A fotinho foi retirada de um perfil da Internet! Creio ser de um fotógrafo da CBF
É curioso como a maioria das pessoas enxerga apenas a parte mais visível da vida de um jogador de futebol... Os salários, a fama, os contratos milionários, os carros, o reconhecimento...
E, diante disso, muitos concluem que eles não têm o direito de reclamar de absolutamente nada.
Mas quase ninguém se dispõe a olhar o preço que existe por trás de tudo isso...
São meninos que, muitas vezes, deixam sua cidade, seu Estado e até seu país ainda muito jovens. Crescem longe da família, perdem aniversários, natais, momentos únicos ao lado dos pais, dos filhos, da esposa... Vivem entre aeroportos, hotéis, concentrações, treinos e jogos. A vida deles pertence muito mais ao futebol do que a eles mesmos.
E existe um outro lado que poucos enxergam...
Quando um grande jogador entra em campo, ele passa a ser o principal alvo do adversário. A missão é neutralizá-lo. E isso significa marcação implacável, faltas sucessivas, entradas duras, pancadas que nem sempre aparecem nos melhores momentos da partida.
Esses atletas apanham muito... Muito mais do que a maioria de nós consegue imaginar.
Depois vêm as contusões, as cirurgias, a fisioterapia... meses de recuperação... ansiedade, dor, medo de não voltar no mesmo nível.
E, justamente nesse momento, quando mais precisariam de apoio, surgem as críticas, o deboche e os julgamentos.
Estamos vendo isso acontecer com Neymar... Já aconteceu com Casemiro,, Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno, Romário e tantos outros que escreveram páginas brilhantes na história do futebol. Em algum momento, todos foram tratados como se uma lesão fosse sinônimo de falta de compromisso ou de vontade.
O torcedor tem, sim, o direito de cobrar desempenho... Afinal, o futebol vive da paixão de quem torce.
Mas talvez esteja faltando um ingrediente indispensável: a empatia.
Por trás da camisa existe um ser humano. Um homem que sente dor, que se machuca, que se frustra, que luta para voltar a fazer aquilo que mais ama.
É muito fácil aplaudir quando o gol sai, quando o título chega, quando o herói levanta a taça...
O verdadeiro teste da nossa humanidade, porém, é saber estender a mão quando esse mesmo ídolo cai.
Porque antes de serem jogadores de futebol... antes de serem ídolos... eles são pessoas.
E toda pessoa merece respeito... compreensão... carinho... e a oportunidade de se levantar sem ser apedrejada por aqueles que, um dia antes, gritavam o seu nome nas arquibancadas.
"...Porque antes de serem jogadores de futebol... antes de serem ídolos... eles são pessoas. E talvez o mundo estivesse um pouco melhor se aprendêssemos a aplaudir menos apenas as vitórias... e a abraçar um pouco mais aqueles que lutam para se levantar depois de uma queda."
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