sábado, 17 de outubro de 2026

Analisando as entrevistas na Globo...

Papo da manhã...

As entrevistas na Globo com os presidenciáveis...

Parece que a parcialidade da Globo pisou no freio... E dizer que pisou no freio não significa dizer que pulou para o outro lado! Para nós, espectadores, ficou evidente uma mudança na estratégia de condução das entrevistas...

Numa análise fria, sem paixões que nos impeçam de enxergar os defeitos dos adversários, as entrevistas reforçaram a impressão de que um dos candidatos já encontra dificuldades para apresentar um discurso coerente com as necessidades reais de um país como um todo. Algumas de suas respostas, pela minha avaliação, chegaram a causar indignação em quem acompanha minimamente a realidade política e social brasileira.

O outro, por sua vez, transmitiu a imagem de alguém que se preparou para exercer a Presidência da República... demonstrou domínio na condução das respostas e a segurança de quem procura apresentar um projeto de governo sustentado por estratégias e propostas.

Também soube contornar perguntas que, a meu ver, pareciam buscar mais o desgaste do entrevistado do que o aprofundamento de questões essenciais para o futuro do país.

Bem... escolher um lado nunca foi tão fácil, na minha opinião!

Porque, sinceramente, discutir rachadinhas ganha contornos quase hilários — se não fosse tão sério — quando colocamos na mesma balança os escândalos dos petrolões, as denúncias de desvios bilionários envolvendo aposentados, os supostos esquemas de propinas e as controvérsias sobre recursos em espécie relacionados a produções cinematográficas.

E atenção: não estou dizendo que rachadinhas devam ser ignoradas, minimizadas ou tratadas como algo aceitável. Desvio de dinheiro público é desvio de dinheiro público, independentemente de quem o pratique ou do lado político de quem o cometa.

O que estou dizendo é que, diante de um cenário tão complexo, precisamos estabelecer critérios de comparação, avaliar a dimensão dos fatos, considerar as responsabilidades e, sobretudo, observar o que cada candidato efetivamente oferece ao Brasil.

Não existe candidato perfeito. Existe a responsabilidade de escolher com consciência, comparar históricos, avaliar propostas e reconhecer quem nos parece menos nocivo aos interesses do povo brasileiro.

E, neste momento, essa é a minha avaliação: entre os dois, considero um deles uma alternativa infinitamente menos prejudicial ao país.

Não é paixão política que deveria orientar essa escolha... É discernimento!

Porque o Brasil não precisa de torcida organizada na política. Precisa de cidadãos capazes de pensar, questionar, comparar e, acima de tudo, não fechar os olhos para os erros de quem quer que seja.

Bom dia! E que a nossa consciência fale sempre mais alto do que a nossa paixão!

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Quando as escolhas nos derrotam!


Há mulheres que somam... e mulheres que subtraem!

Existe uma diferença enorme entre a mulher que caminha ao lado de um homem para ajudá-lo a crescer e aquela que, pelas próprias atitudes, contribui para sua queda.

E essa diferença não está necessariamente na certidão de casamento, no tempo de relacionamento ou no título que cada uma ocupa na vida dele.

Está no caráter... nas intenções... e, principalmente, nas atitudes!

Há mulheres que chegam à vida de um homem e se tornam parceiras de verdade. Enxergam seu potencial, incentivam seus projetos, oferecem apoio nos dias difíceis e comemoram suas conquistas sem a necessidade de competir com ele.

São mulheres que não têm medo do crescimento do companheiro, porque compreendem que uma relação saudável não é uma disputa de poder. É uma construção na qual os dois podem evoluir, sem que um precise diminuir para que o outro se sinta maior.

Mas também existem aquelas que confundem amor com posse, influência com manipulação e parceria com controle. Mulheres que alimentam vaidades, estimulam conflitos, afastam pessoas importantes e, pouco a pouco, ajudam a transformar escolhas equivocadas em caminhos sem volta.

E o mais curioso é que, muitas vezes, o homem só percebe a diferença quando começa a colher os resultados das próprias decisões.

Agora, vamos falar de uma verdade que nem sempre agrada?

Uma mulher pode se dar bem sem necessariamente fazer o bem.

Pode conquistar vantagens, ocupar um lugar privilegiado, usufruir de um patrimônio ou colher os frutos de uma situação que, aos olhos dos outros, parece uma vitória. Mas sucesso aparente não é sinônimo de grandeza, assim como estar ao lado de um homem poderoso não significa ter contribuído para que ele chegasse lá.

Da mesma forma, uma mulher que constrói junto não precisa estar sob os holofotes. Às vezes, ela está nos bastidores, segurando as pontas, acreditando quando ninguém mais acredita e ajudando a recolher os pedaços quando a vida desmorona.

Essa mulher não precisa ser perfeita. Precisa ser verdadeira.

E aqui cabe uma ressalva: homem adulto também responde pelas próprias escolhas. Nenhuma mulher é responsável por todas as decisões de um homem, assim como nenhum homem deve transferir para uma mulher a culpa pelos próprios fracassos.

Parceria não é carregar alguém nas costas. É caminhar junto, com responsabilidade, respeito e reciprocidade.

No fim das contas, não é o lugar que uma mulher ocupa que revela seu valor... é aquilo que ela faz com a influência que tem.

Porque há mulheres que chegam e ajudam um homem a construir um legado.

Há mulheres que chegam e o ajudam a perder tudo aquilo que levou uma vida para conquistar.

E há homens que, mesmo diante das diferenças, escolhem enxergar apenas aquilo que desejam ver.

A vida, porém, costuma apresentar a conta das escolhas... ainda que nem sempre no tempo ou da maneira que imaginamos.

A pergunta que fica é: você é a mulher que caminha ao lado para construir... ou aquela que precisa destruir o que existe para garantir o próprio lugar?

Pense nisso!

Quando o afeto encontra lucidez!

Quando o afeto encontra a lucidez...

Tenho passado alguns dias pensando sobre as pessoas, sobre os vínculos que construímos ao longo da vida e, principalmente, sobre a dificuldade que temos de enxergar algumas verdades quando existe afeto envolvido.

Às vezes, nossa intuição nos cutuca... insiste... aponta para alguma coisa que não conseguimos explicar com clareza. Percebemos contradições entre o discurso e as atitudes, comportamentos que nos causam estranheza, situações que nos fazem questionar aquilo que, durante muito tempo, preferimos não questionar.

E, ainda assim, permanecemos ali...

Não necessariamente porque somos ingênuos, mas porque gostamos. Porque existe carinho, história, identificação... porque conseguimos enxergar bondade naquela pessoa, mesmo quando também percebemos nela atitudes que nos decepcionam.

Afinal, ninguém é feito de uma única face. Existem pessoas que nos amam e, ainda assim, podem agir de maneira egoísta. Pessoas que têm bondade no coração, mas que nem sempre sabem lidar com os próprios interesses sem ultrapassar os limites alheios.

E reconhecer isso entristece...

Entristece porque gostaríamos que o afeto fosse sempre desinteressado. Que a consideração não dependesse das circunstâncias. Que as pessoas nos procurassem pela alegria da nossa presença, e não apenas pela utilidade que, em determinados momentos, podemos representar.

Mas a vida vai nos ensinando...

Nem tudo o que sentimos pode ser explicado. Nem toda desconfiança é uma certeza. Nem toda percepção representa uma verdade absoluta. Por isso, precisamos aprender a observar, a separar os fatos das interpretações e a respeitar aquilo que sentimos sem transformar nossas impressões em sentenças sobre os outros.

A lucidez não está em desconfiar de todo mundo. Está em não ignorar aquilo que merece a nossa atenção.

E talvez uma das maiores demonstrações de amadurecimento seja compreender que não precisamos deixar de amar alguém para reconhecer suas limitações.

Podemos gostar e discordar. Podemos acolher e estabelecer limites. Podemos continuar desejando o bem, sem permitir que a presença de alguém comprometa a nossa paz.

Aprendi, inclusive, que não precisamos estar diretamente envolvidos na vida de uma pessoa para continuar nos preocupando com ela. Há momentos em que cuidar também significa manter certa distância... permitir que cada um siga seu caminho, sem abandonar o carinho, mas sem assumir para nós o peso de tudo aquilo que não nos cabe resolver.

Isso não é frieza. É compreensão de limites.

E existe outra coisa que tenho aprendido: não preciso provar que alguém tem más intenções para decidir o que é saudável para mim.

Não preciso confrontar, acusar, disputar espaços ou anunciar minhas descobertas. Posso simplesmente observar, rever minhas escolhas e decidir até onde quero ir.

Porque, no fim das contas, o comportamento de outra pessoa fala sobre ela... mas a maneira como eu escolho me posicionar também fala sobre mim.

E eu quero que as minhas escolhas falem de serenidade, consciência e respeito próprio.

Não quero perder a capacidade de amar. Não quero me tornar uma pessoa amarga porque descobri que nem todos correspondem às minhas expectativas. Tampouco quero permitir que o carinho me faça ignorar aquilo que, silenciosamente, vem me pedindo atenção.

Quero aprender a colocar cada pessoa no lugar que ela pode ocupar na minha vida, sem precisar diminuí-la, condená-la ou deixar de reconhecer suas qualidades.

E, principalmente, quero aprender a não me abandonar para manter ninguém por perto.

Porque o afeto é precioso... mas não pode ser uma autorização para que alguém disponha de nós conforme as próprias conveniências.

Talvez seja isso que chamamos de maturidade: continuar tendo o coração aberto, mas deixar de entregar a ele, sozinho, todas as decisões.

Amar, sim... mas com lucidez.

Acolher, sim... mas com limites.

Confiar, sim... mas sem fechar os olhos.

E, quando necessário, permitir que a distância também seja uma forma de cuidado.

Não precisamos transformar ninguém em vilão para escolher a nossa paz.

Às vezes, basta compreender que gostar de alguém não significa lhe conceder acesso irrestrito à nossa vida.

E que a verdadeira liberdade começa quando deixamos de precisar escolher entre amar o outro e respeitar a nós mesmos.

Um dia de cada vez... cada dia um pouquinho, aprendendo, amadurecendo e fazendo as pazes com aquilo que finalmente conseguimos enxergar.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O PESO QUE NÃO CONSEGUIMOS CARREGAR...



Dias nublados acontecem... e é ótimo que aconteçam! Os dias nublados nos dão  expertise e despertam em nós a necessidade de vigilância e reflexão, tão necessárias para avaliarmos as rotas que seguimos nesta estrada evolutiva da vida!

Eu não sou imune a eles! E é claro que, como vara de marmelo, eu envergo nessas horas... mas não quebro! Sofro com o vento... com a tempestade... com as intempéries... mas, depois, vou me recompondo, até ficar altiva outra vez!

O processo não é fácil! Crescer não é fácil! Amadurecer dói!

E, no meio de tudo isso, está a compreensão de que não precisamos ter vergonha de reconhecer, às vezes, que nossa rota estava equivocada!

Eu não sou melhor do que ninguém por isso! Talvez eu seja apenas mais observadora, mais humilde, menos arrogante... Mas faz parte!

Faz parte da caminhada reconhecer que nem sempre acertamos, que nem sempre sabemos e que, muitas vezes, precisamos rever conceitos, abandonar certezas e mudar a direção.

Porque amadurecer também é isso... entender que não precisamos carregar todos os pesos, insistir em todos os caminhos ou defender todas as nossas convicções.

Há pesos que nos ensinam... e há aqueles que apenas nos impedem de seguir.

Saber distinguir uns dos outros também é evolução!

E você... já parou para pensar se o peso que está carregando ainda faz sentido na sua caminhada?

domingo, 11 de outubro de 2026

Você confia nas universidades públicas?

☕ Papo da Manhã...

Universidade pública: liberdade para aprender ou licença para tudo?

Hoje, o assunto do nosso papo da manhã é sério, polêmico e, certamente, será compreendido por alguns e provocará a revolta de muitos outros.

Tudo bem! Nem sempre precisamos dizer aquilo que agrada. Existem coisas que precisam ser ditas, questionadas e discutidas. E também precisamos ter coragem de demonstrar nossa indignação quando acreditamos que determinados limites estão sendo ultrapassados.

Confesso que ando cansada...

Cansada de ver jovens que, em nome de uma suposta liberdade sem limites, adotam comportamentos e defendem ideias que, muitas vezes, parecem ignorar os valores, os compromissos e as responsabilidades que deveriam acompanhar o processo de amadurecimento.

E não estou falando apenas dos jovens.
Estou falando também de adultos, inclusive professores, que têm a responsabilidade de ensinar, estimular o pensamento crítico e preparar pessoas para a vida em sociedade.
A universidade deve ser um espaço de liberdade intelectual. É justamente ali que ideias precisam ser confrontadas, conceitos questionados e diferentes visões de mundo colocadas à prova.

Mas será que estamos confundindo liberdade com ausência de responsabilidade?
Porque existe uma diferença enorme entre defender uma ideia e desrespeitar quem pensa diferente. Entre contestar regras injustas e simplesmente ignorar todas as regras. Entre exercer a própria autonomia e acreditar que os outros têm a obrigação de sustentar as consequências das nossas escolhas.

E aqui chegamos a um ponto delicado.
Há jovens que ainda dependem financeiramente dos pais, dos avós ou de outros familiares, mas que parecem não reconhecer a responsabilidade que acompanha essa dependência. Isso não significa que precisem pensar como suas famílias. Significa apenas que liberdade de pensamento e responsabilidade pessoal não deveriam ser tratadas como inimigas.

Ninguém é obrigado a reproduzir as convicções da família. Mas todos precisam aprender que a liberdade de cada um encontra limites nos direitos dos outros.
E o assunto fica ainda mais sério quando falamos das universidades públicas.
Essas instituições são mantidas, em grande parte, com recursos provenientes dos impostos pagos pela população. Inclusive por famílias que trabalham duro, enfrentam dificuldades e fazem sacrifícios para manter suas contas em dia.

Por isso, é legítimo perguntar: como estão sendo utilizados esses espaços? Como são tratados o patrimônio público, a segurança dos estudantes e o respeito à diversidade de pensamento?

Quando há depredação, pichações não autorizadas, intimidação, uso indevido das instalações ou consumo de substâncias em desacordo com as normas e a legislação aplicáveis, é necessário investigar os fatos e adotar providências.

Não podemos transformar a tolerância em omissão.
E não podemos aceitar que a liberdade acadêmica seja utilizada como justificativa para comportamentos que prejudiquem outras pessoas ou comprometam o funcionamento das instituições.

A universidade precisa ser um espaço de conhecimento, não um território sem regras.
E faço aqui uma ressalva importante: não estou afirmando que todas as universidades públicas sejam assim, nem que todo estudante que defenda ideias libertárias tenha comportamentos inadequados. Seria injusto colocar milhares de pessoas diferentes dentro de uma mesma caixa.

O que defendo é que os problemas concretos sejam enfrentados, onde quer que existam, sem proteção ideológica, privilégios ou perseguições.

Também considero legítimo discutir os critérios de ingresso nas universidades públicas. Entretanto, acredito que o debate precisa ir além de simplesmente tornar o vestibular mais difícil.

Precisamos discutir qualidade do ensino básico, mérito acadêmico, igualdade de oportunidades, permanência estudantil e responsabilidade institucional.

E, quando alguém depredar o patrimônio público, as consequências devem ser proporcionais à infração, com apuração dos fatos e respeito ao devido processo. A responsabilização precisa existir, mas não pode se transformar em instrumento de perseguição contra quem pensa diferente.
Afinal, uma universidade que ensina liberdade precisa ensinar responsabilidade.

Uma instituição que defende a diversidade precisa garantir espaço para o contraditório.
E uma sociedade que deseja formar cidadãos autônomos precisa compreender que autonomia não significa viver sem limites, deveres ou consequências.

E sabe o que mais me preocupa?
É pensar que famílias possam estar deixando de considerar a universidade pública uma opção segura para seus filhos, não por causa da qualidade do ensino, mas por receio de ambientes que consideram incompatíveis com seus valores ou preocupantes para a segurança e o bem-estar dos jovens.

Se essa percepção existe, ela merece ser ouvida e investigada. As instituições precisam prestar contas à sociedade e demonstrar que são capazes de proteger seus estudantes, respeitar a pluralidade e preservar o ambiente acadêmico.

Não podemos permitir que o debate se transforme em uma guerra entre pais e filhos, entre professores e famílias, ou entre pessoas que defendem visões de mundo diferentes.

O que precisamos é recuperar o sentido da educação como instrumento de emancipação, conhecimento e formação humana.

Porque educar não é doutrinar.
Pensar diferente não é crime.
Questionar não é desrespeitar.
E defender a liberdade não significa conceder a alguém o direito de fazer qualquer coisa, em qualquer lugar, sob qualquer justificativa.

O patrimônio público pertence à sociedade. A universidade pertence ao conhecimento. E a liberdade precisa caminhar de mãos dadas com a responsabilidade.

É isso que espero para o futuro dos meus netos.
Um Brasil em que eles possam estudar, questionar, discordar, defender suas convicções e construir seus próprios caminhos.

Um Brasil em que não precisem ter medo de pensar diferente.
Mas que também aprendam, desde cedo, que seus direitos vêm acompanhados de deveres e que nenhuma ideologia deveria colocá-los acima da lei.

Porque não é esse o Brasil que desejo deixar para eles: um país dividido entre quem pode tudo e quem precisa aceitar tudo calado.
Quero um Brasil de verdade. Um Brasil onde a liberdade não seja confundida com libertinagem, onde a educação não seja confundida com doutrinação e onde a responsabilidade não seja considerada uma forma de opressão.

Esse é o Brasil que desejo para os meus netos.

E você, o que pensa sobre isso?

Vamos conversar. Com argumentos, respeito e coragem para ouvir aquilo de que nem sempre gostamos.

Porque o silêncio pode evitar conflitos, mas não resolve os problemas que precisamos enfrentar.

☕ Bom dia! E que o nosso papo de hoje nos ajude a pensar, mesmo quando pensar nos incomoda. 🇧🇷

sábado, 10 de outubro de 2026

Papo com alguém que mora no céu...

Momento saudade... Papo com alguém que mora no céu. ❤️

Filho... como você está?

Tem orado muito? Muito trabalho por aí? Rsrs...

Por aqui, as coisas vão caminhando... Nossa família está muito unida! Há em nós um pouco do estilo A Grande Família... rsrs... mas tudo dentro dos limites, viu? 😂

Eu queria falar um pouquinho de mim para você...

Filho, eu consegui elaborar o luto. Não foi fácil... aliás, não é. É um exercício diário de fé e resiliência, mas você me conhece!

Você sabe que eu sou daquelas que caem, choram, questionam, respiram fundo e, depois de algum tempo, encontram um jeito de continuar...

Faz tempo que voltei a escrever. E sabe o que é mais bonito? Já consigo colocar nos textos a Márcia de antes... Ela meio que voltou, filho! E isso tem me feito muito bem!

Não pense que deixei de sentir sua falta. Ah, meu menino... isso seria impossível! É que aprendi a conviver com a saudade sem permitir que ela ocupasse todos os espaços da minha vida. Você continua aqui... de um jeito diferente, mas continua!

Voltei a me interessar pela política... e você acredita que, dos seis candidatos em quem precisávamos votar, acertei cinco? 😂 E te garanto que, no dia 25, eu emplaco o sexto!

Isso me trouxe gás, filho! Devolveu-me um pouco daquela inquietação, daquela vontade de participar, de observar, de questionar e de acreditar que ainda podemos fazer alguma coisa para melhorar o lugar onde vivemos.

Você conhece sua mãe... Nunca fui muito boa em ficar quietinha quando alguma coisa mexe comigo! Rsrsrs...

E talvez seja isso que eu esteja redescobrindo: ainda tenho muito a viver, muito a escrever, muito a aprender e, quem sabe, alguma coisa boa a deixar por aqui...

A vida não parou no dia em que você partiu, filho... mas precisou aprender a caminhar de outro jeito.

E eu também.

Hoje, quando olho para nossa família, para os netos crescendo, para os encontros, as conversas, as brincadeiras e até para as nossas pequenas confusões, percebo que o amor continua encontrando caminhos para se manifestar.

Você faz parte de tudo isso... da nossa história, das nossas lembranças, de quem somos.

E eu sigo tentando fazer valer a pena cada dia que me é concedido... Um dia de cada vez, cada dia um pouquinho, até o reencontro!

Mas me conta, filho... como estão as coisas por aí?

Porque hoje eu só queria mesmo era jogar conversa fora com você... como tantas vezes fizemos por aqui.

Te amo para além do tempo, da distância e de tudo aquilo que ainda não consigo compreender.

Fica bem, meu menino...

Sua mãe está seguindo em frente... e isso não significa deixá-lo para trás. ❤️


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O preço do medo e o valor da liberdade!


O PREÇO DO MEDO E O VALOR DA LIBERDADE

Como agem os criminosos, os corruptos, os arrogantes que acreditam ser donos do poder?

Escolhem um alvo. Um boi de piranha. Alguém que ouse contrariar suas determinações, desafiar seus interesses ou simplesmente exercer o direito de pensar diferente.

E, quando não conseguem calar pela intimidação, tentam aniquilar de outras maneiras. Às vezes, pela violência física. Outras, pela destruição moral, pela perseguição psicológica, pelo isolamento e pela tentativa de transformar a vida de quem ousa enfrentá-los num inferno.

O objetivo é um só: fazer de uma pessoa um exemplo para milhares. Não basta atingir aquele que se levantou. É preciso que todos os outros assistam e pensem duas vezes antes de fazer o mesmo.

É a velha política do medo. Uma mensagem covarde, mas calculada: olhem o que acontece com quem nos contraria!

E é impossível não pensar no caso do pernambucano Fred William, cuja morte levanta questões dolorosas sobre os riscos enfrentados por quem se posiciona em ambientes marcados por disputas de poder. As circunstâncias e eventuais motivações precisam ser devidamente apuradas, mas uma coisa não podemos aceitar: que o medo se transforme em instrumento para impedir alguém de exercer sua liberdade de opinião.

Lembro-me de uma história que vi quando ainda era criança. Não sei se numa novela ou numa reportagem. Havia uma pessoa sequestrada, e os criminosos exigiam um resgate. Mas, em vez de simplesmente aceitar a chantagem, a família oferecia uma recompensa muito maior a quem fornecesse informações capazes de levar ao paradeiro dos sequestradores.

Aquela lembrança ficou comigo.

E hoje penso que talvez seja exatamente isso que o Brasil precise compreender.

Há décadas, uma parcela da população vem pagando um resgate que nunca termina.

Paga com a vida dos seus filhos. Com a insegurança dentro de casa. Com a liberdade perdida. Com a miséria que se perpetua, com a educação que não transforma realidades e com a ignorância que impede tantas pessoas de enxergar as engrenagens que as mantêm prisioneiras.

E o pior: essa conta passa de uma geração para outra.

Os criminosos cobram em medo. Os corruptos cobram em oportunidades roubadas. Os que se alimentam da miséria alheia cobram em dependência, submissão e silêncio.

E o povo paga... paga sem perceber, muitas vezes acreditando que não existe alternativa.

Mas e se existir?

E se houver quem esteja disposto a oferecer algo infinitamente mais valioso do que o resgate exigido pelos que aprisionam uma sociedade?

Não dinheiro para comprar consciências, nem promessas vazias para conquistar aplausos.

Mas coragem para enfrentar estruturas, compromisso com a verdade, justiça que não escolha seus destinatários e oportunidades reais para que as pessoas deixem de depender daqueles que lucram com suas necessidades.

E se a recompensa oferecida ao povo for a esperança de um futuro em que seus filhos possam viver sem medo?

Um futuro em que discordar não seja uma sentença. Em que a opinião não custe a vida. Em que trabalhar honestamente seja suficiente para viver com dignidade. Em que a escola abra portas, e não apenas mantenha crianças dentro de salas. Em que a segurança pública proteja o cidadão, e a Justiça não seja instrumento de conveniência dos poderosos.

É disso que estamos falando!

De romper um ciclo perverso que atravessa décadas e ameaça continuar por gerações.

Porque o povo não nasceu para ser massa de manobra, refém de criminosos ou instrumento dos interesses de quem deseja permanecer no poder a qualquer preço.

O povo precisa compreender que a sua força não está em se submeter ao medo, mas em reconhecer o próprio valor, buscar informação, cobrar resultados e exercer sua cidadania com consciência.

O medo quer que você acredite que nada pode mudar. A esperança convida você a participar da mudança.

E talvez seja exatamente aí que esteja a maior ameaça para aqueles que precisam de uma população acuada: descobrir que as pessoas estão deixando de ter medo e começando a acreditar que merecem algo melhor.

Não se trata de trocar um senhor por outro.

Trata-se de deixar de ser refém.

Porque não existe liberdade verdadeira quando o cidadão precisa escolher entre se calar e correr riscos. Não existe democracia plena quando a intimidação substitui o debate. E não existe futuro digno quando a vida humana vale menos do que os interesses de quem se considera intocável.

Chega de pagar, com o sangue dos nossos filhos, a conta da covardia alheia!

Que a recompensa oferecida ao Brasil seja a liberdade. Que o preço da mudança seja a coragem de cada cidadão consciente. E que o futuro deixe de ser uma promessa usada para nos manter esperando e se transforme numa realidade construída por todos nós.

Porque o medo pode até calar uma voz por algum tempo...

Mas não conseguirá calar para sempre um povo que finalmente compreendeu o preço da própria submissão e o valor da sua liberdade.

O Brasil não precisa de donos. Precisa de cidadãos livres.

As mortes precisam deixar de ser números! 💔

Mortes que não foram explicadas
Link. Clique aqui

QUANTOS AINDA PRECISARÃO MORRER?

Penso que está chegando a hora de investigar, com a seriedade e a profundidade necessárias, os fatos apresentados nesta reportagem. Não podemos continuar tratando como números estatísticos vidas interrompidas pela violência, em circunstâncias que apontam para a possível atuação do crime organizado.

Em 20 anos, 43 políticos foram executados no Rio com suspeita de ação do crime organizado; veja todos os casos | Política | O Globo .

E não interessa se as vítimas são de direita, de centro, de esquerda ou se, literalmente, não estão nem aí para a política..

Interessa que são vidas humanas. São famílias destroçadas, filhos que perderam seus pais, pais que enterraram seus filhos, companheiros que ficaram sem seus amores... São histórias interrompidas, sonhos sepultados e perguntas que continuam sem respostas.

As mortes precisam deixar de ter nome apenas quando ganham visibilidade. Precisam deixar de ser números!

Cada caso precisa ser investigado. Cada indício precisa ser apurado. Cada família merece saber quem matou, quem mandou matar e por quais razões, sempre respeitando o devido processo legal e sem transformar suspeitas em condenações antecipadas.

Não se trata de ideologia. Não se trata de preferência partidária. Trata-se do direito à vida, da segurança de quem ousa participar da vida pública e da obrigação do Estado de proteger seus cidadãos.

O Estado Democrático de Direito deve às famílias respostas para os porquês que passaram a marcar suas vidas.

E deve à sociedade muito mais do que estatísticas, notas de pesar e promessas de investigação.

Deve justiça. Deve esclarecimento. Deve responsabilização dos culpados.

Porque, quando a violência cala pessoas e o medo passa a determinar quem pode ou não participar da política, não é apenas uma família que perde. É a própria democracia que sangra.

Quantos ainda precisarão morrer para que cada uma dessas vidas receba a atenção, a investigação e a justiça que merece?

Até quando?

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Uma eleição onde eu e a direita nos redescobrimos....


O ano em que a política me ajudou a sair do buraco

Eu nunca imaginei que um ano eleitoral pudesse ter esse efeito sobre mim.

Durante muito tempo, eu estive tentando simplesmente sobreviver aos meus próprios dias. Há momentos em que a gente não percebe que está no buraco... só percebe que tudo parece pesado demais, que a vontade diminui, que as palavras custam a sair e que até aquilo que um dia nos movia parece distante.

Eu conheço esse lugar.

Conheço o silêncio de quem está cansada de sentir. Conheço o esforço de levantar quando a alma pede para permanecer quieta. Conheço a diferença entre preguiça e exaustão... entre não querer e não conseguir.

E então veio este ano eleitoral.

E, curiosamente, alguma coisa começou a acontecer.

Eu voltei a me interessar. Voltei a observar. Voltei a pesquisar, conversar, escrever, questionar, discordar, argumentar. Voltei a sentir aquela inquietação que sempre fez parte de mim diante daquilo que considero injusto ou errado.

Voltei a ter vontade de falar.

E foi aí que percebi...

Talvez eu não estivesse apenas falando de política.

Talvez eu estivesse, sem perceber, voltando para mim.

Porque durante tantos anos da minha vida eu fui uma mulher de ação. Fui professora, alfabetizadora, secretária de Cultura, escritora, mãe, mulher de opinião, mulher de luta. Sempre tive alguma coisa para construir, transformar, defender ou aprender.

E a vida, com suas perdas e seus golpes, foi me colocando em um lugar de recolhimento.

O luto me ensinou muito. A dor me transformou. A fé me sustentou. Mas, em algum momento, eu precisei descobrir que continuar vivendo também significava voltar a participar da vida.

E foi isso que este ano eleitoral me devolveu.

A vontade de participar.

Não estou dizendo que a política me curou. Não seria justo colocar sobre ela um papel que não lhe pertence.

Quem me ajudou a atravessar o pior foram muitas coisas: minha família, minha fé, minha terapia, o tempo, as experiências que vivi e, principalmente, a decisão diária de continuar.

Mas a política me deu uma coisa que eu estava precisando encontrar novamente:

propósito.

De repente, eu estava novamente incomodada.

E, para mim, isso foi quase uma boa notícia.

Porque quando a gente volta a se incomodar com o mundo, talvez seja sinal de que voltou a se importar com a vida.

Comecei a perceber que ainda tenho voz. Que ainda tenho ideias. Que ainda posso provocar reflexão. Que ainda posso escrever aquilo que penso, ouvir quem pensa diferente, defender aquilo em que acredito e, principalmente, continuar aprendendo.

E talvez seja essa a maior vitória deste ano para mim.

Não convencer ninguém.

Não ganhar discussão.

Não ter razão o tempo inteiro.

Mas ter recuperado uma parte de mim que estava adormecida.

A mulher que pergunta.

A mulher que observa.

A mulher que não aceita simplesmente o “sempre foi assim”.

A mulher que ainda acredita que mudança é possível.

E, principalmente, a mulher que descobriu que ainda tem muito para viver.

Talvez seja isso que esteja acontecendo comigo...

Aos poucos, eu estou saindo do buraco.

Não de uma vez.

Não sem tropeços.

Não sem dias difíceis.

Mas estou saindo.

Um dia de cada vez.

Cada dia um pouquinho...

E olha só que curioso: depois de tudo o que a vida me ensinou, foi justamente no meio de uma eleição que eu percebi que ainda havia dentro de mim uma mulher com vontade de lutar pelaquilo em que acredita.

E talvez seja por isso que eu esteja escrevendo tanto novamente.

Porque quando a gente recupera a voz...

é porque, de algum modo, também está recuperando a vida.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Quando o livre arbítrio revela parte do que somos...


A reação silenciosa dos que não conseguem defender o indefensável

Não é isenção.
É cansaço de malhar o ferro frio...

E eu até os entendo. Nem toda a indiscutível capacidade intelectual de vocês consegue encontrar argumentos que justifiquem ou expliquem o desastre provocado pelo que está aí.

Tudo bem...

Há os que continuam defendendo, pelos motivos que todos conhecemos e que já estão escancaradamente expostos. E isso é uma pena.

Porque, no fundo, existe uma gama de pessoas realmente competentes, inteligentes e capazes, que acabam maculando a própria competência quando permitem que interesses — nem sempre tão nobres — se sobreponham àquilo que sabem e enxergam.

Eu, porém, continuo aqui...

Não por paixão cega, nem por conveniência.

Continuo torcendo pela mudança, mas por uma mudança que produza ganhos verdadeiros, justos e que alcancem a todos.

Porque o que importa, no fim das contas, não é quem vence uma narrativa.

É o que acontece com o nosso povo.

Deus nos abençoe. 🇧🇷

Nesse segundo turno sigo 22 💚💛 🇧🇷 para presidente e governador!

Sou Douglas Ruas e
Flávio Bolsonaro