Ontem meu marido me chamou a atenção por causa das coisas que escrevo.
Parei para pensar. Sou uma mulher de fé. Sou uma mulher voltada para a minha família, para os meus filhos, para os meus netos. Sou uma mãe que carrega a saudade de um filho que partiu cedo demais. Mas também sou uma mulher que valoriza profundamente a liberdade que Deus nos concedeu: a liberdade de pensar, de escolher e de expressar aquilo em que acreditamos.
Não tenho dificuldade em escolher um lado do muro quando a vida me pede posicionamento. Escolho, assumo as consequências das minhas escolhas e, quando acerto, recebo com gratidão a alegria de ter caminhado de acordo com aquilo que considero correto aos olhos de Deus.
Também não tenho medo de manifestar minha opinião quando o assunto é polêmico. O importante para mim não é agradar a todos. O importante é ser coerente com os meus valores, com a minha fé e com a minha consciência.
Aprendi que a omissão também é uma escolha. E, muitas vezes, aqueles que mais precisam ser ouvidos não têm voz suficiente para se fazer escutar. Se Deus me deu voz, palavras e a oportunidade de alcançar pessoas, não quero desperdiçar esse presente.
Por isso escrevo. Por isso me posiciono. Não por coragem extraordinária, mas porque acredito que viver de acordo com aquilo que se crê é uma forma de testemunho.
Sem medo. Sem agressividade. Sem desrespeito.
Mas também sem abrir mão da verdade que carrego no coração.
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