARALELAMENTE!



terça-feira, 26 de maio de 2026

Me permitindo a preguiça boa....

Tem dias em que a alma pede silêncio.
Não é tristeza, nem fraqueza.
É só o corpo e a mente avisando que também precisam descansar.

Vivemos numa época em que parece obrigatório estar sempre produzindo, sorrindo, performando, dando conta de tudo… mas ninguém floresce o ano inteiro. Até a natureza respeita seus próprios ciclos.

Hoje é dia de preguiça boa.
Daquelas sem culpa.
Dia de desacelerar os pensamentos, respirar mais devagar, aquietar o coração e permitir que o espírito encontre descanso.

Porque descansar também é cuidado.

Também é equilíbrio.

Também é sabedoria. 

domingo, 24 de maio de 2026

“Você não era difícil de amar. Era fácil de controlar.” 😑😶😐


Se apaixonar por alguém com fortes traços narcisistas costuma ser uma das experiências emocionais mais confusas que existem.

Porque, no começo, muitas vezes a pessoa não encontra frieza… encontra intensidade. Atenção. Encantamento. A sensação de finalmente ter sido vista.

E é exatamente aí que mora o perigo.
A manipulação raramente começa com agressão.
Ela começa com vínculo.

Aos poucos, a pessoa vai deixando de confiar na própria percepção, nos próprios sentimentos, nas próprias decisões. O outro passa a definir o que é exagero, o que é drama, o que é loucura, o que é culpa. E quando você percebe… já está emocionalmente dependente de alguém que alterna afeto e punição como forma de controle.

O mais cruel é que a vítima muitas vezes não permanece por fraqueza.
Ela permanece porque foi condicionada emocionalmente.

E então chega o momento mais doloroso:
quando o conhecimento desperta.
Porque entender que está sendo manipulada não significa conseguir sair imediatamente. Às vezes a mente entende antes do coração. Antes da coragem. Antes da autonomia emocional voltar.

A auto preservação começa quase como um luto:
luto da pessoa que você acreditava que ele fosse;
luto da relação que você sonhou;
e, principalmente, luto da versão de si mesma que foi se perdendo para sobreviver à dinâmica.

Reagir dói porque a dependência emocional criada por relações assim não é apenas afetiva. Ela pode se tornar psicológica, financeira, social e até identitária.
E existe uma culpa silenciosa em quem acorda:
“Como eu deixei isso acontecer comigo?”
Mas relacionamentos manipuladores não aprisionam pela lógica.

Aprisionam pela esperança.
Talvez um dos maiores atos de coragem seja justamente este: parar de tentar salvar a relação… e começar a salvar a si mesma.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

A arte de criar filhos em tempos modernos... parte 2

Há uma sabedoria muito profunda nesse provérbio japonês:
“A ponte que resiste ao rio não é a que desafia a corrente, mas a que aprende onde apoiar seus pilares.”
No cotidiano, principalmente na educação dos filhos, isso fala menos sobre força… e muito mais sobre inteligência emocional, adaptação e equilíbrio.
Muitos pais acreditam que educar é controlar cada passo, endurecer regras, impor vontades e lutar contra tudo aquilo que o mundo moderno traz. Mas filhos não são rios que podemos represar eternamente. Eles crescem, pensam, questionam, sentem, erram, se transformam.
E talvez o grande desafio da maternidade e da paternidade atual seja justamente entender onde apoiar os pilares.
Porque uma ponte forte não é feita apenas de concreto. Ela é construída com cálculo, flexibilidade e compreensão da força da correnteza. Pais também precisam aprender isso.
Há momentos em que será necessário firmeza. Em outros, escuta. Às vezes orientação. Às vezes silêncio. Às vezes acolhimento. Às vezes limites muito claros.
Educar filhos hoje exige perceber que o mundo mudou. As dores mudaram. As influências são outras. As pressões emocionais são enormes. Redes sociais, excesso de informação, ansiedade, comparações, imediatismo… tudo isso atravessa a vida deles diariamente.
E muitos conflitos familiares nascem quando tentamos educar nossos filhos apenas com os pilares do passado, ignorando a correnteza do presente.
Isso não significa abrir mão de valores. Significa aprender a sustentá-los de maneira que não quebre a ponte entre pais e filhos.
Porque filhos que só recebem rigidez podem aprender medo. Filhos que só recebem liberdade podem crescer sem direção. Mas filhos que encontram apoio, coerência, diálogo e presença… geralmente encontram um caminho de volta, mesmo quando a vida os leva para longe por algum tempo.
Talvez educar seja exatamente isso: não lutar contra o rio o tempo inteiro… mas construir relações fortes o suficiente para atravessá-lo juntos.

“Coerência tem seu preço: nem sempre serei unanimidade.”

Nem sempre eu digo o que as pessoas querem ouvir. Procuro ser coerente com meus pensamentos, com minha índole e com minha essência.

Também nem sempre vou escrever ou falar de uma forma que a minha própria família considere exatamente como fui educada. E isso é natural. O tempo, os valores, as dores e as marcas da vida foram ampliando minha percepção sobre a existência, sobre reforma íntima e sobre o ser humano.

O que sou hoje talvez não seja uma cópia exata daquilo que aprendi na infância. Não. Carrega a base do que vivi, mas passou por transformação, amadurecimento e aperfeiçoamento.

Talvez eu tenha me tornado mais religiosa no sentido mais amplo da palavra. Mais preocupada com justiça, com direitos, com humanidade e, principalmente, com a prática verdadeira da palavra de Deus — sem estar presa às amarras de uma religião específica.
Procuro manter um pensamento crítico, mas também coerente. E mais do que falar sobre valores, procuro ser exemplo deles.

Por isso, não escrevo para agradar pessoas ou para confirmar aquilo que elas já pensam. Escrevo sobre aquilo em que realmente acredito.

Mesmo que isso me faça escolher um lado do muro. Mesmo que provoque desconforto. Mesmo que existam costas viradas, narizes torcidos ou gritos pelo caminho.

Porque, no fim, o que realmente importa para mim é que, em algum lugar, de alguma forma, minhas palavras possam tocar alguém e despertar um exercício mais verdadeiro de justiça, consciência e humanidade.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

A PEDRA, A RÉGUA E A INCOERÊNCIA HUMANA!



“Quem nunca pecou, atire a primeira pedra.”
A frase dita em Bíblia Sagrada atravessa séculos porque continua descrevendo exatamente quem somos.

Vivemos tempos em que muitos falam de Deus. Uns chamam Deus de Pai, outros de Alá, Oxalá, Jeová… pouco importa o nome dado em cada idioma, em cada crença, em cada religião. No fundo, todas pregam algo muito parecido: amor, compaixão, perdão, respeito, humanidade.

Mas de que adianta sermos tão religiosos, tão “crentes”, tão defensores da fé, se a régua que usamos para julgar o outro não tem absolutamente nada a ver com aquilo que aprendemos nas palavras sagradas?

É curioso como sabemos citar versículos, repetir ensinamentos, compartilhar mensagens bonitas… e, ainda assim, muitas vezes tratamos as pessoas com dureza, arrogância e crueldade.

Parece que existe uma enorme distância entre aquilo que pregamos e aquilo que praticamos.

Queremos misericórdia para os nossos erros, mas justiça severa para os erros alheios.
Pedimos compreensão para as nossas falhas, mas dificilmente oferecemos a mesma compreensão ao próximo.

Defendemos amor ao próximo… até que o próximo pense diferente de nós, erre diferente de nós ou viva diferente de nós.
E então surge a velha incoerência humana:
“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”

Talvez a verdadeira espiritualidade não esteja na quantidade de vezes que alguém entra em um templo, em uma igreja ou em uma cerimônia religiosa. Talvez ela esteja na forma como essa pessoa olha para quem caiu.

Porque é muito fácil carregar a pedra nas mãos. Difícil é soltá-la.
Difícil é corrigir sem humilhar.
Discordar sem destruir.
Ter fé sem arrogância.
Defender valores sem perder a humanidade.

Afinal, ninguém passa pela vida sem errar. Ninguém é completamente puro a ponto de ter autoridade moral para apedrejar o outro sem antes olhar para si mesmo.

No fim, talvez Deus — independentemente do nome que cada um lhe dê — esteja menos interessado nos discursos que fazemos sobre fé e muito mais interessado na maneira como fazemos as pessoas se sentirem quando cruzam o nosso caminho.

A arte de criar filhos em tempos modernos... parte 1


Ser pai e mãe nos tempos modernos talvez seja uma das tarefas mais desafiadoras da vida. Porque existe uma ilusão silenciosa que acompanha muitas famílias: a de que, oferecendo a mesma educação, os filhos necessariamente seguirão caminhos parecidos. Mas não é assim.

Dentro de uma mesma casa nascem universos diferentes.
O filho mais sensível.
O mais rebelde.
O que agrada.
O que confronta.
O que precisa de colo.
O que parece não precisar de ninguém.
O que guarda tudo.
O que explode.

E então os pais se perguntam, muitas vezes em silêncio:
“Onde foi que erramos?”
Mas nem sempre existe erro. Existe individualidade.
Cada filho chega ao mundo carregando sua própria forma de sentir, interpretar, reagir e existir. A educação é a mesma… mas o coração que recebe essa educação nunca é igual.

Há filhos que transformam dor em força.
Outros transformam proteção em sufoco.
Uns amadurecem cedo.
Outros passam a vida inteira procurando respostas.
E talvez a parte mais difícil de ser pai e mãe seja exatamente aceitar que amor não é controle.

Educar não é moldar cópias.
Criar filhos é, muitas vezes, aprender a amar pessoas completamente diferentes de nós — e diferentes entre si.
Os tempos modernos ainda acrescentaram novos ingredientes:
a internet educando junto,
as redes sociais influenciando valores,
a ansiedade precoce,
as comparações constantes,
a necessidade de pertencimento,
os conflitos de identidade,
a pressa do mundo.

Os pais de hoje tentam equilibrar diálogo sem perder autoridade.
Tentam acolher sem passar a mão na cabeça.
Tentam ensinar limites em uma sociedade que confunde liberdade com ausência deles.
E no meio disso tudo existe a culpa.
A eterna culpa dos pais.

Mas talvez seja preciso compreender algo importante:
bons pais não são os que conseguem filhos perfeitos.
São os que permanecem presentes.
Os que tentam.
Os que escutam.
Os que corrigem quando necessário.
Os que também erram, pedem desculpas e continuam amando.

E quando um filho toma um caminho cujas atitudes em nada coadunam com os discursos e valores vividos dentro da própria família? Quando tudo aquilo que foi ensinado parece ter se perdido no meio do caminho?
Talvez esse seja um dos momentos mais dolorosos para um pai e uma mãe. Porque além da preocupação, nasce também a impotência. Surge a sensação de fracasso. O medo do julgamento. A pergunta silenciosa que corrói por dentro: “Como alguém criado no mesmo lar escolheu um rumo tão diferente?”

Mas novamente a vida lembra algo difícil de aceitar: os filhos passam pela nossa formação… mas pertencem às próprias escolhas.

E isso não significa desistir. Significa compreender que amor também é firmeza. Que acolher não é concordar com tudo. Que impor limites ainda é necessário. Que algumas vezes será preciso dizer “não”, manter distância de certas atitudes e permitir que a vida ensine lições que os pais já tentaram ensinar em palavras.

Há momentos em que o diálogo ajuda. Outros em que a ajuda profissional se faz necessária. E existem aqueles em que os pais precisarão apenas permanecer ali… como porto… esperando que o filho encontre o caminho de volta para si mesmo.

Porque educar nunca foi garantir resultados. Educar sempre foi plantar.
E quem planta amor, valores, caráter e presença talvez não controle a colheita imediata… mas dificilmente terá semeado em vão.

Por  fim, ser pai e mãe é viver permanentemente entre duas dores: a de querer proteger os filhos do mundo… e a de compreender que, em algum momento, eles precisarão enfrentar o mundo — e a si mesmos — pelas próprias escolhas.

E talvez a verdadeira arte de educar esteja justamente aí: em oferecer raízes sem aprisionar asas.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Depois de 10 anos encontrei meu eixo...


Muita gente me pergunta como consegui, agora em 2026, voltar a postar quase todos os dias no blog.

Inspirações nunca me faltaram. Mas inspiração sozinha não sustenta ninguém quando a mente está cansada, ferida ou perdida de si mesma.

Depois de 10 anos de terapia, de tratamento psiquiátrico, de medicações e de muito enfrentamento interno, consegui reencontrar meu eixo. E isso não aconteceu por acaso.

Seguindo o conselho e sendo acolhida por aquela que literalmente ajudou a salvar meu psiquismo e minha estrutura emocional, a doutora Danielle Rodrigues Hassene, fui aprendendo, aos poucos, a voltar para mim mesma.

Hoje consigo escrever novamente com constância. Consigo transformar dor em reflexão, saudade em palavras, e pensamentos em algo que talvez também ajude outras pessoas.

E se eu pudesse deixar um conselho para alguém que esteja vivendo ansiedade, depressão, angústia ou qualquer sofrimento emocional, eu diria: procure ajuda.
Se puder, faça terapia. Procure um psicoterapeuta, um psicólogo, um psiquiatra.

 Não trate a saúde mental como algo menor.
E se as condições financeiras forem difíceis, procure os CAPS do seu município. O serviço público pode ser um apoio fundamental para muita gente.

Nós aprendemos desde cedo a cuidar da saúde física, mas os tempos atuais têm mostrado, cada vez mais, o quanto a saúde mental também precisa de atenção, acolhimento e tratamento.

Pedir ajuda não é fraqueza. Às vezes, é exatamente o primeiro passo para voltar ao próprio eixo.