quarta-feira, 1 de julho de 2026

Insigthns ou um aviso dos céus?


Sabe... eu costumo dizer que sonhos não morrem... apenas adormecem para acordarem quando estivermos prontos.

Anteontem vivi algo que me fez acreditar ainda mais nisso.

Sem nenhuma explicação, minha mente voltou para uma viagem que fiz em 2009.
 Mas não foi apenas uma lembrança. Eu me vi novamente naquele aeroporto. Senti a mesma alegria, a mesma expectativa, a mesma felicidade e a mesma plenitude daquele momento. Foi como se o tempo tivesse desaparecido por alguns instantes.

A sensação foi tão intensa que meu coração se encheu de esperança. Não porque eu saiba o que vai acontecer, mas porque existem momentos em que a alma parece pressentir que algo bom está se aproximando.

Talvez seja por isso que precisamos valorizar os nossos sonhos, cultivar pensamentos positivos e manter o olhar atento aos sinais que a vida nos oferece. Nem tudo pode ser explicado pela razão. Algumas certezas nascem primeiro dentro de nós.


❤️🩵

terça-feira, 30 de junho de 2026

A vida sacrificada dos jogadores

A fotinho foi retirada de um perfil da Internet! Creio ser de um fotógrafo da CBF

É curioso como a maioria das pessoas enxerga apenas a parte mais visível da vida de um jogador de futebol... Os salários, a fama, os contratos milionários, os carros, o reconhecimento...

E, diante disso, muitos concluem que eles não têm o direito de reclamar de absolutamente nada.

Mas quase ninguém se dispõe a olhar o preço que existe por trás de tudo isso...

São meninos que, muitas vezes, deixam sua cidade, seu Estado e até seu país ainda muito jovens. Crescem longe da família, perdem aniversários, natais, momentos únicos ao lado dos pais, dos filhos, da esposa... Vivem entre aeroportos, hotéis, concentrações, treinos e jogos. A vida deles pertence muito mais ao futebol do que a eles mesmos.
E existe um outro lado que poucos enxergam...

Quando um grande jogador entra em campo, ele passa a ser o principal alvo do adversário. A missão é neutralizá-lo. E isso significa marcação implacável, faltas sucessivas, entradas duras, pancadas que nem sempre aparecem nos melhores momentos da partida.

Esses atletas apanham muito... Muito mais do que a maioria de nós consegue imaginar.
Depois vêm as contusões, as cirurgias, a fisioterapia... meses de recuperação... ansiedade, dor, medo de não voltar no mesmo nível.

E, justamente nesse momento, quando mais precisariam de apoio, surgem as críticas, o deboche e os julgamentos.

Estamos vendo isso acontecer com Neymar... Já aconteceu com Casemiro,, Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno, Romário e tantos outros que escreveram páginas brilhantes na história do futebol. Em algum momento, todos foram tratados como se uma lesão fosse sinônimo de falta de compromisso ou de vontade.
O torcedor tem, sim, o direito de cobrar desempenho... Afinal, o futebol vive da paixão de quem torce.

Mas talvez esteja faltando um ingrediente indispensável: a empatia.
Por trás da camisa existe um ser humano. Um homem que sente dor, que se machuca, que se frustra, que luta para voltar a fazer aquilo que mais ama.
É muito fácil aplaudir quando o gol sai, quando o título chega, quando o herói levanta a taça...

O verdadeiro teste da nossa humanidade, porém, é saber estender a mão quando esse mesmo ídolo cai.
Porque antes de serem jogadores de futebol... antes de serem ídolos... eles são pessoas.

E toda pessoa merece respeito... compreensão... carinho... e a oportunidade de se levantar sem ser apedrejada por aqueles que, um dia antes, gritavam o seu nome nas arquibancadas.

"...Porque antes de serem jogadores de futebol... antes de serem ídolos... eles são pessoas. E talvez o mundo estivesse um pouco melhor se aprendêssemos a aplaudir menos apenas as vitórias... e a abraçar um pouco mais aqueles que lutam para se levantar depois de uma queda."

segunda-feira, 29 de junho de 2026

O esporte alivia e distrai as emoções.


Quando uma nação se reúne em torno do esporte, por alguns instantes os sentimentos se unem, os problemas cotidianos parecem dar uma trégua e todos vibram pelo êxito do país.

Hoje, celebramos a alegria de ver o Brasil avançar mais uma etapa. Mas talvez isso também seja um retrato da nossa realidade: a necessidade de encontrar algo que nos distraia das dificuldades graves e pontuais que enfrentamos diariamente.

O esporte tem esse poder de unir, emocionar e renovar a esperança. No entanto, a euforia de uma vitória não pode nos fazer esquecer os desafios que continuam à nossa espera quando o apito final soa.

Que celebremos as conquistas da nossa Seleção, mas que também mantenhamos o olhar atento ao Brasil que precisa vencer fora dos gramados.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A calma do mar...


O mar e a minha alma...

Há algo no mar que conversa com a minha alma em silêncio...

Talvez seja a sua imensidão que me lembra o quanto somos pequenos diante da grandeza da vida. Talvez seja o movimento constante das águas, que nunca param, mas nunca perdem a capacidade de recomeçar.

Quando observo o mar, meu coração desacelera. As preocupações diminuem de tamanho, os ruídos do mundo ficam distantes e encontro um lugar de calma dentro de mim.

Assim como esse pequeno peixe encontra abrigo entre as rochas, também encontro no mar um refúgio para os dias difíceis, um espaço onde posso respirar fundo, reorganizar os pensamentos e renovar as esperanças.

"O mar acalma minha alma porque conhece o segredo do tempo. Ele sabe avançar sem pressa, recuar sem desistir e recomeçar todos os dias. E, em sua imensidão serena, encontro a paz que tantas vezes procuro dentro de mim."

Talvez seja por isso que amo tanto o mar...

Porque, diante dele, minha alma encontra paz.

domingo, 21 de junho de 2026

Uma mãe, vários filhos...


Uma realidade muitas vezes escondida atrás de um comentário debochado...
Há muito mais mágoa pelo que não se teve do que espanto ou graça diante de uma mãe zelosa, presente e atenta.

Meus filhos sofreram um pouco com isso, é verdade. Afinal, eles eram os "pintinhos da mamãe". E eu sempre fui, antes de qualquer outra coisa, mãe.

Dediquei meu tempo, minha energia e meu coração. Estive ao lado deles nos momentos bons e nos difíceis. Falei o que precisava ser falado, sem deixar de caminhar junto, sem abandonar a mão que eu mesma ensinava a seguir o próprio caminho.

E talvez por isso muitos amigos deles — os de verdade, os da infância, aqueles que a vida foi trazendo para dentro da nossa casa — tenham acabado me considerando mais do que uma simples "tia". Eu me tornei uma espécie de mãe emprestada, um porto seguro, um colo disponível, um ouvido atento.

Hoje entendo que o amor vigilante de uma mãe pode até despertar algumas brincadeiras. Mas a ausência desse amor costuma deixar marcas muito mais profundas do que sua presença.

Porque filhos crescem, ganham o mundo, constroem suas próprias histórias... mas nunca deixam de precisar saber que existe um lugar onde são amados sem medida e sem condições.

sábado, 20 de junho de 2026

Liberdade de expressão e fé!


Ontem meu marido me chamou a atenção por causa das coisas que escrevo.

Parei para pensar. Sou uma mulher de fé. Sou uma mulher voltada para a minha família, para os meus filhos, para os meus netos. Sou uma mãe que carrega a saudade de um filho que partiu cedo demais. Mas também sou uma mulher que valoriza profundamente a liberdade que Deus nos concedeu: a liberdade de pensar, de escolher e de expressar aquilo em que acreditamos.

Não tenho dificuldade em escolher um lado do muro quando a vida me pede posicionamento. Escolho, assumo as consequências das minhas escolhas e, quando acerto, recebo com gratidão a alegria de ter caminhado de acordo com aquilo que considero correto aos olhos de Deus.
Também não tenho medo de manifestar minha opinião quando o assunto é polêmico. O importante para mim não é agradar a todos. O importante é ser coerente com os meus valores, com a minha fé e com a minha consciência.

Aprendi que a omissão também é uma escolha. E, muitas vezes, aqueles que mais precisam ser ouvidos não têm voz suficiente para se fazer escutar. Se Deus me deu voz, palavras e a oportunidade de alcançar pessoas, não quero desperdiçar esse presente.

Por isso escrevo. Por isso me posiciono. Não por coragem extraordinária, mas porque acredito que viver de acordo com aquilo que se crê é uma forma de testemunho.
Sem medo. Sem agressividade. Sem desrespeito.

Mas também sem abrir mão da verdade que carrego no coração.

11 anos... um longo mas reformulador caminho.

11 anos...

Completa hoje a data fatídica do dia em que meu filho saiu de casa para ir àquela maldita festa, com o objetivo de prestigiar um amigo, irmão da garota por quem era apaixonado.
11 anos que recebi aquele beijinho jogado, acompanhado de um simples:

— Volto de manhã para levar a Jaque na festa...

11 anos que tive um aviso dos céus e te liguei já bem tarde... E você, ao atender pela última vez, mostrou mais uma vez o tamanho do seu coração, preocupado com o Jojo.

11 anos que minha vida se quebrou como vidro de janela em meio a um furacão. E eu fiquei assim: partida entre o desespero, o medo e a dolorosa interrogação de como seria minha vida dali em diante.
Foram quase 11 anos elaborando o luto.

 Aprendendo o que fazer com ele. Aprendendo a caminhar ao seu lado. Reformulando quem eu era a partir dele.

Hoje, eu sei que consegui.

Você não morreu.

Você passeia sereno no lugar mais protegido do mundo:
o meu coração.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Dias bem... outros nem tanto!


"Tem dias em que nosso humor caminha sereno. Há uma leveza silenciosa que nos acompanha, e até os desafios parecem encontrar seu lugar. Mas há dias em que manter a serenidade é um exercício angustiante. Dias em que o mundo parece um ringue, onde opiniões se chocam, intolerâncias se enfrentam e cada palavra pode se transformar em combate.

Nesses momentos, permanecer sereno não significa indiferença ou fraqueza. Ao contrário. Exige força. Exige escolher, a cada instante, não responder à agressividade com mais agressividade, não permitir que o barulho externo se transforme em tempestade interior.


Viver em paz quando tudo ao redor é paz é relativamente simples. Difícil é preservar a calma quando somos constantemente convidados para a luta. E talvez seja justamente aí que a serenidade revele seu maior valor: não como ausência de conflito, mas como a capacidade de não deixar que o conflito nos defina."

quinta-feira, 18 de junho de 2026

O avanço da tecnologia versus a irresponsabilidade de quem precisa gerir... deixando a porta ser arrombada...

Foto copiada do site Sou Petrópolis.

Vivemos uma época curiosa. Nunca tivemos tanta capacidade de prever os humores da natureza. Satélites observam oceanos, computadores simulam cenários climáticos e especialistas alertam com meses de antecedência sobre secas, enchentes, ondas de calor e tempestades cada vez mais severas.

Ao mesmo tempo, nunca pareceu tão comum assistir às tragédias anunciadas acontecerem diante dos nossos olhos.

Se um possível super El Niño vier a se confirmar, não poderemos dizer que fomos pegos de surpresa. Os sinais estão aí. As previsões estão aí. A informação circula em velocidade instantânea. O que falta não é conhecimento; é compromisso.

Enquanto cidadãos recebem alertas em seus celulares, muitas cidades continuam sem planejamento adequado, sem obras preventivas, sem manutenção da infraestrutura e sem políticas capazes de proteger as populações mais vulneráveis. A ganância, os interesses eleitorais de curto prazo e a velha cultura de agir apenas depois do desastre parecem falar mais alto do que a responsabilidade coletiva.

Precisamos ter coragem de levantar essa discussão. Não para espalhar medo, mas para exigir prevenção. Não para apontar culpados depois da tragédia, mas para cobrar providências antes dela.

Porque a chuva é um fenômeno natural. O calor extremo é um fenômeno natural. Os ventos são fenômenos naturais. Mas transformar previsões em ações concretas é uma obrigação humana.

E quando a sociedade se cala diante dos alertas ignorados, acaba assistindo, mais uma vez, à repetição de uma história que poderia ter sido diferente.

Talvez o mais preocupante não seja a possibilidade de um super El Niño. Talvez o mais preocupante seja nossa capacidade de assistir aos alertas, conhecer os riscos, prever as consequências e, ainda assim, esperar que a tragédia aconteça para agir.
Temos informações, tecnologia, estudos e previsões. O que falta, muitas vezes, é transformar conhecimento em prevenção.
Vivemos reclamando da cultura do "depois da porta arrombada". Mas, neste caso, a porta está balançando diante dos nossos olhos, os avisos estão sendo dados e os riscos estão sendo amplamente divulgados.

A pergunta que fica não é apenas o que a natureza fará nos próximos meses.

A pergunta que fica é: o que está sendo feito no seu município para prevenir as consequências desse fenômeno?
As galerias pluviais estão sendo limpas? As áreas de risco estão sendo monitoradas? Existe um plano para proteger idosos e pessoas vulneráveis durante ondas de calor? Há preparo para enfrentar enchentes, deslizamentos, secas ou interrupções no abastecimento?

Porque, quando a porta finalmente arromba, já não há tempo para prevenção. Resta apenas contar os prejuízos e lamentar aquilo que poderia ter sido evitado.

A intrigante missão de refinar o olhar para reconhecer os tesouros que já foram colocados em nossas mãos.



"Meu texto hoje foi motivado por algumas postagens que vi no Instagram: duas atrizes falando das marcas da vida e uma citava a ansiedade provocada pelo medo de em face ao trabalho não poder acompanhar o crescimento da filha com mais presença; o vídeo da mãe relatando o pedido do filho para jogar bafo mais que ela, por estar na Internet não deu naquele momento a atenção solicitada e, mais tarde,  ao ver na mídia uma mãe implorar oração pelo filho pequeno morrendo no hospital, teve um momento de mea culpa; também pensei muito na mãe do Henry Borel... Munique me fez ler sobre Medeia e essa coisa de que muitos não conseguem a classificar como vítima ou algoz."

Às vezes observo algumas mães e me pergunto se elas percebem o tamanho da missão que receberam.

Não falo de perfeição. Nenhuma mãe é perfeita. Falo da presença. Do olhar. Da atenção aos pequenos sinais. Daquilo que não aparece nas fotografias, não rende aplausos e não produz reconhecimento social.

Vivemos uma época que valoriza muito o externo. O sucesso, a carreira, os relacionamentos, as conquistas, a imagem. Tudo isso tem seu valor. Mas me pergunto se, por vezes, não corremos o risco de nos encantar tanto com o que está fora que deixamos de enxergar o que cresce silenciosamente dentro de casa.

Não escrevo isso para julgar. Cada ser humano está em seu próprio estágio de aprendizado. Talvez algumas pessoas ainda estejam vivendo experiências necessárias ao desenvolvimento da própria consciência.
 Talvez ainda precisem descobrir que o amor não se mede apenas pelo que se oferece materialmente, mas pela disponibilidade de estar presente.

Dentro da visão espiritual que abraço, acredito que nada acontece por acaso. Nem os filhos chegam por acaso. Talvez eles sejam espíritos que aceitaram compartilhar uma jornada de crescimento mútuo. Talvez algumas almas venham para ensinar e outras para aprender. Talvez, muitas vezes, os papéis se invertam ao longo do caminho.
Há filhos que recebem colo em abundância. Há filhos que aprendem a sobreviver à ausência. Nenhuma dessas experiências é simples. Mas todas carregam possibilidades de evolução.

O que me toca é pensar que a infância passa depressa. O tempo não volta. O olhar que não foi dado, a conversa que não aconteceu, a presença que foi adiada para depois, tudo isso deixa marcas.

Talvez a verdadeira evolução não esteja apenas em conquistar o mundo, mas em perceber quem está sentado à nossa mesa enquanto tentamos conquistá-lo.

Será que estamos tão ocupados construindo uma vida que, às vezes, esquecemos de vivê-la? E o que é o viver para você? ( Essa é uma resposta para você dar a você mesmo, porque ela fatalmente te levará a uma reflexão que só a você cabe).