Este blog é mais uma ferramenta para ajudar mães enlutadas a viverem seus dias de saudade entre o céu e a terra.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
O Mosaico que reconstruiremos!
domingo, 4 de outubro de 2026
Ou ficar a Pátria livre... ou morrer pelo Brasil!
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Michele e Carmela... amo vocês... e todas as outras!
A jarra de cristal...
Essa noite eu tive um sonho.
Não consigo me lembrar dele por inteiro... algumas coisas ficaram embaralhadas, outras simplesmente desapareceram assim que abri os olhos.
Mas uma coisa ficou.
Uma sensação forte... daquelas que permanecem mesmo quando o sonho já se foi.
Era como se alguém conversasse comigo... alguém que, no sonho, parecia um professor, alguém que me fazia pensar, organizar ideias, olhar para dentro... entender alguma coisa que talvez eu ainda não esteja conseguindo entender sozinha.
Acordei angustiada... ou talvez não seja bem essa a palavra.
Levantei, bebi água, voltei para a cama e dormi novamente.
E foi então que sonhei com duas mães enlutadas que conheci na época do GAME... aquele grupo de apoio a mães que, como eu, precisaram aprender a continuar vivendo depois da partida de um filho.
Acordei pensando nelas.
E, junto com elas, veio uma imagem...
Uma jarra de cristal.
Daquelas que a gente tem carinho... que gosta de conservar, de enfeitar a mesa, de colocar água, flores, coisas bonitas.
Uma jarra que, de repente, um dia... racha.
A rachadura fica ali, perto da boca.
E a gente continua colocando água.
Coloca mais...
Mais um pouco...
Até chegar perto da boca.
E então a água começa a escapar pela rachadura.
Vaza.
Verte.
E talvez seja assim o nosso coração depois que alguém que amamos morre.
A jarra somos nós.
A rachadura é a morte.
E a água... são as nossas emoções.
Porque a gente continua sendo capaz de amar, de lembrar, de sorrir, de viver, de colocar flores dentro da jarra.
Mas existe uma rachadura.
E ela não desaparece.
O que aprendemos, com o tempo, talvez seja a reconhecer o quanto de água podemos colocar ali.
Há dias em que conseguimos encher quase até a boca.
Conseguimos falar, lembrar, olhar fotografias, ouvir uma música, visitar lugares, contar histórias...
E há dias em que precisamos colocar menos.
Um pouco menos de água.
Não porque amamos menos.
Não porque esquecemos.
Não porque a saudade diminuiu.
Mas porque naquele dia... a nossa jarra não suporta tanto.
E está tudo bem.
Talvez o processo do luto seja exatamente esse...
Aprender que não precisamos jogar a jarra fora porque ela rachou.
Também não precisamos jogar fora a água.
Precisamos apenas aprender a respeitar o limite dela.
Colocar menos quando for necessário...
E, ainda assim, continuar colocando flores.
Porque a morte pode ter aberto uma rachadura em nós...
Mas não levou a capacidade de amar.
E talvez continuar vivendo seja isso:
Não tentar voltar a ser a jarra que éramos antes da rachadura.
Mas aprender a cuidar da jarra que somos agora.
Com mais delicadeza...
Com mais paciência...
Com menos cobrança...
E entendendo que haverá dias em que a água vai transbordar.
E haverá outros em que conseguiremos colocar flores e seguir.
Até que um dia percebamos que viver não significa ter consertado a rachadura.
Significa ter aprendido a conviver com ela.
Porque algumas ausências não se preenchem.
Algumas saudades não passam.
Alguns amores não terminam.
A gente apenas aprende...
Até onde pode encher a jarra.
E continua.
Com água...
Com flores...
Com amor...
Um dia de cada vez... cada dia um pouquinho... até o reencontro.
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Tempos angustiantes...
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Está chegando o dia em que voltar a ter as rédeas do país só dependerá de nós!
Será que você vem observando o que está acontecendo com o pessoal da segurança pública no Rio de Janeiro?
Pois é... eu venho observando.
Tenho acompanhado o movimento de profissionais da segurança pública que estão colocando seus nomes à disposição para disputar cargos legislativos e executivos. Policiais federais, civis, militares e outros profissionais que conhecem a criminalidade não apenas pelos números das estatísticas, mas pelo que encontram todos os dias nas ruas.
E há algo nesse movimento que merece ser analisado com atenção.
Talvez muitos desses profissionais tenham chegado à conclusão de que não basta continuar prendendo.
Não basta prender o assaltante, o traficante, o integrante de uma organização criminosa... para, pouco tempo depois, vê-lo de volta às ruas por brechas legais, interpretações jurídicas, fragilidades processuais ou por um sistema que, em determinados casos, não consegue manter preso quem representa efetivamente uma ameaça à sociedade.
E aqui é preciso fazer uma distinção: não estou dizendo que toda soltura seja ilegal ou que todo profissional do Judiciário esteja equivocado. O Estado de Direito exige regras, devido processo e garantias. O problema é outro:
as leis e as estruturas criadas para combater o crime precisam acompanhar a velocidade com que o crime se organiza.
O crime mudou.
As organizações criminosas mudaram.
O narcotráfico se profissionalizou, ampliou seus territórios, criou redes financeiras, armamentos, comunicação e logística cada vez mais sofisticadas.
E nós ainda discutimos muitas vezes como se estivéssemos enfrentando o mesmo criminoso de décadas atrás.
Enquanto isso, quem está na ponta dá o murro em ponta de faca.
Prende.
Investiga.
Produz provas.
Arrisca a própria vida.
E, quando o criminoso volta para a rua, muitas vezes retorna ainda mais estruturado e perigoso.
É compreensível, portanto, que parte desses profissionais esteja começando a olhar para o Legislativo e pensar:
“Talvez eu precise estar lá para mudar aquilo que, aqui fora, eu não consigo mudar.”
Porque segurança pública não se faz somente com viatura, fuzil, investigação e operação policial.
Segurança pública também se faz com leis adequadas à realidade, inteligência, integração entre instituições, investigação financeira, fortalecimento das estruturas policiais, sistema prisional eficiente e um sistema de Justiça capaz de responsabilizar, dentro da lei, quem efetivamente comete crimes.
E talvez seja justamente essa percepção que esteja levando tantos profissionais da segurança a sair das ruas e entrar na política.
Não necessariamente porque desistiram de combater o crime.
Talvez porque tenham entendido que combater o crime também significa combater, dentro das instituições, aquilo que permite que ele continue se reproduzindo.
E há ainda uma discussão maior, que merece ser feita com muita responsabilidade: como aperfeiçoar os mecanismos de controle e responsabilização de todos os agentes públicos envolvidos no sistema de Justiça, preservando a independência institucional e as garantias constitucionais.
Eu mesma já pensei sobre a possibilidade de mecanismos diferentes de escolha ou avaliação para determinadas funções do sistema de Justiça. Mas isso é um debate constitucional e institucional complexo, que não pode ser reduzido a simplesmente “eleger juiz”. Afinal, independência judicial também é uma garantia importante do Estado de Direito.
O ponto central, para mim, é outro:
não podemos exigir que o policial resolva sozinho um problema que é muito maior do que a polícia.
Enquanto um profissional arrisca a vida para retirar um criminoso das ruas, o restante do sistema precisa funcionar.
Porque, se não funciona, chegamos a uma situação perversa:
o policial prende, o criminoso retorna e a sociedade continua refém.
E talvez seja justamente por isso que estamos vendo tantos homens e mulheres da segurança pública decidindo ocupar espaços na política.
Eles já experimentaram o limite da atuação de dentro das ruas.
Agora querem participar da construção das regras que organizam o jogo.
E isso, gostemos ou não, é um movimento que merece ser observado.
Porque quando quem passa a vida combatendo o crime começa a concluir que precisa entrar no Legislativo para mudar as condições desse combate...
talvez seja um sinal de que há alguma coisa muito séria precisando ser discutida no Brasil.
Um fim de semana que valeu a minha vida!
Um fim de semana muito bom! ❤️
Um lugar paradisíaco... pessoas dispostas a tornar nossa estada ainda mais prazerosa... e uma harmonia que parecia blindada pelos céus!
Tudo concorreu para o êxito da viagem: o tempo, o lugar escolhido... até São Pedro deu um refresco e liberou o sol — mesmo que um tanto envergonhado —, mas ele esteve por lá durante toda a sexta e o sábado! ☀️🌿🌊
Mas houve algo que, para mim, bateu forte no coração: ver pais e filhos em uma integração que pouco se vê nos dias atuais, quando a pressa da vida parece não deixar espaço para o simples e tão necessário “crescer juntos”.
Não teve briga... não teve malcriação... não houve necessidade de uma palavra mais ríspida.
Houve convivência.
Houve presença.
Houve brincadeira, conversa, cumplicidade e, acima de tudo, tempo compartilhado.
Foi um daqueles fins de semana que certamente ficarão guardados no HD pessoal de cada criança e de cada adulto que esteve ali... como uma memória boa para ser acessada lá na frente, quando a vida estiver corrida demais e o coração precisar se lembrar de tempos felizes.
E para mim e meu marido, que pertencemos à ala da terceira idade desse encontro, ficou uma alegria tranquila e profunda: a de ver nossos netos e seus amiguinhos cercados por pais dispostos a mostrar, através das próprias atitudes, que família é o melhor investimento que podemos fazer na vida.
Que essas crianças cresçam carregando muito mais do que fotografias desse fim de semana.
Que carreguem lembranças.
Que carreguem afetos.
Que carreguem a certeza de que houve um tempo em que seus pais pararam tudo para simplesmente... estar com eles.
Deus abençoe a todos! 🙏🏻
E que dias assim, dignos de memória positiva, aconteçam cada vez com maior frequência. ❤️
Porque, no fim das contas, talvez seja isso que realmente importa:
criar memórias felizes enquanto ainda temos tempo de vivê-las.
domingo, 27 de setembro de 2026
Tudo por ela... nossa arco-íris!
Nina... 11 anos de um amor que chegou para iluminar nossos dias! 💙🌊🧜♀️
Ela só completa 11 anos amanhã...
Mas nós resolvemos antecipar a comemoração e passar este fim de semana prolongado aqui na ilha, em Angra, cercados pelo vovô, pela vovó, pela outra vovó, papai, mamãe, irmão, as melhores amigas e o primo do coração.
E que fim de semana!...
Um lugar paradisíaco, daqueles que parecem ter sido cuidadosamente preparados por Deus para nos lembrar que a vida também sabe ser bonita.
Com sol ou sem sol, Angra oferece uma paz... meu Deus, uma paz maravilhosa!
As fotos não negam a felicidade.
Os sorrisos não deixam esconder.
As memórias já estão guardadas para sempre. ❤️
Mas, apesar de toda essa beleza, ela é o foco.
Ela é a nossa rainha.
A menina que chegou para encantar os nossos corações, para trazer alegria e, de alguma maneira tão bonita, devolver razões para sorrir e continuar acreditando que a vida sempre pode nos surpreender.
Nina chegou pequenininha... e trouxe um mundo inteiro de amor com ela.
E hoje, olhando para essa menina de 11 anos, eu só consigo agradecer a Deus pelo presente que nos deu.
Minha oração é que os caminhos dela sejam sempre protegidos pela Virgem Mãe Maria e iluminados pelo Pai Maior.
Que ela cresça com a mesma vontade de vencer que vê no pai e na mãe...
com o senso de justiça que o pai carrega...
com o valor da família que aprendemos a cultivar...
com esse amor incondicional que tenho pela minha família.
Mas, acima de tudo, que ela nunca perca o sentido de quem ela é.
Porque é isso que mais desejo para ela:
Que ela saiba que pode amar, cuidar, ajudar, lutar, abraçar o mundo inteiro...
Mas que nunca se esqueça de si mesma.
Que compreenda, desde cedo, que estar segura, estar feliz, estar em paz e ser fiel àquilo que acredita também é uma forma de amar os outros.
Porque ela pode ser muito por todos nós...
mas, antes de tudo, precisa ser por ela.
E talvez seja esse o maior presente que eu possa desejar para os seus 11 anos:
Que a vida não lhe ofereça apenas fins de semana como este...
Que nem todos os dias sejam ensolarados, cercados pelo mar, pela família, pelos amigos e pela alegria.
Porque a vida também terá dias nublados.
Terá desafios, escolhas, perdas, medos e recomeços.
E, quando eles chegarem, minha menina, que você tenha dentro de si a mesma força, a mesma determinação e a mesma intensidade com que viveu este fim de semana.
Que você aprenda a vencer não apenas os dias felizes, mas também aqueles que parecerem difíceis demais.
Que seja forte sem deixar de ser doce.
Que seja determinada sem deixar de ser sensível.
Que seja justa sem perder a ternura.
Que ame profundamente... sem jamais esquecer de se amar.
E que Nossa Senhora caminhe sempre ao seu lado, colocando luz nos seus caminhos e proteção sobre os seus passos.
Porque você é, e sempre será, uma das histórias mais bonitas que Deus escreveu em nossas vidas.
Feliz 11 anos, minha Nina! 🩷
Que você continue mergulhando na vida com essa coragem de quem sabe que o mundo é enorme, bonito e cheio de possibilidades...
E que nunca se esqueça:
você é muito amada.
Você é muito importante.
E nós estaremos sempre aqui... torcendo, amparando, celebrando e agradecendo a Deus por ter colocado você em nossas vidas.
Amanhã você completa 11...
E nós completamos mais um ano de privilégio por ter você conosco. 🌊🧜♀️🎂💙
Te amamos, nossa menina do mar! 🩷🩵🌊✨
sábado, 26 de setembro de 2026
Presentes de Deus...
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Insônia... desgaste constante...
Não consegui dormir a maior parte da noite... estou acordada faz horas e daqui a pouco preciso ir ao dentista...
Estou cansada... faz dias... há em mim uma preguiça da alma... um esgotar de emoções...
Não consigo passar pela dor dos outros como quem olha pela janela. Eu entra nela. Sinto. Penso. Me coloco no lugar. E, quando o mundo está cheio de sofrimento, acabo carregando um pouco de cada história dentro de mim.
Ando demais solidária a dor dos outros... não sei fugir disso!
Hoje só precisava atravessar esta manhã.
Mesmo estando sem dormir, cansada há dias e ainda precisando ir ao dentista... Então farei o mínimo necessário. Irei devagar. Depois, voltarei para casa, se puder, me permitirei não produzir nada. Não preciso escrever o bom dia perfeito, não preciso responder todo mundo, não preciso absorver mais nenhuma dor.
Hoje só preciso atravessar esta manhã.
Às vezes o cansaço coloca na gente uma espécie de neblina sobre aquilo que, em outro dia, conseguimos enxergar com mais clareza.
E eu já atravessei neblinas antes.
Hoje, talvez seja só mais um daqueles dias em que a frase do Bruno precisa ser aplicada a mim:
um dia de cada vez… cada dia um pouquinho… até o reencontro.
Só que, desta vez, sem cuidar de todo mundo primeiro.
Preciso cuidar de mim...
Ando demais desanimada com o rumo da vida...
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dias sim... dias não... mas vou sobrevivendo sem um arranhão... ou quase!
Tem dias que, mesmo que não esteja chovendo, eles são nublados...
Isso acontece... com algumas pessoas mais vezes do que gostariam, mais vezes do que imaginamos que alguém pudesse suportar... mas elas atravessam o dia assim mesmo.
Elas entendem que faz parte de todo um processo... que nem todo dia precisa ser bonito para ser importante.
Agora, existem dias ensolarados... cheios de cor, de sons que evidenciam a vida em harmonia, de cheiros que despertam memórias, de calor que abraça...
Isso também acontece com algumas pessoas que, às vezes, nem acreditam que merecem tamanha Luz e tanto Calor!
A vida é assim...
Tem variações de tempo, de temperatura, de humores, de sentimentos... há manhãs de céu azul e há tardes em que precisamos simplesmente esperar a tempestade passar.
E, no fim, talvez esteja tudo bem...
Porque aquele que confia no processo e no Criador continua caminhando.
Vai se reformulando... aprendendo... amadurecendo... fazendo sua reforma íntima... e se preparando.
Até o dia em que o Pai Maior disser:
— Pronto, Filho... agora é Comigo!
E então, quem sabe, a gente finalmente compreenda que todos aqueles dias nublados também faziam parte do caminho até a Luz...
Um dia de cada vez...
Cada dia um pouquinho...
Até o reencontro...