Este blog é mais uma ferramenta para ajudar mães enlutadas a viverem seus dias de saudade entre o céu e a terra.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
O PESO QUE NÃO CONSEGUIMOS CARREGAR...
domingo, 11 de outubro de 2026
Você confia nas universidades públicas?
sábado, 10 de outubro de 2026
Papo com alguém que mora no céu...
Momento saudade... Papo com alguém que mora no céu. ❤️
Filho... como você está?
Tem orado muito? Muito trabalho por aí? Rsrs...
Por aqui, as coisas vão caminhando... Nossa família está muito unida! Há em nós um pouco do estilo A Grande Família... rsrs... mas tudo dentro dos limites, viu? 😂
Eu queria falar um pouquinho de mim para você...
Filho, eu consegui elaborar o luto. Não foi fácil... aliás, não é. É um exercício diário de fé e resiliência, mas você me conhece!
Você sabe que eu sou daquelas que caem, choram, questionam, respiram fundo e, depois de algum tempo, encontram um jeito de continuar...
Faz tempo que voltei a escrever. E sabe o que é mais bonito? Já consigo colocar nos textos a Márcia de antes... Ela meio que voltou, filho! E isso tem me feito muito bem!
Não pense que deixei de sentir sua falta. Ah, meu menino... isso seria impossível! É que aprendi a conviver com a saudade sem permitir que ela ocupasse todos os espaços da minha vida. Você continua aqui... de um jeito diferente, mas continua!
Voltei a me interessar pela política... e você acredita que, dos seis candidatos em quem precisávamos votar, acertei cinco? 😂 E te garanto que, no dia 25, eu emplaco o sexto!
Isso me trouxe gás, filho! Devolveu-me um pouco daquela inquietação, daquela vontade de participar, de observar, de questionar e de acreditar que ainda podemos fazer alguma coisa para melhorar o lugar onde vivemos.
Você conhece sua mãe... Nunca fui muito boa em ficar quietinha quando alguma coisa mexe comigo! Rsrsrs...
E talvez seja isso que eu esteja redescobrindo: ainda tenho muito a viver, muito a escrever, muito a aprender e, quem sabe, alguma coisa boa a deixar por aqui...
A vida não parou no dia em que você partiu, filho... mas precisou aprender a caminhar de outro jeito.
E eu também.
Hoje, quando olho para nossa família, para os netos crescendo, para os encontros, as conversas, as brincadeiras e até para as nossas pequenas confusões, percebo que o amor continua encontrando caminhos para se manifestar.
Você faz parte de tudo isso... da nossa história, das nossas lembranças, de quem somos.
E eu sigo tentando fazer valer a pena cada dia que me é concedido... Um dia de cada vez, cada dia um pouquinho, até o reencontro!
Mas me conta, filho... como estão as coisas por aí?
Porque hoje eu só queria mesmo era jogar conversa fora com você... como tantas vezes fizemos por aqui.
Te amo para além do tempo, da distância e de tudo aquilo que ainda não consigo compreender.
Fica bem, meu menino...
Sua mãe está seguindo em frente... e isso não significa deixá-lo para trás. ❤️
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
O preço do medo e o valor da liberdade!
O PREÇO DO MEDO E O VALOR DA LIBERDADE
Como agem os criminosos, os corruptos, os arrogantes que acreditam ser donos do poder?
Escolhem um alvo. Um boi de piranha. Alguém que ouse contrariar suas determinações, desafiar seus interesses ou simplesmente exercer o direito de pensar diferente.
E, quando não conseguem calar pela intimidação, tentam aniquilar de outras maneiras. Às vezes, pela violência física. Outras, pela destruição moral, pela perseguição psicológica, pelo isolamento e pela tentativa de transformar a vida de quem ousa enfrentá-los num inferno.
O objetivo é um só: fazer de uma pessoa um exemplo para milhares. Não basta atingir aquele que se levantou. É preciso que todos os outros assistam e pensem duas vezes antes de fazer o mesmo.
É a velha política do medo. Uma mensagem covarde, mas calculada: olhem o que acontece com quem nos contraria!
E é impossível não pensar no caso do pernambucano Fred William, cuja morte levanta questões dolorosas sobre os riscos enfrentados por quem se posiciona em ambientes marcados por disputas de poder. As circunstâncias e eventuais motivações precisam ser devidamente apuradas, mas uma coisa não podemos aceitar: que o medo se transforme em instrumento para impedir alguém de exercer sua liberdade de opinião.
Lembro-me de uma história que vi quando ainda era criança. Não sei se numa novela ou numa reportagem. Havia uma pessoa sequestrada, e os criminosos exigiam um resgate. Mas, em vez de simplesmente aceitar a chantagem, a família oferecia uma recompensa muito maior a quem fornecesse informações capazes de levar ao paradeiro dos sequestradores.
Aquela lembrança ficou comigo.
E hoje penso que talvez seja exatamente isso que o Brasil precise compreender.
Há décadas, uma parcela da população vem pagando um resgate que nunca termina.
Paga com a vida dos seus filhos. Com a insegurança dentro de casa. Com a liberdade perdida. Com a miséria que se perpetua, com a educação que não transforma realidades e com a ignorância que impede tantas pessoas de enxergar as engrenagens que as mantêm prisioneiras.
E o pior: essa conta passa de uma geração para outra.
Os criminosos cobram em medo. Os corruptos cobram em oportunidades roubadas. Os que se alimentam da miséria alheia cobram em dependência, submissão e silêncio.
E o povo paga... paga sem perceber, muitas vezes acreditando que não existe alternativa.
Mas e se existir?
E se houver quem esteja disposto a oferecer algo infinitamente mais valioso do que o resgate exigido pelos que aprisionam uma sociedade?
Não dinheiro para comprar consciências, nem promessas vazias para conquistar aplausos.
Mas coragem para enfrentar estruturas, compromisso com a verdade, justiça que não escolha seus destinatários e oportunidades reais para que as pessoas deixem de depender daqueles que lucram com suas necessidades.
E se a recompensa oferecida ao povo for a esperança de um futuro em que seus filhos possam viver sem medo?
Um futuro em que discordar não seja uma sentença. Em que a opinião não custe a vida. Em que trabalhar honestamente seja suficiente para viver com dignidade. Em que a escola abra portas, e não apenas mantenha crianças dentro de salas. Em que a segurança pública proteja o cidadão, e a Justiça não seja instrumento de conveniência dos poderosos.
É disso que estamos falando!
De romper um ciclo perverso que atravessa décadas e ameaça continuar por gerações.
Porque o povo não nasceu para ser massa de manobra, refém de criminosos ou instrumento dos interesses de quem deseja permanecer no poder a qualquer preço.
O povo precisa compreender que a sua força não está em se submeter ao medo, mas em reconhecer o próprio valor, buscar informação, cobrar resultados e exercer sua cidadania com consciência.
O medo quer que você acredite que nada pode mudar. A esperança convida você a participar da mudança.
E talvez seja exatamente aí que esteja a maior ameaça para aqueles que precisam de uma população acuada: descobrir que as pessoas estão deixando de ter medo e começando a acreditar que merecem algo melhor.
Não se trata de trocar um senhor por outro.
Trata-se de deixar de ser refém.
Porque não existe liberdade verdadeira quando o cidadão precisa escolher entre se calar e correr riscos. Não existe democracia plena quando a intimidação substitui o debate. E não existe futuro digno quando a vida humana vale menos do que os interesses de quem se considera intocável.
Chega de pagar, com o sangue dos nossos filhos, a conta da covardia alheia!
Que a recompensa oferecida ao Brasil seja a liberdade. Que o preço da mudança seja a coragem de cada cidadão consciente. E que o futuro deixe de ser uma promessa usada para nos manter esperando e se transforme numa realidade construída por todos nós.
Porque o medo pode até calar uma voz por algum tempo...
Mas não conseguirá calar para sempre um povo que finalmente compreendeu o preço da própria submissão e o valor da sua liberdade.
O Brasil não precisa de donos. Precisa de cidadãos livres.
As mortes precisam deixar de ser números! 💔
QUANTOS AINDA PRECISARÃO MORRER?
Penso que está chegando a hora de investigar, com a seriedade e a profundidade necessárias, os fatos apresentados nesta reportagem. Não podemos continuar tratando como números estatísticos vidas interrompidas pela violência, em circunstâncias que apontam para a possível atuação do crime organizado.
Em 20 anos, 43 políticos foram executados no Rio com suspeita de ação do crime organizado; veja todos os casos | Política | O Globo .
E não interessa se as vítimas são de direita, de centro, de esquerda ou se, literalmente, não estão nem aí para a política..
Interessa que são vidas humanas. São famílias destroçadas, filhos que perderam seus pais, pais que enterraram seus filhos, companheiros que ficaram sem seus amores... São histórias interrompidas, sonhos sepultados e perguntas que continuam sem respostas.
As mortes precisam deixar de ter nome apenas quando ganham visibilidade. Precisam deixar de ser números!
Cada caso precisa ser investigado. Cada indício precisa ser apurado. Cada família merece saber quem matou, quem mandou matar e por quais razões, sempre respeitando o devido processo legal e sem transformar suspeitas em condenações antecipadas.
Não se trata de ideologia. Não se trata de preferência partidária. Trata-se do direito à vida, da segurança de quem ousa participar da vida pública e da obrigação do Estado de proteger seus cidadãos.
O Estado Democrático de Direito deve às famílias respostas para os porquês que passaram a marcar suas vidas.
E deve à sociedade muito mais do que estatísticas, notas de pesar e promessas de investigação.
Deve justiça. Deve esclarecimento. Deve responsabilização dos culpados.
Porque, quando a violência cala pessoas e o medo passa a determinar quem pode ou não participar da política, não é apenas uma família que perde. É a própria democracia que sangra.
Quantos ainda precisarão morrer para que cada uma dessas vidas receba a atenção, a investigação e a justiça que merece?
Até quando?
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Uma eleição onde eu e a direita nos redescobrimos....
O ano em que a política me ajudou a sair do buraco
Eu nunca imaginei que um ano eleitoral pudesse ter esse efeito sobre mim.
Durante muito tempo, eu estive tentando simplesmente sobreviver aos meus próprios dias. Há momentos em que a gente não percebe que está no buraco... só percebe que tudo parece pesado demais, que a vontade diminui, que as palavras custam a sair e que até aquilo que um dia nos movia parece distante.
Eu conheço esse lugar.
Conheço o silêncio de quem está cansada de sentir. Conheço o esforço de levantar quando a alma pede para permanecer quieta. Conheço a diferença entre preguiça e exaustão... entre não querer e não conseguir.
E então veio este ano eleitoral.
E, curiosamente, alguma coisa começou a acontecer.
Eu voltei a me interessar. Voltei a observar. Voltei a pesquisar, conversar, escrever, questionar, discordar, argumentar. Voltei a sentir aquela inquietação que sempre fez parte de mim diante daquilo que considero injusto ou errado.
Voltei a ter vontade de falar.
E foi aí que percebi...
Talvez eu não estivesse apenas falando de política.
Talvez eu estivesse, sem perceber, voltando para mim.
Porque durante tantos anos da minha vida eu fui uma mulher de ação. Fui professora, alfabetizadora, secretária de Cultura, escritora, mãe, mulher de opinião, mulher de luta. Sempre tive alguma coisa para construir, transformar, defender ou aprender.
E a vida, com suas perdas e seus golpes, foi me colocando em um lugar de recolhimento.
O luto me ensinou muito. A dor me transformou. A fé me sustentou. Mas, em algum momento, eu precisei descobrir que continuar vivendo também significava voltar a participar da vida.
E foi isso que este ano eleitoral me devolveu.
A vontade de participar.
Não estou dizendo que a política me curou. Não seria justo colocar sobre ela um papel que não lhe pertence.
Quem me ajudou a atravessar o pior foram muitas coisas: minha família, minha fé, minha terapia, o tempo, as experiências que vivi e, principalmente, a decisão diária de continuar.
Mas a política me deu uma coisa que eu estava precisando encontrar novamente:
propósito.
De repente, eu estava novamente incomodada.
E, para mim, isso foi quase uma boa notícia.
Porque quando a gente volta a se incomodar com o mundo, talvez seja sinal de que voltou a se importar com a vida.
Comecei a perceber que ainda tenho voz. Que ainda tenho ideias. Que ainda posso provocar reflexão. Que ainda posso escrever aquilo que penso, ouvir quem pensa diferente, defender aquilo em que acredito e, principalmente, continuar aprendendo.
E talvez seja essa a maior vitória deste ano para mim.
Não convencer ninguém.
Não ganhar discussão.
Não ter razão o tempo inteiro.
Mas ter recuperado uma parte de mim que estava adormecida.
A mulher que pergunta.
A mulher que observa.
A mulher que não aceita simplesmente o “sempre foi assim”.
A mulher que ainda acredita que mudança é possível.
E, principalmente, a mulher que descobriu que ainda tem muito para viver.
Talvez seja isso que esteja acontecendo comigo...
Aos poucos, eu estou saindo do buraco.
Não de uma vez.
Não sem tropeços.
Não sem dias difíceis.
Mas estou saindo.
Um dia de cada vez.
Cada dia um pouquinho...
E olha só que curioso: depois de tudo o que a vida me ensinou, foi justamente no meio de uma eleição que eu percebi que ainda havia dentro de mim uma mulher com vontade de lutar pelaquilo em que acredita.
E talvez seja por isso que eu esteja escrevendo tanto novamente.
Porque quando a gente recupera a voz...
é porque, de algum modo, também está recuperando a vida.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Quando o livre arbítrio revela parte do que somos...
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
O Mosaico que reconstruiremos!
domingo, 4 de outubro de 2026
Ou ficar a Pátria livre... ou morrer pelo Brasil!
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Michele e Carmela... amo vocês... e todas as outras!
A jarra de cristal...
Essa noite eu tive um sonho.
Não consigo me lembrar dele por inteiro... algumas coisas ficaram embaralhadas, outras simplesmente desapareceram assim que abri os olhos.
Mas uma coisa ficou.
Uma sensação forte... daquelas que permanecem mesmo quando o sonho já se foi.
Era como se alguém conversasse comigo... alguém que, no sonho, parecia um professor, alguém que me fazia pensar, organizar ideias, olhar para dentro... entender alguma coisa que talvez eu ainda não esteja conseguindo entender sozinha.
Acordei angustiada... ou talvez não seja bem essa a palavra.
Levantei, bebi água, voltei para a cama e dormi novamente.
E foi então que sonhei com duas mães enlutadas que conheci na época do GAME... aquele grupo de apoio a mães que, como eu, precisaram aprender a continuar vivendo depois da partida de um filho.
Acordei pensando nelas.
E, junto com elas, veio uma imagem...
Uma jarra de cristal.
Daquelas que a gente tem carinho... que gosta de conservar, de enfeitar a mesa, de colocar água, flores, coisas bonitas.
Uma jarra que, de repente, um dia... racha.
A rachadura fica ali, perto da boca.
E a gente continua colocando água.
Coloca mais...
Mais um pouco...
Até chegar perto da boca.
E então a água começa a escapar pela rachadura.
Vaza.
Verte.
E talvez seja assim o nosso coração depois que alguém que amamos morre.
A jarra somos nós.
A rachadura é a morte.
E a água... são as nossas emoções.
Porque a gente continua sendo capaz de amar, de lembrar, de sorrir, de viver, de colocar flores dentro da jarra.
Mas existe uma rachadura.
E ela não desaparece.
O que aprendemos, com o tempo, talvez seja a reconhecer o quanto de água podemos colocar ali.
Há dias em que conseguimos encher quase até a boca.
Conseguimos falar, lembrar, olhar fotografias, ouvir uma música, visitar lugares, contar histórias...
E há dias em que precisamos colocar menos.
Um pouco menos de água.
Não porque amamos menos.
Não porque esquecemos.
Não porque a saudade diminuiu.
Mas porque naquele dia... a nossa jarra não suporta tanto.
E está tudo bem.
Talvez o processo do luto seja exatamente esse...
Aprender que não precisamos jogar a jarra fora porque ela rachou.
Também não precisamos jogar fora a água.
Precisamos apenas aprender a respeitar o limite dela.
Colocar menos quando for necessário...
E, ainda assim, continuar colocando flores.
Porque a morte pode ter aberto uma rachadura em nós...
Mas não levou a capacidade de amar.
E talvez continuar vivendo seja isso:
Não tentar voltar a ser a jarra que éramos antes da rachadura.
Mas aprender a cuidar da jarra que somos agora.
Com mais delicadeza...
Com mais paciência...
Com menos cobrança...
E entendendo que haverá dias em que a água vai transbordar.
E haverá outros em que conseguiremos colocar flores e seguir.
Até que um dia percebamos que viver não significa ter consertado a rachadura.
Significa ter aprendido a conviver com ela.
Porque algumas ausências não se preenchem.
Algumas saudades não passam.
Alguns amores não terminam.
A gente apenas aprende...
Até onde pode encher a jarra.
E continua.
Com água...
Com flores...
Com amor...
Um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro.