quinta-feira, 30 de julho de 2026

QUANDO O ONTEM AINDA ECOA...🌪🌬🌀



Os ventos extremos de ontem provocaram um medo devastador. Um medo que não nasceu apenas da força da natureza, mas da consciência da nossa própria impotência diante dela.

Enquanto ouvia os avisos e as recomendações, uma sucessão de perguntas tomou conta de mim. Será que as janelas vão estilhaçar? Será que vou presenciar uma tragédia? Como vou proteger, sozinha, as crianças e os animais, se alguma coisa realmente acontecer?

Foi assustador.

Mas, passada a tensão, ficou uma constatação ainda mais forte: nós, como povo, ainda não estamos preparados para enfrentar eventos como esse.

Não podemos dizer que faltaram alertas. A Defesa Civil e os órgãos de monitoramento cumpriram o seu papel. As informações chegaram, os avisos foram feitos, as orientações foram divulgadas.

O que continua faltando é um planejamento permanente. Falta uma estrutura que prepare as cidades, fortaleça os municípios, integre os estados e transforme a prevenção em prioridade. Não para combater a natureza — porque isso jamais será possível —, mas para minimizar os danos, proteger vidas e reduzir o sofrimento.

Os acontecimentos de ontem me fizeram pensar em como a vida muda de direção em questão de segundos. Uma rajada de vento foi suficiente para nos lembrar de que não controlamos tudo. Basta um instante para que nossas certezas balancem junto com as árvores.

Talvez o maior desafio não seja impedir que as tempestades aconteçam, mas decidir o que elas deixarão em nós quando passarem.

A dor pode endurecer o coração ou amadurecer a alma. O medo pode nos paralisar ou nos ensinar a valorizar ainda mais a prevenção, a solidariedade e cada amanhecer.

Ontem passou. As consequências, talvez, ainda permaneçam. Mas hoje continua sendo um convite para aprender. Porque, quando a natureza fala, ela nos lembra, com toda a sua força, de algo que muitas vezes esquecemos: somos profundamente frágeis. E reconhecer essa fragilidade talvez seja o primeiro passo para construirmos uma sociedade mais preparada, mais responsável e mais humana.


segunda-feira, 27 de julho de 2026

GRATIDÃO QUE TRANSBORDA!

"As palavras são como sementes. Quem as planta raramente vê todas as flores que nascerão. Mas Deus vê. E é Ele quem faz germinar aquilo que foi escrito com amor."

140.416 vezes, alguém parou para ler uma palavra.

Hoje, meu coração só conhece um sentimento: gratidão.

Quando criei este blog, não imaginei números. Imaginei um lugar onde eu pudesse transformar minhas dores em palavras, minhas perdas em esperança e minha fé em companhia para quem também atravessa momentos difíceis.

Escrevo sobre família, superação e fé. Escrevo sobre o cotidiano, sobre o luto, sobre recomeços, sobre a alegria e sobre as pequenas vitórias que tantas vezes passam despercebidas.

Não escrevo para agradar uma bolha nem para seguir tendências. Escrevo aquilo em que acredito, respeitando quem pensa diferente, mas sem abrir mão da minha essência.
Não tenho patrocinadores. Não tenho equipe de produção. Não tenho assessoria, marketing ou grandes recursos.

Tenho apenas um computador, um coração cheio de histórias e uma enorme vontade de mostrar que é possível continuar vivendo, mesmo depois das maiores tempestades.
Se essas palavras chegaram tão longe, foi porque cada um de vocês decidiu levá-las adiante.

Cada leitura, cada compartilhamento, cada comentário e cada gesto de carinho me lembram que vale a pena continuar escrevendo.

Minha gratidão é imensa.

Que Deus continue abençoando este espaço e cada pessoa que passa por aqui. Enquanto Ele me conceder inspiração, continuarei fazendo o que sempre fiz: escrevendo com verdade, com fé e com amor.

"Se uma única pessoa encontrou esperança em minhas palavras, então cada linha escrita já valeu a pena." 

Muito obrigada por caminharem comigo.

Ps: Dra Danielle Hassene vc é a maior responsável por isso! Deus a abençoe!




quarta-feira, 22 de julho de 2026

A santidade que mora em cada um de nós...


É natural que a gente recorra aos santos. Eles nos inspiram, nos fortalecem e nos lembram que é possível viver uma vida de amor, coragem e fé. Eles foram pessoas comuns que, em algum momento, decidiram fazer do extraordinário um hábito: amar, perdoar, servir e perseverar.

Mas será que já nos perguntamos sobre a nossa própria santidade?
Não falo da santidade reconhecida pelos homens, nem daquela que um dia pode ser proclamada por uma instituição. Falo da santidade silenciosa, construída nas pequenas escolhas. Na palavra que acolhe, no gesto que consola, na honestidade quando ninguém está olhando, na coragem de permanecer íntegro mesmo quando seria mais fácil desistir.

Qual é a qualidade da sua santidade?
Durante muito tempo eu mesma procurei entender qual era o meu papel nesta Terra. Custei a compreender que cada vida carrega uma missão. Quando finalmente entendi a minha, percebi que sou exemplo. Sou vitrine. E, se sou vitrine, preciso cuidar daquilo que exponho ao mundo.

Isso não significa ser perfeita. Significa ser coerente. Reconhecer os próprios erros, pedir perdão quando necessário e nunca deixar de tentar ser uma pessoa melhor do que fui ontem.

Talvez seja difícil para muitas pessoas enxergarem isso. Afinal, é mais fácil admirar a santidade dos outros do que assumir a responsabilidade pela própria vida. É mais confortável pedir que um santo interceda por nós do que perguntar: que tipo de exemplo estou oferecendo aos que caminham ao meu lado?

Todos nós deixamos marcas. Todos nós ensinamos alguma coisa, mesmo sem perceber. Nossos filhos, nossos netos, nossos amigos e até desconhecidos aprendem mais com aquilo que fazemos do que com aquilo que dizemos.

Talvez a verdadeira santidade comece exatamente aí: quando entendemos que cada atitude nossa pode aproximar alguém da esperança, da bondade e de Deus.

Quem sabe esse seja o maior milagre que podemos realizar nesta vida: viver de tal maneira que nossa existência seja uma bênção para quem cruza o nosso caminho.

Se sou exemplo, o que minha vida tem ensinado?

segunda-feira, 20 de julho de 2026

A Cigana que mora em mim...


A Cigana que Mora em Mim

Há uma cigana que mora em mim.
Não vive entre paredes,
vive entre caminhos.

Traz nos pés a poeira das estradas,
mas na alma carrega o verde das matas,
o perfume das flores silvestres
e o doce das frutas colhidas com as próprias mãos.

Há uma cigana que mora em mim.
Ela conversa com o vento,
aprende com os rios,
dança com o mar
e reconhece, no canto dos pássaros,
as canções que nenhum instrumento consegue tocar.

Sua riqueza nunca foi o ouro.
Foi a mesa farta de risos,
a família reunida,
o abraço que acolhe,
o olhar que não trai.

Porque a cigana que mora em mim
não mede a vida pelo que possui,
mas pelo clã que protege,
pela fidelidade que oferece,
pela confiança que conquista
e pela honra de nunca abandonar os seus.

Ela sabe que toda árvore forte
tem raízes profundas.
Assim também são os afetos:
crescem quando são regados com presença,
respeito e verdade.

Há uma cigana que mora em mim.
Ela acredita que a música cura,
que as flores anunciam esperança,
que o mar ensina recomeços
e que cada amanhecer é um convite
para agradecer à vida.

Se um dia você a quiser encontrar,
não a procure nas cartas,
nem nas adivinhações do destino.
Procure-a no cheiro da terra depois da chuva,
no riso das crianças,
na força de uma mulher que protege os seus,
na coragem de quem permanece fiel ao amor.

Porque a cigana que mora em mim
não adivinha o futuro.
Ela o constrói,
com raízes na terra,
olhos voltados para o horizonte
e o coração livre para amar.

A cigana que mora em mim
não nasceu para viver presa.
Nasceu para amar sem correntes,
para proteger o seu povo,
para honrar seus ancestrais
e deixar, por onde passar,
o perfume das flores,
o canto da mata,
o sal do mar
e a certeza de que nenhuma riqueza é maior
do que uma família unida.

Sou filha da terra,
irmã do vento,
amiga das águas.
Carrego no peito a memória dos que vieram antes de mim
e caminho sem medo,
porque sei quem sou.

A cigana que mora em mim não procura um lugar no mundo.
Ela transforma em lar todo lugar onde o amor permanece.

Amizade: muito além de uma data.




Escolheram um dia para celebrar a amizade. É bonito que exista uma data, mas a verdadeira amizade nunca coube no calendário.

Vivemos em um tempo em que colecionar seguidores parece mais importante do que cultivar amigos. Em que um clique substitui um abraço, uma curtida tenta ocupar o lugar da presença e uma mensagem rápida, muitas vezes, tenta preencher o silêncio de quem precisava apenas ser ouvido.

Mas o que é, de fato, ser amigo?
Ser amigo é permanecer quando todos os outros partiram. É comemorar as vitórias sem inveja e estender a mão nas derrotas sem julgamento. É ter coragem de dizer a verdade quando ela precisa ser dita, mas envolvê-la na delicadeza do carinho.

Amizade não é concordar sempre. É respeitar as diferenças sem deixar que elas destruam o afeto. É celebrar a essência do outro sem querer moldá-lo à nossa vontade.

Os verdadeiros amigos conhecem nossas lágrimas, não apenas nossos sorrisos. Sabem dos nossos medos, das nossas cicatrizes, dos nossos fracassos e, ainda assim, escolhem permanecer.

Talvez seja por isso que a amizade seja um dos maiores presentes da vida: porque ela não nasce da obrigação, mas da escolha. Escolha de caminhar ao lado, de cuidar, de proteger, de celebrar e, quando necessário, de apenas estar presente.

Que a amizade nunca seja lembrada apenas em um dia do ano. Que ela seja vivida todos os dias, nas pequenas atitudes que revelam um coração disposto a amar sem interesses.
Porque, no fim das contas, amigos não são aqueles que passam pela nossa vida. E pir mais cliché que seja a frase: amigos são aqueles que deixam um pedaço deles em nós e levam um pedaço de nós para sempre.

domingo, 19 de julho de 2026

As músicas e os amores abafados no fundo da alma...

Há músicas que não foram feitas para tocar no rádio. Elas vivem dentro de nós.

Basta ouvir os primeiros acordes e, sem pedir licença, elas abrem portas que jurávamos trancadas. Trazem de volta um perfume, um abraço, um olhar, uma rua, uma tarde de chuva, um amor que nunca encontrou coragem para florescer.

Existem amores que não terminam. Apenas se calam.
Ficam abafados sob as responsabilidades da vida, escondidos atrás das escolhas que fizemos, das renúncias que aceitamos e dos caminhos que seguimos. Não morrem. Apenas aprendem a respirar bem devagar, no fundo da alma.

E, então, um dia qualquer, uma música toca.
De repente, o tempo deixa de existir. O coração reconhece aquilo que a razão passou anos tentando esquecer. É como reencontrar uma parte de nós que permaneceu intacta, esperando apenas o som certo para despertar.

Talvez seja por isso que as músicas tenham tanto poder. Elas não nos fazem lembrar apenas das pessoas. Elas nos devolvem quem éramos quando as amávamos.

E descobrimos que algumas melodias são, na verdade, cartas que a vida escreveu para a nossa memória. Cartas que jamais foram rasgadas, apenas guardadas na gaveta mais silenciosa do coração.

Porque há músicas que acabam.
Mas existem amores que continuam vivendo, abafados e guardados no fundo da alma, esperando apenas uma canção para voltar a respirar.

QUANDO O CHEIRO NOS DEVOLVE A VIDA...


Dizem que temos cinco sentidos para perceber o mundo. Eu acredito que cada um deles guarda uma maneira diferente de registrar a vida. Os olhos fotografam, os ouvidos gravam vozes, as mãos reconhecem texturas, o paladar eterniza sabores... Mas o olfato... ah, o olfato tem um poder que nenhum outro possui: ele nos faz viajar no tempo.

Ontem, aqui no Recreio, o cheiro de queimado invadiu o ar. O cheiro de fuligem, de fogueira, de folhas secas queimando. Para muitos, talvez fosse apenas um incômodo. Para mim, foi uma passagem de volta.

De repente, eu já não estava mais no presente. Estava novamente em Mazomba, no sítio que meus pais compraram com tanto orgulho. Ainda consigo imaginar meu pai feliz por finalmente ter um pedaço de terra para chamar de seu. Minha mãe cuidando das plantas, das frutas, dos pés de aipim, preparando tudo para que os fins de semana fossem dias de descanso e de alegria.

Aquele cheiro que ontem pairava no ar era o mesmo das folhas queimadas, do lixo do sítio sendo queimado, das tardes simples que hoje moram apenas na memória. Curioso como um aroma consegue guardar tantas histórias.

Foi naquele lugar que também escrevemos um dos capítulos mais felizes da minha vida. Meu casamento aconteceu no sítio. Não houve luxo. Houve alegria. Vesti uma roupa de noiva caipira, meu marido também entrou no clima, e fizemos uma festa do nosso jeito, cercados de pessoas queridas, de risadas sinceras e de muito amor.

Depois vieram os meus filhos, que também puderam viver um pouco daquela liberdade de correr pela terra, subir em árvores, brincar ao ar livre, construir lembranças que nenhum brinquedo moderno seria capaz de oferecer.

Infelizmente, o tempo mudou. A violência chegou, tornando inviável continuar naquele lugar. Depois que meu pai partiu, minha mãe ainda escolheu morar ali. Era a forma dela permanecer perto das lembranças que construíram juntos...

... Mas, quando ela também se foi, o sítio perdeu sua alma. Porque alguns lugares não são feitos apenas de terra. São feitos das pessoas que lhes deram vida.

Ontem compreendi que algumas lembranças não precisam de fotografias. Basta um cheiro. E, por alguns instantes, meu pai voltou a sorrir, minha mãe voltou a caminhar entre as plantações, e eu voltei a ser aquela menina que acreditava que a felicidade podia morar em um pedaço de terra, no calor de uma fogueira e no perfume inesquecível da vida.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

MEDO E ABANDONO NO RIO

Mais uma noite no Rio de Janeiro.
Uma noite que começou como tantas outras. A família reunida, as crianças em casa, a rotina seguindo seu curso. Mas bastaram alguns minutos para que o som seco dos disparos rompesse a normalidade. Não eram fogos de artifício. Eram tiros. Tiros que já se tornaram tão frequentes que algumas pessoas insistem em confundi-los com outra coisa, talvez numa tentativa desesperada de acreditar que a realidade não seja tão cruel.

Aqui, perto do apartamento do meu filho, o medo chegou antes mesmo da noite amadurecer.

E junto com ele veio um sentimento difícil de explicar. Um sentimento de abandono. A sensação de que estamos perdendo uma batalha que nem deveria existir. Vi meu filho fazer aquilo que qualquer pai faria: proteger sua família pedindo que ficassemos dentro do quarto. Vi meus netos vulneráveis diante de uma realidade que nenhuma criança deveria conhecer. E eu senti medo. Um medo profundo, daqueles que deixam a alma entorpecida.

Hoje, ainda tento organizar os pensamentos.
Como chegamos até aqui?
Em que momento nos acostumamos a viver entre barricadas, operações, confrontos e notícias de inocentes atingidos? Em que momento o direito de ir e vir passou a depender da sorte, do horário ou da rua escolhida?

O que está faltando para que haja uma reação verdadeira? O que falta para que o Rio de Janeiro recupere as rédeas da própria história? As rédeas do bem viver, da tranquilidade, da esperança?

Até quando a hipocrisia permitirá que discursos substituam ações?
Até quando a covardia impedirá que se enfrentem os problemas pelo nome que eles têm?
Até quando a conveniência política continuará servindo de desculpa para a inércia?

Porque o cidadão comum sabe o que está vendo. Sabe o que está ouvindo. Sabe o que está vivendo.

Quando homens circulam portando armamentos de guerra, quando territórios são dominados pelo medo, quando estratégias militares são usadas para sufocar adversários e controlar comunidades inteiras, não estamos falando apenas de criminalidade comum. Estamos falando de um nível de violência que transforma bairros em campos de tensão permanente e moradores em reféns de uma guerra que nunca escolheram travar.

Enquanto isso, famílias se escondem atrás de paredes, mães rezam pelos filhos, avós abraçam seus netos e tentam fingir serenidade para não aumentar o medo das crianças.

Mas a verdade é que estamos cansados.
Cansados de enterrar sonhos.
Cansados de adaptar a vida ao medo.
Cansados de ouvir promessas.
O Rio de Janeiro merece mais do que sobreviver. Seu povo merece viver.

E talvez a pergunta mais urgente não seja apenas como chegamos até aqui.
Talvez seja: quanto mais estamos dispostos a perder antes de decidir que já perdemos demais?

terça-feira, 14 de julho de 2026

Você estaria disposto para permanecer fiel a si mesmo, abrir mão de coisas que pareciam indispensáveis?

O preço de nossas convicções...

Ter opinião tem um preço.
Enquanto muitos moldam seus pensamentos para agradar, há quem escolha permanecer fiel ao que acredita, mesmo sabendo que isso pode custar caro.

Às vezes, o preço é um sonho que deixa de acontecer. Outras vezes, são portas que se fecham, oportunidades que desaparecem, aplausos que nunca chegam.

Há quem perca amigos. Há quem perca um grande amor.
Porque nem todo mundo suporta conviver com quem pensa diferente.

Vivemos um tempo em que a liberdade de expressão é frequentemente confundida com a obrigação da concordância. Se você não segue a corrente, passa a ser visto como problema. E, muitas vezes, o silêncio é recompensado, enquanto a sinceridade é punida.

Mas existe uma pergunta que cada um precisa responder para si:
Quanto vale a sua consciência?

Vale a pena conquistar o mundo inteiro se, para isso, você precisar abandonar aquilo que acredita? Vale a pena ser aplaudido por um personagem e esquecer quem você realmente é?

Nem toda perda é derrota.
Há perdas que preservam nossa dignidade. Há renúncias que protegem nossa essência. E há escolhas que, embora doam hoje, nos permitem dormir em paz amanhã.

Não existe caminho sem preço.
A questão é escolher qual preço estamos dispostos a pagar: o de sermos rejeitados por defender nossas convicções ou o de nos rejeitarmos para sermos aceitos pelos outros.

No fim das contas, sonhos podem ser reconstruídos. Aplausos cessam. Amores também podem partir.
Mas uma consciência traída... essa nos acompanha para sempre.

A coragem que sempre faz barulho...

Às vezes imaginamos que ser forte é enfrentar o mundo de peito aberto, sem medo. Mas a vida me ensinou que existem coragens silenciosas... aquelas que ninguém vê.

Há coragem em levantar da cama quando a tristeza pesa. Há coragem em dar alguns passos dentro de casa quando o medo ainda nos impede de atravessar o portão. Há coragem em voltar a cuidar de si depois de tanto tempo cuidando apenas da dor.

Aprendi que recomeçar não exige grandes feitos. Exige apenas a decisão de não desistir de si mesma.

Cada pequena caminhada, cada página escrita, cada sorriso que insiste em nascer, mesmo depois das lágrimas, é uma declaração de que a vida continua valendo a pena.

Talvez eu ainda não esteja onde desejo chegar... mas também já não estou onde um dia pensei que ficaria para sempre.

E isso... já é uma vitória.

Porque a verdadeira coragem não é a ausência do medo.
É seguir caminhando... mesmo de mãos dadas com ele.