sábado, 19 de setembro de 2026

Bom fim semana... a todos!

Bom dia! ☕📖

Hoje, o meu Café com Literatura vai, especialmente, para aqueles que pensam como eu, que estão cansados como eu, que desejam mudanças como eu.

Não significa que eu não queira coisas boas para todos. Quero, sim. E talvez seja justamente por pensar no todo, e não apenas em mim e na minha família, que eu me exponho tanto, escrevendo, falando, colocando em palavras aquilo em que acredito.

Mas hoje eu quero conversar com quem compartilha desses mesmos anseios.

E, principalmente, quero falar àqueles que estão colocando seus nomes, sua história e sua integridade à disposição de um projeto de mudança nas próximas eleições:

não desistam de nós.

Continuem firmes.

E a vocês que caminham ao lado dessas pessoas, que trabalham, ajudam, acreditam e colocam energia para transformar um sonho em realidade: não desistam também.

Mas existe uma coisa que eu gostaria de pedir a todos nós:

não entremos no oba-oba do “já ganhamos”.

Porque uma guerra só termina quando chega ao fim.
Só podemos falar em vitória quando o último minuto passou, quando a batalha terminou e uma nova era, de fato, começou.

Até lá, é trabalho.

É humildade.

É respeito.

É perseverança.

É saber defender aquilo em que acreditamos sem precisar agredir quem pensa diferente.

Não precisamos transformar divergência em ofensa, nem convicção em arrogância.

Quem realmente deseja mudança precisa estar disposto a trabalhar por ela até o último instante.

Então, neste sábado, desejo a todos um fim de semana de paz, de alegria e, principalmente, de consciência.

Que não nos falte coragem para continuar, humildade para reconhecer que ainda há muito caminho pela frente e serenidade para percorrê-lo.

Sem agressões.
Sem provocações.
Sem desafios negativos.
Sem soberba.

Apenas trabalho, fé e perseverança.

Porque sonho que se quer transformar em realidade não pode parar no meio do caminho.

Bom dia! Um sábado de paz para todos nós. 🌷

Um dia de cada vez... cada dia um pouquinho...

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

As dicas do Bruno...


O Bruno, em uma de suas últimas postagens no Facebook, escreveu:

“Liberte-se... Um dia de cada vez... Até o reencontro!”

E eu, que acredito em reencarnação, em preparação dos espíritos encarnados para o desencarne, principalmente em face à sua evolução espiritual, penso que meu filho se despediu querendo passar a seguinte mensagem:

“Liberte-se: do medo... das formalidades... das imposições da vida cotidiana... das convenções...

Viva harmonicamente um dia de cada vez, olhando sempre para o próximo com o mesmo amor que olha para os seus... Seja GRATO!!!! Porque a vida é uma grande oportunidade de aprendizado, não desperdice-a! Confie em Deus e nos espíritos de Luz, porque mesmo quando tudo parecer errado... Desgraçadamente cruel, DEUS tem um porquê e esse porquê nunca é ruim...

Até o reencontro... Porque, de alguma forma, em algum dia, nos encontraremos naquela mesma estação!”

Hoje, tantos anos depois, leio essas palavras com outros olhos...

E talvez seja isso que chamamos de evolução.

A vida não é apenas aquilo que conseguimos acumular, conquistar ou deixar para trás. Talvez a nossa verdadeira missão esteja naquilo que conseguimos transformar dentro de nós enquanto caminhamos...

Aprender a amar. Aprender a perdoar. Aprender a agradecer. Aprender a respeitar o tempo do outro e o nosso próprio tempo. Aprender, principalmente, a não permitir que as dores da vida nos tornem pessoas diferentes daquilo que fomos chamadas a ser.

E, quando penso no meu filho, uma certeza me acompanha...

Eu soube educar.

Não porque consegui protegê-lo de todas as dores — isso nenhuma mãe consegue.

Não porque consegui impedir que a vida lhe apresentasse seus caminhos, suas escolhas, seus encontros e desencontros...

Mas porque, quando ele partiu, levou consigo aquilo que uma mãe realmente pode oferecer a um filho: valores, amor, respeito, solidariedade, fé, liberdade para escolher e consciência de que cada escolha tem suas consequências.

Educar um filho é plantar sem saber exatamente quando — ou se — veremos a árvore florescer.

É ensinar enquanto eles ainda precisam da nossa mão e, depois, confiar que aquilo que ensinamos caminhará com eles quando soltarmos essa mão.

Bruno cresceu...

E eu cresci junto com ele.

Hoje compreendo que talvez uma das maiores missões de uma mãe seja justamente essa: preparar um espírito para caminhar pela vida sem ser propriedade de ninguém, nem mesmo da própria mãe.

E talvez, dentro daquilo em que acredito, preparar também seja ensinar que a vida terrena é apenas uma estação...

Uma passagem...

Uma oportunidade.

Por isso, quando releio:

“Um dia de cada vez... até o reencontro!”

não consigo enxergar apenas uma frase.

Enxergo uma síntese de tudo aquilo que ainda estou aprendendo...

Libertar-me do medo. Libertar-me da culpa. Libertar-me do “e se”... Libertar-me da necessidade de encontrar respostas para tudo.

E continuar vivendo.

Um dia de cada vez...

Cada dia um pouquinho...

Porque, se existe uma missão que a vida me deixou depois dele, talvez seja justamente essa:

continuar aprendendo, continuar amando e continuar evoluindo... até que, um dia, naquela mesma estação, nossos caminhos se encontrem novamente.

E quando esse dia chegar...

Talvez eu finalmente possa dizer a ele:

“Filho... eu entendi.” 🩷🩵


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Graças a Deus eu tenho...

Quando a dor nos faz olhar para o outro...

Não é fácil.

Não é fácil conviver com a dor todos os dias... e, quando chega uma friagem dessas que tem castigado o Rio de Janeiro e tantas regiões do Sudeste e do Sul, parece que o corpo inteiro sente.

Para quem convive com artrite reumatoide e fibromialgia, o frio pode significar mais do que simplesmente precisar colocar um agasalho.

É dor.

É desconforto.

É mal-estar.

É aquele corpo que parece reclamar de cada movimento... como se a friagem encontrasse exatamente os lugares onde já existe sofrimento e resolvesse apertá-los um pouco mais.

E, ao mesmo tempo, há coisas que parecem contraditórias...

Um tempo extremamente úmido e, ainda assim, aquela sensação de ressecamento nos olhos, nas mucosas... um incômodo que vai se somando a tantos outros.

Meu Deus... é cruel.

Mas hoje, no meio dessa minha própria dor, uma coisa não sai da minha cabeça:

graças a Deus, eu tenho.

Tenho um agasalho.

Tenho cobertas.

Tenho uma casa.

Tenho um teto.

Tenho abrigo.

Tenho condições de buscar algum alívio, ainda que não possa utilizar tudo aquilo que seria o tratamento mais adequado para mim.

Tenho outras condições de saúde que limitam algumas possibilidades, mas ainda posso contar com medidas paliativas para atravessar esses períodos.

E então eu penso em quem não tem.

Quem sente frio sem ter um agasalho.

Quem sente dor sem ter um teto.

Quem dorme sem saber se estará protegido da chuva, do vento, da friagem...

Quem precisa de um medicamento e simplesmente não pode comprá-lo.

E talvez uma das coisas mais cruéis da dor seja justamente esta:

quem não sente na própria pele aquilo que o outro sente pode acabar julgando aquilo que não compreende.

“É só uma dor.”

“É só frio.”

“É só cansaço.”

Não...

Às vezes, para quem carrega uma doença crônica, o que parece pequeno para os olhos de quem observa pode ser gigantesco para quem está vivendo.

E isso me faz pensar ainda mais em quem não tem sequer o mínimo para amenizar aquilo que sente.

Eu tenho uma consciência espiritual que me ensina que nem tudo aquilo que vivemos precisa ser compreendido imediatamente. Há experiências que atravessamos, aprendizados que fazemos, reformas íntimas que precisamos buscar...

Mas existe uma coisa que eu ainda não consigo fazer:

ficar indiferente diante do sofrimento do outro.

Talvez porque a minha própria dor tenha me ensinado que sentir dor muda a maneira como enxergamos o mundo.

E, quando a dor nos torna mais sensíveis à dor alheia, talvez ela também possa se transformar em alguma coisa maior do que sofrimento.

Pode se transformar em compaixão.

Em gratidão.

Em oração.

Em vontade de fazer alguma coisa.

Hoje, portanto, antes de reclamar somente do frio que dói em mim, eu quero agradecer pelo teto que me protege.

Pelas cobertas que me aquecem.

Pelo agasalho que posso vestir.

Pelo alimento que tenho.

Pelo recurso que, dentro das minhas possibilidades, ainda consigo buscar.

E quero pedir por aqueles que não têm.

Porque, meu Deus...

tem piedade de nós.

Olha pelos que sentem frio.

Pelos que sentem fome.

Pelos que sentem dor.

Pelos que não conseguem comprar o medicamento de que precisam.

Pelos que não têm onde descansar o corpo quando a noite chega.

E, principalmente, não permita que a nossa própria dor nos torne indiferentes à dor do outro.

Dá-nos misericórdia.

Dá-nos força.

Dá-nos sensibilidade para enxergar.

E coragem para ajudar quando pudermos.

Porque há dias em que continuar é difícil...

Muito difícil.

Mas talvez seja justamente nesses dias que precisamos nos lembrar:

um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro.

E que, enquanto estivermos aqui, que a nossa dor não seja apenas algo que carregamos...

Que ela também possa nos ensinar a carregar um pouquinho da dor do outro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Estou exausta de ter medo...

Porque vou votar com eles...

EU ESTOU EXAUSTA DE TER MEDO

O que a gente pensa — ou deveria pensar — quando, através do voto, delega poderes a uma pessoa para decidir por nós?

Na Câmara dos Deputados, na Câmara de Vereadores, na Assembleia Legislativa, no Senado, na Presidência da República, nas prefeituras, nos governos dos estados...

O voto é muito mais do que escolher um nome.

É entregar a alguém uma parcela da nossa voz, da nossa confiança e do poder de decidir sobre aquilo que interfere diretamente na nossa vida.

E talvez seja justamente por isso que, neste momento, o meu voto esteja tão ligado à defesa da segurança pública.

Eu estou cansada.

Estou exausta de ter medo.

Cansada de ver tragédias.
De ver gente estirada no chão por causa de um tiro.
De ver carros parados nas estradas e pessoas se jogando ao chão, apavoradas, sem saber se serão as próximas vítimas.

Estou cansada de ter medo de sair com o celular.

De colocar um cordão, ainda que simples, no pescoço.

De usar uma aliança de casamento.

Cansada de pensar que objetos que, muitas vezes, nem têm um valor tão grande podem se transformar em motivo para alguém perder a própria vida.

Mas existe um medo ainda maior...

O medo de receber novamente a notícia de que um filho meu foi encontrado morto.

Eu já conheço essa dor.

E eu não quero passar por isso outra vez.

Não quero viver presa a esse sofrimento.

Mas também não quero transformar a minha dor em vingança.

Não quero alimentar ódio.

Não quero alimentar violência.

Quero outra coisa.

Quero acreditar que podemos construir uma sociedade em que a vida tenha valor.

Quero acreditar que, com representantes comprometidos com a segurança pública, podemos discutir e elaborar leis que acompanhem a realidade que estamos vivendo.

Uma sociedade mudou. Os problemas mudaram. As formas de violência também mudaram.

E talvez as nossas leis precisem acompanhar essas mudanças.

Não acredito que segurança pública seja sinônimo de vingança.

Não acredito que combater a criminalidade precise significar abandonar direitos, dignidade ou humanidade.

Mas também não acredito que proteger direitos possa significar ignorar o direito mais básico de todos: o direito de viver.

Por isso, quando penso no meu voto, penso também naquilo que eu espero daqueles a quem vou delegar poder.

Quero representantes que compreendam que segurança pública não é apenas uma pauta política.

É o direito de uma mãe voltar para casa.

É o direito de um trabalhador atravessar uma estrada sem precisar deitar no chão para se proteger de tiros.

É o direito de uma mulher usar sua aliança sem medo.

É o direito de um jovem sair de casa e voltar.

É o direito de uma família não receber a ligação que muda sua história para sempre.

É o direito de todos nós de viver sem que o medo determine até onde podemos ir.

Meu voto, neste momento, será também uma resposta àquilo que eu tenho vivido e observado.

Não por ódio.

Não por vingança.

Mas porque eu preciso acreditar.

Preciso acreditar que ainda é possível elaborar leis mais adequadas ao tempo em que vivemos.

Preciso acreditar que podemos encontrar caminhos para proteger a população sem abandonar a humanidade.

Preciso acreditar que vale a pena continuar morando aqui.

Preciso acreditar que o Brasil pode voltar a ser, para nós, mais do que um lugar bonito no mapa.

Quero continuar acreditando naquele verso que aprendemos a cantar:

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza...”

E talvez, depois de tudo...

ainda conseguir cantar:

“Mas que beleza...
mas que beleza.”

Porque eu não quero desistir do meu país.

Eu só quero poder viver nele sem medo.🙂.

Eu sei, meu filho... hoje eu estou precisando de você.”

odia que não terminou

O dia que não terminou

Existem dias que terminam quando o sol se põe.

E existem dias que não terminam nunca...

Ficam suspensos no tempo, congelados em algum lugar dentro da gente, esperando que alguma coisa os descongele. Uma música, uma lembrança, uma fotografia, uma palavra... ou simplesmente um daqueles momentos em que o corpo enfraquece e a alma procura quem um dia foi abrigo.

É nesses momentos que eu sinto ainda mais falta do Bruno.

Porque Bruno não era apenas meu filho.

Era meu parceiro.
Meu amigo.
Meu companheiro.

Era aquele com quem eu podia dividir a vida, as conversas, as pequenas coisas... e talvez seja por isso que, quando eu estou fragilizada, cansada ou sentindo dor, alguma parte de mim ainda procure por ele.

Como se meu coração dissesse:

“Cadê o Bruno?”

E então eu volto para aquele dia...

O dia em que ele me deu um beijo de despedida.

O dia em que eu o vi sair acreditando que a manhã seguinte chegaria normalmente.

O dia em que eu ainda tinha um amanhã com ele.

Mas aquele amanhã não aconteceu como deveria.

E foi assim que aquele dia nunca terminou.

Ele ficou ali...

Naquele beijo.
Naquela porta.
Naquela despedida.
Na certeza de que ele voltaria.

Ficou congelado na minha vida.

Mas aprendi, ao longo desses onze anos, que um dia congelado não significa uma vida congelada.

Eu continuei.

Chorei.
Caí.
Me reconstruí.
Aprendi a conviver com a ausência.

Aprendi que saudade não é retrocesso.

Que sentir falta não significa que eu não tenha seguido em frente.

Significa apenas que alguém foi muito amado.

E o Bruno foi.

É.

Talvez seja por isso que, quando estou mais frágil, eu me lembro tanto dele.

Não é somente da morte que eu me lembro.

Eu me lembro da vida.

Do filho que esteve comigo.

Do amigo que caminhou ao meu lado.

Do companheiro que tantas vezes fez parte dos meus dias.

E talvez seja essa a maior diferença entre a ausência e o esquecimento:

ele está ausente... mas nunca foi esquecido.

O tempo passou.

Muita coisa mudou.

Eu mudei.

Mas aquele dia...

Aquele dia ainda não terminou.

E talvez nunca termine.

Porque algumas histórias não terminam quando a vida física acaba.

Elas apenas mudam de lugar.

Saem dos nossos braços...

E passam a morar para sempre dentro do coração.

E eu sigo...

Um dia de cada vez, cada dia um pouquinho...

Até o reencontro.

Quando até a ética vira relativa...



QUANDO ATÉ A ÉTICA VIRA RELATIVA...

Tem coisas que a gente escuta e demora um pouco para acreditar.

Não porque não tenha entendido as palavras... mas porque custa acreditar que elas tenham sido ditas justamente por quem deveria estar entre os primeiros a defender a lei, a ética, a responsabilidade e o respeito às instituições.

Ouvir que até a máfia tem ética...

Meu Deus... que vergonha!

Não é apenas uma frase. É o que ela revela.

Quando alguém tenta justificar o silêncio diante de possíveis erros cometidos por um colega, sob o argumento de que não se deve expor, divulgar ou julgar aquilo que ele teria feito, alguma coisa muito séria está sendo colocada em discussão.

Porque ética não pode ser uma regra para os outros e uma exceção para os nossos.

Lei não pode ser bonita quando serve para punir quem está do outro lado e inconveniente quando alcança quem caminha ao nosso lado.

E lealdade...

Lealdade não deveria significar proteger o erro.

Deveria significar ter coragem de dizer: você errou.

É justamente aí que mora a minha tristeza.

Porque a gente quer acreditar.

Quer acreditar que ainda existe conserto.
Que ainda existe limite.
Que ainda existe vergonha.
Que ainda existe gente disposta a colocar princípios acima de conveniências.

A gente quer acreditar que o fundo do poço ainda não chegou...

Mas, de repente, vem a turma do "vamos ver"... do "oba-oba"... do "deixa isso pra lá"... muitas vezes vestida de autoridade, de conhecimento, de bons costumes, de gente de bem...

E dá aquela pernada na nossa esperança.

Não é só indignação.

É tristeza.

Tristeza porque, quando aqueles que deveriam ensinar o caminho da lei começam a relativizar a ética para proteger os seus, quem fica sem saber para onde olhar somos nós.

E talvez seja justamente por isso que eu ainda me recuse a desistir.

Porque, apesar de tudo, eu continuo acreditando que erro não deixa de ser erro porque foi cometido por alguém de quem gostamos.

Que crime não muda de nome conforme a pessoa que o pratica.

E que ética, quando é verdadeira, não tem bancada, lado, amizade ou conveniência.

Ou ela vale para todos...

ou não é ética.

É apenas um discurso usado quando interessa. 😔😒

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Vamos orar para que possamos ESPERANÇAR!


Hoje é dia de esperança...

Há dias que parecem carregar um significado maior do que as próprias palavras conseguem explicar.

Hoje é um desses dias para nós, brasileiros.

Não quero falar de julgamentos... nem apontar culpados.
Hoje quero falar de esperança.

Daquela esperança que faz a gente respirar fundo e pensar:

“Bem... talvez esteja na hora de colocarmos a casa em ordem.”

Está na hora de resgatarmos aquilo que um país precisa representar de verdade: credibilidade, justiça e respeito.

Hoje, a esperança mexe com uma nação inteira.

Esperança por justiça.
Esperança por dias melhores.
Esperança de que as instituições compreendam o tamanho da responsabilidade que carregam.
Esperança de que decisões importantes não sejam reduzidas à velha sensação de que, no final, tudo acaba em pizza...

“E olha que curioso... hoje também tem o prêmio simbólico da Lotofácil da Independência.
Um dinheiro que pode, literalmente, cair do céu... e transformar vidas.
Que ironia bonita dos céus, não?
Porque dinheiro pode comprar muitas coisas...
mas não deveria comprar consciência, justiça, leis ou dignidade.
Então vamos torcer pela Lotofácil, é claro... 
Mas, principalmente, vamos torcer para que ninguém precise ganhar nada por fora para fazer aquilo que a Justiça deveria garantir por direito.
Porque, no fim das contas, o que queremos não é dinheiro caindo do céu.
Queremos justiça sendo feita na Terra.”

Torcer pela Lotofácil, é claro...
Mas, principalmente, torcer para que a Justiça seja respeitada.

Independentemente de ideologias.
Independentemente de lados.
Independentemente de amizades, interesses ou corporativismos.

Porque justiça, quando é verdadeiramente justiça, não pode ter lado.

Que hoje seja um dia de respirar fundo...
de olhar para o Brasil e acreditar que ainda existe caminho.

Porque mesmo quando parece que chegamos ao fundo do poço...

a esperança insiste em nos lembrar que ainda há luz.

E talvez seja exatamente disso que uma nação cansada precise:

não de mais ódio, não de mais divisão...
mas de esperança, coragem e justiça.

Um dia de cada vez...
cada dia um pouquinho...

Até que a casa volte a estar em ordem. 🇧🇷

Uma escolha só pode ser eterna se te faz bem...

Todo mundo tem direito de ter opinião.

Todo mundo deveria, inclusive, aprender a escolher um lado do muro... saber por que escolheu, conhecer aquilo que esse lado representa e, principalmente, ter consciência de que toda escolha traz consequências. Algumas boas... outras nem tanto.

E assumir as consequências das nossas escolhas faz parte da maturidade.

Mas escolher um lado não significa ficar engessado nele para sempre. Não significa fechar os olhos, tapar os ouvidos e se tornar incapaz de questionar aquilo que está diante dos nossos olhos.

Porque mudar de opinião não é, necessariamente, falta de convicção.

Às vezes, é justamente o contrário.

É preciso muita coragem para olhar para uma escolha que fizemos, reconhecer que alguma coisa não está certa e dizer: “Eu me enganei.”

É preciso humildade para admitir que aquilo que um dia pareceu correto talvez já não seja mais compatível com aquilo que acreditamos.

E é aí que entra a consciência...

Não aquela consciência que a gente apresenta para os outros. Não aquela fé que a gente anuncia aos quatro ventos, mas que desaparece quando nossos interesses são contrariados.

Falo daquela consciência silenciosa... aquela que mora dentro da gente e que, quando estamos sozinhos, não permite que a mentira seja confortável.

Se acreditamos verdadeiramente em Deus, na justiça, na honestidade, na espiritualidade, no amor ao próximo... precisamos permitir que esses valores sejam também instrumentos para avaliar nossas escolhas.

Porque não adianta falar de Deus e defender aquilo que sabemos ser injusto.

Não adianta falar de honestidade enquanto fechamos os olhos para a desonestidade quando ela favorece o nosso lado.

Não adianta falar em justiça quando só consideramos justa a decisão que beneficia aquilo que defendemos.

E não adianta dizer que somos pessoas de fé se a nossa fé só serve para justificar aquilo que queremos acreditar.

Fé também é coragem para enxergar.

É coragem para reconhecer.

É coragem para corrigir.

Por isso, se um dia você perceber que o lado do muro que escolheu não está mais de acordo com aquilo que sua consciência, sua fé e seus princípios lhe dizem ser correto... não tenha vergonha de mudar.

Descer do muro não é fracasso.

Atravessá-lo não é fraqueza.

Mudar a direção não é falta de inteligência.

Às vezes, é justamente a maior demonstração de inteligência emocional, de caráter e de maturidade que uma pessoa pode oferecer.

Porque permanecer no erro apenas para não dar o braço a torcer é uma das formas mais tristes de escravidão.

A pessoa deixa de defender aquilo em que acredita e passa a defender apenas a própria escolha.

E são coisas muito diferentes.

Eu posso ter escolhido um caminho ontem e perceber hoje que preciso tomar outro.

Posso ter admirado alguém e, diante de novas atitudes, deixar de admirar.

Posso ter acreditado em uma ideia e, depois de enxergar suas consequências, reconsiderá-la.

Isso não me diminui.

Isso me humaniza.

O problema não está em errar na escolha.

O problema está em enxergar o erro e, mesmo assim, continuar caminhando por ele apenas porque admitir a mudança machuca o nosso orgulho.

Talvez seja por isso que algumas pessoas prefiram permanecer do lado errado do muro...

Não porque não enxerguem.

Mas porque enxergar exigiria delas uma coragem que ainda não encontraram.

E talvez a maior liberdade que alguém possa conquistar seja justamente essa:

a liberdade de não ser prisioneiro das próprias escolhas.

Porque princípios não são partidos.

Princípios não têm lado.

Princípios não precisam de torcida.

Ou são princípios... ou não são.

No final das contas, cada um de nós terá que responder não apenas pelo lado do muro que escolheu, mas pelo que fez enquanto esteve ali.

E quando chegar a hora de olhar para trás, talvez a pergunta mais importante não seja:

“Eu estava do lado certo?”

Talvez seja:

“Quando percebi que estava errado, tive coragem de mudar?”

Porque reconhecer o próprio erro não apaga o caminho percorrido...

Mas pode impedir que continuemos caminhando na direção errada.

E isso também é evolução.

Também é fé.

Também é reforma íntima.

Também é Deus nos ensinando, através da nossa própria consciência, que ninguém precisa permanecer para sempre onde um dia escolheu estar.

A vida é movimento...

E quem realmente busca a verdade precisa estar disposto a caminhar com ela, mesmo quando ela nos obriga a mudar de direção.

sábado, 12 de setembro de 2026

Quando o amor e a família parecem não ter sido suficiente...


Há histórias que chegam até nós pela televisão, pelas redes sociais, pelos jornais... e, antes mesmo de pensarmos nos envolvidos, deveriam nos fazer pensar sobre o ser humano.

Hoje eu me peguei pensando em uma mulher.

Não na mulher pública, não na empresária, não na esposa de alguém que, segundo as notícias, teria construído uma vida paralela cercada de situações que ela talvez jamais imaginasse.

Pensei simplesmente na mulher.

O que passa pela cabeça dela quando as notícias chegam?

Será que ela sabia?

Será que desconfiava e preferiu não enxergar?

Ou será que, como tantas pessoas dentro de uma relação, acreditava que conhecia profundamente aquele homem com quem dividia a vida?

Eu não sei.

E, justamente por não saber, não me sinto no direito de condená-la.

Porque existe uma coisa que pouca gente parece compreender: ser enganado dentro de uma relação também é uma forma de violência emocional.

A pessoa que descobre que o companheiro mantinha uma vida que ela desconhecia não perde apenas a confiança nele.

Ela começa a questionar a própria história.

"Quantas coisas eu não percebi?"

"Quantas vezes ele mentiu olhando nos meus olhos?"

"Quem era, afinal, a pessoa que dormia ao meu lado?"

"E quanto da nossa vida foi verdadeiro?"

Talvez essa seja uma das maiores humilhações que alguém possa experimentar.

Não necessariamente pelo que o outro fez, mas pela sensação de ter sido colocada, sem saber, dentro de uma história da qual não conhecia o roteiro.

E existe ainda uma dor muito particular para uma mulher que está exposta publicamente.

Porque enquanto ela tenta entender o que aconteceu dentro de sua própria casa, milhares de pessoas, que não conhecem sua intimidade, já estão formando opiniões sobre ela.

Alguns dirão que ela sabia.

Outros dirão que não poderia não saber.

Haverá quem a culpe por ter permanecido.

Haverá quem diga que ela foi ingênua.

E talvez ninguém pare para pensar que, naquele momento, ela também pode estar tentando juntar os próprios caquinhos para descobrir onde termina a mentira e começa aquilo que ela acreditava ser a sua vida.

Não sabemos o que ela sabia.

Não sabemos o que ela sentia.

Não sabemos o que acontecia dentro daquela casa.

E talvez essa seja justamente a reflexão que precisamos fazer:

até onde vai a nossa capacidade de julgar a vida de alguém quando conhecemos apenas aquilo que foi exposto?

Eu acredito que o ser humano pode ser ganancioso, ambicioso, apaixonado, dependente, cego...

Mas também acredito que ninguém merece ter sua dignidade transformada em espetáculo.

Há momentos em que o melhor julgamento é simplesmente não julgar.

Porque amanhã pode ser a nossa vez de descobrir que alguém que amávamos não era exatamente quem imaginávamos.

E, quando isso acontece, não existe dinheiro, posição social, poder ou aparência capaz de impedir a pergunta que provavelmente dói mais:

"Como eu não percebi?"

Talvez essa mulher esteja vivendo exatamente esse momento.

E, antes de apontarmos o dedo, talvez devêssemos lembrar que existem dores que não precisam da nossa sentença.

Precisam apenas de silêncio, respeito e humanidade. 😑

“Há escândalos que o público acompanha como notícia, mas alguém precisa acordar no dia seguinte e continuar vivendo dentro deles.”

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

QUANDO A FELICIDADE DO OUTRO INCOMODA...


Hoje, em meio a quatro dias de dor, exausta, com a voz até mais fraca de tanto cansaço, fiz uma oração pedindo a Deus que me ajudasse a compreender algumas coisas...

E uma palavra ficou latejando na minha cabeça: inveja.

Não sei exatamente por quê.

Talvez porque, em alguns momentos da vida, a gente perceba que nem todo mundo está preparado para assistir à felicidade do outro.

E isso é curioso...

Porque inveja nem sempre chega vestida de maldade. Às vezes ela vem disfarçada de brincadeira, de ironia, de indiferença, de um comentário aparentemente inocente... às vezes vem até acompanhada de um sorriso.

E ela pode estar em qualquer lugar.

Na família, nas amizades, no trabalho, nos relacionamentos mais próximos ou mais distantes...

Mas existe uma coisa que eu aprendi: a felicidade de alguém não diminui a felicidade de ninguém.

Tudo aquilo que conquistamos ao longo da vida teve um preço.

Horas de trabalho, noites maldormidas, escolhas difíceis, organização financeira, renúncias...

Nada veio de graça.

E hoje, como tantas famílias brasileiras, também precisamos fazer escolhas. Diminuímos gastos, abrimos mão de algumas coisas, trocamos planos, reduzimos encontros... até o plano de saúde precisou ser revisto.

Estamos precisando trocar um carro velho, que já começa a representar um risco.

A vida não está fácil.

Mas, apesar de tudo isso, estamos vivendo uma fase bonita.

Meu filho, minha nora e meus netos conseguiram sair de um lugar que não era deles e foram morar em um imóvel próprio.

Um imóvel que estava praticamente destruído e que precisou de muito trabalho para se transformar novamente em um lar.

Meu marido comprou.

Meu filho colocou a mão na massa.

Outros trabalhadores ajudaram.

E, aos poucos, aquilo que era apenas um imóvel passou a ter cara de casa... de família... de conquista.

E eu me alegro.

Muito.

Não porque tenhamos ficado ricos.

Não porque nossa vida tenha se tornado perfeita.

Mas porque, no meio de tantas dificuldades, uma família conseguiu dar um passo adiante.

E talvez seja justamente aí que esteja a questão...

Nem sempre as pessoas conseguem olhar para a felicidade do outro sem compará-la com a própria vida.

Nem sempre conseguem simplesmente dizer:

"Que bom! Fico feliz por vocês."

Às vezes precisam diminuir a conquista.

Questionar.

Ironizar.

Encontrar um defeito.

Disfarçar o incômodo.

Talvez porque a conquista do outro acabe mostrando aquilo que elas próprias ainda não conseguiram alcançar.

Mas eu não quero viver olhando para os lados para descobrir quem está feliz com a minha felicidade e quem não está.

Também não quero esconder minhas alegrias para que ninguém se sinta incomodado.

Quero apenas aprender a protegê-las.

Não com arrogância.

Não com ostentação.

Não com confronto.

Mas com discrição, maturidade e fé.

Porque existe uma diferença enorme entre não provocar a inveja e ter medo dela.

Eu não quero provocar ninguém.

Mas também não quero ter medo de ser feliz.

E talvez seja essa a grande lição...

A negatividade alheia pode nos afetar, pode nos entristecer, pode nos fazer questionar pessoas e relações.

Mas não podemos entregar a ninguém o poder de determinar o tamanho da nossa alegria.

Se Deus nos permitir florescer depois de tantos temporais, não devemos esconder as flores.

Devemos apenas aprender onde colocá-las...

E nas mãos de quem vale a pena entregá-las.

Porque, no fim, talvez a melhor resposta para qualquer olhar atravessado seja continuar vivendo...

Sem ostentar.

Sem provocar.

Sem explicar demais.

Sem diminuir nossas conquistas.

E, principalmente...

sem deixar de agradecer.

A felicidade também é uma forma de resistência.

E quando ela nasce depois de muita luta...

ela merece ser vivida. ❤️