Nem sempre eu digo o que as pessoas querem ouvir. Procuro ser coerente com meus pensamentos, com minha índole e com minha essência.
Também nem sempre vou escrever ou falar de uma forma que a minha própria família considere exatamente como fui educada. E isso é natural. O tempo, os valores, as dores e as marcas da vida foram ampliando minha percepção sobre a existência, sobre reforma íntima e sobre o ser humano.
O que sou hoje talvez não seja uma cópia exata daquilo que aprendi na infância. Não. Carrega a base do que vivi, mas passou por transformação, amadurecimento e aperfeiçoamento.
Talvez eu tenha me tornado mais religiosa no sentido mais amplo da palavra. Mais preocupada com justiça, com direitos, com humanidade e, principalmente, com a prática verdadeira da palavra de Deus — sem estar presa às amarras de uma religião específica.
Procuro manter um pensamento crítico, mas também coerente. E mais do que falar sobre valores, procuro ser exemplo deles.
Por isso, não escrevo para agradar pessoas ou para confirmar aquilo que elas já pensam. Escrevo sobre aquilo em que realmente acredito.
Mesmo que isso me faça escolher um lado do muro. Mesmo que provoque desconforto. Mesmo que existam costas viradas, narizes torcidos ou gritos pelo caminho.
Porque, no fim, o que realmente importa para mim é que, em algum lugar, de alguma forma, minhas palavras possam tocar alguém e despertar um exercício mais verdadeiro de justiça, consciência e humanidade.
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