11 anos...
Completa hoje a data fatídica do dia em que meu filho saiu de casa para ir àquela maldita festa, com o objetivo de prestigiar um amigo, irmão da garota por quem era apaixonado.
11 anos que recebi aquele beijinho jogado, acompanhado de um simples:
— Volto de manhã para levar a Jaque na festa...
11 anos que tive um aviso dos céus e te liguei já bem tarde... E você, ao atender pela última vez, mostrou mais uma vez o tamanho do seu coração, preocupado com o Jojo.
11 anos que minha vida se quebrou como vidro de janela em meio a um furacão. E eu fiquei assim: partida entre o desespero, o medo e a dolorosa interrogação de como seria minha vida dali em diante.
Foram quase 11 anos elaborando o luto.
Aprendendo o que fazer com ele. Aprendendo a caminhar ao seu lado. Reformulando quem eu era a partir dele.
Hoje, eu sei que consegui.
Você não morreu.
Você passeia sereno no lugar mais protegido do mundo:
o meu coração.
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