terça-feira, 9 de junho de 2026

Leis da corrupção



É muito triste viver num tempo em que precisamos explicar quem é honesto.
Esse juiz é correto. Aquele deputado presta. Esse policial é íntegro. Aquele outro não.
Mas não deveria ser assim.

Honestidade não deveria ser qualidade extraordinária. Deveria ser requisito básico. O mínimo. O esperado.

Quando a corrupção invade as estruturas de um país, ela não rouba apenas dinheiro público. Ela rouba a confiança. Rouba o respeito pelas instituições. Rouba a esperança das pessoas comuns que acordam cedo, trabalham, pagam impostos e tentam ensinar valores aos filhos.

E talvez seja exatamente isso o mais doloroso no Brasil de hoje: a sensação de que precisamos o tempo todo desconfiar de todos.

Desconfiar da política. Desconfiar das leis. Desconfiar de quem julga. Desconfiar de quem deveria proteger.

As pessoas passaram a escolher lados como se ética tivesse partido. Como se caráter dependesse de ideologia. E não depende.
O errado continua errado, mesmo quando é cometido por alguém de quem gostamos. E o certo continua certo, mesmo quando vem de alguém de quem discordamos.

Nenhuma sociedade se sustenta quando a honestidade vira artigo raro e a corrupção passa a ser relativizada conforme a conveniência.

Quem sabe o maior perigo não seja a corrupção em si. Talvez seja o momento em que ela se torna tão comum que deixa de causar indignação.

Porque quando um povo perde a capacidade de se indignar, ele começa, aos poucos, a normalizar aquilo que deveria combater.
E um país que normaliza a corrupção adoece não apenas nas leis… adoece na alma.

Quem sabe o maior perigo não seja apenas a corrupção.

Talvez seja o conformismo diante dela.
O momento em que as pessoas passam a aceitar o absurdo como rotina, a injustiça como paisagem e a desonestidade como algo inevitável.

John F. Kennedy dizia: “O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento.”

E talvez seja exatamente isso que aconteça com uma sociedade que perde a capacidade de se indignar.
Ela deixa de lutar. Deixa de acreditar. Deixa de reagir.
E quando um povo se acostuma com o errado, o errado deixa de se esconder.

Ps. LEIS DA CORRUPÇÃO É UM FILME PROTAGONIZADO POR TOM SELEC QUE VALE A PENA CONFERIR! 

“O dia em que o câncer virou xingamento”

Foto copiada do site Dreamstime.

Ontem, ao buscar a minha neta na escola, eu passei por uma quadra em frente a uma outra escola. Nessa quadra tinham vários adolescentes, meninas, meninos. E aí eu escutei um dos adolescentes, com cara de desvirtuado, coitado, gritando assim para o outro, cala a boca, seu gay...seu gay esculhambado. Se você não calar a boca, eu vou desejar que você fique com câncer, que você morra com câncer.

 E aquilo me deu uma dor no peito, sabe? Aquilo me deu uma tristeza, porque aquele menino não sabe o que é a dor de um paciente com câncer. Ele não sabe o medo que uma pessoa sente quando está com câncer. Essa coisa que o doente terminal pensa...do eu não sei como vai ser o dia de amanhã, embora ninguém saiba como será o amanhã.

No entanto, a grande verdade é essa, que o paciente com câncer, sabe que ele está muito mais perto do desfecho do que uma pessoa saudável.

 E foi exatamente isso que me deu tristeza...  as crianças, os jovens,   perderam a alegria de viver, a singeleza do viver. E eu acho que nós pais perdemos a mão no educar.

O que mais dói nisso tudo é perceber que aquele menino não estava apenas xingando o outro. Ele estava banalizando a dor. Transformando sofrimento humano em arma de humilhação.

E talvez seja exatamente aí que esteja uma das maiores falhas do nosso tempo: muitos jovens aprenderam a reagir, atacar, ironizar… mas não aprenderam a sentir. Não aprenderam a reconhecer a fragilidade da vida, a doença, o medo, o limite do outro.
O câncer virou “xingamento”. A morte virou “deboche”. A diferença virou motivo de violência.

E isso revela uma pobreza emocional enorme.
Porque quem já viu um paciente com câncer de perto sabe… sabe do silêncio de quem tem medo do exame, da angústia de esperar um resultado, do cabelo que cai junto com a autoestima, do esforço para sorrir mesmo sentindo dor. Sabe do olhar de quem, pela primeira vez, entende que o amanhã não é garantido.

Tive uma reação profundamente humana: senti dor. Dor pelo menino ofendido. Dor pelo menino agressor. Dor pelo mundo que estamos construindo.

E talvez a razão não me falhe quando digo que nós, adultos, perdemos um pouco a mão no educar. Em algum momento, confundimos liberdade com ausência de limite. Proteção com falta de responsabilidade. E muitos jovens cresceram sem desenvolver empatia, sem compreender consequência, sem aprender que palavra também machuca, destrói, adoece.

Mas ainda acredito que há esperança exatamente em pessoas que, como eu, ainda se incomodam. Ainda sentem tristeza diante da crueldade. Porque o contrário da barbárie não é a perfeição — é a consciência.
E crianças não aprendem humanidade em discursos. Aprendem observando adultos humanos.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

“O peso perigoso do excesso de leveza





Às vezes, o excesso de leveza vira ausência.
Na tentativa de não traumatizar, não limitar, não frustrar… alguns adultos acabam não protegendo.

Criar uma criança não é apenas oferecer liberdade.
É oferecer direção.
É ensinar que existem consequências, limites, respeito, cuidado e presença emocional verdadeira.

Há uma diferença enorme entre uma infância leve… e uma infância solta ao vento.
Nem toda rigidez educa, isso é verdade.
Mas a falta absoluta de firmeza também abandona.

Crianças precisam de amor, mas também precisam de contorno.

Precisam sentir que existe um adulto capaz de sustentar o “não”, de perceber perigos, de interromper violências, de proteger até delas mesmas quando necessário.

Vivemos um tempo em que muitos confundem proteção com permissividade.
Confundem escuta com omissão.
Confundem liberdade com ausência de responsabilidade.

E talvez uma das maiores provas de amor seja justamente aquela que exige coragem para desagradar.

Porque proteger uma criança não é deixá-la fazer tudo.
É não deixá-la sozinha diante de tudo.

domingo, 7 de junho de 2026

“Pequenos Instantes, Eternas Memórias”


Tem dias que estamos meio lusco fusco... meio partida... Talvez cansada... Talvez desanimada... mas aí a gente lembra do que nos faz sorrir... a FAMÍLIA!

Família não é fotografia perfeita.
É riso atravessado no meio do caos.
É criança interrompendo conversa.
É alguém fazendo sinal de paz enquanto o outro tenta organizar a bagunça da vida.
É o colo improvisado.
É o abraço apertado antes mesmo da foto acontecer.

O tempo passa depressa demais.
Os bebês crescem.
As crianças mudam a voz.
Os adultos carregam marcas que antes não existiam.

Mas existem imagens que conseguem guardar aquilo que o coração não quer perder: o amor simples.

A felicidade quase nunca chega anunciada.
Ela aparece assim…
num churrasco qualquer,
num domingo comum,
num sorriso sem pose,
num braço em volta do outro como quem diz silenciosamente:
“eu estou aqui.”

Talvez a vida seja exatamente isso:
colecionar pequenos instantes que, no futuro, terão tamanho de eternidade.

E quando tudo passar…
serão essas memórias que continuarão abraçando a gente por dentro.



sábado, 6 de junho de 2026

Quem ama não mata... nem se omite!



Há violências que não começam no primeiro tapa. Elas começam no silêncio. Na omissão. Na desculpa repetida. No medo que paralisa. Na dependência emocional que cega. Na alma adoecida que já não consegue distinguir proteção de submissão.

E então eu me pergunto: que caminhos psíquicos, emocionais ou até espirituais levam uma mãe a permitir tanta violência contra um filho? Como alguém suporta assistir à destruição daquilo que deveria defender com a própria vida?

Talvez existam prisões invisíveis. Relacionamentos abusivos. Manipulações. Traumas. Medos. Talvez exista uma mente adoecida, esmagada pela culpa, pela dependência ou pela incapacidade de reagir.

Mas ainda assim… dói compreender.

Porque amor deveria proteger. Amor deveria romper o ciclo. Amor deveria gritar quando o filho não consegue mais pedir socorro.

E junto dessa dor vem outra revolta: que leis são essas que ainda deixam brechas? Que sistema é esse que tantas vezes parece lento, confuso e insuficiente diante de crimes tão cruéis? Quantas vítimas ainda precisam existir até que responsabilidade e omissão tenham o peso real que merecem?

Eu fico sem chão. Confusa. Com o coração apertado.
Porque eu daria de um tudo para ter meu filho junto a mim. Tudo.

E talvez seja exatamente isso que minha alma não consegue entender: como alguém consegue permanecer indiferente diante da dor de um filho… quando existem mães que moveriam o mundo inteiro apenas para ouvir mais uma vez a voz dele.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Ilha Grande: o paraíso que corre o risco de esquecer sua alma

Vamos conversar sobre a Ilha Grande?
Essa fotinho me motivou a escrever... foi tirada em um Carnaval onde, eu grávida de 7 para 8 meses do meu primogênito que hoje teria 45 anos, passei todos os dias em um veleiro pequeno circulando o mar entre Angra e Mangaratiba... 

Lembrei de meus filhos já crescidos indo com amigos para a Ilha ficar em campings os quais os donos já conheciam e chamavam pelo nome todos os adolescentes... nessa época a ilha era tranquila... nativa... com problemas pontuais de lugares pequenos... 

Que tal emplementarmos uma discussão  como já existe em vários lugares do mundo que enfrentam pressão turística sobre territórios tradicionais e ambientalmente frágeis.

 O nome disso pode variar conforme o enfoque:
ordenamento territorial;
plano diretor participativo;
zoneamento ecológico-econômico;
política de preservação cultural;
gestão sustentável do território;
proteção de comunidades tradicionais.

E, no caso da Ilha Grande, muitos especialistas diriam que isso deveria ser ainda mais rigoroso justamente porque a ilha tem três fragilidades simultâneas:
ambiental;
logística;
cultural.

A Ilha Grande não é uma cidade continental comum.
Ela possui limites físicos muito claros:
água;
mata atlântica;
dificuldade de abastecimento;
saneamento limitado;
mobilidade restrita;
dependência de travessias marítimas.
Ou seja: existe um limite real de suporte humano e estrutural.

O que proponho, o que percebo,  inclusive reconhecido por estudos ambientais e urbanos: chama-se muitas vezes “capacidade de carga” do território.

Em outras palavras: quantas pessoas, construções, negócios e turistas um lugar consegue suportar sem colapsar ambientalmente, socialmente e culturalmente?




O que  proponho é : limitar pousadas, controlar construções, organizar comércio, preservar determinadas praias e proteger moradias tradicionais — e sei que seria visto por muitos urbanistas e antropólogos como uma forma de proteção territorial e cultural.
Inclusive, em alguns países e ilhas turísticas existem regras como:
limite de hotéis;
proibição de verticalização;
controle rígido de novas licenças;
preservação de arquitetura tradicional;
restrição à compra especulativa;
prioridade de moradia para residentes históricos;
proteção especial a populações tradicionais.

No caso brasileiro, isso esbarra em vários desafios:
interesses econômicos;
pressão imobiliária;
turismo como fonte de arrecadação;
falta de fiscalização;
conflitos políticos;
desigualdade social;
ausência de planejamento contínuo.

E há outro ponto muito importante a ser considerado: a logística.
A dependência de travessias por:
Angra dos Reis;
Mangaratiba;
Conceição de Jacareí
faz com que saúde, educação, abastecimento, segurança e mobilidade sejam muito mais complexos.

Por isso, políticas públicas para a Ilha Grande precisariam ser específicas — não apenas copiar modelos urbanos do continente.

E talvez o ponto mais importante seja este:
preservar cultura caiçara não significa “congelar” a ilha no passado.
Significa permitir que ela evolua sem perder sua alma.
Porque quando um território tradicional passa a funcionar apenas para atender mercado turístico, ele corre o risco de virar cenário: bonito por fora, mas vazio da vida original que o tornou especial.

E fica aqui a reflexão: o que queremos de verdade deixar para as novas gerações? Um exemplo de RESPEITO: as culturas, ao meio ambiente, aos que construíram a história da ilha, ou o de abandono, desleixo, ganância... oportunismo?

HÁ QUE SE DISCUTIR SEM VIOLÊNCIA... SEM OFENSAS... MAS COM A CONVICÇÃO DE QUE O TEMA É BEM DIFÍCIL EM FACE DESSE ESPÍRITO OPORTUNISTA,GANANCIOSO,DESPREZÍVEL DAQUELES QUE GOVERNAM LICITAMENTE OU PARALELAMENTE!



terça-feira, 26 de maio de 2026

Me permitindo a preguiça boa....

Tem dias em que a alma pede silêncio.
Não é tristeza, nem fraqueza.
É só o corpo e a mente avisando que também precisam descansar.

Vivemos numa época em que parece obrigatório estar sempre produzindo, sorrindo, performando, dando conta de tudo… mas ninguém floresce o ano inteiro. Até a natureza respeita seus próprios ciclos.

Hoje é dia de preguiça boa.
Daquelas sem culpa.
Dia de desacelerar os pensamentos, respirar mais devagar, aquietar o coração e permitir que o espírito encontre descanso.

Porque descansar também é cuidado.

Também é equilíbrio.

Também é sabedoria. 

domingo, 24 de maio de 2026

“Você não era difícil de amar. Era fácil de controlar.” 😑😶😐


Se apaixonar por alguém com fortes traços narcisistas costuma ser uma das experiências emocionais mais confusas que existem.

Porque, no começo, muitas vezes a pessoa não encontra frieza… encontra intensidade. Atenção. Encantamento. A sensação de finalmente ter sido vista.

E é exatamente aí que mora o perigo.
A manipulação raramente começa com agressão.
Ela começa com vínculo.

Aos poucos, a pessoa vai deixando de confiar na própria percepção, nos próprios sentimentos, nas próprias decisões. O outro passa a definir o que é exagero, o que é drama, o que é loucura, o que é culpa. E quando você percebe… já está emocionalmente dependente de alguém que alterna afeto e punição como forma de controle.

O mais cruel é que a vítima muitas vezes não permanece por fraqueza.
Ela permanece porque foi condicionada emocionalmente.

E então chega o momento mais doloroso:
quando o conhecimento desperta.
Porque entender que está sendo manipulada não significa conseguir sair imediatamente. Às vezes a mente entende antes do coração. Antes da coragem. Antes da autonomia emocional voltar.

A auto preservação começa quase como um luto:
luto da pessoa que você acreditava que ele fosse;
luto da relação que você sonhou;
e, principalmente, luto da versão de si mesma que foi se perdendo para sobreviver à dinâmica.

Reagir dói porque a dependência emocional criada por relações assim não é apenas afetiva. Ela pode se tornar psicológica, financeira, social e até identitária.
E existe uma culpa silenciosa em quem acorda:
“Como eu deixei isso acontecer comigo?”
Mas relacionamentos manipuladores não aprisionam pela lógica.

Aprisionam pela esperança.
Talvez um dos maiores atos de coragem seja justamente este: parar de tentar salvar a relação… e começar a salvar a si mesma.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

A arte de criar filhos em tempos modernos... parte 2

Há uma sabedoria muito profunda nesse provérbio japonês:
“A ponte que resiste ao rio não é a que desafia a corrente, mas a que aprende onde apoiar seus pilares.”
No cotidiano, principalmente na educação dos filhos, isso fala menos sobre força… e muito mais sobre inteligência emocional, adaptação e equilíbrio.
Muitos pais acreditam que educar é controlar cada passo, endurecer regras, impor vontades e lutar contra tudo aquilo que o mundo moderno traz. Mas filhos não são rios que podemos represar eternamente. Eles crescem, pensam, questionam, sentem, erram, se transformam.
E talvez o grande desafio da maternidade e da paternidade atual seja justamente entender onde apoiar os pilares.
Porque uma ponte forte não é feita apenas de concreto. Ela é construída com cálculo, flexibilidade e compreensão da força da correnteza. Pais também precisam aprender isso.
Há momentos em que será necessário firmeza. Em outros, escuta. Às vezes orientação. Às vezes silêncio. Às vezes acolhimento. Às vezes limites muito claros.
Educar filhos hoje exige perceber que o mundo mudou. As dores mudaram. As influências são outras. As pressões emocionais são enormes. Redes sociais, excesso de informação, ansiedade, comparações, imediatismo… tudo isso atravessa a vida deles diariamente.
E muitos conflitos familiares nascem quando tentamos educar nossos filhos apenas com os pilares do passado, ignorando a correnteza do presente.
Isso não significa abrir mão de valores. Significa aprender a sustentá-los de maneira que não quebre a ponte entre pais e filhos.
Porque filhos que só recebem rigidez podem aprender medo. Filhos que só recebem liberdade podem crescer sem direção. Mas filhos que encontram apoio, coerência, diálogo e presença… geralmente encontram um caminho de volta, mesmo quando a vida os leva para longe por algum tempo.
Talvez educar seja exatamente isso: não lutar contra o rio o tempo inteiro… mas construir relações fortes o suficiente para atravessá-lo juntos.

“Coerência tem seu preço: nem sempre serei unanimidade.”

Nem sempre eu digo o que as pessoas querem ouvir. Procuro ser coerente com meus pensamentos, com minha índole e com minha essência.

Também nem sempre vou escrever ou falar de uma forma que a minha própria família considere exatamente como fui educada. E isso é natural. O tempo, os valores, as dores e as marcas da vida foram ampliando minha percepção sobre a existência, sobre reforma íntima e sobre o ser humano.

O que sou hoje talvez não seja uma cópia exata daquilo que aprendi na infância. Não. Carrega a base do que vivi, mas passou por transformação, amadurecimento e aperfeiçoamento.

Talvez eu tenha me tornado mais religiosa no sentido mais amplo da palavra. Mais preocupada com justiça, com direitos, com humanidade e, principalmente, com a prática verdadeira da palavra de Deus — sem estar presa às amarras de uma religião específica.
Procuro manter um pensamento crítico, mas também coerente. E mais do que falar sobre valores, procuro ser exemplo deles.

Por isso, não escrevo para agradar pessoas ou para confirmar aquilo que elas já pensam. Escrevo sobre aquilo em que realmente acredito.

Mesmo que isso me faça escolher um lado do muro. Mesmo que provoque desconforto. Mesmo que existam costas viradas, narizes torcidos ou gritos pelo caminho.

Porque, no fim, o que realmente importa para mim é que, em algum lugar, de alguma forma, minhas palavras possam tocar alguém e despertar um exercício mais verdadeiro de justiça, consciência e humanidade.