Tem dias em que a gente não sabe se recua por sabedoria… ou por medo.
A intuição não grita.
Ela não faz escândalo, não acelera o coração, não cria cenários catastróficos.
Ela sussurra.
É aquele “não vai”… sem explicação lógica.
Aquela sensação de desalinho… mesmo quando tudo parece certo por fora.
Aquela paz estranha ao dizer “não”, mesmo sem entender o porquê.
Já o medo… ah, o medo fala alto.
Ele argumenta, insiste, cria urgência.
O medo precisa convencer.
A intuição não.
Ela só pede que você confie.
O problema é que, muitas vezes, o medo se disfarça de intuição…
principalmente quando já fomos feridos.
Depois de algumas quedas, a gente aprende a se proteger —
mas nem sempre percebe quando proteção vira prisão.
Nem todo “não vá” é sabedoria.
Às vezes, é só o medo tentando evitar que a vida aconteça de novo.
Discernir entre os dois exige silêncio…
coragem…
e, principalmente, honestidade com a própria história.
A intuição traz clareza, mesmo quando dói.
O medo traz confusão, mesmo quando parece te proteger.
A intuição te alinha.
O medo te paralisa.
E talvez o grande exercício da vida seja esse:
aprender a reconhecer a voz que te expande…
e não a que apenas te encolhe.
Porque viver não é sobre nunca mais se machucar.
É sobre não deixar que o medo decida tudo por você.
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